Pseudônimo
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Olá amores.
Eu tinha pensado em postar na quarta-feira mas acontece que resolvi arrumar umas coisas pra já virar o ano sem tantos problemas e acabou que fiquei enrolada até hoje. Fiquei feliz com a quantidade de comentários ter aumentado mas ainda temos vários leitores fantasmas,apareçam queridos!
Mas agora falando sobre o capítulo de hoje,ele é o penúltimo da fanfic,isto mesmo o penúltimo!E esta cheio de emoções de todos os tipos,espero de coração que vocês gostem
Boa leitura e nos vemos lá embaixo
Saímos dali pela porta dos fundos como B havia tido que faríamos e caminhamos tranquilamente pela rua para não levantar suspeitas,pouco tempo depois estávamos no carro
–Dirija para aquele estacionamento que havíamos visto -Ele diz e viro a rua entrando no estacionamento já entendo o que iriamos fazerParo o carro e pego as minhas coisas enquanto B fazia o mesmo,coloco as minhas mochilas no ombros e dou uma olhada no local,avistando uma outra Ferrari,mas esta era amarela–Um clássico! -Ele diz apontando para o carro de luxoComo da outra vez ele não demorou muito para conseguir desarmar o alarme e encontrar as chaves reservas–Precisamos ensinar algumas noções de segurança para estas pessoas -Digo–Ricos nunca acham que vão ser roubados -Ele diz se sentando no banco do motoristaAbro a porta e me sento no banco do carona colocando minhas coisas no banco de trás,como era na outra Ferrari.Não demorou muito e já estávamos pegando a rodovia para sair daquela cidade.Encostei minhas cabeça no banco e como de imediato as imagens da porta do bordel vieram na minha mente,eu raramente ficava com nojo e medo de algo mas aquilo foi demais até para mim,B parou o carro no acostamento e eu fiquei surpresa–Eu não vou deixar aquilo acontecer com você -Ele diz colocando sua mão no meu joelho–Como você... -Começo a dizer–Eu vi como você ficou -Ele me corta–Entende porque elas parecem gostar tanto,como aquela com o cara negro?São raras as vezes que é somente um por vezes,já vi casos muito piores que aquele A -Ele diz apertando um pouco meu joelho de uma forma reconfortanteAbaixo minha cabeça–Estou parecendo uma garotinha assustada -Digo–Não se esqueça que apesar de tudo você é mulher e deve ser respeitada,não tratada como um objeto -Ele diz e de impulso eu o abraçoEle me abraça de volta,me apertando contra seu corpo,encosto minha cabeça no seu ombro e fico assim,era tão bom...–Vamos dormir um pouco e continuamos a viajem amanhã certo -Ele diz e eu afirmo com a cabeçaFomos então para o banco de trás do carro,colocando nossas mochilas no chão do carro e trancando as portas com o alarme,B se deitou no banco e abriu seu braço para que eu me aconchegasse ali,assim fiz,abraçando seu pescoço e aspirando seu cheiro de menta–Como estamos sentimentais -Comento–Assassinos também tem sentimentos A -Ele diz beijando o topo de minha cabeça–Agora durma um pouco -CompletaE assim eu fiz.Acordei com alguém me chamando–A -Escutei a voz de B e abri meus olhos–Precisamos ir -Ele dizMe sento e ele faz o mesmo,arrumamos nossas coisas novamente e nos sentamos nos bancos da frente do carro com ele voltado a dirigir enquanto eu tentava em vão pentear meus cabelos com os dedos.Não demorou muito e o seu celular tocou,e como sempre a conversa foi breve–Isto precisa terminar,vamos matar o chefe deles -B diz–Mas como faremos isto? -Pergunto–Já eliminei todos os seus braços diretos,ele não tem mais nenhum aliado e está com poucos comparsas -Ele diz enquanto eu abria os vidros do carro–E esta em Houston,não podemos perder esta chance -Ele completa–Tudo bem,estão vamos para Houston -Digo–Não antes disto -Ele diz tomando meus lábios para si–Vamos logo -Digo batendo em seu ombro e me separando dele–Antes que esta melação fique pior -Completo me ajeitando no banco do carro–Você consegue ser pior que eu quando o assunto é sentimentalismo -Ele comenta com os olhos na estrada–Entenda uma coisa,você não sabe praticamente nada sobre mim -Digo–É,boa observação -Ele diz apontando seu dedo indicador para meu lado–Mas conheço todos os caminhos do seu corpo -Ele diz reviro os olhos rindo e ele me acompanhaRetiro meus all stars com os pés mesmo e ajusto o banco até ficar deitada,a viagem seria longa...