Psycho Killer
55 Capítulo Cinquenta e Quatro
Notas iniciais
Capítulo Cinquenta e Quatro
Lucy parecia desnorteada ao abrir os olhos, os bruxos, Charlotte ao seu lado e Sofia morta não eram compreensíveis para ela. A última coisa que se lembrava era de ter estado com Charlotte em seus braços na aldeia, então de Margot dizendo algo e tudo ficando escuro.
Harry, ao lado de Renesmee, foi o primeiro a convergir em direção a vampira. Assim que chegou até ela, a abraçou, deixando Lucy encostar seu rosto no peito dele. Ela também se lembrava dos dois juntos na aldeia e, como tinha sentido esperança de ser verdadeiramente feliz na companhia dele.
— Oi Harry! — Ela desfez o abraço, tocando no rosto dele, para comprovar que ele não era uma alucinação. Então, se voltou para Charlotte ainda ali ao lado. Sabia que era Charlotte, mas não a bebê que tinha em seus braços antes de tudo ficar escuro, o que lhe dizia que ela esteve tempo demais na escuridão. — Charlotte?
A garotinha respirou aliviada, teve medo de não conseguir fazer aquilo, de decepcionar seus pais e Harry com a missão de trazer Lucy de volta, mas tinha conseguido. O corpo de Sofia ali ainda a atormentava, tinha sido ela quem cravou seus dentes na bruxa e fez seu sangue jorrar para alimentar Lucy.
— Sim, sou a Charlotte — ela confirmou para Lucy.
Lucy sorriu, então a abraçou também. Depositando beijos no rosto de Charlotte.
— Oh querida, você está enorme! — Lucy exclamou olhando diretamente nos olhos azuis de Charlotte, notando tristeza ali. — Você está bem? — Charlotte apenas assentiu, voltando a abraçar Lucy.
Então, o circulo se dispersou. Alec trocou algumas palavras com David, então ele e o coven se encaminharam para a saída do castelo. Eles ficariam na floresta fora da cidade, até que fossem definitivamente convocados a servir quem eles tinham como líder.
Jane e Renesmee logo chegaram a Lucy também, que imediatamente se pôs de pé para abraçar as duas. Então, Alec foi até ela.
— Obrigado por ter protegido Charlotte aquele dia, ela poderia ter sido levada por Margot — falou para a vampira.
— O que aconteceu? — Lucy perguntou confusa. — Depois que Margot me atingiu com aquele feitiço, o que houve? Não lembro de mais nada, era como se eu tivesse dormindo.
— Margot a matou, Lucy — Renesmee respondeu, com a filha nos braços. — Alguns meses se passaram desde então, Harry esteve procurando por cada bruxo ao redor do mundo que conhecesse um feitiço que pudesse a trazer de volta.
— Você fez isso? — Lucy indagou a Harry.
— Fiz, eu... — Ele foi calado por Lucy o beijando.
Jane bufou, afastando-se, levando consigo o corpo de Sofia.
— Harry você pode contar a história toda a Lucy quando terminar de beijá-la, vamos levar Charlotte para descansar — Alec anunciou, conduzindo a filha junto de Renesmee para o interior do castelo.
Charlotte e Renesmee estavam absolutamente quietas, a híbrida ajudou a filha a arrumar-se para dormir, então a deitou na cama. Alec beijou a cabeça de Charlotte, indo sentar-se junto de Renesmee a mesa no canto do quarto. Não demorou muito para a garotinha pegar no sono, ainda que ele fosse agitado, com acréscimos de novos pesadelos a longa lista que já tinha.
— Como quebraremos essa ligação? — Renesmee perguntou a Alec, os olhos repousados sobre a filha dormindo.
— Não sei, mas conseguiremos, eu não vou deixar Violet ganhar com o plano macabro dela. — Alec segurou na mão de Renesmee, que o olhou. — Você se arrepende de algo, Cantante?
— Do que está falando?
— De ter fugido de casa, de ter ficado comigo. — Ele parou de respirar. — De Charlotte. Arrepende-se de algo que fez?
— Não — ela respondeu convicta. — Alec, eu tinha meu destino traçado mesmo antes de nascer, eu era o que ligava Jacob a minha mãe, eu era a mestiça responsável por trazer ao mundo a menina mais poderosa que já existiu. Mas, eu não segui o destino como ele realmente queria, fiz alterações, lutei contra ele...
— Mas no fim aconteceu, tudo. Jacob morreu por você, como a magia dos lobos diz o quanto ele seria seu protetor e, agora você deu a luz a menina mais poderosa do mundo como a profecia dizia. Você lutou contra seu destino, mas não pode vencê-lo.
— Nenhum de nós pode. — Renesmee apertou a mão dele. — Não há treinamento para isso, Volturi. Mas há algo em minha vida que meu destino não tinha me prometido.
— Eu? — Alec sorriu, a fazendo sorrir também.
— Bem convencido, não é mesmo? Mas sim, trata-se de você, Volturi. A profecia não falava de amor entre nós dois, não contava que fossemos nos apaixonar, mas aconteceu.
