Provando Algumas Coisas
1 Único
Notas iniciais
Nathan usa mesmo um anel de prata/castidade. Ele participou de um episódio do spin-off Sam&Cat, em um especial (a foto da capa foi tirada no dia das gravações e reparem bem na roupa que eles usam). Jennette falava muito alto durante as gravações de algumas cenas em iCarly e Dan tinha que gravar outro take para que ela falasse no tom certo.
Essa fanfic contém poucos spoilers do episódio.
- Que tipo de amiga você é?! – Jennette olhou furiosamente na direção da Ariana e então gesticulou para Nathan, que permanecia calado ao lado das duas – Trazendo o Freddie aqui e flertando com ele, sabendo que ele é o único cara que eu amei!
- O que?! – Nathan deu um passo a frente, olhando para Jennette com o cenho franzido e os olhos um pouco mais arregalados que o normal.
- Estou exagerando... – Jennette disse com os lábios quase fechados – Pra fazer um ponto... – Ela falou de um modo como se aquilo fosse óbvio, mas parecia bastante constrangida por ter dito “o único cara que eu amei” em voz alta.
Nathan, um pouco contrariado, concordou com aquilo e voltou para trás.
- Corta! – Falou Dan com seu mega-fone completamente desnecessário, já que estava a poucos metros do elenco.
Ariana então respirou fundo e deu risada, no mesmo momento em que Nathan abria um sorriso e Jennette movimentava os ombros, procurando relaxar a postura tensa que ela mantinha quando atuava como Sam Puckett.
- Acho que esse ficou bom – Corbin, o responsável pelos microfones do set, falou, tirando um dos seus fones de ouvido.
- Finalmente! – Jennette disse sorrindo para ele e pegando uma das garrafas de água do carrinho do chá.
- Esse foi qual take? – Perguntou Nathan, olhando de Dan para Jennette – Nono? Décimo? – Ele usou um tom falsamente sério, tentando esconder o sorriso brincalhão que se abria em seu rosto no momento em que Jennnette revirava os olhos e fazia uma careta pra ele.
- Foram só sete – Disse ela como se aquilo não fosse nada.
- Só sete? – Nathan ergueu as sobrancelhas para ela – Temos que agradecer por ter sido só sete e não dez ou onze como era em iCarly por causa dos seus gritos.
Subitamente, Jennette olhou para Nathan com os olhos completamente semicerrados e os lábios apertados um no outro. Nathan mordia o próprio lábio inferior, segurando a risada.
- Minha voz é naturalmente alta! – Disse ela – Eu. Não. Grito – Terminou, dizendo cada palavra pausadamente e estridente.
Dan, Ariana, Matt e alguns outros membros da produção olhavam para Jennette e Nathan esperando que ela explodisse em estresse e os dois brigassem. Mas, eles não conheciam os dois o suficiente para prever o que viria a seguir.
- ‘Nettie – Nathan murmurou com o tom de uma criança travessa. Ele segurava tanto sua risada que suas bochechas estavam levemente rosadas. Jennette não mudou a expressão, então Nathan de repente semicerrou seus olhos, franziu seu cenho e apertou os lábios, fazendo uma imitação perfeita da expressão da Jennette naquele momento.
Então, quase que incontrolavelmente, Jennette abriu um sorriso para ele, suavizando a expressão. Nathan também começou a sorrir e, meio segundo depois, os dois estavam gargalhando alto o suficiente para ser ouvido por todo o set.
Nathan simplesmente amava a risada escandalosa e vergonhosa de Jennette, então, toda vez em que ele estava finalmente conseguindo parar de rir, os dois se olhavam e ela começava a gargalhar, levando ele junto.
Segundos, minutos e talvez horas se passaram e os dois ainda estavam rindo ao ponto d se contorcerem e eles nem ao menos sabiam o motivo daquilo e sequer tinham percebido que Dan já havia saído de perto deles, junto com os que estavam envolvidos no assunto.
Agora estavam somente os dois no set, junto com poucos membros da equipe que estavam mais preocupadas com os pontos de iluminação do que com os dois que não paravam de rir.
- Nathan Karl, você é ridículo! – Jennette disse com a mão na barriga, finalmente acalmando a sua respiração e deixando a gargalhada ir embora, restando somente um sorriso divertido em seu rosto.
- E você fala muito alto, senhorita McCurdy – Ele disse no mesmo tom enquanto secava seus olhos que estavam úmidos pelo tempo em que passou rindo.
- Não falo – Jennette mostrou a língua para ele e ele fez uma careta em resposta.
