Prédio Dos Famosos - Fic Interativa

5 01 Capítulo - A Mudança ( Parte 1 )


Notas iniciais
Fica aqui a mudança da primeira banda...
Amanhã eu posto a mudança das outras duas bandas.
Espero que gostem ♥

* NARRADOR PDV *


As raparigas da banda Blood Roses, foram as primeiras a chegar ao prédio Mozart com as suas malas atrás, que por sinal nem eram muitas. Elas não são raparigas que seguem as modinhas, elas preferem ter o seu estilo próprio e original, em vez de andar a imitar outras pessoas ou celebridades, que é o que acontece mais entre o mundo dos famosos.

– Qual é o nosso apartamente? — Perguntou Jéssica a Natalia, visto que tinha sido ela a tratar da estadia da sua banda.

– Segundo direito. — Respondeu ela após confirmar no pequeno papel que trazia nas mãos, onde tinha a morada do prédio e também o andar onde ficariam.

– Eu gostava era de saber porque viemos a pé. — Resmungava Lola rastejando os pés com a sua mochila às costas, e as baquetas na mão.

– E eu gostava de saber porque andas sempre com as baquetas na mão. — Falou Amélia. — Não servem para mais nada a não ser para tocar bateria, acho eu.

– Não comeces com as tuas ideias, senão verás que elas têm muito uso sem ser na bateria. — Respondeu Lola com o seu ar sério, embora estivesse em brincadeira, e as suas amigas sabiam isso.

– Chegamos! — Gritou Natalia parando de caminhar.

As quatro raparigas pararam de caminhar e olharam todas para o edificio na sua frente. Ele tinha cinco andares: o rés do chão que era a portaria e o elevador, o primeiro andar, o segundo andar que era onde iam ficar instaladas, o terceiro andar, e o quarto andar que devia ser o sotão.

O prédio estava pintado de branco, as varandas eram verdes, tal como as janelas. Tinha umas fachas verdes na parede do rés do chão, e também na parede do quarto andar, o do sotão.

– Vamos subir de uma vez, estou cheia de fome! — Resmungava Jéssica, sendo a primeira a tomar iniciativa e entrar no prédio.

As quatro raparigas enfiaram-se dentro do elevador com as suas malas, e deram ordem para que ele subisse até ao segundo andar, que era onde iriam ficar instaladas. Quando estavam finalmente a chegar ao segundo andar, o elevador parou de andar, e ficou parado entre o primeiro e o segundo andar.

– Mas que merda é esta? — Gritou Lola furiosa.

– Calma, secalhar falhou a luz. — Disse Amélia, tentando acalmar a amiga.

De repente ouviram barulho no hall do primeiro e segundo andar, e pouco depois ouviram vozes masculinas, de ambos os andares.

– Mas o que se passou aqui? — Perguntou uma voz forte vinda do andar de cima.

– Foram os novos vizinhos, ficaram presos no elevador. — Gritou de volta uma voz esganiçada vinda do andar debaixo.

– Mas que merda, será que o senhor Amadeu não sabe meter uma placa a dizer que o elevador está avariado? — Perguntou uma voz rouca e engraçada vindo agora do andar de cima.

– Eu acho que eles não querem afugentar os clientes. — Respondeu uma voz bastante cuidada, vindo novamente do andar debaixo.

As raparigas olhavam umas para as outras, tentando perceber o que estava a acontecer. Elas estavam fechadas no elevador, e tudo o que os seus vizinhos conseguiam fazer, era ficarem à conversa a discutir o estado do elevador, e o porquê do porteiro não colocar uma placa a dizer que o elevador está avariado.

– Enquanto vocês ficam aí a discutir, eu vou comer. — Disse uma voz com um sotaque engraçado, vindo do andar debaixo.

– Espera, eu vou contigo! — Gritou uma voz aguda e engraçada vindo do andar de cima, e logo a seguir ouviu-se o barulho de alguém a descer as escadas.

As raparigas fartas de estarem ali sem ninguém as ajudar, decidiram manifestar-se. Jéssica mais uma vez, tomou a iniciativa de dar o primeiro passo.

– Desculpem incomodar a conversa, mas será que nós podem tirar daqui? — Perguntou ela rolando os olhos, embora eles não pudessem ver.

– Poder até podiamos, mas... — Respondeu uma voz rouca e lenta do andar debaixo. — Precisamos da chave.

– Então vai buscala idiota de merda! — Gritou Lola impaciente, começando a ficar cheia dos idiotas dos vizinhos que ainda nem conhecia.

Passado alguns minutos depois da ofensa que Lola tinha feito ao rapaz, eles voltaram com a chave do elevador. Outros tantos minutos tuveram de ficar à espera para que ele começasse a andar novamente, mas quando isso aconteceu, o elevador acabou de fazer o percurso que tinha a fazer e parou no segundo andar.

