Pseudônimo

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Olá, sentiram a minha falta? Não,eu não vou fazer um enorme discurso dizendo que não tivesse tempo para postar estes dias e blábláblá.Na verdade eu tivesse sim,muito tempo.Mas passei a maior parte dele assistindo seriados ou então escrevendo,eu poderia ter postado aqui e pensei em fazer isto várias vezes,mas não fiz. Porque?Bem,porque mesmo depois de eu dizer que a fanfic está no fim e os comentários estão poucos comparados a quantidade de leitores e até mesmo ameaçar vocês dizendo que se os comentários fossem poucos eu demoraria a postar o capítulo anterior,que eu julgo ser um dos melhores da fanfic,recebeu apenas 3 comentários,3 COMENTÁRIOS! Eu fiquei muito puta com isto porque um dos melhores capítulos foi justamente o que recebeu a menor quantidade de comentários de toda a fanfic até agora,então eu resolvi cumprir minha palavra e demorar para postar. Agora aqui estou eu,com o antepenúltimo capítulo da fanfic,espero que vocês gostem e voltem a comentar. Boa leitura e nos vemos lá embaixo

–Não -Resmungo agarrando o travesseiro assim que ouço o toque de celular

Logo o mesmo para e eu julgo que B havia o atendido,me aconchego novamente na cama mas minha paz não dura muito,ele logo vem para perto de mim e me balança um pouco pelos ombros

–A -Ele me chama

–Vamos,já é de manhã e acabaram de me ligar -Ele completa

Bufo e me solto do travesseiro me sentando na cama e tirando o cobertor de cima de mim,olhei para baixo e tomei um susto.Eu estava roxa,muito roxa,meus seios e pescoço estavam todos marcados enquanto minhas coxas estavam vermelhas e minha intimidade em um tom de roxo que quase chegava ao preto.Sorrio,valeu a pena,muito a pena

–Caramba,eu fiz um belo serviço -Ele diz me olhando

O ignoro e apoio meus braços na cama me içando para cima,minhas pernas bambeiam mas eu continuo,começando a andar devagar e sentindo muita dor.Uso a parede de apoio e começo meu trajeto até o banheiro

–Eu te ajudo -Ele diz chegando perto de mim e lançando seu braço na minha cintura

–Vou ter que pedir por favor? -Pergunto o olhando com uma expressão séria

Ele ri

–Não sua orgulhosa,não vai -Ele diz me pegando no colo

Mas não em estilo bombeiro e sim como se eu fosse uma criança de cinco anos.Será que é assim que ele me vê?A pergunta surge na minha mente mas eu procuro ignorar e me concentrar em manter seus braços ao redor do seu pescoço.Ele me leva até o box do chuveiro e abre o registro fazendo com que a água quente caia pelo meu corpo

–Quer que eu te de banho? -Ele pergunta

–Eu sei tomar banho -Digo começando a me ensaboar

–Não é este banho... -Ele começa a dizer

–Esquece,não temos tempo -Ela mesmo se corta olhando para o relógio no seu pulso

Bufo e me concentro no meu banho,assim que termino fecho o registro do chuveiro já sentindo domínio sobre o meu próprio corpo

Mas mesmo assim as manchas roxas ainda estavam por todos os lugares,saio do box e me enxugo com a toalha vermelha amarrando ela no meu corpo logo em seguida e indo para o quarto.Abro minha mochila e pego dali a minha blusa de mangas roxa,minha calça jeans rasgada azul claro e meus vans brancos,me visto e então penteio meus cabelos com os dedos mesmo,assim que terminei fechei a mochila e notei que B estava sentando na cama já pronto me esperando

–Vamos? -Ele me chama

–Vamos -Digo

Então caminhamos até a porta e minutos depois já estávamos no carro,saindo do motel

–Mas então,o que o telefonema dizia? -Pergunto me virando no banco do carro para olha-lo

–Os chineses,eles estão buscando reforços para nos procurar -Ele anuncia

–E vamos ficar aqui parados? -Pergunto

–Se você deixar eu explicar o resto -Ele diz tirando os olhos da estrada e me encarando

