Provocación

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá ;)

Com a ajuda do marido de Mercedes, Aurélio tentava livrar-se de alguns galhos secos que estavam dentre as roseiras; Aurélio tinha certeza que os mesmo atrapalhariam o crescimento das rosas. O senhor já era de idade, porém mantinha uma força invejável, parecia ter menos idade do que dizia ter.

Seguiram trabalhando, até que Aurélio vira de longe Camilo, ele estava parado em frente a porta de entrada da casa de sua mãe, olhava para casa com indecisão; parecia agoniado.

— Camilo.. — Aurélio, disse se aproximando.- Posso ajudá-lo?

— Aurélio? — Camilo, o olhou com cenho franzido. — Esta trabalhando aqui? E como jardineiro? — Aurélio sorriu limpando suas mãos em lenço para em seguida o cumprimentar.

— Não, na verdade vim para acompanhar sua mãe. — Camilo assentiu ainda confuso. — Bom, não há muito o que fazer por aqui, e decidi me ocupar com o jardim, estava precisando de uma atenção. — sorriu. — Mas não vamos falar de mim. Você me parece preocupado.. O que houve?

— Bom, se trata de minha mãe. — suspirou. — Nos desentendemos ontem, e... Olha, eu a amo, mas também amo a Jane, me entende? — Aurélio assentiu. — Como ela está hoje? Gostaria de retomar nossa conversa de ontem, sem gritos e ofensas.

Aurélio pensou em sua pergunta, e percebera que não tinha resposta para a mesma. Depois do que acontecera na cozinha, ele pouco viu Julieta, e nesses raros momentos sempre estiveram rodeados de gente. Apenas houveram trocas de olhares, ela parecia distante, e ele louco para saber o que tanto seu olhar queria dizer.

— Aurélio? — Camilo o chamou.

— Oh, sim.. Érr, ela me parecia bem esta manhã, estava preocupada com você, e exatamente pela conversa que tiveram ontem.

— Então, não devemos conversar hoje. A darei mais tempo.

— Creio que será o melhor a ser feito. — Camilo assentiu.

— Até logo, e obrigado por me ouvir.. Eu estou quase ficando louco com tanta coisa em minha cabeça.

— Você é jovem, Camilo. — Aurélio o lembrou. — Vocês veem as situações com muito mais drama e dificuldade, respire fundo, tudo dará certo.

— Obrigado. — Camilo agradeceu, olhou mais uma vez para casa de sua mãe, e se fora.


Aurélio balançou a cabeça apoiando suas mãos em seu quadril e viu Camilo se afastar. Não via a hora do rapaz e de sua mãe se reconciliarem.

— Então, é isso que estava fazendo?

A voz grave de Julieta chamou sua atenção.

— Eu estou a ponto de enlouquecer para ter meu filho de volta, e você o afasta mais de mim? — ela o perguntou outra vez. Ele a olhou tentando obter clareza em suas acusações.

— Não é isso, Julieta. Você entendeu errado. — deu alguns passos até alcançar com mais proximidade seu corpo. — Ele estava nervoso, ansioso, pensei que não seria o melhor momento para ter uma conversa com você.

— Aurélio, tudo que mais quero é o amor de Camilo de volta.. Talvez essa fora nossa última chance.. E você simplesmente nos impediu.

— Deus, não.. Acalme-se, por favor. — pediu. — Pareço agora um destruidor de lares. Apenas o aconselhei, Julieta. — respirou fundo. — Mas se você acha que seria adequado uma conversa entre duas pessoas com sentimentos totalmente indiferentes.. Então, vá.. O procure. Eu só tentei ajudar. — lembrou-a.

— Não será mais necessário.. — ergueu seu queixo, e o olhou como das vezes que negava seus sentimentos por ele. — Ele já se foi..

Julieta o deu as costas de forma tão abrupta, que Aurélio, recuou involuntariamente.

