Psycho Killer
6 Capítulo Cinco
Notas iniciais
Capítulo Cinco
Os Cullen se dividiram, com o intuito de conseguirem achar Renesmee mais rapidamente. Não tinham ideia de como a garota estava, ela podia estar correndo sérios riscos e talvez estivesse desesperada por ter assassinado a garotinha.
Bella tinha medo, muito medo do que a filha podia tentar fazer para reparar aquele erro. Lembrava-se perfeitamente de Edward indo até os Volturi para acabar com a própria vida, temia que sua menina tentasse algo parecido.
Cada Cullen foi para um canto do globo, Alice para o Japão, Jasper para a Austrália, Emmett para a África do Sul. Rosalie para a Argentina, Esme iria cobrir parte da Ásia, Carlisle do Oriente Médio. Os lobos se prontificaram a cobrir toda a área da América do Norte, mesmo que muitos não estivessem contentes em procurar por Renesmee sendo que ela podia ter se tornado uma assassina.
Edward seguiu para a Itália, precisava ter certeza de que os Volturi não estavam envolvidos no sumiço/fuga da filha, mesmo que Alice estivesse monitorando cada um deles. E Bella foi para a Holanda, lugar que a filha vivia querendo voltar desde a última viagem em família pela Europa.
— Emmett e Rosalie também não encontraram nada? — Bella perguntou para o marido pelo celular, enquanto se encaminhava para uma floresta para poder caçar, era dia das Bruxas, estava na Holanda desde a noite passada.
— Nada — Edward respondeu. — Alice disse que os Volturi continuam quietos, mas vou continuar por aqui.
— Tudo bem, qualquer coisa me ligue, preciso mesmo ir caçar agora.
— Se cuide Bella, eu juro que teremos Renesmee de volta, confia em mim?
— Cegamente.
Os dois se despediram, então desligaram no mesmo instante. Bella se desconectou do seu grande problema para focar em sua alimentação, não conseguiria achar Renesmee se estivesse fraca sem caçar.
Abateu dois cervos, o que logo a satisfez. Estava voltando para a estrada, quando um vampiro apareceu na floresta, ele aparentava ter sido transformado com no máximo vinte anos, o cabelo assumia um tom loiro escuro, era forte e alto, mas os olhos vermelhos tão escuros era o que realmente chamava atenção.
— Perdida? — ele perguntou para Bella, com um forte sotaque britânico, os braços cruzados atrás do corpo, em uma posição elegante.
— Não, já estava indo embora. — Bella sorriu para ele, tentando parecer despreocupada.
— Não vai não.
Então o vampiro estalou os dedos e Bella caiu no chão, sentido a cabeça explodir e algo dentro de si revirar. Foi ai que vomitou, era nojento, mas colocou todo o sangue que tinha bebido para fora. Sentiu o corpo transpirar e era como ser humana de novo, uma humana que podia estar com algum tipo de infecção que acometesse febre.
— Quem é você? — ela indagou para o vampiro, vomitando ainda mais, sentindo o corpo todo amolecer.
— Aaron Smith, estive atrás de você escudo. — Aaron se agachou perto dela. — Não se preocupe, meu poder infelizmente não pode te matar, mas é bem parecido com isso. Tenho o dom de fazer vampiros parecerem doentes, incrível, não é mesmo? O melhor de tudo é que por ser algo físico seu escudo não me importa.
— Não faça nada comigo Aaron, minha família irá descobrir e te matar! — Bella se contorceu no chão, sentindo frio e o corpo estremecer.
— Eles não vão não, eu tenho alguém muito mais forte e poderoso por trás de mim.
— Os Volturi?
Bella deu um sorrisinho sarcástico, mesmo com dor e sentindo-se fraca, aquilo era errado, um vampiro não devia sentir-se daquele jeito.
— Volturi? Não, aquele grupo antigo e desatualizado não são para quem eu devo satisfações. — Aaron ergueu Bella muito facilmente do chão. — Você irá conhecer a Imperatriz, seja educada e quem sabe não te matamos.
— Você e essa tal de Imperatriz pegaram minha filha? — Bella indagou, os olhos quase fechados como se pudesse dormir.
— Ainda não, mas vamos pegar todos os impuros e híbridos como ela, então os mataremos sem piedade alguma.
***
Alec se livrou do corpo da garota bêbada, sobre o olhar atento de Renesmee, que ainda não entendia porque ele não a matava de vez. Ela mataria sua/seu cantante se cruzasse com ele na mesma hora, não conseguia entender como o Volturi resistia.
— O que quis dizer com podemos nos divertir? — ela o questionou, vendo o corpo da garota desaparecer entre as chamas do fogo que Alec colocou nela.
