Protegida
2 capítulo 2
Notas iniciais
Edward post
Era crepúsculo quando conseguimos chegar na república “New City” a oeste do palco onde estávamos antes do alvoroço. O caminho todo praticamente cercado por adesivos amarelos de bloqueio e pequenos grupos de policiais e civis que conversavam atrás de informações do acontecido.
Emmet e Alice foram os primeiros a nos receber na entrada principal da mansão. Tyler vinha correndo logo atrás abraçar Bella com a expressão ridiculamente assustada e sombria. Ele trocou olhares comigo por alguns segundos deixando evidente a desconfiança. Abraçou Isabella — talvez procurando sinais de infidelidade — mas falhou na missão, pois Bella havia se limpado num banheiro de restaurante antes de chegar na mansão.
— a gente ligou tantas vezes, mas essa droga de rede simplesmente não funcionou. – Alice falou com o celular na mão, frustrada. Perguntei a ela por Tânia.
— ela saiu com Rosalie atrás de informações sobre o ocorrido, mas não deve demorar a voltar. Quase ninguém sabe de nada.
Olhei para Emmet discretamente. Emmet balançou a cabeça e coçou o braço apontando discretamente primeiro andar.
— pois é, né, rapaz, vai saber o que aconteceu... – eu disse me afastando sorrateiramente até a escada lateral. — Se Tânia perguntar por mim, digam que eu estou no quarto tomando um banho e relaxando um pouco.
— tá, vai. – Alice respondeu distraída – sra Esme preparou o jantar e disse que vai servir daqui a uma hora.
— valeu prima. Fui.
Bella post
Eu fui cercada de indagações até chegar no meu quarto. Tyler estava difícil naquela noite. A desconfiança dele ia além do normal, principalmente quando me viu chegando com Edward.
— mas é claro que eu não confio nele, Isabella. Você sabe que Edward sempre, SEMPRE, foi metido a garanhão! Não basta comer a ex-mulher dos outros no passado, agora passa o dia todo perdido com a minha namorada atual. Isso eu não admito!
— eu sei que não, mas dessa vez você não precisa se preocupar. Não aconteceu nada e estamos todos bem. – me virei de costas para Tyler procurando uma toalha limpa no guarda-roupa. Senti suas mãos fazerem pressão sobre o meu braço e me virei. Aqueles olhos assustadores estavam de volta.
— eu ... – ele tentava falar, mas seus olhos é que diziam um monte. Senti dor no braço e tentei intervir.
— já pensou se a vítima daquele tiro fosse eu? – tentei tirar o meu braço do seu aperto doloroso. Tyler ponderou.
— claro que isso é ruim. Pior é saber que vocês dois estavam perdidos sozinhos e sem atender a porra de um telefone celular.
“pior” pensei, magoada.
— não, pior é a sua falta de confiança em mim! – me desvencilhei e fui até o banheiro com a toalha na mão. Ouvi o zumbido do vibrador do celular. Mas não era o meu, eu o havia perdido.
— a gente conversa melhor sobre isso mais tarde- Tyler falou mexendo no celular e o colocando no rosto. – ei.. oi!
— pra onde você vai? – perguntei desconfiada.
— sair com os caras da casa ao lado. Eu devo voltar antes das 23h.
— tá. Ok, então – respondi a contragosto enquanto ia para o banho.
Edward post
— Porra, Emmet, você definitivamente não conhece a palavra discrição! – respondi contrariado enquanto tomava o celular da mão dele.
— desculpa, cara, mas vai por mim, não ia adiantar de nada. O cara que estava do lado do maldito não parava de gritar. Quando dei por mim, estava com o celular na mão e com a droga de uma arma apontada no meu peito. Eu tinha que fazer alguma coisa.
— é, se alguma câmera de rua capturar a imagem, logo, logo, eles virão atrás da gente. – esfreguei o rosto em total perturbação.
— mas eu não... atirei nele, assim, desse jeito que você está pensando – o retardado disse.
— ah , claro, a polícia vai assistir a cena e pensar que foi em legítima defesa. – falei com ironia. – a caixa, poxa, a droga da caixa estava na sua mão, e eles vão notar que você estava barganhando a caixa, embora não saiba do que se trata.
Emmet bufou, frustrado, concordando.
— mas você conseguiu, o importante é isso. – falei preocupado – agora fica mais fácil saber toda a verdade.
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