Pseudônimo
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Chegamos a Stafford por volta do meio dia e depois de uma parada para comer B recebeu o endereço o ex-politico
—Não é muito longe daqui,a casa é grande e afastada -Ele diz
—Ótimo -Digo olhando para a foto da mansão no celular de B
Caminhamos para fora do restaurante e assim que entramos no carro eu pego a minha faca da minha mochila a escondendo no meu coturno
—De onde apareceu esta faca? -Ele pergunta
—Você achou mesmo que eu iria sair por ai sozinha sem algo para me proteger? -Pergunto
Ele dá partida no carro e eu aproveito o tempo livre para mexer no meu celular
—Você ao menos mudou seu chip? -Ele pergunta ao ver eu com o aparelho nas mãos
—Claro,não quero ninguém me rastreando -Digo desbloqueando minha tela
Abro um jogo qualquer e fico ali jogando enquanto a velocidade do carro aumentava mais e mais
—Sério mesmo que você vai ficar ai jogando? -Ele pergunta tirando os olhos da estrada e os voltando para mim
—Olhos na estrada por favor,sou muito nova para morrer -Digo e ele rola os olhos e volta a olhar para frente
—Me responda -Ele diz
—Vou,celulares são melhores do que pessoas -Digo
—Você não pode fazer sexo com um celular então eu discordo -Ele diz
—Tudo se resume a sexo pra você? -Pergunto tirando meus olhos do celular e o olhando
—Quer coisa melhor? -Ele pergunta concentrado na estrada
—Babaca -Bufo me encostando no banco de couro do carro e voltando minha atenção para o celular
—Vai dizer que sonha com o príncipe encantado -Ele diz
—Não,só não acho que tudo na vida se resume a sexo -Digo nervosa
—Calma,também não precisa começar a dar piti -Ele diz e eu torço o nariz
—Piti?Isto foi tão gay -Digo começando a rir desesperadamente
—Para,vai -Ele diz dando vários tapas de leve na minha coxa
—Você sabe muito bem que não sou gay,te mostrei isto minutos atrás -Ele diz
—Gays também transam -Digo ainda rindo
—A,pare -Ele diz em tom de alerta mas eu faço que não com o dedo indicador e continuo rindo sem parar
Até que ele para o carro no acostamento com uma manobra brusca.Me assusto mas mesmo assim não consigo parar de rir.Ele vira-se para mim e puxa meus braços fazendo eu ficar mais perto dele e então toma meus lábios para si
—Eu não sou gay -Ele diz com seus lábios contra os meus
Levanto meu olhar e olho em seus olhos,suas íris verdes escuras me hipnotizaram e eu esqueci até meu nome,eu sentia ele olhando no fundo dos meus olhos,descobrindo os meu segredos mais sórdidos,mas não conseguia desviar meu olhar,não conseguia parar de olhar para seus olhos.Por fim ele solta meus pulsos e eu pareço voltar para a realidade,balanço minha cabeça e me ajeito no banco do carona.Ele liga o carro e voltamos para o caminho,não demorou muito e chegamos a uma mansão grande e imponente
—Os seguranças foram pagos para nos deixar entrar -Ele diz enquanto eu guardava meu celular e ajeitava minha roupa
Ele entra com a Ferrari pelos portões de ferro e para em frente a entrada da casa,saímos do carro e entramos pela porta da frente,chegamos a uma sala de estar onde uma camareira limpava uma mesa de centro,assim que ela nos viu parou seu serviço e nos olhou sorrindo
—Posso ajudar? -Ela pergunta
—Precisamos falar com o senhor Hendgand -B diz
—Claro,ele está na piscina,vou mostrar onde fica -Ela diz caminhando por um extenso corredor,a seguimos,ela para em frente a duas grandes portas de correr e as abre.O lugar era uma grande varanda,ela caminha pela varanda com eu e B a seguindo,ela para em frente a um portal grande de madeira
—Aqui esta,com licença -Ela diz se retirando
Olhamos para o local onde existia uma grande piscina com algumas esteiras e um espaço para massagem.O corrupto estava na piscina com cinco prostitutas nuas
—Espero que ele também não esteja nu,não estou afim de ter pesadelos a noite -Sussurro e B ri
—Nem com o meu? -Ele sussurra próximo ao meu ouvido com uma voz rouca e meu corpo se estremesse
—Cale a boca e vamos logo acabar com isto -Digo cortando o clima
Entramos no local mas Hendgand nem nos nota,estava ocupado demais beijando uma prostituta asiática,a cena me dá vontade de vomitar.B dá um tiro para o alto chamando a atenção dos seis
—Hendgand,saia dai e venha aqui para eu acabar com a sua raça -Ele diz de uma forma casual,gesticulando com a mão que segurava a arma tranquilamente
As prostitutas começam a gritar com aquelas vozes finas e irritantes
—E VOCÊS FIQUEM QUIETINHAS AI OU ENTÃO EU ATIRO NAS SUAS CABEÇAS -Grito apontando a arma para as prostitutas
—Calma A -B diz olhando para mim
—Calma o caralho,não tenho paciência para estes gritinhos -Digo o olhando
B volta sua atenção para Hendgand
—VAI SAIR POR BEM OU POR MAL? -Ele pergunta chegando mais perto dele na borda da piscina e apontado a arma em sua cabeça
—Vai adiantar?Eu já lhe esperava,estava somente fazendo minha festinha de despedida -Ele diz e suas palavras me dão nojo
—VAI FICAR AI FEITO UM RATO? -B provoca
—E adianta lutar feito homem?Olha o seu tamanho moleque,eu não tenho chances -Ele diz
E realmente não tinha,Hendgand era gordo e baixo,com os cabelos grisalhos e uma grande falha no topo de sua cabeça,a barba mal feita também branca e os olhos negros.Ele deveria ter uns 66 anos
—Nunca vi alguém se conformar tanto com a própria morte -Comento
—Não se meta loirinha,deixe seu namorado terminar o trabalho dele -Ele diz e eu torço o nariz fazendo uma careta
—Ele não é meu namorado -Digo
—Pois então você é muito boba querida -A prostituta ruiva diz
Não penso duas vezes e atiro em sua cabeça,a bala atravessa seu crânio e ela cai de cara na água,morta.As outras começam a gritar mas do nada param,acho que se lembram do que eu havia dito anteriormente
—Lily... -O homem diz como se estivesse lamentando a morte da prostituta
Ele saí da piscina e eu quase saio dando pulos ao ver que ele está de sunga
—Ela não tinha nada a ver com isto -Ele diz nervoso vindo em minha direção
Aponto minha arma para ele mas quando vou puxar o gatilho B é mais rápido dá um tiro certeiro no coração do velhote que caí pesadamente no chão de costas.Novamente as prostitutas gritam
—PORRA QUAL PARTE DO MEU AVISO VOCÊS NÃO ENTENDERAM? -Grito nervosa
Perco minha paciência e atiro na cabeça da asiática,esta caí de costas na água e as outras tampam a boca para não gritarem.B dá as costas para a situação e começa a andar rumo ao portal de madeira,faço o mesmo,mas assim que passamos por ele viro e atiro na cabeça das últimas três prostitutas: uma morena e duas loiras
—Não fui com a cara delas,gritavam de mais -Digo dando de ombros e me virando
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