Depois de alguns minutos em que os dois somente acalmavam suas respirações, sentados no sofá do set de Sam&Cat, Nathan inconscientemente passou a observar Jennette em seus minuciosos e perfeitos detalhes, enquanto ela distraidamente olha para frente.
Jennette estava com suas bochechas pouco coradas pelo tempo que passou rindo e em seu rosto ainda tinha a sombra de uma boa risada, com os lábios pouco curvados para cima e os olhos meio fechados. Os lábios dela levaram Nathan até a lembrança das gravações da quinta temporada de iCarly, especialmente para as gravações de iLove You.
Da última vez que ele sentiu os lábios dela nos seus, mesmo que por poucos segundos, mesmo que tenha sido algo técnico, mesmo que tivessem dezenas de câmeras e pessoas próximas. Os lábios de Nathan secaram de repente, ao perceber que ele estava imaginando um mundo paralelo onde ele ia até ela e a beijava de verdade, naquele set, naquele sofá, naquele momento.
Como na sua imaginação de segundos atrás, Jennette se virou para ele. Mas, ao invés de avançar em sua direção e tomar seus lábios, ela apenas franziu o cenho e tombou a cabeça um pouco para o lado.
- O que você ta olhando? – Perguntou.
Nathan abriu a boca mais de uma vez para tentar formular uma resposta, mas o constrangimento por ter sido pego no flagra era ainda maior. Jennette não sabia no que ele estava pensando, mas para Nathan, era como se ela soubesse. Pior do que estar constrangido era não saber exatamente o que o levou a pensar nessas coisas que o deixaram constrangido.
- Nada, eu só... – Jennette ainda esperava uma resposta quando Dan voltou de qualquer lugar em que ele estivesse, conversando com Matt e Ariana, explicando como funcionaria a próxima cena que eles iriam gravar no tanque com falsos atuns.
...
Jennette estava praticamente arfando e todos ali acreditavam que era por causa da cena no tanque de atuns que eles tinham acabo de gravar (depois de três takes em que ela simplesmente pegou na bunda de Nathan). Mas, na verdade, Jennette não estava nem um pouco cansada da cena que tinha acabado de gravar.
Ao invés de tentar controlar qualquer falha inexistente na sua respiração, tudo o que ela conseguia fazer foi olhar para o lado direito do tanque cheio d’água, mais precisamente para o local exato onde Nathan se encontrava conversando com um dos roteiristas do episódio.
Vamos dizer que Jennette sabia bem sobre as coisas boas da vida e uma delas era o físico impecável de Nathan Kress. As roupas dele agora estavam completamente molhadas e mais pesadas, consequentemente, mais grudadas em seu corpo e dando mais ênfase aos seus ombros e tronco. Ele passava a mão pelo cabelo a cada minuto enquanto conversava com o roteirista.
Toda vez que Nathan ria, Jennette sentia suas pernas bambearem. Ela não estava assustada com essas sensações, já tinham acontecido antes. Jennette, internamente, assumia que tinha uma queda por Nathan.
Mas, que garota não tinha uma queda por pelo menos um dos seus amigos?
Essa era a situação em que ela se encontrava: observando descaradamente Nathan pelo canto do olho enquanto sentia suas forças indo embora.
Isso é só carência, Jennette, pensou ela evitando olhar na direção do tanque, aceitando a toalha que lhe fora estendida e passando-a pelo seu cabelo que ainda estava úmido. Na sua cabeça, várias lembranças a rondavam, lembranças de quando os dois tinham que se beijar para alguma das cenas da quinta temporada de iCarly.
Jennette daria tudo para saber como é beijá-lo de verdade.
Ele é o seu amigo. Não é como se Nathan tivesse algum interesse em mim. Tentando evitar que mais pensamentos a invadissem, ela balançou a cabeça negativamente, lembrando-se também do fato de que Jennette tinha uma namorada.
E não era ela.
Qualquer tentativa frustrada de Jennette de desviar a atenção foram por água abaixo quando uma das ajudantes de equipe ofereceu uma toalha para Nathan e ele simplesmente se livrou da jaqueta e – para os pulmões cheios de Jennette – da camiseta que usava.
Se, para Jennette, ver Nathan com uma camiseta molhada é torturante, vê-lo sem ela era completa e definitivamente pior. Ou melhor.
Seus braços eram grandes e bem formados, com contornos sutis, mas definidos. Jennette não conseguia enxergar direito como era o seu abdômen, mas conseguia ver claramente as covinhas que ele tinha no final da coluna e na largura de seus ombros.
Nada deixava ela mais sem ar do que observar o movimento que seus músculos das costas faziam quando ele movimentava o braço para mexer no cabelo, mas sua alegria durou pouco, pois logo ele terminou de desdobrar a toalha e a colocou por cima dos ombros, cobrindo a visão dourada de Jennette.
