P.s.: Sorry

1 Dia de sorte


Notas iniciais
Bem, sou nova nisso, então peguem leve o.k? Sayo e Jen, obrigada por terem me dado tenta força. Amo vcs duas.

P.S: Sorry

Por Myréa Tayhlor

Um dia de sorte (Kibum)

Pipipipi pipipipi

Um barulho extremamente irritante ecoava dentro da minha cabeça, era estridente e aumentava de volume conforme os segundos; ainda de olhos fechados procurei com a mão esticada, meu despertador em cima de meu criado mudo, apalpei tudo que estava ao meu alcance mais não o encontrei.

-ummmm — eu gemi em desconforto. O barulho continuava cada vez mais alto.

Pipipipi pipipipi pipipipi...

Pipipipi pipipipi...

Pipipipi...

Minha cabeça parecia que ia explodir, enfiei-a ainda mais no travesseiro, o pipipipi ainda estava dentro da minha cabeça, mais então, graças a Deus, o barulho parou seguido de um baque seco na madeira, levantei um pouco minha cabeça e procurei distinguir a figura azul e preta que se movia a minha frente dos outros borrões.

-Hora de acordar, Key. –uma voz suave e baixa falou comigo, voltei minha cabeça ao travesseiro.

-Que horas são...? – minha voz saiu rouca e manhosa.

-Já se passam das 10h. Nós precisamos estar no Aeroporto às 11h30min, Onew mandou que eu viesse te acordar. –me virei na cama e perguntei ainda rouco:

-E quem diabos é você...?

-Há, por favor, Key! Vamos! Vamos! –eu fui sacudido, puxaram meu edredom, abracei meus joelhos forçando meus olhos a continuarem fechados. –Vai Key, levanta!

-Me deixa em paz! –eu resmunguei me espreguiçando e coçando os olhos.

-Só falta você ficar pronto para podermos ir, e você sabe que Onew detesta ficar apreensivo ou qualquer coisa do gênero, rápido, vá tomar seu banho. Eu separo sua roupa... Cadê a sua mala? –finalmente abri meus olhos, JongHyun estava em pé de frente para minha janela, vestia um casaco de lã grossa azul marinho fechado com dois botões por cima de uma camisa regata branca sem estampa, uma calça de couro preta com correntes prateadas, nos pés um All Star de cano alto no estilo clássico, em seu pescoço pendia um colar cuja corrente era feita de tiras de cetim pretas e no fim um pingente dourado e pequeno com o formato de um circulo, e dentro um retângulo, era o símbolo abstrato de alguma coisa que agora eu não me lembrava de jeito nenhum, o cabelo estava penteado para frente e coberto por uma touca azul e preta, ele me olhava serio.

-Cadê a sua mala? –ele repetiu a pergunta.

-Dentro do meu closet. –eu apontei com o dedo indicador para a porta de mogno escuro na parede verde grama em frente a minha cama.

-Ótimo, vá tomar banho logo. –JongHyun andou até meu closet antes amarrotado de roupas, agora, completamente vazio, levantei-me ainda num estado de letargia fatal, fui até minha janela e olhei o céu lá fora, estava bastante claro mais parecia estar frio. Andei até o corredor, ao chegar perto da escada ouvi o barulho de gente lá embaixo, fui até a porta do banheiro e bati, ninguém se manifestou, entrei no banheiro, já havia uma toalha pendurada no porta-toalhas ao lado do boxe, despi-me e entrei debaixo do chuveiro, a água estava quente sem incomodar, a temperatura ideal para relaxar os músculos e acordar, tudo ao mesmo tempo.

-Key...! –ouvi alguém bater na porta. –É você quem está ai?!

-Sou...! –eu gritei minha voz voltando ao normal.

-Aprece-se! Temos que sair em vinte minutos, onde está JongHyun?

-No meu quarto!

Terminei meu banho naquele mesmo instante, se Onew já tinha vindo determinar o tempo em que devíamos sair significava que se nos atrasássemos um pouco mais ele nos imaginaria na forma de frangos e noz cozinharia vivos, e quem sabe, do jeito que é esse menino por frangos, até nos comece!