— Renesmee?
— Sim?
— Eu amo você, essa ligação não será o fim do seu destino.
Renesmee sorriu.
— Sei que você conseguirá dar um jeito nisso.
— Confia em mim?
— Sempre confiei.
***
Lucy estava junto de Renesmee e Alec na biblioteca, após algumas horas de conversas entre eles.
— Quem deve assumir o lugar se vocês caírem? — a bruxa perguntou, mesmo irritada em pensar naquilo. Harry tinha lhe posto a par de tudo na última noite.
— Charlotte — eles responderam juntos.
— E se ela cair também?
— Ela não vai — Alec garantiu. — Jane e Demetri poderão ajudá-la, ainda que minha irmã odeie só imaginar-se num papel de mediadora. Você também Lucy. — Olhou para ela. — Sei que já te pedimos demais...
— Sempre protegerei Charlotte, isso não mudou — ela afirmou. — Mas vocês não vão, não é? Cair, quero dizer.
— Não é nossa intenção. — Renesmee deu um sorriso nervoso. — Mas se acontecer, nós sabemos que será conosco juntos.
— Você não faz ideia de como quebrar a ligação? — Lucy perguntou a Alec.
— David está voltando com o resto do coven, tentaremos isso hoje.
— Vocês realmente acham que Charlotte irá querer assumir Volterra, mesmo que com vocês algum dia? Que ela irá querer o coven lhe servindo? Ela pareceu tão distante disso tudo.
— Não, ela não quer — Renesmee disse. — Mas é a forma que ela será protegida. Por isso Alec e eu não fugimos com ela quando Aro e Caius morreram. Os Volturi, os bruxos, todos servem a lideres, todos os protegerão. Charlotte é nossa filha e, se algo nos acontecer ela tem de assumir imediatamente para que nossos aliados sejam os dela também. Ela não quer ser uma líder, mas precisa ser uma.
***
Charlotte olhava curiosamente para Violet, estava ali a alguns minutos a observando dormir. Os guardas Volturi junto dela, protegendo a garotinha, ainda que soubessem o quanto de poder ela tinha.
Ela tinha descido até ali enquanto os pais conversavam com Lucy, queria ver Violet antes de começarem uma sessão de feitiços tentando desfazer a ligação. A bruxa abriu os olhos, acordando pela primeira vez desde seu ataque fracassado ao castelo Volturi.
— Oi — Charlotte murmurou, constrangida por ter sigo pega a espionando.
— Ah a criança. — Violet sorriu, mas não conseguiu se mover, ela tinha chegado ao fim de todas suas reservas de forças. — O que faz aqui?
— Queria vê-la.
— Para que?
— Conte-me qual o feitiço certo para desfazer a ligação que você fez com minha mãe! — Charlotte exigiu, erguendo o rosto, mas seu corpo todo tremia só por estar confrontando Violet, que por sua vez riu baixinho.
— Você é apenas uma garotinha, eu posso estar fraca, mas ainda sou uma bruxa de verdade. Quanto a você, não passa de uma caixinha guardando poderes, menina, sua serventia nesse mundo é apenas essa. Ser o troféu na corrida por poder, que quem ganhará quebrará, pegando apenas as peças importantes, o resto será jogado fora.
— Diga-me qual o feitiço! — Charlotte gritou, agarrando as barras de ferro diante de si.
Violet sentou-se, olhando diretamente nos olhos de Charlotte.
— Não me assusta, menina. Seu medo é palpável. Nunca pensei que diria isso, mas seus pais são adversários muito melhores. Você nunca será uma enquanto continuar sendo medrosa, tente aprender algo com a Mestiça e o Renegado, quem sabe consiga tornar-se um por cento do que eles são.
— Você...— Charlotte estava quase repetindo o feitiço que usou da outra vez contra Violet, quando foi interrompida.
— Charlotte, não! — Era Alec.
— Viu criança? Você só tem o poder, mas não é poderosa como seus pais, é fraca.
— Fique quieta, Violet! — Renesmee ordenou afastando a filha das grades, então a bruxa usou suas unhas para arranhas seus próprios braços, fazendo a híbrida sentir a mesma dor. — Pare com isso!
Violet parou, rindo.
— Vieram tentar quebrar a ligação? — perguntou vendo David e outros bruxos atrás de Jane e Alec. — Bom, não conseguirão. É forte demais, não há nada tão forte no mundo suficiente para quebrá-la.
— Vamos começar logo com isso — Jane disse impaciente. — Renesmee. — A híbrida levou a filha consigo.
Pelo resto da tarde os bruxos trabalharam com diferentes feitiços e, até mesmos porções para tentar quebrar a ligação. Alec machucava Renesmee o mais devagar possível para ver se Violet ainda sentia e, ela sempre sentia o mesmo.
A ligação não podia ser quebrada, pelo menos eles não sabiam como.