Eu pareço uma daquelas kressers tietes, pensou Jennette mordendo a parte interna da bochecha e sentindo seu corpo inteiro arder por Nathan. Ela se odiou por estar se sentindo assim. Se sentia impura por desejar seu amigo dessa maneira (ainda mais Nathan!) e se sentia ainda pior por saber que tudo não iria passar da sua imaginação.
Sua desastrosa e torturante imaginação.
-... Jennette? Tá tudo bem? – Jennette gritou e pulou para trás tamanho foi seu susto quando percebeu Ariana no seu campo de visão. Ariana riu gostosamente daquela cena enquanto Jennette colocava a mão em cima do peito, se perguntando como poderia ter bobeado tanto e não ter percebido Ariana bem ali, na sua frente – O que foi?
- N-Nada... – Mentiu Jennette e fez um barulho estranho com a boca, tentando provar que não era realmente nada.
- Nada? – Insistiu.
- Nada – Afirmou Jennette um pouco mais confiante, controlando sua vontade de olhar para o tanque de atuns pelo canto do olho.
Então, Ariana desviou sua atenção do celular que estava na sua mão e acompanhou o olhar na direção em que Jennette olhava antes de notar sua presença. Quando retornou o olhar, ela sorria de modo malicioso e olhava-a sugestivamente.
- Nada ou... Nathan? – Perguntou com um tom mais baixo.
Jennette sentiu suas bochechas esquentando e isso a denunciou ainda mais, pois o sorriso de Ariana se alargou.
- Aonde você vai? – Procurando mudar o foco do assunto, Jennette perguntou ao constatar que Ariana não usava mais suas roupas de Cat Valentine e nem sua peruca vermelha.
- Dan me dispensou, eu ainda tenho que passar na gravadora para resolver alguma coisa – Ariana deu de ombros enquanto guardava o celular dentro da bolsa – Dan me pediu para te avisar que por hoje não temos que gravar mais nada, então... – Jennette já ia concordar quando Ariana olhou para ela ainda mais contente que antes e com os grandes olhos semicerrados – Você pode avisar ao Nathan para mim?
- Por que eu?! – Completamente pega de surpresa, Jennette questionou, tentando esconder o formigamento que passou por seu corpo quando se imaginou próxima de um Nathan completamente nu da cintura para cima.
- Porque eu já estou atrasada!
- Mas, Ariana... – Jennette não sabia qual desculpa daria para não falar com Nathan, então suas palavras se perderam antes mesmo dela completar a frase.
- ‘Net, eu sei que ele é o seu crush secreto. Tá tudo bem, eu não vou contar pra ninguém – Antes que Jennette protestasse, Ariana lhe lançou uma piscadela e saiu andando como se nada tivesse acontecido, deixando para trás uma Jennette bastante constrangida e perturbada.
Uma ajudante de elenco veio oferecer uma toalha para Jennette, mas tudo o que ela fez foi recusar e pedir para que a ajudante avisasse a Nathan que as gravações do dia tinham terminado.
Minutos depois, ela já se encontrava dentro do seu camarim, mais precisamente em baixo da ducha de água quente. Jennette esfregava a bucha em seu corpo com mais força que o necessário, como se aquilo fosse arrancar os pensamentos sobre Nathan que rondavam em sua cabeça.
Ela se sentia completamente mal por pensar em Nathan daquele jeito. Ele usava um anel de castidade e tudo o que ela conseguia pensar era em como ele poderia fazê-la gemer.
- “Eu sei que ele é seu crush” – Jennette afinou a voz e fez uma careta enquanto imitava a fala de Ariana com azedume. Revirou os olhos – Como se ela soubesse de alguma coisa...
Mas, Jennette sabia que ela estava certa. Antigamente, Jennette se sentia parcialmente atraída por Nathan e era somente quando ela estava na presença dele.
Dessa vez, ela nem ao menos estava com Nathan no mesmo ambiente e já não conseguia pensar em outra coisa, se não em como queria que ele estivesse no mesmo ambiente que ela. Jennette podia jurar que cada canto do seu corpo clamava por sentir um toque mínimo de Nathan.
Quando terminou o banho, ela estava tensa demais para quem acabou de sair de baixo de uma ducha quente. Sentia todos os seus músculos doendo e isso era um misto de cansado e estresse por não conseguir nem sequer desviar seus pensamentos de Nathan que, obviamente, já tinha ido embora sem nem ao menos se despedir dela.
