Psichopathic Mind

4 Capítulo 4 - Let's Kill Tonight


Notas iniciais
Eu vou começar a postar um capítulo por semana, desculpe a demora, mas ainda estou desenvolvendo a história haha tenho andado meio sem tempo também... Bem, de qualquer forma, aqui está, espero que gostem ;)

Susan acordou completamente nua na cama de Lavi, o homem ainda dormia calmamente ao seu lado, a respiração leve e o rosto sereno. Argh, como ela queria simplesmente matá-lo e acabar com aquele barulho irritante que Lavi fazia quando inspirava e expirava.

Olhou pela janela e constatou que ainda estava escuro, presumindo ser madrugada, uma vez que o total silêncio delatava que todos dormiam calmamente em suas camas.

Matá-los agora seria uma ótima ideia, enquanto todos pensavam que estavam seguros no calor de suas camas, jamais imaginariam que alguém lhe cortaria as cabeças sem sequer hesitar. O olhar de pavor e surpresa que brilharia em seus olhos antes de morrer seria imperdível.

Susan segurou a cabeça que latejava com as duas mãos e tentou diminuir a respiração acelerada. Tudo aquilo por um simples pensamento de matar aquelas pessoas... Ela precisava urgentemente de um cigarro. O coração batia desfreadamente, quase a fazendo acreditar que estava a beira de um ataque cardíaco. Mas não havia dor em seu peito, ela estava bem.

Mas seu corpo parecia gritar, todas as suas células estavam em chamas. O homem nu ao seu lado a irritava mais do que o normal, e a sua respiração a estava tirando do sério. Talvez o melhor fosse acabar com o mal pela raíz...

Ela observou mais um pouco Lavi, dessa vez prestando atenção em cada detalhe. Os cabelos morenos do homem caíam em seus olhos, os lábios levemente entreabertos faziam um barulho mínimo sempre que puxava o ar para si (o que, por sinal, irritava Susan ainda mais), uma das mãos segurava o travesseiro enquanto a outra pousava em sua barriga. Com desprezo ela tirou a mão do homem de sua pele e a jogou para o lado, com nojo.

Sentia ódio de si mesma por ter se deixado tocar por alguém tão repugnante como Lavitcho.

Levantou-se sem fazer barulho e foi até o armário, tomando o cuidado de não se furar com alguma farpa do chão de madeira. Vestiu qualquer roupa que encontrou de primeira, sem se importar se as roupas eram suas ou de outro alguém que morasse na cabana. Pegou o machado no canto do quarto.

Tudo o que pretendia era sair pela floresta e talvez descontar sua raiva em algum infeliz animal noturno perdido no meio da estrada, mas antes que pudesse sair do quarto, uma mão agarrou seu ombro com força, fazendo com todo o seu corpo estremecesse e se arrepiasse. Segurou o machado com mais força, praticamente quebrando os ossos das mãos ao forçá-las com tal intensidade.

-Calma, sou eu. Aonde vai, minha boneca?

Ao ouvir a voz do homem, seu corpo relaxou um pouco, mas o aperto das mãos no machado não diminuiu, tamanho era o ódio que sentia pelo dono daquela voz, que, por sinal, era a última pessoa do mundo que ela queria ver acordada aquela hora.

De resposta apenas fez um barulho com a boca, virando a cabeça pro lado afim de impedir que Lavi visse a sua expressão.

-Tsc.

-Suuusi? Não vai me responder, querida?

Falou Lavi apertando o toque em meu ombro, como que para mostrar que era melhor ela responder logo caso não quisesse ser ferida.

-Não te interessa.

Rosnou ela, e com um giro rápido e ágil, quase que animal, golpeou o braço do homem com o machado, fazendo a mão que antes segurava seu ombro cair no chão, ensanguentada.

Por um mero segundo, Susan pareceu voltar a si e olhou para a mão caída apavorada e assustada ao perceber o que tinha feito. Mas logo a sensação anterior de ódio a preencheu novamente, fazendo com que mais uma vez girasse no lugar e elevasse o machado, dessa vez acertando o rosto do homem. Ele tentou impedir a garota possuída pela raiva, mas a dor intensa lhe impediu, e quando o machado acertou sua cabeça, tudo apagou.

Susan olhou para o homem morto caído, completamente nu, sem uma mão e o rosto deformado. Aquela imagem lhe era...excitante.

Sentiu a tesão lhe tomar o lugar da raiva, e com um sorriso tão malicioso quanto maligno e cruel, saiu da cabana, segurando o machado mais firme do que nunca, o que fazia com que os dedos, possivelmente quebrados após o esforço, doessem intensamente.