–Mas afinal,o que você tanto queria quando saiu de casa? -Ele pergunta e eu suspiro–Sinceramente?Nem eu sei,eu não me encaixava com os padrões da sociedade e sentia algo dentro de mim que eles classificam como ruim,então fui em busca de algo que eu gostasse de fazer,que a verdadeira eu gostasse de fazer -Digo e ele apenas assenteUm silêncio desconfortável toma conta do carro e eu fico encarando a paisagem que passava pela janela,até que um bocejo meu escapou–Está com sono? -Ele pergunta mas eu nego com a cabeça–Pode dormir,a viajem será longa -Ele dizResolvo não protestar,ele tinha razão.Me ajeito no banco ficando de frente para ele e fecho os olhos,logo caindo no mundo dos sonhos–Vamos A acorde -Escuto ele me chamar–Mas eu estava dormindo tão bem... -Penso e continuo imóvel–Vamos princesa -Ele diz me balançado–Epa, princesa não -Digo abrindo os olhos–Sabia que iria funcionar -Ele diz esticando o canto dos lábios em um sorriso–Filho da puta -Digo dando-lhe um tapa no braço–Ai,você tem mão pesada sabia? -Ele diz passando a mão no local–É eu sei,agora para de choramingar como uma gazela -Digo–Vai querer me chamar de gay de novo? -Ele pergunta arqueando suas sobrancelhas
Então ele chega bem perto de mim e acaricia minha intimidade por cima da calça jeans–Ainda está roxa? -Ele pergunta rindo ao pé do meu ouvindo–Idiota -Respondo e ele se afastaCruzo os braços irritada–Mas então,chegamos? -Pergunto–Não -Ele diz–Então porque me acordou? -Pergunto vendo ele ligar novamente o carro que só então noto que estava parado–Não aguentava mais este silêncio e...comprei lanche pra gente -Ele diz erguendo um saquinhos do Mc DonaldsSó então percebo o quanto eu estava com fome,tiro o saquinho das suas mãos rapidamente o abrindo e já abocanhando o x-burguer que existia ali–Onde está o seu? -Perguntomudando de assunto–Já comi -Ele responde–Imaginei que estivesse com fome -Ele dizFicamos em silêncio,com ele dirigindo e eu abocanhando meu lanche–E a propósito,você fica um anjo dormindo -Ele comenta–Mas acordada é completamente o oposto -Completa com a voz mais baixa,como se dissesse mais para ele do que para mimEu ia dizer algo mas o lanche estava tão bom que resolvi deixar para lá,não demorou muito e o comi por completo e limpei minhas mãos com o guardanapo de papel–Quer trocar?-Pergunto indicando a direção do carro com a cabeça–Estou bem -Ele dizPego meu celular do bolso da minha calça jeans e resolvo jogar um pouco.Muita atenção é tirada da tela do aparelho quando percebo o carro parando–Vem -B me chama para fora enquanto abria a porta e saia do carro–Para onde? -Pergunto já que estávamos no meio do nadaNo lugar existia apenas a estrada de terra por onde estávamos fazendo viajem,olhei novamente e vi um ponto negro caminhando até nós.Quando ele chegou mais perto pude ver um cara moreno com olhos negros e o cabelo fugindo do boné preto que ele usava,aparentava ter a mesma idade de B,caminhei até estar ao lado de B,o homem parou na nossa frente e estendeu uma bolsa preta e grande para ele enquanto olhava para mim–Aqui estão as coisas que pediu -Ele diz olhando brevemente para B e voltando novamente a me encarar–E...quem é ela? -Ele pergunta–Eu sem querer cai no capô do carro dela e tivesse que usa-lo para fugir dos mafiosos,eles acabaram vendo ela dentro do carro e agora ela também está sendo perseguida -Ele explica–Tem medo? -O cara pergunta para mim–Não,nenhum -Digo–Mas afinal,você é muito jovem,o que fazia em um carro sozinha? -Ele perguntaVirou interrogatório agora?–Ela é como nós Adam -B diz e então finalmente o homem para de me encarar–Ótimo,agora que Vick está morta precisamos de uma nova matadora -Ele diz olhando para o moreno ao meu ladoAo ouvir isto B fica tenso,suas mãos se fecham em punhos e seu maxilar se trava–Como?Quem? -Ele pergunta encarando Adam–Um grupo de Paraguaios pegou ela no Kansas -Ele explica e B ergue sua cabeça para o céu e fecha os olhos–Precisamos ir -Ele diz se virando para mimCaminho até a porta do carro e me sento novamente no banco do carona,logo ele também voltou ao banco do motorista e fechamos as portas–Obrigada -Ele diz para Adam pela janela–Por nada e boa sorte -Ele diz para nós–Ahh e loirinha,quando tudo isto acabar,se quiser continuar considere-se contratada -Ele diz para mim e B dá partida no carro novamente–Bem esta foi a nossa última parada -B anuncia quando já estávamos alguns quilômetros a frenteMe remexo no banco desconfortável,um dos meus maiores males era ser curiosa e desta vez não consegui conter a minha curiosidade–O que ela era sua? -Pergunto me amaldiçoando por querer me entrometer na sua