Não que eu preciso que ele se despeça de mim... Acho que a melhor coisa que eu posso fazer agora é evitar ele ao máximo, porque ele nem tá perto e eu já fico toda assim, pensava Jennette enquanto amarrava a fita do seu roupão na cintura e passava a mão pelos cachos molhados. Ela sabia muito bem que tudo aquilo não passava de uma atração inútil e que deveria ser ignorada, porque ela sabia muito bem quais eram as consequências de criar expectativas em cima dos seus sentimentos por Nathan: ela se apaixona e ele começa a namorar. Com outra.
É, Jennette..., ela suspirou, Dez para Madisen, zero para você.
Jennette se assustou quando ouviu seu estômago roncar e só então se deu conta de que não havia comido nada há pelo menos três horas. Foi até o frigobar que havia no seu camarim e xingou até a sétima geração da Nick por não ter nada lá dentro.
Olhou ao redor e mordiscou o lábio inferior. Ela sabia que o carrinho de comida estava no corredor, bem na frente do seu camarim. Deu dois passos em direção à porta, mas percebeu que usava só um roupão.
Sua hesitação em colocar uma roupa durou só até o estômago dela roncar pela segunda vez, então, meio segundo depois, Jennette já estava abrindo a porta do seu camarim e sentindo-se completamente feliz quando viu o carrinho de comida bem ali, na sua frente.
- Hm, que delícia – Jennette murmurou para si mesma enquanto pegava a maior quantidade de barras de cereal com mel que podia.
- Tudo isso é fome?! – Todas as barras de cereal e mais a maçã pega de última hora foram parar no chão. Jennette se virou com os olhos arregalados para a figura de Nathan a dois passos de distância.
Ela não sabia se era exatamente por causa do susto exagerado que havia tomado, mas ela sentia suas pernas tremendo com uma intensidade desconhecida. Nathan estava usando uma camisa da cor azul, com as mangas dobradas até o cotovelo e todo o cabelo penteado para trás.
- Eu te assustei? – Perguntou com a voz um pouco mais rouca que o normal e Jennette teve uma pequena suposição de que ele estava analisando-a com o roupão.
Um roupão cor de rosa bebê com bolinhas coloridas.
Instantaneamente, ela ficou constrangida. E com raiva. Afinal, por que Nathan não tinha ido embora ainda? Por que ele chegou justo quando ela estava seminua fora do camarim? Por que ele tinha que ser tão absolutamente lindo e olhá-la de uma forma tão carinhosa quando tudo o que ela queria era agarrá-lo ali mesmo?
Jennette se odiava.
Ela se abaixou para pegar as barras de cereal que tinham caído no chão, suas mãos tremiam e ela estava torcendo para que Nathan não notasse seu nervosismo, ela parecia uma adolescente com os nervos a flor da pele.
Mas, Nathan não notou o nervosismo dela. Ele estava preocupado demais com o próprio nervosismo. Jennette foi traída pelo roupão no momento em que ela se abaixou e, por breves segundos, deixou parte do seu vale dos seios à mostra. Ele engoliu em seco e olhou para cima, procurando mudar o foco dos seus pensamentos para qualquer outra coisa que não envolvesse Jennette.
Ela o acharia um imbecil se pudesse ler seus pensamentos.
Se ele pelo menos pudesse... Nathan balançou a cabeça negativamente. Jennette nunca se sentiria atraído por ele, pelo menos, não com toda aquela intensidade.
Jennette estava recolocando alguma das barras de cereal no carrinho. Sua fome tinha instantaneamente desaparecido e ela estava fazendo o máximo para não ter que fitar Nathan.
- Isso aqui é muito bom, né – Disse ele, que havia se colocado ao lado dela e pegado uma das barras de cereais, numa tentativa de amenizar seus pensamentos e puxar assunto com ela.
Jennette não respondeu, ao contrário, ela estava arrumando milimetricamente barra por barra. Nathan percebeu que seus dedos tremiam.
Ele percebeu que o cabelo dela estava jogado para um só lado da cabeça e sabia o que a faria rir (porque, por algum motivo, ele precisava fazê-la rir). Ele sabia que ela iria se lembrar do set de iCarly e sabia que isso acabaria com qualquer pensamento além do necessário entre eles.
Nathan se curvou um pouco para a direita e Jennette ficou tensa, mas permaneceu imóvel. Esperando que ela desse risada ou o olhasse sorrindo, Nathan assoprou entre a orelha e a nuca dela e por algum motivo desconhecido, ele não se afastou rapidamente para fingir que não tinha sido ele. Ele não agiu como sempre agia quando fazia isso.
Ele ficou parado, apenas apreciando a reação de Jennette. Ele viu todos os pelos da nuca dela se arrepiarem e notou que ela prendia o ar.
