Provocando um monstro
1 Até onde uma provocação pode ir?
Notas iniciais
Tudo bom?
Gente, minha vida tá uma doideira mas deixa isso pra lá.
Cá estou eu com um shippe novo, Shizaya devia ser canon, não é mesmo?
Me aventurei nesse novo universo para fazer um presente para Kanra-yuu. Amore, feliz aniversário, espero que você goste ♥ ♥ ♥
Como eu disse, isso foi uma aventura, peço desculpas se eles estiverem muito off das personalidades originais, eu assisti até a penúltima temporada, mas né....
Bem, chega de enrolar.
Boa leitura a todos.
O moreno olhava pela parede de vidro do seu escritório, observava o movimento das pessoas lá embaixo na rua. Estava ocorrendo um festival de verão e homens, mulheres, jovens e crianças iam e vinham pela calçada da rua principal, a grande maioria vestindo yukatas coloridas e leves, comendo coisas que haviam comprado nas inúmeras barracas que estavam montadas na praça logo mais à frente, enquanto assistiam grupos de dança que desfilavam suas coreografias pela via principal.
Suspirou e deu um pequeno sorriso de lado apoiando a destra magra e pálida no vidro, amava a humanidade, eram todos tão excêntricos, sempre tão focados em si mesmos… Adora observar o modo como gostavam de se enganar e se iludir, buscando sempre pequenas alegrias bobas para se distraírem da infelicidade cotidiana. Pequenos fragmentos doces para tentar equilibrar o amargor do dia-a-dia.
Mas ele não, ele, Izaya Orihara era sempre feliz.
Deu as costas à vidraça, correndo os olhos pelo ambiente: seu apartamento estava deserto, como era de se esperar, tudo silencioso e na penumbra. Namie havia saído mais cedo, falando que iria se encontrar com Seiji, falou isso com um ar sonhador, se é que isso era possível. Izaya balançou a cabeça relembrando a expressão dela, mais uma iludida, com certeza ele iria ao encontro da irmã porém Mika estaria sempre ali, pontuando com amargor a doce ilusão da morena.
—Tch! — estalou a língua.
Na verdade, Izaya estava entediado. Sentou-se no sofá, sentindo-se um pouco ridículo por ter trocado sua costumeira veste. Por que mesmo estava também vestido com uma yukata? Se perguntou, rindo consigo. Olhou o tabuleiro de jogo à sua frente, as peças mistas de damas e xadrez avançadas nas casas, como se o jogo tivesse sido suspenso momentaneamente.
Suspirou, encostando no sofá e pegou um dos celulares, o pequeno pingente tilintou enquanto ele deslizava o dedo longo e fino pela tela, escolhendo determinado número. Era um festival para humanos mas ele tinha certeza que aquele monstro que insistia em se achar humano estaria aproveitando da festa.
Shizuo estava na rua ainda, não havia aderido à moda do festival, vestia a roupa de barman. Tom o havia liberado mais cedo e ele tinha acabado de sair do restaurante do Simon, tudo o que ele queria era ir para casa e dormir. Bufou ao ouvir o celular vibrar no bolso e começar a tocar a musiquinha padrão: ele nunca a havia mudado. Atendeu.
—Alô, Shizu-chan? — ouviu a voz irritante falar do outro lado e segurou o rosnado.
—O que quer? — respondeu ouvindo a própria voz sair mais pesada.
—Está se divertindo, Shizu-chan? Aposto que está no festival — Izaya comentou alegre mas recebeu apenas o silêncio como resposta.
—Ainda está na rua, Shizu-chan? — continuou, como se realmente se importasse com isso.
—… não é da sua conta — o loiro falou após alguns segundos de hesitação. O que aquela maldita pulga queria com ele novamente?
—Ahh… acho que está sim — Izaya ignorou a resposta atravessada, pouco importava onde o outro estava, Izaya apenas queria irritá-lo como sempre fez a vida inteira.
—Estou ouvindo o barulho das pessoas à sua volta. Não se envergonha de se misturar com elas, Shizu-chan? Esse é um festival para humanos, não para monstros como você.