Enrolei a toalha em minha cintura, peguei minha escova de dente e sai do banheiro com a boca cheia de espuma, voltei a meu quarto e lá estava Onew, terminando de por minhas malas –quatro grandes malas, fora as três de mão, pra ser mais exato- para fora do closet enquanto JongHyun jogava algumas mudas de roupa em cima de minha cama milagrosamente também já arrumada, cheguei ao lado de JongHyun e olhei a roupa que ele havia separado para que eu vestisse hoje: Blusa cinza de moletom com mangas longas e toca com uma estampa de tigre desenhado atrás, uma calça jeans skinny preta com pequenos rasgos nos joelhos, um cinto de tachinhas douradas e pretas, um cachecol de lã branco, um tênis Nike também branco com cadarço prata, meu par de óculos Ray-ban favorito de lentes esverdeadas. JongHyun me olhou de canto de olho e perguntou:

-Está ruim?

-Não, mais eu não vou usar esse cachecol... –eu apontei para o cachecol jogado em cima da roupa.

-Tudo bem. –ele deu de ombros, — essa espuma está escorrendo, cara! Está aparecendo um cão com raiva, termine de escovar os dentes, se vista e desça, eu e Onew levaremos suas malas pro carro.

-Tudo bem mamãe. –eu disse imitando o tom de voz de uma criança pequena e abaixando a cabeça. JongHyun revirou os olhos e se foi com duas malas de mão embaixo do braço direito e uma das grandes na mão esquerda. Onew estava carregando uma mala de mão debaixo de um dos braços, e outras duas grandes malas nas mãos, Onew parou por um instante no batente da porta de meu quarto e me encarou, tirei a escova da boca e o olhei confuso.

-O que foi...?

-Você já está melhor. Não tem com que me preocupar. –ele dizia num tipo de estado de transe, mais para si mesmo do que para outra pessoa, no caso, eu.

-Onew?

Ele piscou uma vez e abriu a boca em um perfeito O, então sorriu e assentiu dizendo:

-Não é nada Key, só algo que não quer me deixar em paz. –eu arqueei as sobrancelhas num sinal que ele prosseguisse, Onew fez que não com a cabeça voltando a ficar serio

-Esta tudo bem, rápido, vista-se se demorar muito vamos pra Nova York sem você. –então desapareceu lentamente, fiquei parado por alguns segundos, tentando compreender essa cena que se passou...

Bem, não faz diferença, Onew geralmente sempre pensa com seus próprio botões e fica muito inquieto na maioria das vezes que faz isso.

Rapidamente terminei de escovar meus dentes, voltei ao meu quarto e vesti-me, peguei um pente e passei-o em meu cabelo apenas para deixa-lo um pouco mais organizado, sabe, sem ficar dando na cara de que eu carrego um ninho em cima da cabeça, quando secasse ia ficar meio enroladinho mais era justamente como eu gostava que ele ficasse, uma vez que fazia um mês inteiro que eu não ia a um cabelereiro e meu cabelo havia crescido até dois centímetro abaixo da orelha ainda no corte original desde minha ultima visita a um salão de beleza.

Coloquei meu óculos e abandonei o cachecol em cima da cama mesmo, peguei a ultima mala e sai de meu quarto, fechei a porta e desci devagar as escadas, a sala de estar estava vazia, na verdade toda a casa estava silenciosa, fui até lá fora e os carros não estavam mais lá.

-Filho de uma mãe... Ele não estava brincando...

-Key! –virei-me e vi Taemin vindo correndo em minha direção, parou ofegante ao meu lado e sorriu: -Bom dia.

-Bom dia. –eu respondi seu sorriso.

-Venha, eu e você vamos de taxi já que nos atrasamos, Onew não quis esperar de maneira nenhuma... –Taemin fez um beicinho e me encarou, eu dei de ombros e então ele trouxe suas duas malas e logo pegamos um taxi.

Bem, talvez eu tenha começado tudo de uma forma muito errada, então, pra você se sentir mais informado eu vou explicar algumas coisas um pouco melhor...

Meu nome é Kim Kibum, mais sou reconhecido mais facilmente apenas por Key. Tenho dezenove aninhos de idade e faço parte do grupo sul-coreano de musica pop chamado SHINee, -não querendo me gabar nem parecer metido mais não resisto em dizer que, bem, nós somos famosos... Bem, famosos-. Parece divertido não é mesmo? E adivinhe...

É mesmo muito divertido.