Até que ela pareceu cair em si e soltou a respiração, apoiando as mãos no carrinho de comida e meio segundo depois, se virou para ele.
- E-Eu... – Nathan ouviu-se dizer, mas não conseguiu terminar seja lá o que ele fosse dizer.
- Você... Nada! – Jennette o cortou e parecia tão perdida quanto ele – Você não pode fazer essas coisas, quero dizer, não que eu... Ah, droga, você entendeu!
Claro que ele tinha entendido. Mas, se esquecendo completamente de todos os valores morais e respeitosos que ele mantinha como essência, Nathan sentiu seu corpo arder para tocá-la e tirar aquele roupão.
Ele nunca havia se sentido assim em relação a ninguém.
Não conseguindo controlar os próprios instintos e com um quê de necessidade em provocá-la, Nathan deu de ombros inofensivamente.
- Era só brincadeira! Aquelas do iCarly...
Jennette semicerrou os olhos para ele.
- Eu não gosto de brincadeiras e não estamos mais no iCarly – Cortou ela e não queria ter que se explicar pela frase ridícula que havia dito, por isso, deixou a comida de lado e voltou para dentro do seu camarim.
Jennette não sabia o que sentiu exatamente quando não ouviu a porta batendo atrás dela e sim alguns passos em sua direção.
Nathan segurou seu braço com firmeza e a colocou de frente para ele. Seus olhos castanhos estavam quase negros.
- O que foi, hein? – Perguntou ele e, novamente, sua voz estava mais rouca que o normal. Jennette poderia morrer ouvindo-o falar desse jeito – Por que você ficou brava?
- Porque não somos mais crianças! – Cuspiu ela em resposta, querendo se afastar dele, mas sem forças para se esquivar do seu aperto. Nathan segurava-a com tanta força que ela era capaz de ter um orgasmo ali mesmo e se sentia suja por pensar dessa forma.
- É, realmente, você não parecia uma criança quando se arrepiou toda com só um assopro – Indagou ele, ironicamente.
Jennette arregalou os olhos. Um misto de constrangimento e tesão a dominavam, seus lábios tremiam e tudo o que ela queria era sair correndo dali com a mesma intensidade que queria agarrá-lo.
- Eu? Me arrepiei? Com você? – O tom usado por ela fora de deboche e isso tornou as coisas para Nathan ainda mais difícil.
Como se ela estivesse caçoando dele e da sua capacidade em arrepiar alguém.
- Eu vi.
- Deixa de ser ridículo. Homens como você não arrepiam ninguém – Jennette tentou puxar o braço, porque, afinal, ainda estava só de roupão.
Mas Nathan apertou ainda mais forte e a trouxe para mais perto, seus olhos negros semicerrados e intensos, de um modo que Jennette nunca tinha visto.
- Homens como eu...? – Indagou Nathan, a voz bem baixa.
- Virgens. Homens virgens não dão prazer a mulheres – No momento em que disse, Jennette se arrependeu amargamente de ter aberto a boca.
A fisionomia de Nathan foi, primeiramente, de raiva. Depois, a raiva passou para uma tensão desconhecida por ela e os olhos dele ficaram ainda mais negros do que anteriormente e ali, um olhando para o outro, eles descobriram que todo o desejo que tinham reprimido no último dia, não tinha sido platônico.
Nathan também desejava Jennette e a tensão sexual entre eles era tão intensa que chegava a ser quase palpável.
Os olhos negros de Nathan caíram para os lábios de Jennette e quando ela achou que ele iria beijá-la, tudo o que ele fez foi soltá-la e ir até a porta.
O coração dela deu um solavanco quando ela pensou que ele iria embora e deixá-la naquele estado em que ela se encontrava.
Mas, seu coração realmente parou quando Nathan fechou a porta e a fechadura, se virando para ela e fitando-a de forma quente e intensa.
- O que você...? – Jennette se interrompeu quando Nathan caminhou em sua direção e sem qualquer tipo de hesitação, segurou seu rosto e qualquer outra palavra que Jennette pensava em dizer se perdeu no momento em que ele a beijou.
Não era um beijo como aqueles que eles trocavam durante as gravações de iCarly. Era diferente – ela podia sentir. Nathan era sutil e ao mesmo tempo nervoso, como se estivesse ansioso demais para aquilo. Seus lábios estavam se impondo sobre os dela sem qualquer vestígio de hesitação e com completa devoção. No início, talvez pela surpresa, Jennette não conseguiu nem ao menos fechar os olhos.