— Julieta. — a chamou, mas ela não o dera atenção. Não era pra tanto, pensou ele. No entanto, se deu conta que ela poderia estava usando isso para o manter longe, talvez sua atitude de logo cedo, não a agradou. E Aurélio logo pensou que teria que se redimir.

Estava a imaginar como o faria, e quando olhou para o jardim que estava em quase perfeita ordem, tivera uma ideia, só precisava reunir-se com alguns cúmplices, e tudo daria certo.

Logo a noite Elisabeta, Darcy, Ema e outros de seus amigos, estavam sentandos entorno de uma enorme mesa que havia na sala de visitas na casa de Julieta. Todos estavam concentrados em um jogo de cartas, e apostas foram feitas. Aurélio estava a divertir-se também, mesmo que seus olhos hora mirassem Julieta enquanto a mesma apreciava um pouco de vinho do outro lado da sala.. Desejava se aproximar, pedir desculpas, conversar sobre o acontecido, mas ela parecia cada vez mais distante, ele não queria de nenhuma forma voltar a estaca zero com ela.

— Elisabeta está foraaaa! — gritou Ema.

— Desculpe, meu amor, mas Ema está certa. — Darcy disse beijando Elisa.

— Bom, ainda contra minha vontade sairei do jogo, porém, tenho certeza que um de vocês trapaceou- todos a olhoram fingindo estarem ofendidos, mas em seguida retornaram para próxima partida.

Elisa, viu de longe os olhos de Julieta perdidos sobre um ramo de rosas, e com liberdade aproximou-se da Rainha do café. Os olhos de Julieta estavam tristonhos, a mulher parecia carregar um peso de mil quilos em suas costas, e sabendo de seu passado, Elisabeta fora o mais sutil que conseguira.

— Não quer se juntar a nós, Julieta?

— Não, não tenho muita paciência para jogos. — sorriu fraco. — Bom, todos vocês perderiam. — tentou ela parecer animada.

— Vejo que está noite a senhora está mais distante, pensei que desabar a faria ficar mais vibrante, se me permite dizer.

— Não posso está totalmente feliz sem Camilo. — olhou para Ema, e seus olhos quase marejaram. — Gostaria muito que estivesse aqui, se divertindo, sorrindo como Ema.. — olhou para Elisabeta. — Como você.

— Logo estarão juntos, eu sei disso.

— Espero que você esteja certa. — suspirou olhando involuntariamente para Aurélio. Elisa percebeu seu olhar, e ideias de imediato vieram a sua cabeça.

— Julieta, não achas que, talvez, vestir-se de cores mais vibrantes a traria mais alegrias?

— Não vejo motivo para isso. — Julieta respondeu rapidamente.

— Não mesmo? — a moça atrevida olhou para Aurélio, e logo Julieta entendeu suas insinuações.

— Elisabeta..

— Esta claro para mim que há uma conexão gigantesca entre vocês. Ele não tirou os olhos da senhora toda a noite.. — suspirou, e segurou nas mãos de Julieta. — Vejo coisas além de uma paixão, o pai de Ema me parece ama-la, Julieta.

— Como tem certeza disso?

— Não a tenho. A cogito. Você quase não deixa transparecer seus sentimentos, mas eu a conheço o suficiente para perceber que, de sua parte também é recíproco.

Julieta voltara a olhar para Aurélio.

— Não há nada melhor que deixar-se levar pelo amor, respeitando seus limites, e entregando-se a ele.. — Elisabeta olhou para Darcy com admiração.

— Não sou mais jovem para deixar-me levar por certas liberdades, Elisa.

— Por que tenta a todo momento se enganar, Julieta? Você é forte, bonita, e jovem.. Merece viver tudo que há de bom, inclusive, o amor. — sorriu, e surpreendeu-se quando Julieta a correspondeu, não era um riso mais forçado, porém liberto.


