P.s.: Sorry
5 Encontros e Explosões
Notas iniciais
P.S: Sorry
Por Myréa Tayhlor
Encontros e Explosões (Kibum)Eu não queria ser um mal amigo para JongHyun. Não era minha intenção, não mesmo. É claro que eu sabia o quanto era importante para ele comemorar seu aniversario junto de nós, seus quatro melhores amigos em nosso primeiro dia em outro país, em outro continente.
Mais alguém tem ideia de quanto valor aqueles CDs tinham? E não me refiro a dinheiro não, me refiro a preciosidade e amor que eles me transmitiam, todos dados a mim pelas próprias integrantes de meus grupos de musica femininos preferidos!
2NE1, Hyun-A, Girls Generation, Wonder Girls, Miss A, e tantos outros, foras os DVDs e... Tudo bem chega, dói só de lembrar! Maldita mania minha essa de querer me vingar de Onew. Eu sou uma besta mesmo! Meus preciosos CDs!!!
T-T
Assim que JongHyun me expulsou de seu quarto fui embora em minha caçada por CDs naquela cidade enorme, cheia de gente estranha, feia, e que se vestiam bem mal também. –E vou te dizer, NY era e até hoje é conhecida como a cidade da moda! Nem consigo acreditar mais nisso... – Eu tinha plena consciência que Bling Bling ficaria furioso comigo por todo o resto da semana, por isso ia lhe preparar uma surpresa incrível para ver se amenizava um pouco a situação pro meu lado... He-he. Era minha única opção para me redimir por isso. Então era esse o objetivo do dia: Achar algo que
fizesse JongHyun esquecer que eu preferi estar comprando CDs a lhe fazer companhia em seu aniversario...
-Como eu vou fazer isso... –eu resmungava para mim mesmo enquanto andava devagar nas ruas acinzentadas de NY. Eu não podia pensar em coisas pequenas, não dessa vez. Eu tinha de superar os últimos sete aniversários...
Ué, não contei foi? Bem, pois é. Nos anos que se antecederam eu também não fui o melhor amigo do mundo.
OPS.
Eu passava em frente uma loja de eletrodomésticos quando fui atingido por algo, ou alguém. Quando cai no chão ouvi barulhos ocos tamborilando ao meu lado, um gemido e uma voz, uma voz extremamente sexy apesar de bem irritada e envergonhada.
-Mais que droga! – a voz cuspiu- Ó Deus, eu sinto muito. Não te machuquei não é mesmo? Por favor diga que não. – apoie-me nas mãos e enxerguei vários livros ao meu redor, meus olhos procuraram a fonte da voz e encontraram sabe o que?
Um anjo.
Juro, estou falando serio, um anjo tinha esbarrado em mim. Inacreditável não é mesmo?
Há-há. Eu fui atingido por um anjo, morram de inveja.
-Ei, amigo. Você pode me dizer alguma coisa? Esse sorriso em seu rosto está me assustando... –disse o anjo.
-Olá anjo. –eu disse –Por acaso eu morri e fui pro céu, ou você simplesmente caiu de lá?
O Anjo riu piscando para mim com pestanas tão fartas e escuras que pareciam lindos leques opacos.
-Venha, levante. – O anjo segurou meus braços e me ajudou a levantar. Caracas, eu estava sendo levantado por um anjo. –Pronto. Agora, você está bem de verdade?
-Como não estaria...? –eu pisquei -Você é um anjo sabia disso?!
-Anjo?! Anjo! Deus, é isso o que você esta realmente vendo, ou é só uma cantada barata?
Foi quando eu realmente parei para ver esse ser divino em minha frente, agora que minha cabeça tinha parado de girar e minha visão não estava mais fora de foco eu conseguia perceber que a luz branca e ofuscante que eu via era apenas luz normal bem fraca, e o tal anjo era, bem... Um anjo de qualquer forma. Mais não um anjo de verdade entende? Apenas uma garota impossivelmente linda que eu tive como referencia para imaginar um anjo.