Segundos foram o bastante para quebrar qualquer tipo de resistência que persistia em sua mente de não poder beijá-lo. Ela passou os braços pelo pescoço dele no mesmo momento em que ele acariciou os lábios dela com a língua.
O beijo era envolvente, quente e sedutor, como um jogo à dois em que Nathan tinha certa vantagem.
Nathan sabia, até há alguns minutos, todos os riscos que correria se, mais uma vez, experimentasse beijá-la. Ele não pretendia fazer absolutamente nada quando veio até o corredor. Ele só queria se despedir dela antes de ir embora, mas aí se deparou com ela toda sorridente por pegar barras de cereal e usando aquele roupão que não deveria parecer nada sexy, mas que foi absolutamente enlouquecedor.
E tudo aconteceu rápido demais. Ela se arrepiou com ele e disse que ele nunca daria prazer a uma mulher, então segundos depois ele já não conseguia mais controlar os próprios instintos e a vontade que tinha em provar para ela que ele poderia sim dar prazer a uma mulher.
Jennette não sabe como aquilo aconteceu, mas Nathan havia levado-o até o sofá e ela agradecia aos céus pela firmeza nas mãos dele, já que se encontrava tão desnorteada que não sabia se seria capaz de caminhar para qualquer outro lugar.
- O que você está fazendo? – A voz dela não passou de um fio de voz, baixo e febril.
Nathan apenas arfou ao ouvir a voz dela tão baixa e se colocou ao seu lado no sofá, deitado. Ele levou a boca até a região entre o queixo e o ombro de Jennette, a mesma região em que tinha assoprado anteriormente e passou a língua pelo local,
Uma lamúria escapou dos lábios dela e inevitavelmente ela fechou os olhos.
- Eu vou te provar algumas coisas... – Nathan sussurrou próximo a mandíbula dela. A voz forte e baixa, um sussurro quente e sedutor.
Ela não conseguia respirar direito, sua garganta parecia mais seca que o normal.
- Nathan, eu não acho qu- a parte racional dentro de Jennette foi embora quando Nathan colocou a mão por dentro do roupão e tocou um dos seus seios, apertando-o com firmeza e acariciando sutilmente o mamilo.
- Quieta – Nathan ordena delicadamente, embora esteja falando sério.
Uma onda de prazer irrestrito estremeceu o corpo inteiro de Jennette (isso não passou despercebido por ele). O choque das palavras, da atitude e da voz dele a colocou em submissão na hora. O coração dela mandava ela dizer algo em resposta, mas a mente mandava ela se afastar imediatamente dele. Porém, Jennette não ouvia nenhum dos dois, já que não conseguia pensar em outra coisa a não ser a sensação no meio das suas pernas que estava praticamente impossível de ignorar.
Nathan fechou os lábios no pescoço dela e sugou com força, passando suavemente os dentes pelo local e logo depois a língua. Ele sabia que iria ficar marcado e era exatamente isso o que ele queria. Que depois, Jennette se olhasse no espelho e se lembrasse dele.
Jennette gemeu um pouco mais alto quando ele contornou seus seios com os dedos, numa carícia leve e prazerosa. Nathan beijava o queixo dela e subiu rápido e quente para seu ouvido.
- Você quer que eu toque em você? – O hálito dele era quente ao lado dela.
Jennette arfou.
- Sim – gemeu.
Nathan então prendeu o lóbulo da orelha dela entre os dentes, enquanto sua mão deixava seus seios e descia por sua barriga, a mão era leve e levava consigo um calor que ia crescendo ainda mais entre as pernas dela.
Mas, sua frustração foi imensa quando a mão dele parou um pouco abaixo do umbigo, não chegando ao local desejado.
- Me fala que você quer que eu te toque – Suspirou sôfrego no ouvido dela e depois acariciou com a língua a área em baixo da orelha.
Jennette não conseguia abrir os olhos, sentia suas pernas e lábios trêmulos.
- Eu quero que você me... Me toque – a voz dela era duas oitavas abaixo do normal e as palavras saíram como se ela estivesse implorando.
Nathan desliza ainda mais as mãos e Jennette tem certeza de que ele consegue ouvir o coração dela de tão rápido e forte que ele bate. A mão dele vai direto para a parte interna das coxas dela.
- Abre as pernas pra mim, Nettie – completamente entregue e sentindo pequenos espasmos de prazer, Jennette deixa as pernas caírem devagar, mas ele facilita com a mão, abrindo-as mais e deixando Jennette completamente exposta e ainda mais molhada.