— Elisaaaa.. — alguém gritou. — É sua vez. — Elisabeta pediu licença, e fora quase correndo em direção aos jogadores eufóricos.


Julieta fizera o mesmo da noite anterior, recolheu-se mais cedo deixando zero chances de Aurélio aproximar-se.

...

Na manhã seguinte, ela sentia seu corpo adoentado, e mesmo que sol já estivesse invadindo seu quarto, ela não conseguira levantar-se prontamente. Se encostou na cabeceira de sua cama e colocou seus óculos, haviam algumas correspondências na escrivaninha próxima sua cama. Começou a lê-las, mas logo fora interrompida quando Mercedes adentrou seu quarto. A senhora parecia amedrontada, porém seguiu seu caminho reto até o banheiro de Julieta. Minutos depois estava de volta, Julieta já estava de pé esperando por uma explicação quando a pobre senhora ainda exitante, a entregou um bilhete, e uma rosa.

— Me perdoe.. — Mercedes disse.

— Por que, Mercedes? Eu não estou entendendo.

— Pela forma que entrei em seu quarto, senhora. — disse rapidamente, e retirou-se fechando a porta.

Julieta olhou para o bilhete em sua mão, e logo para perfeita rosa. A cheirou, e a colocou em cima de sua cama. Estava curiosa para saber o motivo do olhar tão amedrontado de Mercedes, e bom, de imediato soubera.

"Aceite a flor como forma de minha desculpa. Se a desrespeitei, perdoe-me. Entre comigo nesse jogo.. Serão cinco formas, para desculpar-me. Em sua mão está a primeira. Rogo que volte a sorrir para mim. — Aurélio C."

Releu o bilhete talvez por vinte vezes, até se dar conta que Aurélio Cavalcante estava a cortejando novamente, e de forma mais sedutora. Fora ao seu banheiro, e sua banheira estava coberta por pétalas vermelhas, então entendeu o motivo de tamanho assombro de Mercedes. A senhora era uma mulher conservadora e isso provável a surpreendeu. Julieta não pôde conter seu sorriso.

Logo despiu-se e entrou em seu mar secreto de pétalas vermelhas.

"Você é forte, bonita, e jovem.. Merece viver tudo que há de bom, inclusive, o amor."

De repente a voz de Elisabeta vira a sua cabeça. Pensou que não faria mal se distrair um pouco com as loucuras de Aurélio, eram mais que amigos, sabia. Então, sorriu novamente. Se deixaria levar, fechou os olhos sentindo a água quente em sua pele.. Deixaria que ele a mostrasse o que um homem era capaz de fazer para desculpa-se com uma mulher; mesmo que ela não achasse nenhum motivo para Aurélio esta desculpando-se.


...


A mesa de café estava posta perfeitamente, porém quando Julieta sentou-se em seu habitual lugar, logo percebera outra rosa ao lado dos talheres que estavam sobre a mesa. A rosa era menor que a de antes, parecia esta ainda florescendo, mas seu aroma era inebriante. Ela sorriu, e cessou mordendo os lábios. Não havia nenhum bilhete, mas era soubera que fora ele. O jogo continuava, pensou ela.

Julieta fizera rápidamente seu desjejum. E quando teve tempo livre, olhou pela janela. Seu jardim parecia algo de outro mundo, as flores estavam mais vivas, havia um caminho entre as roseiras, que terminava próximo a uma fonte de água. Ainda segurava sua segunda flor daquele dia, e não pode deixar de apreciar seu aroma novamente. Respirou fundo, e voltara olhar para o horizonte, e encontrou o sorriso dele, Aurélio. Estava em meio ao sol junto ao marido de Mercedes... Ambos plantavam, e colhiam flores. Perguntou-se se Aurélio escolhia as que a dava, ou simplesmente colhia qualquera.

No entanto, Aurélio era cauteloso em quase todas suas ações, jamais daria a mulher que deseja conquistar por inteiro, algo qualquer, a daria a rosa perfeita. "Ela" de variados tamanhos, e de diferentes formas.. Não é assim o amor?

