Havia uma estrada

Longa e paradisíaca.

As vezes escura, outras iluminadas.

Com suas várias lombadas

Seus buracos, seus perigos.

Havia uma estrada,

E havia uma curva

Onde tua rua me encontrava.

E a cada sopro frio do teu bafo quente

A terra levantava.

Havia uma estrada,

Havia uma curva,

Havia uma encruzilhada,

E o destino, com tua falsa graça,

Me apedrejou com a mão que antes afagava.

E o teu sopro que antes aliviava

Congelou.

Então houve uma garota machucada,

Sangrando na beira da estrada,

Presa em suas próprias palavras.

Agora a estrada é asfaltada,

Na curva há uma placa,

E na encruzilhada apenas saudade.