Ele se ergue um pouco e se curva sobre ela, desamarrando o pedaço de pano que fechava o seu roupão e expondo os seios fartos dela. Os olhos negros de Nathan olharam-na de uma forma que Jennette facilmente chegaria a um orgasmo com toda aquela luxuria dele para ela. Nathan se curvou ainda mais e prendeu um dos mamilos dela entre os dentes, primeiro um e depois o outro; Nathan beija sofregamente cada um deles, arrancando um grito aberto e alto de Jennette.
Nathan desce os lábios e passa por suas costelas, marcando cada uma com a língua e acariciando as coxas dela com as mãos. Para quando chega no umbigo.
- Olhe para mim – Com a voz forte, pediu ele.
Jennette abriu os olhos e, trêmula, fitou os olhos semicerrados e dominantes de Nathan. Ele passou a língua pelos lábios com a visão que teve dos belos olhos azuis transbordando de prazer e o par de seios a sua frente, moldado pelos fios loiros e molhados que caiam a sua volta.
- Eu preciso saber o que você quer, Nettie.
Ela o xingou em três idiomas diferentes quando entendeu o seu maldito jogo pelo ego. E ela até o xingaria em voz alta, mas Nathan passou a língua uma única vez pelo clitóris dela, arrancando tremores e um gemido alto e frustrado.
- Por favor, por favor, me toca... – Ela sussurrou tão baixinho que não tinha certeza se ele conseguiria ouvir.
Mas, ele ouviu e seus olhos se tornaram os mais sinistros que ela já viu. Um sorriso de lado e uma falsa cara de desentendimento da parte dele, os olhos semicerrados e maliciosos de uma tal forma que ela nunca pensaria que o veria assim.
- Como é? Não ouvi direito... – Ele questionou e passou novamente a língua pelo clitóris dela, só que mais devagar e mais próximo que antes.
- Me toca... – o sussurro foi ainda mais baixo agora, como se aquelas palavras fossem proibidas.
Nathan riu de lado para ela e enfia a mão no meio das pernas dela, abrindo os grandes lábios com dois dedos e passando a língua por todo o local uma vez. Só uma vez. As coxas dela tremiam tanto que ela mesma conseguia ver.
Jennette ainda estava na linha tênue entre o orgulho e o prazer.
- Eu não vou fazer nada se eu não souber exatamente o que você quer para sentir prazer – Murmurou ele como se estivesse falando algo simples de entendimento.
Jennette respirou com força e colocou as mãos entre os cabelos negros de Nathan, puxando-o pela nuca e fazendo com que ele olhasse diretamente para os seus olhos. A conexão entre eles era intensa, era como se faíscas de prazer emanassem dos castanhos para o azul.
- Eu preciso que você me toque. Agora. Puta que pariu, Nathan, eu quero que você me chupe!
Jennette percebeu a expressão mais prazerosa em Nathan, antes das pálpebras dela se fecharem e sua cabeça ir para trás quando ele começa a lamber ela, agora sem parar e sem nenhuma lentidão.
Ele chupou com força o clitóris dela no mesmo momento em que introduziu dois dedos dentro dela, rápida e intensamente. Jennette pensou que iria desmaiar e não consegue abrir os olhos, sendo tomada por prazer em todas as partes do seu corpo. Seus gemidos eram altos, quase como gritos, ela não tinha atingido ao orgasmo, mas ser tocada por Nathan era como um prazer longo e duradouro desde o primeiro beijo. Ela ergue os quadris na direção da boca dele, mas ele não perde o ritmo da língua e nem dos dedos, fazendo-a quase arrancar o cabelo raso e castanho da sua nuca.
Ele a lambia com força e rápido uma hora e na outra reduzia a velocidade chupá-la e acariciar seu clitóris com o polegar, ainda com os dedos dentro dela e depois voltava a mergulhar a língua, arrancando gemidos mais altos e seguidos de Jennette. Ela podia sentir a excitação dele tocando a sua coxa e isso parecia dar ainda mais prazer a tudo.
Ela começou a sentir que não ia mais aguentar e tentou se livrar dele, indo para trás. E isso não agradou Nathan, que a puxou com violência e força para baixo, forçando-a a ficar parada enquanto ele a lambia.
Com as pernas tremendo incontrolavelmente, Jennette gozou e seu corpo inteiro foi atingido por um orgasmo diferente de tudo o que ela já tinha sentido. Sua vagina apertou os dedos de Nathan e por instinto, ela tentou fechar as pernas e se afastar dele. Mas, ele a apertou e puxou pela coxa de uma forma que seria dolorosa se não fosse tão completamente prazerosa. Ele continuou com a boca nela, chupando-a com força e prolongando implacavelmente o orgasmo mais intenso da sua vida.
