Prólogo para quest com marinas
2 A gruta de Messina
Notas iniciais
Estreito de Messina ** após a guerra santa entre Athena e Hades.
Em uma caverna escura e úmida seva no local que tinha muitos destroços de navios por toda a extensão do local. escutava gotas que caiam na água que cobria o chão do local. O rumor que faziam ecoa
–- Aaarrg! – um grito de raiva ecoava pelo local seguido de um forte barulho.
Um dos barcos que estavam ali estava agora em pedaços e uma figura terrível respirava forte soltando o ar por entredentes. Era uma gigante com a pele azulada. Em seu pescoço haviam em cada um dos lados, uma sequencia de três fendas. Eram a guelras por onde a figura monstruosa respirava. Suas mãos tinham algumas membranas que ligavam um dedo a outro e as unhas se pareciam mais com garras do que com algo semelhante a constituição humana. Os cabelos eram serpentes marinhas e os olhos eram vermelhos vivo. Seus dentes eram uma fileira afiada e os demais traços de seu rosto eram de perfeito desenho. Na parte inferior de seu corpo não haviam pernas, mas no lugar delas, estavam tentáculos de polvo. A parte superior de seu tronco era a de uma humana, e se podia ver pela constituição que se tratava de uma bela mulher. Esta figura era conhecida como Caribde. E agora ela lançava toda a sua fúria sobre os destroços de barcos acumulados no local.
–- Ora Caribde... pare com isso. De nada adianta. — uma segunda voz ecoa no local vinda de uma parte mais escura.
–- Cale-se Cila! – Caribde respondia com uma voz que mais parecia um urro de animal selvagem – como pode me dizer para estar tranquila? A nossa única saída deste buraco seria Poseidon. Ele havia prometido nos ajudar. E agora, graças a Athena e seus desprezíveis cavaleiros estamos aqui, presas pela eternidade. – e então ela abaixa o tom de sua voz – e eu já tinha planos para quando Poseidon dominasse o mundo... nós íamos ser libertadas dessas forma horrendas a que fomos condenadas e poderíamos estar ao lado dele, dominando terra.
Do local escuro se escuta um caminhar leve, mas a figura que dali sai não é menos assustadora. Dalí sai uma mulher com longos cabelos negros e ondulados, olhos na cor azul claro e um nariz afiado mas com presas tão grandes que saiam de sua boca e uma língua bifurcada como de uma serpente. Os braços tinham na parte superior escamas até a altura dos cotovelos onde se iniciava uma densa camada de pelos como a de um leão. As mãos haviam sido substituídos por patas de leão. No lugar de suas pernas, haviam três cães, dispostos de uma forma onde cada corpo intercedia outro, ficando cada cabeça disposto em uma direção. Os cães constantemente rosnavam e por voltas uma cabeça atacava a outra de tão raivosos que eram.
–- De nada vai adiantar você se revoltar – quando falava, a sua voz parecia que feita por uma serpente, vinda com um fardo de uma pessoa que sofre de problemas respiratórios. Era assustadora como a de um demônio que espreita. – passaremos a eternidade neste local. Você está aqui por seus feitos e eu... estou aqui só por ter caído nas graças do deus. Creio que depois de tantas eras o que nos resta e nos conformar com isso.
–- Conformar?! – Num grito gutural, Caribde com um de seus tentáculos, destrói os restos de um navio que a pouco havia sido tragado por sua ira. – Como podemos nos conformar com isso?
–- Ora minha querida... – Cila diz em um sussurro infernal enquanto vê que um pobre sobrevivente daquele destroço tenta se esgueirar para escapar do local. – de nada adianta essa revolta. – ela se abaixa e pega o humano pela cabeça o jogando para dentro de sua boca. – Talvez, só o que nos reste seja aceitar isso tudo.
–- Prefiro por fim a minha existência ridícula a me conformar com isso Cila... fomos reduzidas a monstros que ficam trancafiados! Você e filha de Hécate. Por que não usa seus dons para fazer algo a respeito?
–- Sou filha de Hécate, mas isso em nada vai mudar o que a esposa de Poseidon fez a mim... somente ele poderia desfazer. Sabe disso...
–- Talvez não... talvez este sofrimento possa terminar. – Desta vez a voz na conversa não era de Cila ou de Caribde. Na verdade tinha sido uma sentença dita por 50 vozes unidas.
A frase chamara a atenção das duas bestas ali dentro. Do local onde seria a entrada da caverna, vinha uma grande luz, que ofuscava e iluminava o local. E desta luz podia-se ver uma forma que se locomovia entrando na caverna.
Primeiramente só puderam ver uma sombra, mas logo ela tomou forma. Era um corpo gigantesco, com pernas fortes, musculosas e longas que usavam somente sandálias de couro negro. A figura se vestia com uma toga, sem peitoral, negra feita de algodão grosso. O tórax era longo e forte e rodeado por braços. Aquele sujeito tinha 100 braços e em cada braço uma espada longa e afiada feita de metal sagrado retirado do interior do próprio Olimpo. Ele continha 50 cabeças. Todas com olhar estreito e bocas com presas longas e afiadas. Cabelos longos e com tranças em cada uma das cabeças. Aquele era Briaréu.
–- Ora... – Caribde dava dois paços fazendo um rumor como o de um gigante caminhando em direção a besta que adentrara no local – quer dizer então que nossa existência terá o fim por suas mãos Briaréu? Foi mandado para matar a nós duas?
