Psicose

15 Os homens de poucas palavras são os melhores.


Notas iniciais
Oi, estou feliz! Se perceberem eu postei este capítulo um pouco mais cedo que de costume não? haha.
Muito obrigada Egoísta Kaulitz, por sua recomendação, eu amei e fiquei realmente muito feliz. Agora só faltam mais duas recomendações para que eu consiga a minha meta de 10! Alguém se propõe a ajudar? Por favor?
Eu particularmente gostei do final deste capítulo, depois me digam oq acharam ok?
Beijos, boa leitura, nos vemos nos reviews *-*

Eu já havia me aprontado para o especial jantar com a querida Hannah. — É óbvio que estou sendo um poço de ironia.

- Filha, já está pronta? — Ouvia a voz de meu pai, ecoando por toda casa.

- Só mais um segundo.

Me aprontei e modéstiaa parte, eu estava linda, claro que toda minha produção não era para Hannah, e sim para um certo rapaz de cabelos pretos.

Coloquei meu melhor vestido e complementeicom uma maquiagemleve, sem vulgaridade, eu estava linda e pela primeira vez, sentia-me viva.

Fui para a cozinha, onde meu pai dava os últimos toques na mesa, que por sinal, eu nunca havia visto tantos pratos diferentes, e nem de longe uma mesa tão farta e requintada.

- Como está? — Papai perguntou-me apreensivo, com os olhos brilhantes.

- Linda, pai. — Eu tive de admitir, embora eu soubesse para quem esse jantar era, e não gostar nem um pouco dessa ideia, diga-se de passagem, a mesa estava mesmoespetacular.

(Dim Dom)

Respirei bem fundo quando fomos avisados que ela acabara de chegar. Hannah, a mulher que queria roubar o lugar de minha mãe, agora estava prestes a entrar dentro da minha casa.

- Isso já foi longe demais. — Murmurei, enquanto caminhava até a porta decidida em bota-la para correr.

"Diana, não!"

Imediatamente meus pés cravaram-se no chão. De onde vinha esta voz. Fiquei estática, sem mexerum músculo.

"Fique calma, sou eu, Bill"

- Meu Deus, como você está na minha mente?
"Vá atender a porta, eu te explico depois, e mantenha a calma."

Obedeci a voz, uma vez que eu tinha certeza de que era segura.

- Ola Ana. — Aquela mulher nojenta de cabelos loiros e olhos negros abraçou-me apertado, como se fossemos melhores amigas.

- Oi. — Respondi fria.

- Hannah! — Meu pai aproximou-se dela, e agarrou-a pela cintura.

- Oh! Ola Georg. — Respondeu a safada, com um olhar malicioso.

- Bom, vamos comer? — Perguntei antes que eles resolvessem me ignorar e fazerem sexo ali mesmo.

- Claro, vamos. — Disse meu pai, puxando-a com o braço em sua sintura, comendo-a com os olhos. Aquilo era nojento.
Nos sentamos a mesa, meu pai fez questão de que eu me sentasse ao lado de Hannah. Ato totalmente desnecessário, se querem saber minha opinião.

- Então Ana, me conte com vai sua vida. — Aquela voz de taquararachada ecoou em minha cabeça.

- Me chame de Diana, se é que não se importa. — Disse fria.

- Tudo bem. — Eu estou maluca, ou Hannahficou sem graça?

- Eu estou bem. — Respondi sem maiores detalhes.

- Conte a ela que você está na escola SumerFold. — Pediu GeorgBeker, que estava prestes a morrer, caso não calasse a boca.

- Você já contou papai. — Dei um sorriso irônico.

- É uma ótimaescola. Conte-me sobre meninos, algum em especial? — Como ela erasinica.

- Claro, e ele é lindo.
"Obrigado." — Ouvi Bill agradecer em minha mente. Eu definitivamente teria de me acostumar com isto, pois meu corpo tremia com cada contactoinesperado.

- E por que nunca me falou dele querida? — Perguntou meu pai, enquanto mordiscavauma fina fatia da torta de frango, que ele mesmo havia preparado.

- Pai, eu não vou ficar falando sobre isto com você não é? Sou uma menina, preciso de minha privacidade.

- Pode contar comigo querida. — A intrometidapronunciou-se. — Sempre quando quiser conversar pode me ligar, ou pedir que seu pai leva-a até minha casa.

- Claro. — Sorri. Acho que meu estoque de sorrisos irônicosjá estava no fim.

- Dill, Hannahe eu queremos lhe contar algo. — Papai começou.
Era o fim, eu sabia o que aquilo significava. Droga.