Após alguns minutos de caminhada pode sentir Átila acompanhando-a de perto. Apenas ignorou a presença do cão e continuou em frente.

Susan não sabia o que fazer, não sabia para onde ir, não sabia com que falar ou sequer o que pensar sobre todo o acontecido. Tudo o que sabia era que estava suja de sangue, e que isso a excitava. Muito.

Ao sair da cabana, Susan havia roubado uma mala de mão de couro preta. Não sabia exatamente o que havia em seu conteúdo. Poderia ser roupas, comida, armar, dinheiro, drogas ou até mesmo a "mercadoria" de alguma entrega de Lavi. Susan esperava desesperadamente que fosse ou drogas, ou dinheiro; ambos seriam de grande ajuda.

Mas, por mais que seu coração batesse acelerado pelo receio e ansiosidade de ver o que a mala continha, ela não a abriu. A última coisa que pensava era em para no meio da floresta em plena madrugada para se certificar sobre o que uma mala roubada levemente suspeita trazia em seu interior.

Não que tivesse medo de algo ou alguém vir atrás de si ou qualquer coisa do tipo, uma vez que caso algo viesse ela poderia matá-lo facilmente e rapidamente, e ainda tinha Átila ao seu lado para avisá-la da aproximação de qualquer criatura viva. Apenas...aquele não parecia o lugar certo, e tampouco o momento certo.

Ao chegar na estrada, continuou caminhando por seu acostamento sem sequer saber em que direção ia. Não tinha nenhum destino em mente. Mas antes parou para guardar o machado na mala, tomando total cuidado para não ver o conteúdo da mesma.

Agora a mala recheada pelo machado e sabe-se lá mais o que pesava em seus ombros, mas a menina tinha uma força surpreendente.

Andava meio cambaleando pela estrada, se preocupando em apenas focar o olhar para frente para evitar qualquer tipo de surto paranoico por observar a mata escura a sua volta.

Mas o surto paranoico que tentava evitar já lhe alcançara, tinha a sensação de estar sendo observada, podendo sentir um par de olhos cravados em sua nuca. Seu corpo todo se arrepiou. Pensou em pegar o machado da mala, porém as mãos quebradas doíam com tal intensidade que teve certeza que não conseguiria segurar o machado devidamente, tampouco se proteger com ele. E apesar da forte sensação de estar sendo observada e o desespero que a tomava, ela sabia que era apenas sua imaginação. Pensou em golpear um pouco o mata a sua volta para ver se ao provar que nada a observava seu coração desacelerasse e a sua respiração voltasse ao normal, no entanto sabia que era inútil, não teria forças para isso e apenas acabaria se ferindo um pouco mais.

Chamou Átila para mais perto, acariciando suas orelhas brancas e pontudas. O cão, diferente da dona, estava calmo e relaxado com o carinho em sua orelha enquanto observava a dona atentamente sem entender o porque dela estar naquele estado de choque e terror. Lambeu sua mão como se dissesse que estava tudo bem. Susan, que não se entregava a ninguém e desconfiava de todos, se acalmou com o simples ato do cachorro, o qual considerava ser seu anjo da guarda.

Andou por mais algumas horas, porém o céu se recusava a clarear. A noite escura, apenas cortada pela lua fraca, transformava a inocente visão da menina com o seu cãozinho em uma imagem macabra e assustadora.

Os cabelos escuros de Susan, bagunçados e caídos sob o rosto pálido, lhe passavam uma energia um tanto...demoníaca; os olhos azuis escuros em contraste com a pele tão esbranquiçada quanto a de uma boneca de porcelana agora pareciam negros e refletiam a alma obscura que aquele rosto bonito escondia como se usasse uma máscara; os lábios vermelhos pareciam de sangue. E Átila, lindo e encantadoramente perigoso, parecia ainda mais um lobo diante a luz do luar. Uma menina demoníaca com um lobo branco andando na noite escura pela estrada; essa era a imagem que transmitiria a qualquer um que visse aquela cena encantadoramente bela e apavorante.

Ao longe, em, praticamente, um quilômetro e meio de distância de onde se encontravam, Susan avistou uma luz entre o mato. A princípio pensou ser um carro, porém logo percebeu que se tratava de uma casa, possivelmente algum motel sujo e barato de beira de estrada. Decidida, aumentou o passo e foi naquela direção.

Notas finais
Comentem e me contem o que acharam!!