–- Mas nós temos respeitado o exílio que nos foi imposto pelos deuses e temos passado todo este tempo aqui dentro desta caverna. – as cabeças raivosas dos cães que constituíam as pernas de Cila agora estavam com as orelhas baixas amedrontadas pela visão do hecatonquiro.
–- Calem-se suas bestas. – Briaréu gritava com suas 50 vozes em sincronia – não vim até aqui para mata-las mas para dar a vocês uma chance de reconciliação com os deuses e de se libertarem desta existência ridícula a que se encontram.
–- Hum... – Cila se interessa pelo assunto fazendo rumor de prazer ao ouvir tais palavras. Um rumor que vem acompanhado com o que se assemelha a guizos de cobras. — e como o guardião do tártaro poderia nos ajudar a sair desta existência?
–- Exato... – Caribde diz em um sussurrar de uma fera – como poderia mudar essa nossa existência? Nossa aparência pela praga que os deuses nos conferiram...
–- Como sabem... — as 50 vozes em sincronia começaram a explicar – eu cuido da prisão do tártaro desde as eras mitológicas. Lá são presos aqueles que atentam contra os deuses e na titanomaquia, os deuses prenderam ali todos os que lhe ofereciam algum risco. Até mesmo aquela que nunca se meteu, nem contra e nem a favor. Prenderam a todos de corpo e alma, sendo presos como estátuas eternas naquele local. Um exemplo cada um que encontra o destino final de sua existência, de que não se deve desafiar os deuses... acontece que a mãe de todos chora, mesmo estando fadada a eternidade fria de um exemplo eterno. Essas lágrimas caem diariamente. Três lágrimas diárias, uma para cada um dos três grande olimpíadas que a aprisionaram ali, e essas poucas lágrimas, deram origem a um pequeno lago. – o monstro de 50 cabeças caminhava imponente se aproximando das duas bestas – esse lago, minhas jovens, tem o lado mais belo de sua dona... o da cura e da vida.
Ele para na frente das duas bestas e uma de suas 100 mãos, ele mostra um frasco. Ele segura o frasco em um braço do lado esquerdo de seu corpo, movimenta o braço de forma que o frasco passe na linha de visão de Cila e após isso troca de mão fazendo o mesmo movimento horizontal, mostrando com claridade o frasco a Caribde.
–- Esta minhas queridas é a solução para o flagelo de vocês. – continua explicando as 50 vozes em sincronia — Com estas lágrimas vocês voltam a ter a bela aparência de uma vez. E eu, sendo guardião sagrado, as liberto do selo que fecha este local...
–- Interessante... – Caribde diz no sussurro – Mas o que quer em troca meu caro Briaréu? É claro que nada disso será de graça.
–- Certamente não será gratuito... – Diziam as 50 vozes com um claro sorriso em suas vozes – mas será simples. Vocês devem se dirigir ao palácio dourado. A 3 anos, os cavaleiros de a Athena e os marinas lutaram. Os marinas sucumbiram e Poseidon foi selado novamente na ânfora. E este fato não faz parte de um equilíbrio entre deuses.
–- Quer dizer então – Cila começava a dizer projetando levemente a sua cabeça a frente – que precisam de nós para fazer isso? Um equilíbrio entre os deuses é praticamente impossível... sabe que se Poseidon for libertado, ele peleará com Athena novamente.
–- Se isso ocorrerá ou não... – Dizia Briaréu – ou o desfecho disso, não diz respeito a vocês duas. O que diz respeito a vocês, é me dizerem se aceitam ou não esta tarefa que vem de ordens de um grau superior a qualquer um de nós aqui.
–- E... – Caribde passava a ponta de suas garras nas serpentes de seus cabelos enquanto olhava para elas – como espera que libertemos a Poseidon?
–- Não devem libertar Poseidon, mas a filha dele que foi presa e está adormecida no interior do castelo dourado. – Briaréu explica. – Ela deve ser libertada, e deve beber um gole desta água. Por ser filha de Poseidon e de Hália, ela tem poderes com sua voz. E se ela beber desta água, ela pode com a voz restituir vida aos marinas que foram mortos. E a eles será dada uma tarefa. – Briaréu tinha trazido consigo dois cálices, os serviu e ofereceu a cada uma das amaldiçoadas a sua frente. – vocês como mensageiras, dirão a eles que nas colinas Argos existe uma nascente que Poseidon fez jorrar água a muito tempo atrás, e nesta nascente está escondida a concha de Tritão o trombeteiro do mar. Se esta concha for tocada novamente, o selo de Athena se romperá libertando Poseidon e assim restabelecendo o equilíbrio.
–- Mas e quanto a ira de Poseidon – Cila pergunta cuidadosa – se querem restabelecer o equilíbrio, devem saber que ele acordará cheio de ira. E que fará nova guerra.
–- Isso não diz respeito a senhoras... agora... o que me dizem? – Briaréu perguntou com suas 50 vozes.
–- Eu aceito. – Caribde disse erguendo o cálice para Cila a convidando a um brinde.
–- Eu também. – Cila ergue o cálice e as duas sorvem o líquido.
Ao fazerem isso, ambas são tomadas por uma forte luz branca que quando se apaga revela Cila com sua forma anterior. Cabelos longos, negros e sedosos com poucas ondas e um corpo longilíneo e bem desenhado no rosto agora perfeito, um nariz que parecia ter sido esculpido pelos próprios deuses e lábios finos e rosados. Caribde com cabelos louros e encaracolados em cachos perfeitos, belos olhos num castanho tão profundo que tendiam ao avermelhado, lábios carnudos e bem desenhados. Um corpo bem definido e forte como o de uma pessoa que vive em área montanhosa. Pernas fortes e não muito alta.
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