***
Todos se reuniram na sala dos tronos no inicio da noite, Renesmee mais quieta do que antes por não ter tido a ligação quebrada, estava em desespero de como faria para sobreviver e matar Violet. Talvez pudessem torturar Eleanor, fazendo com que Violet dissesse qual feitiço para desfazer a ligação, mas não acreditava muito naquilo.
— Eleanor está vindo, eu posso sentir isso — David anunciou após um tempo de concentração, cortando todas as outras conversas paralelas. — Ela estará aqui ainda essa noite.
Renesmee localizou Charlotte nos braços de Lucy, então fez um sinal para que a vampira saísse do salão com a filha. Prontamente foi o que ela fez.
— Nós lutaremos hoje — Alec começou a discursar. — Não apenas pela segurança de minha filha, que todos vocês juraram proteger, mas pela nossa própria segurança. Eleanor pretende torna-se uma líder sem limites, irá controlar todos, não os dará direito a deixarem. Ela exporá nosso segredo aos humanos, nos colocará em perigo, ameaçará cada vida humana ou vampira sobre a Terra. E, isso não pode acontecer. Por isso, peço mais uma vez que lutem essa guerra conosco.
Todos ali, vampiros e bruxos, ajoelharam-se diante dele e Renesmee. A guerra finalmente ocorreria.
***
Alec e Renesmee entraram abruptamente na biblioteca onde Charlotte estava, seguidos de David e Jane. Ela pulou da mesa, ficando na frente dos pais.
— Lô, precisamos tirá-la daqui — Alec disse para a menina, que assentiu.
— Lucy, você pode ir com ela, não é?
— Claro, eu não seria eficiente em uma batalha, de qualquer forma — Lucy falou.
— Não, ela não pode — David disse. — A menina tem de ir sozinha, ela fez feitiços muito poderosos nos últimos dias, não poderá usar um feitiço de teletransporte, carregado de magia para ir com mais alguém. Além do mais, se for acompanhada de uma vampira será facilmente rastreada.
— Ela não pode ir sozinha — Renesmee o contestou.
— Ela precisa — David afirmou, ajoelhando-se diante de Charlotte e colocando um papel com o feitiço transcrito ali. — Você irá repeti-lo, apenas para si mesma em sua cabeça junto com o lugar do nome para onde quer ir.
— Eu quero...
— Não — David a interrompeu. — Nenhum de nós pode saber para onde você vai, eles podem nos torturar e arrancar informações, como seu paradeiro. Apenas escolha um lugar seguro e, fique escondida.
— E como eu saberei quando posso voltar? — Charlotte perguntou angustiada.
— Nós te encontraremos. — Alec se ajoelhou junto com Renesmee perto da filha, David levantou. — Você vai ficar bem, Charlotte. — Alec beijou a testa dela.
— Leve isso com você. — Renesmee tirou o colar Volturi de seu pescoço, colocando no da filha. — Eu amo você, Lô.
— Também amo você, mãe. — A abraçou, então abraçou o pai. — Amo você também, papai.
— Nós estaremos juntos em breve, eu prometo. — Alec segurou na mão dela por um instante, encarando os olhos azuis que eram como os seus quando humanos. — Violet está errada, Charlotte, você é corajosa e poderosa. Lembre-se disso.
— Somos Volturi. — Charlotte sorriu. — É o que somos, poderosos.
Alec sorriu, a abraçando mais uma vez. Antes de se levantar e levar Renesmee consigo.
Charlotte se concentrou no papel em sua mão, repetindo o feitiço e o local para onde queria ir em sua cabeça. Então, aconteceu e ela desapareceu na frente de todos ali.
Renesmee agarrou a mão de Alec, respirando fundo.
— Mais alguma ordem, Alec? — Jane perguntou ao irmão.
— Sim — ele respondeu, ainda encarando o ponto onde a filha estava instantes antes. — Você e David podem pedir que tenha pelo menos um bruxo tomando conta de um grupo de vampiros. Os bruxos devem manter os aliados de Eleanor afastados e, os vampiros farão o trabalho de matá-los.
— É uma boa ideia — David concordou. — Não se preocupem — disse para Alec e Renesmee. — A menina ficará bem.
Ele deixou a biblioteca junto com a Jane e Lucy.
— Preciso que faça algo por mim, Renesmee.
— O quê? — ela perguntou receosa. — Não me diga que quer que eu fuja também, ou que eu fique fora da batalha, não irá acontecer. Eu arrancarei a cabeça de todos que passarem no meu caminho essa noite.
— Não — Alec negou. — Nós iremos lutar lado a lado.
Renesmee sorriu ao ouvir aquilo, era o que queria, alguém que acreditasse nela.
— Mas, preciso do seu sangue.
— Porque você fica mais forte com ele.
— Sim. — Alec cravou seus dentes no pescoço dela, então usou seu poder vampiro sobre a híbrida enquanto se alimentava, concentrado, pedindo que aquilo desse certo.
Renesmee, totalmente no escuro, não entendia nada daquilo, mas também não questionou.
— Eu amo você, Mestiça.
— Eu amo você, Renegado.
— Vamos lutar!
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