O arroma do café fresco chamou a atenção de Julieta. Sem modéstia, e sentindo-se mais leve ela fora a cozinha. Serviu-se e tratou de se distrair com Mercedes. A senhora percebeu que sua patroa estava com seu riso mais solto. Sentiu-se satisfeita, pois, o plano de seu futuro patrão estava aparentemente dando certo.

— O almoço está quase pronto, Dona Julieta. — ela disse de olho nas panelas sobre o fogo.

— Não se preocupe. Darcy provavelmente não virá almoçar em casa. — bebeu mais um pouco de café. — Serei apenas eu, Ema, e Aurélio.

— Sim, senhora. — assentiu.

— Talvez Elisabeta, já que ela sempre está com Ema. — sorriu.

O café fresco pareceu ter chamado a atenção de outro amante de seu aroma. Aurélio adentrou a cozinha com um riso tímido nos lábios, quando vira Julieta, ele se permitiu rir abertamente. Mercedes percebera seus olhares, e saira tão de pressa da cozinha, que Julieta simplemente não deu-se conta. Estava perdida ali, no olhar daquele homem, porém não deixou de notar que ele vestia uma camisa que marcava todo seu abdômen, e o suor só fizera que a mesma ficasse mais presa ao seu corpo.

Aurélio começara a se aproximar dela com passos curtos, dando atenção a cada movimento que o corpo dela fizera. Ela apenas sorriu, e fingia beber seu café. Ele parou em sua frente, e a tomou sua xícara a colocando em cima da mesa.

— O senhor está me saindo.. Como posso dizer.. — sorriu. — Muito petulante. — completou ela.

Ele ergueu rapidamente as sobrancelhas, e deu apenas dois passos se pondo atrás dela. Logo entendeu que ela aceitou seu jogo.. Não perderia tempo, o colocaria em prática. Olhou com olhos ardentes para seu pescoço, daria qualquer coisa para passar uma noite inteira sentindo o perfume do mesmo. Inalaria seu aroma de uma forma que suas narinas jamais esqueceriam o doce daquela pele.

— Gostaria que você me chamasse de senhor em outra ocasião.. — sussurrou em seu ouvido. — De preferência quando estivéssemos a sós, ou trancados em algum lugar desta enorme casa.

— Atrevido.. — ela murmurou de olhos fechados apenas apreciando a respiração quente dele sobre sua pele. De repente, ele rodeou sua cintura apenas com um braço, e a puxou contra seu corpo. Julieta sentiu seu peito sólido em suas costas, rapidamente desregulando sua respiração.

— Me permita ser.. — ele disse, e quando ela abrira os olhos, Aurélio segurava com sua mão livre outra rosa. Ele a olhava de lado, enquando seu abraço ainda estava firme sobre sua cintura, e o outro sustentava mais uma de suas desculpas. Julieta segurou a rosa, e ele rapidamente colocou sua mão em cima da dela, guiou-a para seu nariz, e inalou seu cheiro. — Tão perfumada, mas não quanto você.. Tão delicada, mas não quanto você... Eu gostaria de ter o perfume dela em minha pele.. Mas não posso aperta-la sobre meu corpo..

Julieta não soubera mais se estava o ouvindo. A voz tão perto de seu ouvindo a estava deixando nevoada, cega de suas ações. Mas ela ouvira perfeitamente quando ele disse:

—... Já você, Julieta... Creio que sim.. — ela ofegou quando o abraço dele se apertou mais em sua cintura.

Mas tiveram que se afastar, ouviram passos em direção a cozinha. E segundos depois, Ema, Elisabeta, e Camilo os olhavam. Aurélio fora cumprimentá-los dando tempo para Julieta se recompor.