vidaEle respira fundo e aperta com força o volante do carro fazendo os nós dos seus dedos ficarem brancos–Irmã -Ele dizEu queria dizer algo mas as palavras fugiram da minha mente,eu havia pensado tantas coisas mas a possibilidade dele ter uma irmã...ainda mais ela sendo matadora de aluguel também...isto não havia passado pela minha cabeçaEle olha para mim parecendo perceber meu desconforto–Não precisa arrumar o que dizer,só por você não ter dito aquelas palavras falsas como "sinto muito" "você vai superar" já estou extremamente agradecido -Ele diz–Tudo bem,não vou dizer nada -Digo e então o abraçoEle se assusta e perde um pouco o controle do carro mas não havia problema já que estávamos sozinhos naquela estrada de terra,ele solta uma de suas mãos do volante e passa pela minha cintura–Assassinos também tem sentimentos -Repito a frase que ele havia dito para mim ontem e ele sorri de cantoMe solto dele e volto a me sentar no banco do passageiro me concentrando na paisagem e pensando no que Adam havia dito para mim.O tempo passou arrastado–Chegamos -Ele anuncia sorrindo e eu sorrio tambémIsto era meio estranho já que estávamos caminhando rumo a um lugar que era perigo e cheio de comparsas,afinal mesmo o chefe Chinês tento perdido alguns de seus aliados ele com certeza ainda possuía muitos e nós éramos apenas dois–Hora de nos prepararmos -Ele diz abrindo a mochila que Adam havia lhe dado e tirando dali uma metralhadora e uma arma daquelas usadas por policiais,meus olhos brilham ao ver a metralhadora–É eu sei,é linda -Ele diz admirando a arma também–Mas você vai ficar com ela -Digo pegando a arma da sua mão–Até porque,ela é pesada demais -Digo abrindo a porta do carro,saindo do mesmo e a fechandoMe encosto na porta e pisco para ele,ele fecha os vidros do carro e também sai do mesmo,o trancando logo em seguida.Não havíamos entrado na cidade mas estávamos nos arredores,o lugar era vazio,apenas uma estradinha de asfalto mal feito–Não é muito longe daqui -Ele diz passando a alça da metralhadora por seus ombrosNão demorou nem cinco minutos e chegamos a uma fazenda,esta parecia estar abandonada,apenas com a casa ainda em bom estado,esta que era grande e imponente.Os portões estavam abertos e não existia nenhum sinal de guarda ou qualquer coisa do tipo,entramos no lugar sem nenhuma dificuldade e fomos caminhando a passos lentos.B gesticulou para a casa e eu logo entendi que era ali que o mafioso estava,o que estava bem na cara mas resolvi não comentar.A casa ficava longe do portão de entrada e metros antes dela existia uma espécie de galpão abandonado,dali surgiram nossos problemas,quatro comparsas que assim que nos viram partiram para cima da gente,B acertou o primeiro com sua arma mas o segundo o golpeou por trás com um chute nas costas,dei nele um tiro no ombro e ele pareceu meio desnorteado,o outro veio para me atacar e o joguei no chão com uma rasteira e depois acertei sua cabeça com o cabo da minha pistola,B então acertou os dois com a metralhadora–Problema resolvido -Ele dizMas então escutamos o barulho de o gatilho de uma arma sendo puxado,nos viramos para trás e encontramos outro atirador,ele soltou o gatilho e abala viajou.Senti então uma forte dor me atingir e gritei alto,caindo de joelhos no chão,tudo então pareceu girar e minha visão ficou embaçada,mesmo assim vi B dando um tiro na cabeça do atirador e correndo para me amparar.A dor era forte e eu senti a inconsciência me chamando,meus olhos se fecharam e ao fundo eu escutava B me chamando,mas sua voz ficava cada vez mais distante.Eu nunca havia parado para pensar em como seria a minha morte,mas se fosse para ser agora,morreria feliz,em pouco dias eu havia conseguido fazer tudo o que sempre sonhei,havia sido eu mesma e encontrado meu lugar no mundo.Sorri,deixando então a inconsciência me levar
Notas finais
NÃO ME MATEM!
Eu sei,este final foi agonizante e vocês devem estar querendo arrancar a minha cabeça fora mas não podem porque se fizerem isto não vão saber o fim da fanfic e ele é bem emocionante e divo.
Bem pessoal é isto,vou sair de fininho até que vocês resolvam me dar para os cães.Não se esqueçam de comentar e até mesmo recomendar,quanto mais comentários mais rápido postarei e então vocês saberão se ela morreu ou não (sim,temos esta possibilidade e eu sei ser bem má quando quero então talvez eu possa sim ter matado ela).
Beijos e até o próximo
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