-Acho que nenhum, nem outro anjo. Apenas minha imaginação.
-Sim, você bateu a cabeça na calçada, ainda bem que não foi muito forte. A proposito, meu nome é Catarine, mais você pode me chamar de Cindy. –Anjo, ou melhor, Cindy sorriu, mostrando uma fileira de dentes brancos impecáveis e gengivas bastante saudáveis. Não que eu saia por ai reparando nas gengivas dos outros, é que a dela era um caso especial em que cada detalhe não devia passar despercebido. –E você? Como se chama?
-Kim Kibum. –eu disse e logo me retratei. –Mais você pode me chamar de Key.
-Prazer em conhece-lo Key. –ela estendeu uma mão alva como a neve com um leve tom de bronze, com unhas bem feitas pintadas de rosa chiclete — Uhuu, Rosa. É, além de linda usava rosa. AMEI. – segurei hesitante sua mão. Não era pecado segurar a mão de um anjo, era?
-O prazer é todo e exclusivamente meu, anjo.
-Pare de me chamar de anjo. –ela sorriu.
-Desculpe, é que a primeira impressão é a que fica. –eu sorri, Cindy encolheu os ombros com as bochechas coradas. Tão fofa. Anjos ficam corados. Que legal.
Cindy encarou-me com aqueles lindos olhos verdes sem fim ou começo, por um instante ficou séria e como se alguém a tivesse beliscado, ela piscou e agachou-se recolhendo os livros a nossa volta, claro que sendo um cavalheiro e fazendo jus a educação que minha mãe havia me dado ajudei-a, eram muitos livros, todos com assuntos referentes a medicina, Cindy se levantou com alguns livros nos braços, peguei o ultimo livro e levantei também.
-Obrigada. –ela disse olhando os livros e fazendo menção de pega-los.
-Não, por favor anjo. Deixe que eu te ajude, se você quiser pode me dar estes outros que está carregando também... –Cindy ficou ainda mais corada, mordeu o lábio inferior e deu de ombros.
-Você deve estar ocupado... –ela disse, eu revirei os olhos e sorri.
-Certas coisas podem esperar. Agora, vai, me dá esses livros sim?
Cindy riu e devagar me deu o restante dos livros, ajudou-me a empilhá-los em meus braços de forma que não caíssem e se afastou me olhando.
-Obrigada.
-Não por isso. –eu a olhei um pouco mais, reparando –sem disfarçar nem um pouco- em cada detalhe de seu rosto: os lábios eram carnudos e estavam rosados, as bochechas agora assumiam um leve tom de magenta por cima da pele bronzeada, os cabelos eram cor de caramelo com mechas naturais cor de terra, e formavam linhas sinuosas em volta de seu rosto e do pescoço ao penderem do coque mal feito em sua nuca, um suéter azul com branco lhe vestia perfeitamente juntamente com um short jeans desbotado, e um All Star clássico que ia até os joelhos, ela tinha muitos anéis nos dedos assim como muitas pulseiras ao longo do braço, sua bolsa era grande e parecia estar bem cheia. Catarine era simplesmente a mulher mais bonita que eu já tinha visto em toda a minha vida, e parecia ser bastante inteligente também levando em conta todos aqueles livros.
-Key... –ela pigarreou, eu me desfiz de meu pequeno momento de admiração e lhe devotei minha atenção.
-Desculpe. Sim?
-Eu preciso estar na faculdade em cerca de meia hora, e não estou pedindo pra você ir comigo nem nada, mais é que eu preciso desses livros e você está com eles e...
-Há, claro. Sinto muito. Vamos, eu acompanho você. Quer dizer, -eu engoli seco – se não for problema.
-É claro que não, e fico muito agradecida por tanta gentileza. Vamos?
