Prova Viva
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Esta fic coexiste no mesmo universo da minha outra fic, "Segredos em Família". Na verdade, é uma história de antes de Gil conhecer seu filho Noah.
Na verdade, minha cabeça fica cheia de ideias e muitas vezes não consigo encaixá-las todas em uma única história. Por isso decidi soltar esses capítulos como fics separadas.
Espero que gostem!
Não há nenhuma fresta de luz invadindo por entre as janelas do quarto, nem algum barulho alto que poderia tê-la acordado. A seu lado, o namorado dormia profundamente, seu peito subindo e descendo em um ritmo relaxado. Os dígitos vermelhos do despertador informam que ainda havia duas horas antes de eles precisarem se preocupar em levantar para ir ao trabalho. Sentindo que não iria voltar a dormir, Sara se levanta com cuidado para não acordar Gil.
Sentada no sofá com um copo de suco de maracujá- o cheiro de café a enjoava demais- ela estava perdida em seus pensamentos. Não fora um pesadelo que a acordara, mas o sonho fora carregado demais para despertá-la. Nele, ela segurava um rechonchudo bebê, de lindos olhos azuis. A sua frente, seu namorado a olhava com apreensão, e quando ela pediu para ele segurar o bebê, o homem balançava a cabeça negativamente e ia se afastando dela.
De repente, a voz de sua mãe ecoou em seus ouvidos, e ela repetia uma frase sem parar: sonhos tem significados, princesa...basta saber interpretá-los. E não era preciso ser um gênio para saber o significado daquele sonho.
Havia umas três semanas que ela desconfiava de algo errado. Não era nada concreto, somente umas sensações. Primeiro um certo desconforto na região abaixo do abdômen. Ela associou com cólicas, assim como o aumento de sensibilidade nos seios. Sempre pragmática, ela tentou passar isso como sintomas da chegada da menstruação, mas ainda assim a sensação permanecia, ignorando o ligeiro aumento do tamanho deles. Mas o tempo passou e nada da bendita chegar. Ontem antes de dormir, ela havia conferido seu calendário, para ter certeza da data. Os números conferiram o que ela já sabia. Uma semana e meia de atraso não era muito, era? Foi esse o motivo do sonho. Ela não era vidente, não tinha de se preocupar com seus resultados!
Tão perdida em seus pensamentos ela nem ouviu Gil entrar na sala, e foi com um susto que ela o recebeu quando ele se sentou a seu lado.
—Bom dia, amor- ele deu um beijo em sua bochecha, e riu da cara de assustada dela- desculpe o susto.
—Não foi nada, Gil.
O homem sorriu e se levantou, indo em direção a cozinha preparar um café.
—Você acordou cedo- ele disse, enquanto mexia nos armários de baixo da cozinha americana em busca do pote- Não conseguiu dormir?
—Hã?
—Honey- Gil se levantou e apoiou os braços na bancada de mármore- Está tudo bem?
—Sim, Gil- ela fez força para prestar atenção no que ele dizia- Estou bem...
Gil conhecia muito bem sua namorada, e sabia que havia algo de estranho no ar. Mas assim como ele, ela não respondia bem a pressões. Quando ela quisesse falar, ele estaria ali para ouvi-la. Então, a rotina do casal continuou como era antes.
Alguns dias depois, Sara estava sentada conversando com sua amiga, Lia, esperando a hora para entrarem na aula de ioga. Essa manhã tinha sido difícil. Hoje fora seu dia de tribunal, então ela não tinha ido trabalhar a noite. Graças a Deus, pois ela havia entrado em uma briga com Gil sobre sabe-se lá o quê. O homem saiu de casa sem lhe dirigir uma palavra. Além disso, ela não conseguiu comer nada antes de ir para o tribunal, e mesmo assim passou mal a manhã inteira. Em casa, tomou um chá e comeu umas torradas de leve. Sem enjoos ela bateu na cama e dormiu, acordando com o telefone tocando e sua amiga perguntando se ela iria a aula hoje. Pensando que precisava mesmo se acalmar, a mulher aceitou e agora estava ouvindo sobre as peripécias do filho da amiga.
