Psicose
6 O mundo está desarticulado.
Notas iniciais
Imagino que pouquíssimas pessoas vão ler a fic, e provavelmente ninguém vai dar importância se ela foi atualizada ou não, mas aqui estou eu, voltando a fazer o que eu mais gosto, que é escrever.
Enfim, é dificil eu sei, e pouco provável mas se alguém ainda estiver lendo a fic, aqui está um novo capítulo, e prometo que de agora em diante eu vou voltar com a força e a vontade redobradas. Obrigadas Liebes *-*
Medo.
Minha respiração prosseguia acelerada. Os pedaços esmigalhados de vidro espalhados pelo chão, o barulho como se uma bola de Baseballtivesse atingido uma janela se propagou pelo ambiente de forma ensurdecedora, e, o pior, não havia mais ninguém no recinto além de mim, e eu tenho certeza que não fui eu quem fiz aquilo.
Gotículas de meu sangue manchavam o transparentedo que a alguns segundos atrás era um espelho ...
- Diana! — A essa altura minha capacidade de percepção já havia sido asfixiada pelo medo, que insistia em tomar conta de cada músculo de meu corpo, e de cada molécula do sangue que corria em minhas veias. A única pessoa que poderia estar chamando meu nome era meu pai, mas eu já não tinha tanta convicção, tudo que sei é que alguém entrara em meu banheiro, colocando a porta praticamente no chão.
Segui estática sem mover-me. Os braços — que possivelmente eram de meu meu pai — envolviam minha cintura fazendo com que eu me levantasse e seguisse em direçãoa minha cama.
- Você está bem, filha? — Podia ouvir sua voz, e me tranquilizeiem saber que era mesmo meu pai. Sua voz estava distante em minha cabeça, chacoalhei-a em sinal positivo, pelo menos tentei.
Sentei-me em minha cama, fitando o nada. A cena se projetavaem minha cabeça repetidamente, várias e várias vezes enquanto meu pai limpava o banheiro, retirando o cacos do desastre, que eu não causei.
Aquele homem, — que antes parecia lindo, agora me passava uma imagem sinistra eamedrontadora, — me deu um aviso, na verdade mais parecia uma ordem. Ele disse que eu devia me afastar de Lukas, mas por que? No meu sonho, — que agora já não tinha certeza se realmente foi um sonho — o homem de nome Bill disse que me ajudaria a descobrir quem matou minha mãe, então o que Lukastem a ver com isso? Será que ele tem algum envolvimento com esse mistério? E se esse tal de Bill não fosse só um sonho, então o que ele era? E por que aparecia para mim, como um fantasma do mal?
Meu pai já havia deixado meu quarto, depois de uma série de perguntas sem resposta. Resolvi tentar relaxar e acabei por adormecer.
''Diana, me ajude, minha cabeça está doendo. Eu estou com muito medo filha."
Acordei num impulso, arfando alto após sonhar novamente com minha mãe. Dirigi-me para o banheiro, com medo, pois não sabia o que encontraria; Tudo foi bem tranquilo, voltei par meu quarto afim de dormir novamente, deitei-me na cama e automaticamente meus músculos relaxaram e o pesar em meus olhos os faziam lacrimejar.
- Diana? — Uma voz dura chamava meu nome. Nesse exatomomento uma batida falhou em meu coração , era com certeza Bill, seja lá o que ele for.
- Não me machuque por favor, o que você quer? — As lágrimas de medo já escorriam em meu rosto.
- Shh, não chore meu anjo. — Seus dedos frios secaram minhas lágrimas. — Desculpe-me por hoje.
- Como assim desculpe-me? — Por mais que eu tentasse eu não conseguia compreender.
- Não queria assusta-la. — Seu olhar parecia triste.
- Então por que fez aquilo?
- Por que não posso suportar a ideia de que você se apaixone por ele. — Bill olhou-me dentro de meus olhos. Ele, mesmo sendo sinistro continuava lindo, a figura mais linda que já vi em toda minha vida.
- Como assim Bill? — não conseguia entender o por que eu sentia que podia confiar nele.
- Pergunte a seu pai se ele conheceu algum Bill... — Onde ele queria chegar?
- Como assim? — Eu não fazia ideia, primeiro Lukasestava envolvido na história, agora meu pai também.
- Somente pergunte, vou estar aqui quando você voltar. — Deu-me um leve beijo na testa e afastou-se sentando na ridícula poltrona rosa que meu pai havia comprado para a decoração 'adolescente' de meu quarto, colocou as mãos sobre os joelhos, como se fosse esperar ali.
- Ok. Suspirei fundo e segui pelo corredor, até chegar no quarto de meu pai.
- Pai?. — Bati na porta, já era tarde, ele podia estar dormindo, mas não.
- Entre Dill. — Ele gritou do outro lado.
- Achei que o senhor já estivessedormindo.
- Não querida, ainda tenho que acabar de escrever o manuscrito para o edital da revista. Disse olhando para seu notebook, sem olhar para mim.
- Claro... Pai — continuei. — Posso te fazer uma pergunta?
- Sim Dill, mas não podia esperar até amanhã? — Perguntou friamente.
- Pai, achei que não fosse incomodar, desculpe.
- Já que está aqui, pergunte.
- Quem é Bill? Quero dizer... você conhece algum Bill?
- Por que esta me fazendo esta pergunta Diana? o que aquele moleque do Lukascolocou em sua cabeça? — O semblante de meu pai havia mudado de uma hora para outra. Passou de frio para extremamente irado.
- Por que está nervoso pai? Eu só fiz uma pergunta.
- Uma pergunta na qual a resposta não lhe interessa. — Seu tom era pesado, seus olhos percorriam o quarto como se quisesse argumentar, como se procurasse uma boa desculpa.
- Pai, o que custa responder? — Insisti.
- Saia daqui Diana. — Ele levantou-se rápido, se colocando em minha frente com os olhos cheios de raiva, empurrou-me com força em direçãoa porta, batendo com a mesma em meu rosto. — Vá dormir e se prepare por que a partir de amanhã você vai voltar para a escola.
Como assim? Voltar para a escola? Ter de aguentar as pessoas me perguntando como estou, como tudo aconteceu? Era isso mesmo? Ele só podia estar de brincadeira.
Corri para meu quarto e bati forte a porta contra a parede.
- Idiota. — Gritei para quem quisesse ouvir. — as lágrimas começaram a rolar e o ódiocomumentea brotar em meu coração.
- Você está bem? — Bill ainda estava sentado, como havia prometido.
- Não. Ele é um idiota. Ele quem devia ter morrido, e não minha mãe. — Disse em meio a soluços.
- Sinto em ter que concordar com você. — Bill olhou-me triste.
- Bill. — Abracei-o e imediatamente meus músculos relaxaram. Eu senti-me confortávele segura nos braços daquele homem, que eu ainda não sabia o que era.
- Diana. — Bill chamou-me.
- Sim Bill.
- O prazo termina hoje. — Disse com a voz tremula.
Lembrei-me da noite passada, onde Bill perguntara se eu o aceitava em minha vida. Na verdade, ele era a única pessoa que não me tratava como louca, mesmo com seus mistérios, de alguma forma desconhecida eu me sentia segura com ele, é como se ele fosse o meu ponto de paz.
- Eu aceito Bill, aceito você em minha vida.
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