Faço sinal com a mão informando para que ele continue

–Vamos para Bellaire,matar o outro braço direito deles -Ele anuncia e eu sorrio olhando pela janela

O dia já amanhecia e eu resolvo então ligar o rádio do carro colocando em uma música animada

–É muito longe? -Pergunto

–Não mas fica menos estressante sem esta música -Ele diz mudando a estação do rádio e eu bufo trocando a estação novamente

–Como você é teimosa -Ele diz balançando a cabeça

–Obrigada -Digo sorrindo sarcástica e começando a batucar meus dedos na porta do carro enquanto olhava o horizonte

Não sei exatamente quanto tempo se passou,só sei que várias músicas tocaram depois daquela e quando a placa indicando que estávamos entrando em Bellaire apareceu já era mais de três horas da tarde.Paramos em uma pizzaria e pedimos uma pizza de calabresa a devorando assim que ela apareceu na nossa frente

–O cara tem um esquema no bairro mais obscuro da cidade,ele manda na rua toda e nem a polícia aparece por lá -Ele me diz em um tom de alerta e eu apenas concordo enquanto comia meu segundo pedaço de pizza

–Vamos a noite? -Pergunto terminando de mastigar e colocando o dedo indicador em frente aos lábios,eu sempre tinha esta mania

–Sim -Ele confirma

Terminamos a pizza em silêncio e então voltamos para o carro,desta vez eu no motorista e ele no bando do carona da Ferrari.que estava parada em uma rua tranquila

–Temos tudo do que precisamos? -Pergunto e ele assente com a cabeça

Teríamos que esperar até a noite e eu não pensei duas vezes,tirei meu notebook da minha mochila junto do meu modem portátil e comecei a ver as notícias na internet

–A morte do Hendgand saiu nos jornais -Digo virando minha cabeça para o banco do carona

Mas não obtenho resposta,o moreno havia caído no sono e dormia profundamente no banco ao meu lado,alguns fios do seu cabelo negro e liso caindo por sua testa o que o deixava mais charmoso ainda,seu rosto era sereno e o olhando assim era quase impossível acreditar que ele era um matador de aluguel .Não me aguento e passo meus dedos pelos fios que caiam por sua testa sentindo sua textura macia em meus dedos,sorri e voltei minha atenção para o notebook,não sentindo o tempo passar.

Quando dei por mim já eram nove horas da noite,achei que já era hora de acordar B e então o fiz,vendo suas pálpebras se abrirem e mostrarem seus olhos verdes brilhantes

–São nove horas da noite -Anuncio e ele se ajeita no banco do carro bagunçando o cabelo

–Certo,se prepare -Ele diz

Guardo meu notebook na mochila e pego de lá de dentro minha arma e minha faca,escondendo a arma na minha cintura e a faca dentro do meu tênis,coberta pela calça jeans.Olho para o lado e vejo B já pronto.Dou partida no carro e começo a dirigir por ruas escuras e estreitas com ele me indicando o caminho e olhando no GPS do seu celular

–Pare aqui -Ele diz assim que entramos em uma rua com movimento e não morta como as outras

–Mas não é muito longe? -Pergunto

–Não,nosso destino fica a três ruas daqui -Ele diz e eu desligo o carro

Saímos do veículo e começamos a caminhar tranquilamente lado a lado

–Eu deveria fazer isto sozinho mas também não quero te deixar sozinha -Ele diz

–Tudo bem -Digo

Continuamos caminhando até chegar em um beco que deu para uma rua escura e suja,a principio pois conforme fomos andando por ela o local sem vida foi se modificando.Alguns drogados começaram a aparecer nas calçadas,muitos já caídos ou até desmaiados.Mas continuamos seguindo em frente,até onde alguns prédios abandonados entraram no nosso campo de visão,mas no meio deles existiam dois bem iluminados e decorados,um deles com certeza era um bar "Drink bar",era o que o letreiro iluminado de azul dizia.O outro era um bordel,"Sex hot" este tinha o letreiro vermelho e algumas prostitutas na sua frente,algumas vestiam corpetes apertados,shorts curtos e botas de cano longo,outras usavam blusas vulgares,saias que não cobriam direito suas bundas e saltos altíssimos.E ainda existiam as mais radicais,bem mais radicais,estas estavam nuas,isto mesmo nuas!Usavam apenas botas de cano alto e um batom vermelho,o seu corpo inteiro estava a mostra e a disposição de quem passasse.