Quando o professor apareceu na porta da sala chamando os alunos para entrar, Sara se levantou, mas prontamente se sentou. Sua cabeça estava rodando
—Opa, Sara! — Exclamou Lia- o que foi?
— Tonteira... acho que me levantei rápido!
—Você está pálida...
—Acho que minha pressão baixou...não comi nada o dia inteiro.
O professor, reparando na comoção na recepção foi ver do que se tratava, e Sara foi tentar se levantar para apaziguar os ânimos, mas seu corpo tinha outros planos. Lia então se ofereceu para levar a amiga para casa. No meio do caminho, ela foi indagando a morena para saber o que estava acontecendo.
—E porque a senhorita não comeu nada o dia inteiro?
— Estava muito enjoada...só consegui comer umas torradas há umas oito horas.
—Hummm.
Lia não falou nada até chegar à casa de Sara. Lá, a morena a convidou para entrar, sabendo que seu namorado provavelmente não apareceria ali tão cedo.
—Desculpe ter atrapalhado sua aula. Não precisava você ter tido esse trabalho. Eu podia pegar um táxi...
—Do jeito que você está, querida? Nada disso. Agora me conta, desde quando você está passando mal?
Novamente aquela sensação de desespero se apossou dela, e o sonho voltou à tona, junto com a vontade de vomitar. Sara correu para o banheiro, e Lia foi atrás dela sem pressa. Muitos motivos podiam estar por detrás de sua amiga passar mal, mas Lia tinha uma ligeira impressão sobre o que podia estar se passando. No banheiro, Sara estava abaixada no vaso, mas nada mais saía de seu estômago.
Lia ajudou a amiga a se levantar novamente e a levou até o sofá, a pedido de Sara. Em seguida, colocou água na chaleira para ferver, pensando que um chá faria bem. Enquanto esperava, sentou-se ao lado da morena.
—Como está se sentindo?
—Mal... esse enjoo que não passa...
—Há quanto tempo está assim?
—Tem um tempo. Lia...- Sara olhou para a amiga, com lágrimas nos olhos.
Lia não perdeu tempo e puxou a amiga para um abraço, e Sara chorou. Toda a angústia que sentia nesse último mês, somado a briga com Gil aquela manhã saiu de seu corpo em forma de lágrimas.
—Sara, amiga... por que chora? Não está doente, não é? — agora ela ficou preocupada. Não podia imaginar tanta dor por conta de uma gravidez, não quando ela foi tão feliz com a sua.
—Não... mas acho que... eu possa estar grávida! — mais uma vez a morena chorou, um choro sentido, que molhou a camisa da amiga.
Lia somente deixou Sara chorar, imaginado que extravasar a dor ajudaria a amiga. Quando a chaleira sibilou foi que ela levantou, e enquanto preparava um chá de camomila pensava consigo. Ela sabia que Sara estava em um relacionamento estável. O casal praticamente morava junto, e algumas vezes ela vira o tal do Grissom. O homem aparecia de vez em quando para buscar Sara nas aulas de Yoga. A amiga o mencionava em conversas também, mas a primeira vez que Lia pode conhecer Gilbert Grissom de frente foi há uns 2 meses, em seu aniversário. O que ela descobrira foi que ele era um tanto mais velho que Sara, e ainda assim atraente. Era um homem quieto, mas se mostrara muito educado e apaixonado por Sara. É claro, sua amiga nunca comentara nada a respeito do relacionamento dos dois, então ela não poria a mão no fogo para dizer que eles tinham um relacionamento saudável.
Lia entregou a caneca com o chá para Sara e a amiga agradeceu. Ao menos ela conseguira parar de chorar.
