Ergue-se como um mastro,

Entre as ondas oscilantes de desejo.

E bate. Uma.

O movimento sincronizado,

Com a mão firme conduz o barco.

Que preso em seu prazer

Vaga nesse oceano;

Esperando o gozo

De encontrar, perder a terra firme.

Avista entre as ondas

O paraíso desejado.

Mas navega desajeitado:

De olhos fechados,

Com a boca cheia de ânsia.

E nesse vai e vem,

Frenético e abusado,

Logo bota tudo para fora.

E a água antes atormentada

Agora se faz quieta.

E o sabor salgado

É da mais doce compensação

Pois gozou com gosto

A satisfação ao viajar

Nesse mar de perdições.