Shizuo rosnou, quase quebrando o aparelho ao desligar a ligação. Todos seus sentidos de alerta gritaram ante a explosão de raiva que sentiu daquele maldito inseto que apenas existia para irritar.
Izaya riu do outro lado da linha. Amava irritar o outro e ficou alguns segundos pensando no que poderia fazer para irritá-lo ainda mais.
Seu polegar tocou suave no ícone verde, levou o celular à orelha ouvindo os som da chamada sendo feita.
—Maldito — Shizuo rosnou ao atender novamente. Por que fez isso? Se perguntou, teria sido mais fácil apenas deixar tocar até a ligação cair.
—Hm… ganhei um novo nome? Ou você não consegue se lembrar de mim? — riu alto — Tome cuidado, Shizu-chan, será que você consegue andar na rua e ainda falar ao telefone? Talvez seja muito para os seus dois neurônios…. — Izaya sorriu esperando a resposta que não veio, o silêncio se prolongou até ele pensar se o loiro não havia desligado novamente, olhou a tela do celular vendo que a ligação ainda continuava em curso.
Então uma ideia louca e completamente absurda passou pela mente talvez doentia de Izaya.
—Está tão silencioso, Shizu-chan. Você gosta da minha voz, é isso? — perguntou com o riso da voz, ouviu um grunhido de raiva do outro lado. Sorriu silenciosamente
—Talvez goste de mais coisas minhas… você gostaria de tocar no meu corpo? — provocou ousadamente.
Na rua, Shizuo parava do nada, fazendo com que a pessoa imediatamente atrás dele batesse nas suas costas, não se importou nem olhar para o estranho, ele não o conhecia, porém, para o anônimo, o mesmo não acontecia. Afinal, quem em Ikebukuro não conhecia Shizuo Hewajima? O desconhecido se afastou rápido do loiro, tomando um rumo qualquer.
—Do que está falando, pulga? — perguntou por fim.
—Eu sei que é burro demais para entender o que os outros dizem, mas estou perguntando se você não gostaria de passar as mãos no … hm… nas minhas coxas? — continuou a provocar.
—Que merda de jogo é esse, inseto? — Shizuo rosnou e ouviu a risada sarcástica do outro lado, fazendo-o apenas irritar-se mais.
—Minhas coxas são bem pálidas sabe… você gostaria de marcá-las? Colocar essas suas patas e manchá-las com hematomas? — falou com a voz maliciosa, sabia que estava conseguindo irritar o loiro, percebia isso até mesmo pela respiração acelerada que ouvia pelo fone.
—Me diga Shizuo-chan, você gostaria de me quebrar não é? Gostaria de tirar meu sangue? — falou meloso e inconscientemente passou a mão nas coxas, correndo os dedos pela parte interna, afastando as pernas.
Shizuo bufou, puxando a caixa de cigarros do bolso, sacudiu de leve a caixa, fazendo os cigarros pularem e capturou um com os lábios, guardando-a em seguida e pegando o isqueiro somente com uma mão. Andava à esmo, sem notar que saía de Ikebukuro e tomando outro rumo. Tomou uma longa tragada esperando que a nicotina inundasse o seu cérebro e acalmasse o estranho formigamento que surgia no seu baixo ventre. Sim, ele adoraria quebrar a cara daquela pulga maldita, ver o sangue dele espirrar mas algo estava havendo porque começava a ter outras idéias bizarras ao seu ver.
—Você poderia marcar minhas coxas, subir essas patas para a minha bunda, já pensou em morder meu pescoço? Não minta, você está pensando exatamente isso, não é?
Sim, Shizuo estava pensando isso, aquele maldito estava mexendo não só com sua mente mas com seu corpo também. Imaginou apertando aquela bunda pequena e redonda ou pelo menos imaginou que fosse, marcando com os dentes o pescoço longo e pálido dele, iria com força, arrancando lágrimas do moreno.
—Estou imaginando isso também, Shizu-chan. Você me tocando...ahhnn… seria bom ser quebrado por você, eu não quero que seja gentil e sei que você é incapaz disso. Quero que doa, que me arranhe, seja bruto comigo — Izaya gemeu fingidamente, não estava se tocando mas fingiu para que fosse mais convincente.