—Sara, eu sei que você é muito reservada, mas se quiser me contar qualquer coisa, ou se precisar de ajuda com algo, não hesite em me chamar, ok?
Sara simplesmente acenou com a cabeça, e tomou um gole do chá. Seu olhar agora estava perdido em um ponto a sua frente. Novamente seus olhos se encheram de lágrimas e Lia rapidamente retirou a caneca de sua mão e a puxou para um abraço.
—Oh, amiga... não fique assim, isso não pode fazer bem para você. O que te incomoda tanto?
Após mais um minuto de choradeira que Sara conseguiu se acalmar, e foi aí que contou a Liz seus problemas. Como ela e Gil se conheceram, das circunstancias que a levaram a morar em Vegas, como ela sempre foi apaixonada por ele, mas o homem a ignorava.
—Demoramos tanto para ficarmos juntos... ele é meu superior no trabalho, se alguém souber vai pegar muito mal para ele- Sara suspirou fundo e continuou- Ele não me assumiu, pois o trabalho é importante demais para a vida dele... ele vai me odiar quando souber disso. Não há como esconder uma gravidez por muito tempo!
Lia ficou impressionada com a história. Nunca imaginara que sua amiga e o namorado fossem desse tipo de se aventurar. Não era à toa que os dois nunca saíam de casa, estavam mais era tendo um caso! Mas havia sentimentos fortes ali. Sara parecia não pensar em como aquela situação a afetaria, somente ao parceiro dela.
—Olha, Sara... eu não consigo nem imaginar o que você deve estar sentindo agora... mas de uma coisa eu sei. É preciso uma segunda parte para gerar um filho, então não assuma uma culpa que não é sua. Aconteceu, vocês estavam em um relacionamento e isso é natural. O que você precisa é se acalmar e tentar conversar com ele. Grissom me pareceu um homem sensato, e ele gosta muito de você. Fale com ele antes de tomar qualquer decisão, ok? As coisas nunca são tão desesperadoras quando você tem alguém para dividir o fardo.
Com a ajuda de Lia, Sara conseguiu se acalmar mais um pouco. A amiga ficou na casa de Sara por mais um tempo, não querendo a deixar sozinha. Foi só quando chegou perto da hora de buscar seus filhos na escola ela teve que partir. Sara foi abrir a porta para ela, e naquele momento Grissom apareceu do outro lado.
—Opa! Olá, Grissom! — Lia falou, com um sorriso no rosto. Ao menos Sara não teria que ir procura-lo.
—Lia, tudo bem?
—Sim, tudo certo. Bem, Sara tenho mesmo que ir. Lembre-se do que falamos, tudo vai ficar bem!
O casal observou a mulher partir, com os paços apertados. Foi só quando ela desapareceu no corredor que Grissom se virou para sua namorada.
—Honey... posso entrar?
À forma carinhosa dele falar, Sara teve que se segurar para não chorar novamente. Afastou-se da porta e viu o pai de seu bebê entrar em sua casa e fazer-se confortável. O casaco dele foi parar nas costas da cadeira da pequena mesa de sua sala. Os sapatos foram alocados no canto da porta, ao lado dos dela. Eram os movimentos de rotina de alguém confortável com a vida que levava. Mas será que ele ficaria confortável após receber a notícia?
—Sara?- Grissom chamou a atenção da morena. Ele não se sentara no sofá, como ela esperava. Em vez disso, foi até ela e colocou as mãos em seu ombro – Eu... desculpe-me. Não queria brigar com você daquele jeito.
Sara deu um meio sorriso a seu namorado. Ele provavelmente achava que o comportamento dela era devido à briga deles. Engraçado como as prioridades podiam mudar de uma hora para outra. Fosse outro dia, ele provavelmente estaria certo, e ela aceitaria as desculpas dele de bom grado. Entretanto, hoje Sara não conseguiria relaxar. Esta situação mudaria por completo a vida deles, tanto profissional quanto pessoalmente. Retirando as mãos dele de seu ombro, Sara tomou coragem e falou
—Gil... nós precisamos conversar.