Os homens passavam por ali e a maioria entrava no lugar,alguns chamavam as prostitutas para seus carros enquanto outros simplesmente chegavam perto das que estavam nuas e aproveitavam delas,aproveitavam mesmo,passavam a mão em tudo e alguns começavam a fode-las ali mesmo.

Eu deveria sentir nojo daquilo tudo,repulsa.Mas não era o que eu sentia,aquilo estava me atraindo de uma forma estranha,nunca havia passado pela minha cabeça ser uma prostituta mas então...parecia tudo tão bom,tão prazeroso

–Eu sei,você está com vontade de vomitar -B diz ao meu lado tocando meus ombros

–Na verdade não -Digo virando minha cabeça em sua direção e encontrando seus olhos

Ele me olha espantado,como se não acreditasse no que sei lá eu sua mente estava imaginando

–Não -Ele diz duro

–Não o que? -Pergunto sem entender

–Você não está me dizendo que quer se tornar uma delas -Ele diz apontando discretamente para a entrada da boate

–Não mas...elas passam a vida toda fazendo sexo e ainda ganham por isto -Digo olhando para uma das prostitutas nuas que gemia enquanto um cara negro a beijava e a puxava para seu colo

–Eu não acredito no que estou ouvindo -Ele diz me fazendo acordar da minha espécie de transe

–Você... -Ele respira fundo fechando os olhos e então os abrindo novamente e olhando para mim,no fundo dos meus olhos

–Você? -O incentivo a continuar

–Você não vai se tornar uma delas -Ele diz firme

–Você não manda em mim -Rebato

–Mas não vou deixar eles fazerem aquilo com você -Ele diz apontando para um lado mais escuro mais afastado da porta da boate

Ali estava mais uma prostituta nua,com quatro homens nus perto dela,isto mesmo quatro!Ela estava de quatro no chão com um penetrando em sua vagina e outro no seu ânus,os outros dois estavam com seus membros na boca dela,isto mesmo,ela estava com dois membros na boca e um em cada abertura dos seus países baixos.Desta vez sim eu senti nojo

–Vem,vamos -Ele diz me pegando pela mão e me puxando até a entrada do bordel

Entramos no local que era todo vermelho sangue por dentro e fomos caminhando até uma porta preta

–Mas depois como vamos sair? -Pergunto

–Existe uma outra porta dentro da sala dele -Ele responde arrombando a porta

Encontramos uma sala pequena com móveis pretos e uma grande mesa,o homem ao qual B iria matar estava sentando em uma cadeira atrás da mesa que estava virada para a parede.Ele se assustou com o estrondo da porta e virou a cadeira bruscamente dando de cara com nós,ele não aparentava ter mais que 50 anos e tinha os cabelos loiros e os olhos azuis.

–Imaginei que viria -Ele diz sorrindo torto

–Você não é digno de morrer pela minha arma -B diz guardando a arma que eu nem havia notado que ele segurava

Ele caminhou calmamente até a mesa e passou sua mão pelo móvel até parar no porta lápis,o homem lhe olhava curioso.E então em um movimento rápido ele pegou um lápis e cravou no pescoço do cara,bem na veia principal

–Prontinho -Ele diz virando a cadeira novamente para a parede e batendo uma mão na outra como se tivesse as sujado

Notas finais
Curtiram? Mais um pouquinho de sangue na história porque nada como algumas cenas sangrentas e outras "sujas" não é mesmo?Amo! Espero que este capítulo receba mais comentários do que o anterior,quero finalizar esta história até o fim de 2014.Estou com várias histórias na cabeça e estava pensando em escreve-las para vocês ano que vem mas se a quantidade de comentários continuar assim acho que só irei fazer Partiu São Paulo mesmo,leitores fantasmas desanimam demais! Bem...é isto.Se alguns de vocês quiserem voltar no capítulo anterior e comentar eu agradeço,cooperem para que a história termine bem,faltam somente dois capítulos e os próximos acontecimentos são recheados de cenas de ação. Beijos e até o próximo