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Quando chegamos ao aeroporto Onew, Minho e JongHyun, mais milhares de fãs enlouquecidas, e fotógrafos nos esperavam sorrindo, ao chegar ao lado de Onew fomos andando acompanhados de nossos dezessete seguranças –pode parecer exagero mais você não faz ideia do tipo de pessoas que existem por ai, uma vez, eu me lembrarei disso pra sempre, não tivemos seguranças suficientes protegendo-nos e acabamos sendo atacados por uma fã, e sim, saímos feridos -, acenávamos para a multidão, mandávamos beijos e distribuíamos sorrisos até os músculos do rosto quase não voltarem mais ao lugar.

-Você nos abandonou. –eu disse entre dentes enquanto eu e Onew posávamos pra as câmeras.

-Não sei do que você está falando...

-Há-há, não banque o idiota Lee, eu e Taemin tivemos de vir de taxi...

-Pare de ser mimado, está ficando muito acomodado a essa vida de estrelinha. –Onew sorriu enquanto finalmente entravamos no aeroporto, eu não ri.

-Tudo bem, tudo bem... –ele ergueu as mãos como quem se entrega a policia por um crime. –Não faço mais isso, juro.

-Acho bom, se não da próxima vez, você vai sentir na pele o que os seus franguinhos queridos sentem antes de não poderem sentir mais nada. –eu empinei o nariz e subi minha toca da blusa, Onew me encarou serio, a mesma expressão de antes no meu quarto, eu não estava entendendo o que esse garoto tinha na cabeça.

-Onew, tem alguma coisa que você precise me contar...?

Novamente Onew piscou e sorriu.

Ele adora fazer isso, piscar e sorrir. É uma das formas fofas com qual ele escapa de certas situações, mais ele se esquece que isso só funciona com as garotas, e eu sou homem.

-Então, -eu disse olhando-o –tem alguma coisa pra me contar?

Onew me olhou confuso, eu podia até ver o que estava passando em sua cabecinha:

Puta Merda, o que aconteceu?! Por que ele está insistindo? Minha técnica nunca fa.... Ops, disfarça, ele não é uma garota.”

-Você está vendo coisas Key. –ele disse sem sorrir.

-Sei... E você também né? Pelo jeito que está...

-Serio, não é nada. É que eu ainda não tenho total certeza sobre certas coisas... Mais, quando elas se concretizarem eu te digo, mais provavelmente nem vou precisar. –Geralmente Onew adorava me deixar curioso, e dessa vez foi exatamente como ele conseguiu fazer com que eu ficasse, mais por algum motivo, ele não estava se divertindo com aquilo, o que não normal praquele palhaço.

Chegamos a uma sala de espera vazia.

Decidi chama-la de nossa sala, afinal, era nossa mesmo. Só nós a estávamos usando...

Tá eu sei que não é um bom motivo mais, dane-se.

Voltando...

Assim que chegamos a sala de espera, meus ouvidos entraram no paraíso, simplesmente assim, aquele silencio era MA-RA-VI-LHO-SO! Perfeito.

Sentei-me em uma das cadeiras e fechei meus olhos, ainda estava morrendo de sono, poderia dormir pelo resto do ano todinho.

-Eu não posso acreditar! São vocês mesmos... Há quanto tempo!

Levantei minha cabeça e olhei para frente, Onew e os outros meninos encaravam alguma coisa atrás de mim –tinha de ser de mim – olhei para Onew e ele sorriu um sorriso amarelo.

-Viu?! Não te disse que você ia descobrir sozinho o que me perturbava...

Os outros garotos também falavam, mais por algum motivo eles falaram coisas muito, muito inapropriadas mesmo, por isso não posso pô-las aqui.

-Encontrar vocês deve ser um sinal de sorte, não acham?!

Aquela voz.

Jesus Cristo, Pai Amado tende misericórdia da minha vida...

Aquela maldita voz.

Olhei lentamente para trás, receando estar certo da identidade da pessoa que estava atrás de mim berrando. Dito e feito!

Mais que merda, inferno, droga...

-Olá Key, quanto tempo...

-Ino... –foi tudo o que eu consegui dizer.

-Sim, realmente um sinal de sorte você não acha? –Ino perguntou olhando para mim de cima a baixo.

Sorte...

Se isso significava de alguma forma macabra que esse era meu dia de sorte eu não queria viver para o de má sorte.

Hum!

Sorte.

Só Deus sabia o quanto meu dia ia piorar.

Notas finais
Pronto, táh ai. Leiam, comentem por favor.