— Mãe, podemos conversar? — Camilo perguntou. Julieta segurou sua rosa com mais firmeza e assentiu. Cumprimentou rapidamente as moças, e convidou seu filho a segui-la até seu escritório.. Lá ela acomodou sua terceira rosa em um jarro, e tentou concentrar-se em seu filho.

A conversa não fora tão longa. No entanto, Julieta finalmente conseguira o perdão de Camilo, ficara tão feliz que logo quando ele fora embora, deixou que suas lágrimas escapassem. Abraçou todo seu corpo sentindo um vazio em seu peito sendo preenchido, e sentiu-se mais completa quando Aurélio adentrou seu escritório. Ele viu suas lágrimas incessantes e correu para abraçá-la.

— Tudo bem? — ele perguntou, sentindo o choro de Julieta acalmando-se.

— Sim.. — sussurrou ela. — Tenho o perdão do meu filho, Aurélio.. — o olhou sorrindo.

— Eu lhe disse, querida. — correspondeu seu sorriso.


...


No jantar logo a noite, Julieta surpreendeu a todos quando aparecera com uma mecha de seu cabelo solta. Lhe deu uma ar de suavidade, e quase fez o coração de um certo botânico parar de bater..
Julieta não deixou de sorrir por nenhum instante, estava deslumbrante diante do perdão de seu filho. Ter o amor dele novamente, a fez focar-se mais nos galanteios do homem a sua frente.

O jantar fora servido. Junto com o prato de Julieta havia uma tímida e pequena rosa vermelha, quando a viu, Julieta corou-se, e ignorando os olhares curiosos de Darcy, Charlotte, e Elisabeta, olhou diretamente para Aurélio. Cheirou sua rosa, e a acomodou do seu lado. O jantar seguiu distraído, e no final do mesmo só restaram ela e Aurélio.

Darcy tratou de deixar Elisabeta em seu quarto no cortiço, e Charlotte recolheu-se.

Finalmente estavam a sós, e com centímetros de distância um do outro. Aurélio gostaria de explicar o que sentia quando seu olhar se conectava ao Julieta, mas pensara que não existia nenhuma palavra em si que pudesse descrever. Seria uma energia? Ele sorriu. Não sabia.

Mas tinha certeza que com sua entrega, eles juntos, poderiam enfrentar qualquer mau. Se sentía forte ao seu lado. Ela o fez homem ilusionado, e esperançoso, o fez viver sem nenhuma fórmula especial, porque ela em si era o que havia o de mais especial. Diferente, forte, perfeita pra ele.

Ele a entregou a última flor, e pediu que ela buscasse as outras que recebera dele. Logo Julieta estava com as cincos flores em mãos. Estava curiosa para saber o que ele guardava na manga. E começou surpreender-se, quando ele tirou de seu bolso um fina fita vermelha. Aurélio segurou as flores e as uniu, as amarrou lentamente pelos caules sempre sentindo olhar fixo de Julieta.

— Bom.. — ele ergueu sua cabeça. — Julieta.. — ela sorriu, ele estava nervoso?

— Esta nervoso, senhor galanteador? — ela indagou.

— Confesso que não sou homem de ferro, e tenho que respirar fundo sempre que estou diante de você. Me faz perder as estribeiras só com seu olhar, Julieta.

— Então, cogitas que sou afortunada com superpoderes?

— Não cogito, afirmo. E poderes que eu jamais terei forças para impedi-los de me deixar tão debil. No entanto.. — segurou a mão dela. — Sei que há algo em ti que as vezes nos afasta. Não quero explicações, não, se você não quiser dá-las. Primeiro de tudo, desejo que confie em mim. Confie-me seus pensamentos, segredos, e medos... Mesmo que seja os mais simples.

Ela assentiu sem deixar de olha-lo um segundo que fosse.

— Confie-me o que sentes aí dentro. Nunca duvide de meu amor, meu amor.. — ele se ajoelhou em sua frente segurando as flores em união como se formassem um buquê. — Segundo.. Case-se comigo, Julieta. Case-se com o homem que dedicará cada segundo de sua vida a fazê-la feliz. Case-se com o homem que a ajudará a esquecer todo o passado que a assombra... Case comigo. — pediu novamente.