O homem assentiu e os dois foram parar no pequeno sofá. Sara não queria sentir Grissom se distanciando dela após receber a notícia, e por isso se posicionou bem na ponta oposta de onde Grissom se sentou. Sara não sabia, mas a cada gesto daquele ela apunhalava mais o coração do namorado.
Ainda achando que aquela situação toda era por conta da briga, Grissom já imaginava que Sara quisesse tomar uma decisão drástica com relação a eles. Apesar de estarem juntos há um tempo e de Sara nunca ter dado a impressão de não estar satisfeita com ele, Grissom ainda nutria em seu íntimo aquela sensação de não ser bom o suficiente para ela. De achar que ela ficaria melhor com qualquer outra pessoa que não ele. O desespero foi tomando conta de seu coração. Ele não podiam acabar por conta de uma briguinha de nada, não é? Grissom não podia deixar que isso acontecesse. Fosse o que fosse, ele reverteria aquela situação. Prometeria mundos e fundo a ela, se pudesse. Ele a amava e não podia deixar que suas falhas a tirassem dele!
— Honey... eu sei que não sou muito bom nessa coisa toda de relacionamento, mas... me diga o que houve, eu prometo fazer melhor!
Àquela altura, Grissom avançara no pequeno espaço que os separava e agarrara as mãos de Sara. A mulher se surpreendeu com a atitude dele. Grissom nunca fora muito emotivo, nem com ela.
—Gil... você não fez nada... essa briga... nem era para ter acontecido, mas...- Sara teve que parar de falar, pois novamente sentia as lágrimas queimando os olhos e a garganta- Mas aconteceu algo que... algo que vai mudar totalmente as nossas vidas e...
Mudar as vidas deles? Mas do que ela estava falando?
—Mudar... Sara, você não está querendo terminar comigo, está?
—Meu Deus! Gil, não! Eu te amo, te amo tanto, mas...
Gil ficava cada vez mais confuso. Ela o amava, porém faria algo que mudaria a vida deles, e parecia que esse algo a estava matando por dentro. Doente, será que estava doente? Seria esse o motivo de ela andar diferente esses dias? Ela nunca dormira tanto na vida, mas estava perpetuamente cansada.
—Sara, querida, o que está acontecendo? Por favor, conta pra mim. Seja o que for, eu vou estar aqui para você. Eu te amo- ele deu um beijo nas mãos dela e esperou que ela falasse.
—Eu... eu descobri hoje... nós vamos ter... um bebê- a última palavra saiu tão baixo que Gil achou que tivesse ouvido errado.
—Bebê? Um bebê... Sara, você está grávida?!
Sara afirmou com a cabeça e viu seu namorado largar de suas mãos e se recostar no sofá.
—Grávida! Meu Deus...- e começou a rir. Uma risada alta e tão diferente... Gil não ria abertamente assim, fazia anos. Mas o que se passava ali.
—Gilbert!- Sara gritou, querendo chamar a atenção do homem.
—Sara!- ele conseguiu se recuperar finalmente- Meu amor, isso é fantástico!
E puxou Sara para um abraço apertado. Depois de tudo o que se passara em sua cabeça naqueles míseros minutos, uma gravidez era uma dádiva. Ela não o deixaria ou estava gravemente doente. Gil não podia estar mais feliz.
Sara, porém, estava estagnada naquele abraço. Ela não esperava essa reação de Gil. Como ele podia estar tão feliz e ela tão amedontrada!
—Amor- somente quando Gil desfez o abraço que ela pode olhar no rosto dele e ver as manchas que suas lágrimas deixaram ao escorrer. Sara traçou uma delas com o dedo e encostou as mãos no peito de Gil – Você entende o que isso significa?