As raparigas abriram imediatamente a porta, e sairam lá de dentro a bufar. Quando olharam para a sua frente, depararam-se com três rapazes a olhar para elas.

– Obrigado por nos tirarem dali de dentro. — Agradeceu Amélia, educada como sempre.

– Na verdade foram os do primeiro esquerdo que... — O rapaz da voz rouca estava a falar, mas levou uma cotovelada do mais alto e forte dos três.

– Cala a boca Danny. — Disse ele entre dentes. — Queres começar a perder pontos para os do primeiro esquerdo, és bem idiota!

– Ah, vocês neste prédio vivem à base de pontos, é isso? — Perguntou Lola começando a rir-se. — Vocês são mesmo idiotas.

– Lola! Não precisas de ser tão desagradavel. — Repreendeu Natalia, sendo ela a mais velha, tentava sempre manter a ordem das suas companheiras de banda.

– Eu vou ter de concordar com a Lola. — Respondeu Jéssica enquanto olhava para os três rapazes e abanava a cabeça para os lados, lamentavelmente.

O rapaz loiro, que ainda não tinha falado, deu um passo em frente e estendeu a mão na frente de Natalia.

– Sou o Tom. — Disse ele. — Estes são o Harry e o Danny.

Ele apontou para o mais alto e forte, e de seguida apontou para o outro que tinha um sorriso no rosto que as meninas consideravam como idiota. Aliás, elas ficaram a pensar que ele era deficiente mental.

– Prazer, eu sou a Natalia. — Respondeu ela apertando a mão. — E estas são a Lola, a Amélia e a Jéssica.

Ela apontou igualmente para as meninas. Amélia esboçou um sorriso, tentando parecer simpatica. Jéssica fazia caras estranhas, e expressões que não davam para entender o que lhe ia na cabeça. Lola não escondia o mau-humor com que estava, e o quanto achava aqueles rapazes idiotas.

– Ainda falta o nosso baixista, o Dougie, mas ele foi lá baixo aos do primeiro esquerdo comer as sobras do jantar, feito cachorrinho. — Respondeu Danny soltando uma gargalhada estridente e engraçada, como se acabasse de ter feito a piada mais hilariante de sempre.

– Ou então pele morta. — Respondeu Harry com uma cara tão séria, que as raparigas até pensaram que ele estava a falar a sério.

– Pele morta? Como assim? — Pegruntou Amélia curiosa.

– Não lhes ligues, eles só falaram isso porque uma vez o Dougie disse que gosta de comer pele morta de outras pessoas. — Respondeu Tom, parecendo o mai racional e inteligente da banda.

– Vamos embora, já chega de dar conversa a esses tipos. — Pediu Lola voltando as costas, caminhando para junto da sua porta, ficando à espera de Natalia que tinha as chaves.

– Foi um prazer conhecer-vos. — Disse Natalia sorridente, voltando-se também.

– Até à próxima! — Respondeu Amélia acenando.

Jéssica ficou a olha-los de uma forma estranha, como se lhes estivesse a lançar uma praga, e depois voltou-se também, entrando em casa, visto que a porta já tinha sido aberta e as outras já tinham entrado em casa. Fechou a porta, e os rapazes desfizeram rapidamente o ar simpatico que tentaram manter.

– Não gostei daquela miúda, parece uma psicopata. — Respondeu Harry fazendo uma careta.

– Quem, a Jéssica? — Perguntou Tom caminhando para dentro de casa. Os outros dois foram atrás, e fecharam a porta.

– Sim, ela olhou para nós como se estivesse com fome, sei lá, tipo uma vampira. — Respondeu ele sem saber o que estava a dizer.

– O único vampiro aqui és tu, no video clip da Party Girl. — Respondeu Danny dando-lhe uma pancada nas costas. — Aposto que se elas já tivessem visto esse nosso video estavam todas a babar e a desejar que lhe mordesses o pescoço.

Danny soltou uma das suas gargalhadas engraçadas, e Harry fuzilou-o com o olhar.

– Vê lá se não te mordo essa lingua, não tarda. — Respondeu ele ligando a televisão.

– Sei que me amas, mas não exageremos. — Respondeu Danny dando uma pancadinha no ombro do amigo.

Tom rolou os olhos, e tentou conter o riso. Era impossivel viver de forma seria na mesma casa que aqueles dois, mais o outro esfomeado que tinha ido comer as sobras dos do primeiro esquerdo.

Notas finais
COMENTEM !
Espero que esteja decente, e que não tenha fugido a personalidade de cada uma das meninas. Essas quatro são obrigadas a comentar este capitulo, ouvira? Preciso de saber se está do agrado de vocês :)
As outras que mantenham a calma, porque amanhã também já vão chegar ao prédio e passar um momento qualquer , do gênero deste :b
Beijos ♥