— Vamos deixar a teoria de lado. — O Volturi sorriu para Renesmee, dando as costas para a fogueira onde o corpo queimava. — A prática sempre será mais interessante, Cantante.
— Pare de me chamar assim! — Renesmee exigiu.
O sorriso no rosto dele deu lugar a uma careta, então segurou no braço dela, encarando os olhos da híbrida.
— Estou lhe poupando de muita coisa, Cullen, seja mais legal comigo, entendeu?
— Que seja, já que não quer me matar, vamos nos divertir! — Soltou-se dele, para se livrar das botas que usava, uma vez que um dos pares estava sem o salto. Sem se importar jogou o calçado junto a fogueira, o deixando queimar ali.
— Você é atrevida, não é mesmo? — Alec se curvou para falar bem perto do ouvido de Renesmee.
— Você ainda não viu nada Volturi. — Por fim sorriu para ele, caminhando a sua frente de volta para a boate.
A festa continuava a todo vapor no local, Renesmee quase atacou um garoto que saiu sangrando por ter se cortado, mas Alec a impediu a guiando para o bar. Pedindo bebida humana para a híbrida.
— Eu não tomo álcool — ela falou, olhando feio para o copo que Alec a oferecia.
— Acredite, isso é mais seguro do que sair por ai arrancando pescoços, você já teve sua cota de estragos. Dê pelo menos uma hora para voltar a atacar.
Renesmee revirou os olhos, mas pegou o copo e bebeu tudo que tinha lá de uma vez. Fazendo careta graças ao gosto, deixando o álcool rasgar sua garganta.
— Ainda prefiro sangue — anunciou, largando o copo no balcão.
Alec nem ligou para o que ela disse, observando a garota. Mesmo descabelada por ter acabado de matar, suja de sangue e sem sapatos ela continuava tentadora.
Ao mesmo tempo em que tinha força, agilidade e todas as outras características positivas de um vampiro, Renesmee também possuía a graça de uma simples humana. Pele quente, olhos de cor natural, bochechas rosadas e coração batendo.
Um coração que Alec podia ouvir muito bem de onde estava, agitado, trabalhando a todo vapor. Bombeando o sangue de Renesmee para todo o corpo dela, o sangue que deveria ser tão vermelho quanto os lábios vermelhos da híbrida.
— Vem comigo! — Alec a levou para a pista de dança, onde uma música que o vampiro milenar apreciava muito, começava a tocar.
— Então você curte música dos anos oitenta? — Renesmee perguntou para ele.
— Eu curto muitas coisas, Cullen.
— Não! — Ela colocou os dedos contra os lábios dele. — Me chame apenas de Renesmee, prefiro assim.
Alec sorriu contra os dedos da garota, afastando a mão da ruiva, para segurar em sua cintura e colocar sua boca contra a dela. Primeiro Renesmee ficou em choque, mas quando o corpo gelado de Alec se chocou contra o seu, toda a hesitação se foi, então retribuiu o beijo.
Acabaram deixando a pista de dança, indo aos beijos em direção ao corredor que levava aos banheiros. Alec mantinha uma mão embaixo da saia de Renesmee, enquanto as delas já tinham aberto boa parte da camisa social que o vampiro insistia em usar .
Ela foi posta contra a parede, passando suas pernas pelo quadril dele, sendo sustentada pelo mesmo. Renesmee queria se culpar por aquilo, mas não conseguia, nem mesmo pensar em Jacob ajudava.
Existia algo no Volturi que o fazia ser perigoso, selvagem, cheio de adrenalina. Gostava daquilo, de se sentir a mil por hora com ele, na forma que a boca dele trabalhava na dela, do modo sem pudor algum que suas mãos a tocavam.
Alec não parecia a ver como uma garotinha indefesa, era como se ela finalmente estivesse sendo vista como a mulher que tinha se tornado. A híbrida que era muito mais do que uma simples humana inútil, uma vampira forte que podia tomar suas próprias decisões.
A boca do vampiro deixou a dela, passando para o pescoço da Cullen, o que a fez estremecer por um momento. Mas ao mesmo tempo que temia que ele a mordesse, imaginava como aquela sensação podia ser.
Colocou a mão sobre o cabelo de Alec, puxando a cabeça dele na direção de seu rosto, fazendo com que ele a olhasse. Os olhos vermelhos dele pareciam mais escuros ainda, como sangue.
— Isso era o que eu queria dizer com se divertir — Alec disse, a segurando com uma mão, enquanto a outra arrancava o chapéu parte da fantasia dela de sua cabeça.
— Eu tenho um quarto onde poderemos nos divertir ainda mais — Renesmee sugeriu.
— Você é perigosa, Cantante!
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