Prêmio Infernal
6 O filme de terror
Notas iniciais
– Como assim? — Perguntou Mônica desesperada.
– Mônica, ela já explicou trocentas vezes que aconteceu, presta atenção — Disse Cascão.
– Eu sei o que aconteceu, só não consigo compreender, o que será que aconteceu com o Cebola? Você chegou a entrar na casa?
– Não — Diz Magali cabisbaixa — Eu tentei, mas estava trancada, eu sentei na soleira e não sei o que aconteceu depois, eu devo ter cochilado, eu estava tensa demais pra cochilar, parecia que tinham jogado um feitiço em mim ou sei lá o quê.
– Ainda acha que isso é armação dos vizinhos Cascão?
– Ah, Mônica, ainda bem que você tocou nesse assunto, eu voltei na casa e sabe todas aquelas casas que tinham em volta? Sumiram, não temos mais vizinhos.
– Meu Deus, isso aqui tá parecendo um pesadelo — Diz Mônica com os olhos molhados.
– Bom, eu recebi alta hoje, podemos ir todos nós na casa e tentar descobrir o que aconteceu com o Cebola.
– Mas como vamos entrar?
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– Ah, eu esqueci que com um chute a Mônica arromba até um cofre — Diz Magali com cara de poucos amigos — E agora? O que faremos?
– Onde o Cebola tava quando você tava aqui dentro? — Perguntou Cascão.
– Estava no andar de cima.
– Vamos todos pra lá então.
– Não é melhor nos dividirmos? Vai que ele desceu depois que ouviu eu gritar?
– Não, se o fantasma ver que tem alguém sozinho, ele pode se aproveitar disso, é melhor você ficar comigo e com o Cascão, eu sou forte e ele é ágil, a gente pode te defender.
– E eu não sou nada — Sussurrou Magali séria.
Os três subiram para o segundo andar e começaram a olhar os quartos.
Um barulho vindo da sala de cinema chamou a atenção de Cascão.
– Meninas, acho que o Cebola tá dentro da sala de cinema, eu ouvi uns barulhos vindo de lá.
Os três entraram na sala de cinema e não havia ninguém.
– É, ele não tá aqui — Disse Mônica — Vamos procurar em outro lugar.
– Espera aí, que filme é esse? — Perguntou Magali se aproximando da tela.
– Magali, o Cebola sumiu e você tá se preocupando com filme?
– Calma aí Mô, esse filme tá mesmo muito estranho.
No filme, o cenário era de uma floresta, bem escura e sombria, só se escutavam barulho de grilos... E de uma máquina estranha, que não aparecia nas câmeras.
Até que a câmera foca em uma moça muito mal vestida, de longos cabelos negros que cobriam seu rosto. Ela foi caminhando até chegar na maquina que estava fazendo aquele barulho.
A maquina era grande e comprida, na ponta tinha um aparelho que era parecido com aqueles de fazer inalação, e uma cadeira.
Estava vazia, mas ela então pegou no colo um garoto, ele parecia desacordado, então, ela o sentou na cadeira a saiu dali.
Quando a câmera focou no rosto do garoto, eles puderão perceber que era o Cebola.
– Ai meu Deus — Gritou Mônica — Cebola!
Ela correu pra perto da tela e a tela começou a sugá-la pra dentro.
– Mônica! — Gritaram Magali e Cascão agarrando a perna de Mônica.
A tela então sugou todos lá pra dentro.
Mônica correu pra onde Cebola estava e o tirou da cadeira.
– O que pensa que está fazendo dentuça? — Gritou a garota de cabelos negros.
– Salvando o Cebola de você, seu monstro — Disse Mônica com Cebola no colo.
– Deixe ele aí, ele é meu amado.
– Amado? Do que você está falando?
– Você não se lembra mesmo de mim, sua gorda?
– Lembrar? Eu nem te conheço.
Magali e Cascão viram quem era a garota misteriosa e tentaram alertar Môncia, mas ela estava longe demais pra ouvir.
Eles tentaram se aproximar pra ajudá-la mas tropeçaram em alguma coisa.
– Ai, o que é isso? — Perguntou Cascão confuso.
– Ó um de meus tentáculos.
– Agnes? — Perguntaram Magali e Cascão.
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