Gil suspirou e desceu o olhar até o ventre de sua amada. Suas mãos foram em seguida para o local.
— Muitas coisas... a primeira que me vem à cabeça é que... eu te amo tanto, e já amo esse pequeno ser tanto quanto a mãe dele.
—Oh, Gil!- Sara abraçou o homem com força.
Apesar de não dizer, Gil sabia que os dois passariam por algumas situações difíceis dali em diante. Seria duro no trabalho, tanto para ele quanto para ela. As más línguas não deixariam de tecer comentários chulos sobre os dois, e Gil temia que muito disso recaísse nela, como a mulher que seduziu o chefe por favores no trabalho. Gil já tinha muito tempo de laboratório, e seu nome já estava feito. Sara, por outro lado, ainda tinha um caminho a trilhar, e ter um filho com o chefe seria uma “marca negativa” em sua carreira, muitos diriam. Esse era um dos motivos que o fizeram relutar em se envolver com ela. Gil tinha certeza de que era isso que incomodava tanto sua namorada. Esse medo do futuro deles. Talvez até mesmo o medo de ele abandoná-la e não assumir o bebê, por conta de tudo o que isso implicaria para ele em sua carreira.
Mas uma coisa Sara não tinha como saber. Ela não podia sentir o que ele sentia toda vez que a tinha em seus braços, ou a dor de pensar que ela podia não amá-lo mais. Nem mesmo o enorme orgulho que sentiu ao descobrir que seria pai. Cada uma dessas sensações não podia se comparar ao que ele sentia por sua carreira. Sim, seu trabalho era importante, porém Gil entendeu que não mais importante do que a pessoa que dava tanta felicidade a ele. Era a Sara e a sua família que Gil devia sua lealdade.
Que os outros pensassem o que quisessem sobre eles dois como casal. Somente eles sabiam dos sentimentos que corriam dentro dele. E eram somente eles que importavam. O mundo podia implodir diante dele, mas Gil sabia que se tivesse Sara com ele, tudo daria certo.
*^*^*^*^*CSI *^*^*^*^*
—Gilbert!
Gil se virou para ver quem o chamava. Era Lia, a amiga de Sara, se aproximando com seu marido.
—Lia, que bom que você veio! Olá, Paul- Gil cumprimentou os recém-chegados e guardou o celular em seu bolso- Podem entrar, eu só estava falando com Laura no telefone- a mãe de Sara morava em São Francisco e, por conta da chegada inesperada de sua neta, não pode estar presente no parto. Mas ela já estava no aeroporto de Las Vegas a caminho do hospital.
Gil empurrou a porta do quarto delicadamente, não querendo assustar os habitantes. Sara retirou os olhos do bebê e deu um enorme sorriso ao ver sua amiga na porta. Os três se aproximaram da cama, Gil do lado esquerdo e o casal do direito.
—Lia, conheça Cássia.
—Oh, Sara, que bonequinha!- os pais sorriram, concordando. Gil dizia não ter bebê mais bonito na maternidade – Posso segurar?
—Claro!
Gil queria pedir para ela tomar cuidado com a cabeça, mas a mão de Sara em seu braço o impediu. Sendo mãe de três, Lia já estava habituada a segurar recém-nascidos. Gil sorriu e deu um selinho em sua noiva. Eles estavam de casamento marcado dali há 6 meses.
O casal ficou observando a amiga falar com Cássia, naquela linguagem que muitos utilizavam com bebês. Eles nunca podiam imaginar que um dia seriam pais, mais ao que parece a vida tinha um jeito de surpreende-los sempre.
— Você me faz o homem mais feliz do mundo, Sara...
—Eu só devolvo o amor que você me dá.
Gil cobriu a boca de Sara com a dele, em um beijo apaixonado. Ele não tinha mais vergonha de ser aberto com sua afeição por Sara. Afinal, agora eles tinham uma prova viva do amor deles, andando por aí.
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