Quando o corpo trêmulo e a respiração ofegante dela se principiam a se acalmar, ele também passa a usar a língua com mais suavidade e lentidão, com devoção. Quando ela para de tremer e consegue abrir os olhos, ele também para de lambê-la e beija a parte interna das suas cochas. Depois, beija abaixo do seu umbigo e sobe com alguns beijos distribuídos por todo o tórax.
Ele beija o pescoço dela, depois abaixo da orelha, seu maxilar e se coloca em cima dela, beijando sua testa de forma demorada. Ele está tão ofegante quanto ela. Por último, ele a olha nos olhos por um longo tempo, vendo a suavidade e prazer em que se encontrava a imensidão azul acinzentada. Nathan poderia morrer com a imagem daqueles olhos. Os olhos que haviam despertado nele um sentimento muito antigo e que ele pensou que nunca mais iria sentir por ela.
Sutilmente, ele se curvou e beijou seus lábios, lenta e delicadamente, mais como uma carícia e um selo entre eles. Nathan sabia que tudo o que ele estava sentindo naquele momento era recíproco, porque Jennette era e sempre seria a primeira e única mulher capaz de fazê-lo se sentir dessa maneira.
Quando o beijo terminou, Jennette demorou mais tempo do que o costume para abrir os olhos, se perguntando se tudo aquilo tinha sido fruto da sua imaginação. Mas, quando terminou de abrir os olhos, Nathan ainda estava lá, olhando para ela com os castanhos ainda escuros e um sorriso malicioso e torto nos lábios.
- Eu disse que você falava muito alto – Murmurou ele com um toque de sarcasmo, se referindo a conversa dos dois mais cedo e os gemidos dela há minutos atrás.
Então ele se levanta do sofá e ela não consegue se mexer nem para fechar o roupão. Nathan ainda está bastante animado, e tudo o que Jennette quer é agarrá-lo e puxá-lo para si, o abraçar com força e nunca mais soltá-lo. Mas, ela ainda não consegue se mexer e isso não é só pelo orgasmo que ele acabara de lhe proporcionar, mas sua mente ainda está atordoada com toda a experiência. Então, ela fica apenas lá, mal conseguindo se levantar, vendo-o indo até a porta do camarim.
- Aonde você vai? – Ela sabe muito bem aonde ele está indo e se odeia por perguntar isso, mas no seu íntimo, ela só queria conseguir digerir tudo o que tinha acontecido e mantê-lo com ela por mais tempo.
Nathan sorri delicadamente e faz o mesmo com os olhos que, ainda escuros, parecem mais suaves.
- Resolver algumas coisas – Ele piscou para ela.
- Nathan – Ela chamou mais uma vez, quando ele estava prestes a fechar a porta.
- Hum?
- Você já... – A garganta dela coçou e pareceu mais seca do que estivera durante toda a noite – Sabe...?
Nathan entendeu perfeitamente o que ela queria dizer e sorriu de lado para ela.
- Não. Nunca – Ele disse aquilo como se ela já devesse saber, então, lançando-lhe um último sorriso, disse – Até mais, Nettie.
E a porta se fechou, trazendo Jennette de volta a realidade onde ela permanecia no sofá, com o roupão aberto e com vislumbres do momento mais prazeroso da sua vida. Seu coração bateu com força e rápido quando ela se lembrou de Nathan e da expressão de luxúria que ele lançou a ela mais cedo.
Ela nunca se imaginaria numa situação dessa com ele e agora, todo o arrependimento de ter dito àquela coisas para ele haviam sumido. Jennette queria se levantar, colocar uma roupa e ir atrás dele, mas o que ela diria? O que ela faria? Não sabia exatamente o que ele quis dizer com “resolver algumas coisas”, mas algo lhe dizia que isso era relacionado aos sentimentos dele.
Porque Jennette sabia que, além de todo o desejo e toda a vontade de provar o próprio ego, Nathan não faria aquilo se não sentisse algo por ela. Ele nunca faria isso por alguém que ele não sentisse um mínimo de emoção.
As palavras dele rodaram na sua mente. Ele nunca tinha feito isso. Nunca. Mas, ele fez isso para ela. Ele a levou para um prazer incontestável e não teve nenhuma hesitação em fazê-lo.
Fechando seu roupão e se perguntando qual assunto teria de puxar quando ligasse para ele, Jennette se levantou e com um sorriso de lado e um pouco vitorioso, pensou:
É, Jennette... Dez para você, zero para a Madisen.
Notas finais
Enfim, eu só postei porque perdi uma aposta, hahah.
Deixem reviews pra eu saber a opinião de vocês sobre fanfics assim e o que acharam de tudo (porque pretendo postar mais algumas assim).
Obrigada por lerem ♥
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