Ouviu um grunhido e continuou seu jogo arriscado.
—Quero que me faça gritar, e eu não vou pedir para parar. Quero que aperte meu pescoço enquanto estiver me fodendo. Você vai me foder até que eu desmaie, não é? Diga que sim… ahhh… Shizu-chan… Você está imaginando isso? — gemeu novamente e por que raios sua mão correu para o mamilo, apertando-o?
Ah não, estaria ele sendo vítima do próprio jogo? Decidiu que encerraria a ligação, estava se cansando desse jogo. Shizuo não falava nada. Tirou o celular da orelha, olhando a tela, a ligação continuava em curso, moveu o dedo, na intenção de encerrar quando um estrondo o assustou, olhou alerta para a porta do seu apartamento que acabava de ser estourada. Levantou-se largando o celular que caiu ainda ligado no sofá.
Shizuo entrou bruscamente na sala do Izaya, pisando na porta que acabara de derrubar, não sabia exatamente como havia ido parar ali, provavelmente a sua raiva havia guiado seus pés até o apartamento do moreno. Iria dessa vez arrebentá-lo definitivamente mas nada o havia preparado para a cena que viu à frente.
Estava sempre tão acostumado a ver Izaya naquela sua roupa costumeira, toda preta que vê-lo agora, com a yukata em tons de branco e rosa claro foi um choque para o loiro. Sentiu o membro pesar nas calças, completamente ereto, pressionando o tecido, até seus testículos formigavam e ele rosnou partindo para cima do moreno.
Izaya arregalou os olhos, todos seus sentidos gritando em alerta para o perigo que era o homem mais forte de Ikebukuro vindo na sua direção. Se fosse na rua, com certeza conseguiria fugir como havia conseguido todas as outras vezes, mas ali, praticamente encurralado, suas chances de fuga caíam muito. Olhou em volta, levando segundos para chegar à conclusão de que a única saída seria correr para os fundos do apartamento e tentar sair por alguma janela, com sorte conseguiria chegar nas escadas de incêndio e fugir.
Pegou impulso, pulando o sofá e correndo para o quarto, só não contava com o fato de Shizuo ser mais rápido e o alcançar na metade do corredor.
Shizuo havia adivinhado os movimentos do moreno e quando viu ele correndo, partiu no encalço, mal acreditando quando seus dedos se fecharam na faixa de seda presa na cintura fina do outro, mantendo a roupa fechada. Puxou com força, causando um tranco em Izaya e estourando o tecido, a yukata se abriu completamente. Tudo foi rápido demais, porém seus olhos percorreram aquele corpo magro, coberto apenas com a box também preta. Não perdeu tempo, o jogou contra a parede, segurando o pescoço do moreno que o olhou irritado. Izaya se xingou por não estar com sua faca ali e fazer um bom talho na cara daquele monstro.
—Não queria que eu apertasse seu pescoço? — rosnou Shizuo.
—Não sabe o que significa manter as coisas no plano das ideias? Destruiu minha porta.
—Vou destruir mais coisas, maldito — grunhiu, apertando o pescoço pálido de Izaya.
—Burro — Izaya xingou, engasgando com o aperto, segurou o pulso da mão que o apertava.
—Irritante — devolveu Shizuo, apertando mais.
— Monstro — ofegou sentindo a dificuldade para respirar causar uma ereção incômoda.
—Inseto maldito — Shizuo colou o corpo ao do outro, prensando-o.
—Viado.
—Você também.
—Perdeu, nem consegue achar outro xingamento, Shizu-chan.
— Vou acabar com você.
—Isso é uma promessa? — Izaya sorriu de lado e lambeu os lábios.
Shizuo devolveu o mesmo sorriso arrogante.
—Pode apostar que sim — o beijo que se seguiu não foi gentil nem delicado.
Os lábios se moviam duros e furiosos, encaixados com perfeição. Dentes mordiam os lábios um do outro enquanto a língua de Shizuo invadia ávida a boca do outro, explorando e se enroscando. Izaya agarrou o loiro, puxando os cabelos tingidos, gemendo ao ser mordido.