-Claro. –Cindy e eu começamos a andar lado a lado em silencio, ela tinha os braços cruzados sobre o peito e encarava o caminho a frente, enquanto eu pensava em um modo de continuar chamando-a de anjo sem parecer uma cantada. O que eu posso fazer?! Era um ótimo apelido para ela e eu não conseguiria me desvencilhar dessa ideia tão cedo e assim tão fácil.
-Então... –eu murmurei. Cindy me olhou de soslaio corando novamente. Cara, ela ia ter de parar de corar assim na minha frente. Estou falando serio. –Você faz medicina é?
Ela assentiu sorrindo.
Não, ela leva consigo esses milhares de livros sobre genética e construção muscular por que faz Design! Puta que pariu Key! Que pergunta mais idiota de se fazer. –eu pensei.
-Parece ser legal. –eu dei de ombros.
-E é. Quer dizer, se você gostar do que faz ou estuda, sempre parecera legal certo? Então, bem, pra mim, medicina é bastante legal. -ela riu nervosa tocando os lábios com as pontas dos dedos em um gesto muito conhecido meu.
Era EU quem fazia esse tipo de coisa. Hum!
-E você Key...?
-Que tem eu?
-Faz alguma faculdade?
-Amm, eu fazia. Já me formei. –eu dei de ombros.
-Amm, meu parabéns então. –nós rimos, Cindy parou hesitante e sorriu.
-Chegamos. –ela apontou para um grande edifício que devia ter cerca de uns três ou quatro andares, eu fiz um bico involuntário.
É eu sei, nós acabamos de nos conhecer, mais cara, se fosse você no meu lugar, por acaso ficaria feliz em ter de sair da companhia de um ser tão lindo e simpático?
Certo, foi o que eu pensei.
-Você pode me dar os livros agora. –Cindy estendeu os braços envolta da pilha de livros e os pegou em seus braços fortes, sorriu e com dificuldade acenou um tchau.
-Adeus Key, e muito abrigada.
-Não há do que anjo. Espero poder lhe ver novamente.
-Machuque-se numa sexta a noite e talvez nós nos veremos de novo. –ela riu.
-Não entendi.
-É quando eu estou de plantão na emergência do hospital. –ela se virou e foi embora, andando graciosamente rápido, o coque já desfeito esvoaçava-se com o vento, virei-me e retomei meu caminho, mais ou menos. Eu não fazia ideia de onde eu estava, então, digamos que fiquei perambulando por ai um bom tempo até me localizar novamente.
-Você já chegou, então prepare o nosso jantar, mais não se preocupe em cozinhar para nós cinco, Onew está totalmente entupido de frango, mal consegue andar direito agora, quem dirá comer mais alguma coisa.
-Tudo bem. –eu disse segurando o telefone entre o ombro e o ouvido, enquanto cortava uma cebola. –Mais me diga, você ficaram nesse tal restaurante o dia todo?
-Não, quando conseguimos tirar Onew de dentro do restaurante andamos um pouco, mais há muitos lugares para comer aqui em NY. E Onew achava frango em todo lugar.
Minho riu, pude ouvir a voz abafada e monótona de Onew se esticar no fundo. “Eu não tive nenhuma culpa, eram tantas variedades diferentes, eu precisava experimentar...” “Você teria experimentado se tivesse comido um pouco de cada, mais você faliu cada um daqueles quiosques e restaurantes.” A voz de Taemin soou logo atrás, risadas e mais risadas se seguiram.
-Minho? –eu perguntei, limpando minhas mãos e segurando o telefone.
-Diga?
-JongHyun. Amm, você sabe... –eu pigarreei.
-Muito bravo Key. Muito bravo mesmo.
-Foi o que eu imaginei. Espero que minha surpresa o agrade.
-É o que todos esperamos. Agora eu vou desligar, acho que Onew vai vomitar, você conhece algum hospital por aqui?
Há! Sacanagem, adivinha o que foi que apareceu de primeira na minha mente?
Exato, Cindy.
-Não, não conheço. –eu falei, e não estava mentindo.
–Tudo bem então. Até mais tarde. – Minho desligou, voltei o telefone para a bancada da cozinha e encarei o presente de JongHyun.
