Provas De Amor
1 Capítulo 1
"Hoje meu despertador me acordou com a minha música favorita para que eu acordasse melhor do que fui dormir. Me levantei e fui direto para o espelho do meu banheiro que fica ao lado do meu quarto, fiquei me encarando ali — Hoje será um dia melhor — repetia á mim mesma e a cada vez que repetia eu suspirava profundamente.
Ouvi gritarem meu nome com um tom de brutalidade, só veio em mente a minha irmã, a que de fato não me dou muito bem." — O que você quer Wendy ? — respondeu Charlie á irmã com um tom grave na voz . — Você prometeu a mamãe, agora terá de cumprir — Disse Wendy já com seus olhos cheio de lágrima — Você cumprirá nem que eu tenha que te forçar a isso. Porque Wendy está tão irritada? Porque ela veio falar sobre isso de novo comigo, assim do nada?. Pensou Charlie que deu um suspiro longo e profundo. — A mamãe se foi Wendy, estou tão triste quanto você , se eu pudesse a trazer de volta eu a traria... — Mas não pode — Disse Wendy a interrompendo. E saiu do quarto da irmã batendo a porta com todas as forças que poderia usar. Porque eu tive que me relacionar com Steven? Se eu soubesse o quão maluco que ele é não teria me envolvido com ele, eu estava na hora em que Steven pegou a faca com raiva e atacou minha mãe, mas não pude fazer nada, porque ele não atacou á mim se a raiva de ciúmes que sentia era por mim? Se ele não aceitava que EU dei um pé na bunda dele, ele tinha que me atacar e não a minha mãe, talvez ele queria se vingar me fazendo sofrer, e conseguiu. E a ultima coisa que pude prometer á ela antes que se fosse foi que eu não me envolveria com mais nenhum garoto , mas disse no impulso, no desespero. Pensava Charlie já em lagrimas pegando suas roupas e colocando-as em suas malas. Londres, não tinham escolha, as duas irmãs teriam que ir para cidade morar com o pai, mesmo contra vontade das duas. Como Charlie era super popular em seu colégio e na sua cidade,iria simplesmente morar com seu pai e se tornar "uma ninguém", irá ser apenas uma menininha que leva a culpa em si pela morte de sua mãe, e Wendy não aceita a ideia de que terá que deixar suas amizades pra trás, mas elas sabem que tem que passar mais tempo com o pai depois te tudo que aconteceu. Enxugou as lágrimas que caíam dos seus olhos castanho avermelhado , mesmo que parasse de chorar, não conseguia se sentir melhor, se sentia em um poço obscuro onde ela poderia gritar mais só ouvirá o eco da própria voz sem que ninguém a ouvisse. Não aceita a ideia que perdeu a mãe e terá de evitar qualquer tipo de paquera, talvez ela leve essa tristeza com ela para sempre. ----------- Chegando na casa do Sr Bennett, ele abriu a porta tão gentilmente para suas filhas, abraçou primeiro a Wendy, ele a segurou tão forte como que se transmitisse o sentimento da sua saudade toda naquele abraço, fechando seus olhos — Senti sua falta minha filha, eu lamento muito pela sua mãe — Também papai — Wendy retribuiu o abraço o segurando forte. E logo ao sair dos braços de Wendy, antes que pudesse abraçar Charlie, ele a encarou com um olhar de que a entendia completamente e que não a culpava, Charlie pode sentir isso apenas em seu olhar. — Eu sei que você não pretendia que isso acontecesse meu amor — Disse Oliver Bennett com uma calma enorme na voz , ele a abraçou com a mesma força que abraçou sua primeira filha — Eu senti sua falta. — Ah papai Charlie apenas conseguiu dizer isso, se falasse mais alguma coisa, certeza que iria se jogar em lágrimas, e não queria fazer isso, não na frente de seu pai e sua irmã. Deu-lhe um beijo na testa de seu pai e subiu para seu quarto, ao entrar ficou de boca aberta e encanta, seu pai o deixou exatamente como ela tinha o deixado em seus 12 anos de idade, com suas bonecas, tapetes rosas, brinquedos espalhados por toda parte do quarto e as fotos com seus amigos Max, Zoey e Katy grudadas no espelho da penteadeira , como sentia falta deles, e assim deu-lhe um sorriso suave, veio algumas lembranças boas naquele momento de vida tão trágica. No meio de seus pensamentos que estavam tão longe Charlie ouviu a porta bater. — Ah, oi papai, pode entrar — Não irei atrapalhar? — Claro que não — Disse Charlie soltando um sorriso tão bonito que fez seu rosto parecer de uma boneca — Você não mexeu em nada aqui, está do mesmo jeito que o deixei da última vez. — Não devo mexer em coisas que não são minhas — Disse Oliver soltando uma risada curta — Se quiser não precisa ir para a escola hoje — Eu preciso ver meus velhos amigos e tenho que me distrair um pouco, então eu irei, aliás minha vida é aqui agora, preciso conhecer pessoas novas. — Ah , claro — Disse Oliver compreendendo . Charlie acompanhou o pai com seus olhos até ele sair do quarto, logo ela deu uma volta em seu quarto olhando suas coisas nos mínimos detalhes , parou em sua penteadeira e começou a passar uma maquiagem básica e a pentear seu cabelo, colocou uma camisa listrada, uma calça bem apertada e uma jaquetinha, coisa simples.
Ao chegar á escola percebeu que muita coisa mudou, ou ela realmente não lembrava muito bem da cidade. Fazia muito tempo que ela entrava na escola e não tinha ninguém se curvando para olhar para ela, ou em cada passo que dava havia alguém dizendo oi para ela, ela realmente estanhou e odiou a situação de ninguém a visse que ela estava lá, como se ela fosse invisível, mas Charlie resolveu pensar que acabou de chegar na cidade, logo iria conquistar seu poder que tinha de novo. Logo viu Max, Zoey e Katy no final do corredor, foi andando até eles com calma e meio tímida, aliás não via eles fazia anos, e só ouve alguém gritando — Ela está de volta, minha Charlie Charlie ergueu a cabeça , ah, só poderia ter sido a Katy , continua a mesma doida de sempre. Ela chegou até eles e deu-lhe um abraço em cada um. Apesar de não se verem a anos, nunca perderam o contato, sempre se falavam por sms e em redes sociais. — Como você está linda — Disse Max com o mesmo sorriso de criança, não teria mudado nada — Minha aula agora é de matemática e de vocês três de História, vou lá porque hoje não quero chegar atrasado, até mais meninas. — Até mais — As três teria falado juntas. Elas se olharam e caíram na gargalhada, sim, riram por ter falado juntas a mesma coisa. Ao Charlie se virar ainda rindo sobre o que aconteceu viu um menino, não é um menino qualquer, a beleza dele é implacável, com um sorriso encantador e um rosto de anjo, logo parou de gargalhar e apenar ficou com um sorriso no rosto, ficou o admirando e pensando ao mesmo tempo — Não, isso deve ser coisa da minha cabeça, ele não deve ter mexido tanto assim comigo né, pois não posso me envolver com nenhum menino, e não me envolverei — Balançou a cabeça e voltou ao foco das meninas.
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