As mãos de Shizuo cumpriam a sua sina, apalpando o corpo magro do Izaya, marcando-o com força. Passou-as pela cintura e desceram para a bunda, fincando os dedos na carne macia mas firme, ganhou um gemido sofrido de dor. Shizuo parou, olhando para o moreno.
—Não seja gentil, eu já falei — Izaya falou afiado e mordeu o pescoço do Shizuo, puxando ele de volta para colarem os corpos.
Era só isso que o guarda-costas precisava ouvir, passou a trilhar o pescoço do moreno com mordidas fortes, chupões firmes que logo deixariam suas marcas roxas no pescoço pálido, as mãos continuaram apertando as nádegas com tanta força que era doloroso, mas era tudo o que ele queria. Izaya amava aquela sensação de dor e prazer e ofegou quando percebeu o som do tecido rasgando e sua box sendo jogada de lado.
Gemeu e se contorceu, abrindo as pernas, enroscando uma no quadril do maior, se esfregando no Shizuo desavergonhadamente, suas mãos voaram pelo peito torneado, rasgando a camisa e a arrancando.
—Minha camisa… — Shizuo protestou.
—Foda-se isso — Izaya arrastou as unhas pelo peito do outro, arranhando fundo e arrancando a pele, se inclinou e lambeu as gotinhas de sangue que brotaram e ganhou um gemido. Continuou deslizando a língua pelo corpo definido e Shizuo agarrou os cabelos negros pressionando o rosto do outro contra o próprio peito, Izaya lambeu a pele e beijou sendo empurrado para baixo.
Adivinhando o que o outro queria, se ajoelhou ante Shizuo e mordiscou a ereção sobre as calças.
—Me dê o seu pau, Shizu-chan! — pediu lânguido, abrindo a boca, esperando ser atendido.
Shizuo abriu as calças.
—Se você me morder eu arranco todos os seus dentes — ameaçou segurando o membro pela base, não precisou de mais nada, Izaya abocanhou a parte da carne dura e úmida, adorando o sabor almiscarado, Shizuo tinha um cheiro diferente, algo másculo e feroz, que agora agia sobre Izaya, o deixando meio louco. Agarrou as coxas do loiro, relaxando a garganta e deixando que o membro grande batesse no fundo da garganta. Começou a chupar com gula, movendo a cabeça para frente e para trás, esfregando os lábios muito abertos pela extensão, percorrendo com a língua as veias que adornavam aquele membro que nem em sonhos Izaya poderia imaginar pertencer à um animal como Shizuo.
E o loiro gemeu, tirando os óculos e os jogando em qualquer lugar, jogou a cabeça para trás, gemendo alto e agarrando os cabelos escuros. Grunhiu quando moveu o quadril, estocando a boca, forçando a glande pela garganta e se surpreendendo quando Izaya deu conta de todo aquele volume sem engasgar. Começou a mover-se estocando a boca do moreno e minutos depois abaixou o olhar, Izaya lacrimejava, corado, saliva escorria do canto da sua boca e ele arranhava as coxas do Shizuo, gemendo abafado.
Diminuiu um pouco o ritmo e Izaya se soltou.
—Foda minha boca, Shizuo-chan. Destrua ela também! — pediu e Shizuo rosnou, enfiando o membro até a garganta, começando a literalmente foder a boca do Izaya, ia fundo e rápido, mal dando tempo para o menor respirar. Os sons de sucção e a respiração acelerada e falha do Izaya encheram o ambiente, assim como os gemidos rosnados de Shizuo. Aquilo era muito bom e o loiro sentia o corpo estremecer com o prazer que o inundava, nunca havia sentido nada igual e seu quadril agia por vontade própria, empurrando até sentir o nariz do outro bater no seu ventre.
