Príncipes Não Choram
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A Terra parecia estar em paz, ou quase. Salvo alguns estrondos e explosões quando certos guerreiros se reuniam para “se divertir”. A verdade é que após a vitória contra Cell, tudo ficou relativamente e na medida do possível, normal.
Bulma estava bem, sua vida com Vegeta nunca fora perfeita, ela também sabia que nunca seria.
Sempre foi linda e inteligente, sonhava com um namorado que se destacasse, assim como ela.
No entanto... Bom, se for apenas por destaque então sim, ela tinha um companheiro que se destacava.
Ora por sua ignorância e descaso, ou por sua sede de poder. Ou quem sabe por assustar pessoas inocentes. E ter um olhar capaz de congelar o próprio gelo.
Era um grande destaque.
Bulma amava Vegeta. E por isso ela suportava o que fosse, suportava tudo. Ainda mais do que já suportou.
Ela literalmente ainda babava quando ele passava, ou seus músculos. Corpo definido... Hmm, sim, ela o amava. Principalmente quando estavam na cama e nus.
Ali ele não era ignorante, ali eram apenas os dois, sussurros e gemidos.
Só que tinha uma coisa que a fazia explodir de raiva.
Ela aguentava ignorâncias e menosprezo vindo do príncipe dos Sayajins, agora ver tudo isso sendo usado contra seu filho era arrasador.
Trunks tinha quase seis anos, para ele não existia alguém mais poderoso, mais forte, mais bonito que Vegeta.
Em contra partida, o homem agia como se Trunks nada fosse. Respondendo suas perguntas vindas com tanta empolgação, com monossílabas e resmungos.
Bulma estava enfadada disso.
Só que não adiantava conversar, só serviria para arrumar uma grande discursão grátis com Vegeta.
Então ela se esforçava para suprir as faltas dele como pai. E amenizar os excessos.
Só que tudo tinha limite.
Sua paciência, sua calma, sua empolgação e ate mesmo seu amor.
...-...-...-...-...
O pequeno irritado entrava pela sala batendo o pé e subindo direto para o quarto.
Passando por Bulma, que trabalhava na enorme mesa ao lado da sala, sem nem cumprimenta-la. O que estranhou.
Logo atrás vinha o segundo “pequeno”, com o cenho franzido e suado.
— E NEM PENSE EM JANTAR, ESTA DE CASTIGO! — Vegeta gritou, recebendo uma porta batendo em resposta.
— O que aconteceu?
— Aquele moleque inútil!
— Vegeta! Não fale isso, o que aconteceu, hein?
— Ele, ele... Ele é uma negação! Uma vergonha para nossa raça.
Bulma fez uma careta.
Afinal ambos sabiam que Trunks não era uma negação, era muito bom, o Mirai Trunksdeixou claro quando veio do futuro para ajuda-los, que era sim muito poderoso.
Mas algo tinha acontecido.
— Vegeta, sabe que Trunks não...
— É sim! Uma vergonha, se pelo menos eu não tivesse te dado ouvido...
— Ei, não me coloque no meio dessa discussão de vocês dois!
— A culpa é sua sim! Se não tivesse me pedindo daquele jeito para tirar a calda dele... Ele seria quase bom, ou mal!
Bulma reprimiu uma risadinha, afinal Vegeta estava visivelmente alterado, rir agora só faria piorar. Mas a forma que ele diz “daquele jeito” era engraçado. Pedir as coisas daquele jeitoconsistia em lingeries, beijos e palavras safadas.
Ele não recusava. Ela sabia bem.
— Ah Veggie, isso é fácil entender, ate mesmo para alguém como você!
— Olha aqui sua...
— Desde que a lua voltou a enfeitar nosso céu, tudo o que não precisamos é de um Oozaru destruindo tudo pela frente, principalmente meus inventos!
— Fala tanto de mim e é uma egoísta! Esta mais preocupada com seus inventos do que com o filho.
— Não tente fazer isso que não dará certo. Eu tinha dezesseis anos quando vi Goku se transformar em um, tive pesadelos por meses! É bizarro, você devia agradecer por não ter a sua calda. Fica bem mais bonito.
Ela disse sorrindo.
Vegeta bufou. E começou a comer as frutas que estavam sobre a mesa, uma após uma. Ate que não sobrou nada.
— Trunks é um bom menino, e é ótimo lutando, olha que esta apenas começando a treinar.
— Ele é um burro! Um fraco. Na idade dele eu...
— Trunks é mil vezes melhor que você!
Ela disse friamente, cortando a frase dele e saindo dali. Estava cansada disso.
Foi ate o quarto do filho e resolveu não bater, ele provavelmente estaria jogando videogame e esquecido à desavença de mais cedo.
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