Um Nintendo Sixty Four, com 78 jogos originais, mais um Xbox 360 com 90 jogos originais.
Eu esperava que aquilo me redimisse, por dois anos JongHyun quis compra-los de uma forma honesta –você sabe sem os benefícios de ser famoso nem nada do tipo, o que seria impossível- então, ele desistiu de compra-los, e eu pensei Well, why not? Talvez ele possa realmente gostar.
Deixei as coisas assando na cozinha, tirei o avental da cintura e subi até o banheiro de meu quarto para tomar banho. Eu estava precisando.
Água fria, por favor. - foi o que eu pensei ao mergulhar meu corpo nu dentro de minha banheira cheia de água, e sim, a água estava fria, o que naquele momento era uma maravilha.
Talvez eu tenha ficado por ali um tempo maior que o necessário, tempo demais mesmo...
Sabe aquele cheiro forte de queimado que quando inalado faz seus olhos arderem de verdade? Bem, foi esse o cheiro que me atingiu como tomates podres na cara assim que sai do banheiro e enrolei a toalha na cintura.
A COMIDA!
Desci correndo as escadas até chegar a cozinha e dar de cara com uma nuvem densa e negra espalhando-se pelo cômodo juntamente com línguas de fogo amarelas avermelhadas que estalavam atacando tudo que viam pela frente, e cá entre nós, o fogo já tinha encontrado bastante coisa para destruir se é que você me entende.
Corri até o cômodo externo no jardim, peguei o extintor de incêndio, quebrei o bico da coisa e taquei uma espuma branca em todo fogo que via pela frente, quando acabei com a cozinha já era quase tarde demais para minha sala de estar tão bem decorada, e lá fui eu atrás de outro extintor de incêndio, nesse meio tempo estalos diferentes começaram a surgir dentro da casa, peguei o telefone enquanto corria de volta para a sala com outros dois extintores de incêndio, disquei o numero do corpo de bombeiros, imediatamente fui atendido por uma voz fanha e enjoada.
-Corpo de Bombeiros de Nova York. Qual a emergência?
-Minha casa está pegando fogo! –eu gritei me desviando de um pedaço de madeira do topo de nossa cortina que caia queimando. –Estou tentando controlar mais esta ficando muito grande!
-Nós iremos imediatamente até ao senhor, preciso apenas que me diga o endereço.
Endereço? Endereço?! Isso é sério mesmo? Eu não me lembrava de ter de falar o endereço para nenhum tipo de serviço publico para que pudessem encontrar minha casa. Lá em casa, na Coreia, quando tínhamos algum tipo de emergência nosso endereço era rastreado por satélite e... Bem, você já entendeu. As coisas eram mais fáceis.
-Senhor?
-671, DiAngelo Washington e...
-Tudo bem, é suficiente. Peço que se acalme e tente se afastar o máximo possível do local atingindo e espere pelo socorro que virá o mais rápido que pudermos.
-Tudo bem. –ela disse algo mais para mim, mais não ouvi porque desliguei o telefone e corri com extintores de incêndio- lembre-se eu ainda estava só de toalha no corpo, antes limpinho e cheiroso, agora, suado e fedendo a churrasco de borracha. -, terminei de apagar o que pude, agarrei o presente de JongHyun e foi quando eu não consegui mais me mexer, isso por dois motivos:
1º Porque uma viga de madeira já desgastada pelo fogo caiu e me atingiu no joelho.
2º Porque assim que cai no chão com uma enorme viga quente pra porra em meus joelhos impedindo-me de levantar novamente, um outro pedaço de madeira caiu e me atingiu na cabeça.
Minha visão ficou turva, tudo a minha frente era apenas um borrão cheio de cores indistinguíveis, forcei meus braços torpes a se moverem para frente, numa tentava inútil de ir para longe, mais foi ai, que algo muito perto de mim explodiu em chamas e eu acabei por desmaiar.
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