Izaya chorava, sua garganta doía e ele gemia sem parar, não sabia o que estava acontecendo consigo para estar fazendo isso e nem como havia chegado ali, quer dizer, havia provocado o outro mas desde quando ele, Izaya, iria falar aquelas coisas para alguém como Shizuo? Devia estar louco. Mas não perdeu muito tempo pensando nessas coisas. Abriu os olhos, olhando para cima, vendo o rosto do Shizuo crispado de prazer bruto, sugou com mais força, movendo a língua, ou o tanto que conseguia mover, pois o membro era grande demais para a sua boca, sentia por vezes o maxilar estalar por estar sendo forçado. Moveu a cabeça, acelerando e combinando os movimentos com os do quadril dele e ouviu Shizuo rosnar ao mesmo tempo que sentia o membro pulsar na sua boca e o líquido quente e viscoso descer pela sua garganta machucada. Era tanto que sufocou por um momento e tossiu, tirando o membro da boca.
—Que animal… — tossiu — Quase me afoga, faz quantos anos que não se alivia? — provocou limpando o queixo, sua voz saía rouca quando continuou.
—Mas eu entendo. Que mulher iria querer alguém como você?
—Quem disse que eu quero mulher? — Shizuo falou puxando Izaya pelos cabelos, forçando-o a levantar-se e a virar de costas, apertou com força exagerada as nádegas do moreno que apoiou as mãos na parede do corredor e empinou o traseiro.
—Ainda aguenta? — Izaya murmurou, com um sorriso sarcástico e teve a cabeça prensada contra a parede fria, os cabelos sendo segurados com força enquanto Shizuo colava seu tórax quente nas costas dele.
—Está brincando? Eu mal comecei. Irei cumprir o que me pediu. Só irei parar de te foder quando estiver desacordado. — Shizuo se encaixou e o penetrou de uma vez sem nem ao menos penetrá-lo.
Izaya gritou, arranhando a parede à sua frente. Gemeu longamente sentindo as pernas fraquejarem e a entrada arder terrivelmente.
—Se mova logo. — mandou sôfrego, empinando mais.
Shizuo puxou o quadril retirando-se completamente e voltando a entrar, começando a estocar com força e brutalidade, mantendo os corpos muitos juntos. Olhou aquela nuca ali, tão próxima e disponível, aquele trecho de pele imaculadamente branca e limpa, não podia permitir isso. Cravou os dentes, mordendo com força e fazendo Izaya gemer de prazer. Segurou na cintura fina e meteu brutalmente, puxando o corpo magro de encontro ao seu, ao mesmo tempo em que jogava seu quadril para frente.
Izaya gemia alto, gritando. Ofegava e suava se colocando na ponta dos pés, empinando para que o membro do outro fosse o mais fundo possível. Sentia ser rasgado, devassado, machucado e tudo o que queria é que aquilo não parasse. Começou a rebolar jogando seu quadril contra o corpo do Shizuo.
—Ahhnn… tão fundo…. — gemeu e ouviu Shizuo grunhir no seu ouvido, Suas costas ardiam pelos arranhões e mordidas. Tudo isso contribuía apenas para uma coisa, logo atingiria seu limite
—Estou quase lá…. — completou, gemendo.
Mas Shizuo não queria isso agora. O virou de frente para si e o pegou pelo quadril erguendo-o.
Izaya segurou nos ombros de Shizuo e envolveu o quadril do outro com as pernas. Sentia algo úmido e quente escorrer entre suas nádegas e podia perceber o cheiro de sangue e sexo se misturando. O loiro voltou a penetrá-lo, duro, forte, de uma vez. Fazendo suas costas baterem na parede fria e seus pulmões expulsarem o ar. Começando a estocar rápido, voltando a tomar os lábios feridos e inchado do Izaya nos seus, exigindo um beijo profundo; pouco se importava se ele conseguiria acompanhar o ritmo e respirar ao mesmo tempo e se alegrou ao ver Izaya lutar para corresponder. Ele gemia e ofegava no beijo, rebolava e apertava Shizuo, num pedido mudo para que ele fosse mais rápido e mais forte.
—Shizuo…- gemia, virando o rosto para o lado, expondo o pescoço que era implacavelmente marcado pelos dentes do loiro. Arranhava os ombros dele, arrancando a pele e deixando filetes de sangue escorrerem pelos braços e costas. Shizuo mal sentia a dor dos arranhões, aquela sensação nem poderia ser considerada dor, não quando ela apenas servia para lhe dar mais tesão, mais vontade de ir mais e mais fundo na entrada lacerada do Izaya.