Julieta, não o viu por alguns segundos, seus olhos nubraram-se com suas lágrimas. Tentou dizer algo, mas sua voz sumira, então, rapidamente se ajoelhou ficando frente a frente com Aurélio, aceitou seu buquê, vira que não eram flores simples, cada uma tinha seu significado, e por fim, assentiu aceitando o pedido dele. Certa vez, quando tinha quatorze anos, sonhara em como algum rapaz de sua região a pediria em casamento... Sonhava alto, era feliz, até que seus desejos foram interrompidos por um casamento infeliz.


No entanto, o abraçou imediatamente sentindo o calor e o conforto do seu corpo. Aurélio afundou seu nariz dentre o cabelo dela, e seu aliviou fora inevitável.

...


O quarto de Julieta estava escuro e pouco se via. E fora assim que Julieta desejou que ele ficasse quando o adentrou segurando a mão de Aurélio.

— Julieta... Nós não precisamos...

— Você me disse que eu era tão perfumada como uma rosa, delicada e que desejava tê-la sobre seu corpo, seu perfume em especial. — ela ouviu o riso de Aurélio. — Eu nunca me esqueço de nada, senhor Aurélio. — disse, e ele sentiu o corpo dela atrás do seu. — Como amante das flores, também as admiro.. Você sabe.

— Sim.. — ele murmurou.

— Então.. — ela se pôs na frente dele, e soltou seu cabelo. — Sinta meu perfume, por favor.. Sinta minha pele, e aperte-me contra seu corpo..

— Julieta..

— Não era esse seu desejo?

E ela obteve sua resposta quando sentiu seu corpo sobre a cama, e em um fio de luz viu os olhos ansiosos de Aurélio. Livres de suas vestimentas. Ele se afundou em seu corpo lentamente, fez-a sentir cada pedaço seu.

Os lábios de Aurélio percorreram desde o ventre de Julieta ao o meio de seus seios, o perfume daquela mulher, a leveza de seu corpo... Aurélio apertou seus olhos sentindo o feito de tanto desejo em suas entranhas. A tomou os lábios, aprofundou seu beijo, sentindo-a contrair-se debaixo de corpo, seus seios medios acariciavam seu peito com sua parte mais visível e sensível. Ele pensou está enlouquecendo, e ela pensou que esta naquele mundo secreto só era possível quando estivesse a ponto de perder todo consciente, e ela estava.

Ele segurou firme em seu quadril adentrou seu corpo até seu limite. A voz rouca de Julieta disse o nome de Aurélio em um tom suplicante, ele sentiu sua pele arder quando as unhas dela adentraram a mesma. Ele não precisou vê-la, imaginou perfeitamente seu corpo arqueando-se para atrás, novamente dizendo seu nome. O suor que havia dentre seus corpos, tinha o aroma floral de Julieta, o cheiro másculo de Aurélio; era afrodisíaco, perfeito para dois.

Não fora ela a acomodar seu corpo entre os braços dele, ao contrário. Julieta o abraçou, e ele escondeu seu rosto em seu pescoço, sem abrir os olhos ela acariciou seus cabelos úmidos de suor. Respirou fundo sentindo-se livre.

— Amanhã vamos para casa.. — ela disse, e Aurélio esticou-se até o abajuor o ligando.

— Nossa? — ele perguntou agora vendo seu rosto, e o quando Julieta estava corada.

— Nossa.. — ela repitiu, e ele riu.- Do que rir? — perguntou com uma sobrancelha arqueada.

— Me sinto tão afortunado. — disse, e a beijou.

...

Fim.

Notas finais
espero que tenham gostado desse novo jeito do Aurélio ahah twitter: @camilusion Obrigada por lerem, e pela paciência.. Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!