- Podem dizer. — Disse corajosa, com muito medo do que eu ouviria como resposta.

- Nós estamos namorando. — Hannahdisse sorridente, pegando na mão de meu pai.

- Eu não sou mais uma criança, já havia percebido. — Desta vez, guardei a ironia para mais tarde.

- E então Dill, tudo bem para você? — Perguntou meu pai, como se fosse um adolescente apaixonado.

- Pai, tudo bem, afinal, a vida é sua. Faça o que quiser dela.

"Mantenha a calma Dill" — Bill sussurrou em minha cabeça.

- Ótimo, então temos sua aprovação? — Insistiu meu pai.

- Sim. — Suspirei sentindo-me derrotada.

- Obrigado filha. — Disse sorrindo,com a boca, e com os olhos. Mais com os olhos, que fique claro.

- Obrigada, Ana... Quero dizer, Diana. — Ela fez isto de propósito, eu podia sentir.

- Tudo bem.

- Vamos a sobremesa. — comemorou papai.

O jantar foi tranquilo, eu passei a maior parte do tempo calada, a naõser quando os pombinhos insistiam em me colocar no assunto. Eu me limitava a responder apenas, sim, não, e sorrir. Já estava exausta de tudo aquilo, não pelo fato de que o jantar já havia se estendido ás uma da madrugada, mas por ter de sentir o perfume doce de Hannah, que causava-me ânsiae dor de cabeça.

- Bom, já está tarde Georg, esinto que Diana já esta cansada, parece um tanto pálida. O que houve querida? — Perguntou minha adorávele amada madrasta, passando suas mãos frias em meu rosto. Quanta liberdade não autorizada, céus.

- Eu estou bem Hannah, só estou com um pouco de sono, é só isso. — Mais uma vez meu sorriso forçado ajudando-me.
- Será que seu belo pai poderia me levar em casa, querida? — A cínica perguntou.

- Claro que sim. Pai, você volta ainda hoje? — voltei-me para ele.

- Eu não sei Dill, se importa se eu dormir na casa de Hannah.
Sim, pai. Eu me importo, me importo muito!!

- Não, tudo bem. — Dei-me por vencida.

- Obrigada por te sido tão madura e compreensivahoje Diana, garanto que nos daremos muito bem. — Hannahabraçou-me. — E não se esqueça, se precisar de conselhos amorosos pode contar comigo. — Sussurrou ao pé do meu ouvido.

- Até amanhã filha. — Papai esticou-se até mim, dando-me um beijo na testa, pegando as chaves do carro logo em seguida.

- Até. — Despedi-me, enquanto trancava a porta.

Suspirei, encostando a cabeça na porta e relaxandomeus músculos. A noite estava quente, então resolvi ir ao quintal dos fundos, observar o reflexo magnifico da lua naságuascristalinas da piscina.

- Você está tão linda. — Com certeza era ele, Bill, o meu anjo imperfeito.

- Senti tanto a sua falta. — Corri como uma criança desprotegida e me agarrei em seus braços.

- Estou aqui, para você. — Senti suas mãos afagarem meus cabelos, suavemente.

- Eles estão namorando, já sabe?

- Sim. — Confessou Bill. — Mas acredito que isso não seja exactamenteum problema.

- E por que não? — Indaguei confusa.

- Por que eu tenho tudo o que eu preciso em meus braços neste exactomomento, e agora, nada mais importa.

Confesso, eu me senti a menina mais sortuda e feliz do mundo.

- Quer dançar? — Bill esticou sua mão esquerda, convidando-me.

- Sem música? — Podia sentir um sorriso bobo desenhando-se em meus lábios, fazendo com que todos os meus pontos fracos fossem descobertos.

Bill não respondeu nada, apenas enfiou a mão por dentro do bolso de sua calçade couro, estendendo um mp4 rosa, com adesivos em gliter, sorrindo.

- Onde acho isso? — Perguntei surpresa, não via aquele mp4 desde muito tempo.

- Nas suas coisas, você definitivamente, não sabe procurar. — Bill puxou o fone, e colocou uma das extremidades em minha orelha, fazendo o mesmo com ele.

Uma música lenta começou a tocar, então Bill puxou-me contra seu peito, posicionando-me reta, forçando-me a seguir seus passos.
Quer o exemplo de um momento mágico? Dance com o homem da sua vida com fonede ouvidos e você entenderá.

Era uma cena perfeita, o reflexo da piscinafazia com que os seus olhos brilhassem ainda mais, e eu certamente já estava perdida na imensidão e profundidade daquele olhar, e com certeza, passaria o resto de minha vida assim, dançando, nos braços do meu homem.