Segurou o menor com mais força, fincando os dedos nas coxas finas e andou com ele no colo, entrando na primeira porta aberta. Era o quarto do moreno e Shizuo o jogou na cama de qualquer jeito. Izaya quicou no colchão de molas e Shizuo se lançou por cima, enlouquecido de prazer. Voltou a penetrar, gemendo de prazer, apalpando e beijando aquele corpo enlouquecedor, cada gemido que Izaya dava o impulsionava a meter mais forte, mais fundo e, sem pensar muito, desceu a mão com força, golpeando-o na nádega esquerda.
—Aaahh…. — Izaya estremeceu, se contraindo completamente, apertando o membro dentro de si. Afundou as unhas nos braços fortes que se mantinham esticados sustentando o peso do maior sobre si.
—Mais… — murmurou num ofego e ganhou novos tapas, todos estalados, violentos, sentia a carne ser machucada, esquentar sob o golpe daquelas mãos e latejar, amou a sensação e seu ventre se retorceu, sentiu o membro pulsar e gritou, arrastando as unhas pelos braços do Shizuo ao mesmo tempo em que se derramava sobre o próprio abdome.
Shizuo gemeu também, além de apertado aquele maldito era gostoso demais, não conseguiu se conter ao vê-lo se contorcer e gemer daquela forma desavergonhada, estocou mais forte ainda, fazendo a cama ranger e o corpo abaixo do seu estremecer ainda mais. Izaya gritou, parando abruptamente quando Shizuo foi ainda mais fundo, rosnando, preenchendo o interior do outro com seu gozo.
—Izaya? — chamou segundos depois, ainda ofegante. Mas Izaya permanecia imóvel, silencioso.
Shizuo saiu de dentro com cuidado, deitando-se ao lado.
—Izaya? — chamou novamente e mexeu no rosto desacordado do moreno. Chamou de novo, sacudindo-o e ganhou um resmungo.
—Me deixe dormir, seu monstro. — virou para o lado, puxando a ponta do lençol que não se soltou por Shizuo estar em cima.
O loiro se moveu, soltando o tecido e usando-o para jogar sobre o corpo completamente marcado do outro. Se virou para o outro lado e adormeceu.
Acordou perto das cinco da madrugada, seus cortes ardiam e ele passou a mão no rosto, mexendo no cabelo. Se forçou a levantar e tomou uma ducha no banheiro da suíte não se preocupando em se secar antes de sair do box, molhando tudo. Vestiu as calças que encontrou no corredor e a camisa que estava largada em outro lugar.
—Filho da puta, destruiu minha camisa — murmurou enquanto vestia a peça e a deixava aberta, calçou os sapatos e foi ver o estado da criatura na cama.
Izaya ressonava calmamente, gemendo apenas quando mudava de posição. Tirou o frasco de analgésicos e jogou na cama ao lado do moreno junto com um bilhete escrito às pressas: até a próxima!
Saiu do apartamento e voltou para casa apenas para colocar uma roupa limpa e que não estivesse rasgada e foi trabalhar.
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—Você está de bom humor hoje — comentou Tom após sair do prédio onde tinha ido fazer mais uma cobrança — Aconteceu algo?
—Nada — Shizuo respondeu, acendendo mais um cigarro. Tragou longamente e prendeu a fumaça nos pulmões por alguns segundos antes de soltá-la com um sorriso, algo assustador, no rosto.
Tom iria falar algo quando o celular do loiro vibrou indicando mensagem. Shizuo pescou o aparelho no bolso e deslizou o dedo pela tela.
“Sua letra é horrível, seu semi-analfabeto”
Notas finais
Juro que eu me esforcei, espero que tenham gostado ^^
Quem quiser comentar e favoritar, eu fico bem feliz.
Se tiver alguém que me acompanha nas outras fics, a Você quer ser meu será atualizada sexta-feira, provavelmente.
Beijos beijos
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