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5 V. Coisas que não deviam acontecer


Notas iniciais
Oi gente, desculpem a demora, mas eu fiquei sem tempo, desculpem mesmo!
vou tentar postar os capítulos mais frequentemente, :)
obrigada a quem comenta! espero que gostem.

Dois anos depois.

“Tomem cuidado! Deidara obedeça ao Sasori, entendido?” a mulher de cabelos grisalhos presos em um coque dizia segurando uma mala.

Há alguns dias, Chiyo recebeu um telefonema de seu irmão, dizendo que estava muito doente e precisava dela; a mulher já forá enfermeira então por isso, aceitou em ir e cuidar de seu velho irmão.

Os dois mais jovens estavam a sua frente, a abraçando e fungando. Deidara estava chorando, dizendo que ia sentir a falta dela, aliás, a mulher iria passar um bom tempo fora. Sasori apenas observava o quanto os dois estavam próximos, o que o deixou feliz.

A mais velha já havia entrado no aeroporto, e agora os dois estavam voltando para casa dentro do carro do ruivo.

Havia se passado dois anos, o qual Deidara já havia evoluído e muito, com seus 17 anos ele já estava com o corpo desenvolvido, e para a infelicidade de Sasori, estava maior que ele. O ruivo não havia mudado nada, na verdade, com seus 24 anos nem parecia ter a idade, continuava tento o rosto angelical de um adolescente de 15 anos.

Às vezes perguntavam se Deidara era mais velho. Os dois não sabiam se sentiam ofendidos ou riam da situação.

“Quer tomar um sorvete? Está bem quente” Sasori perguntou sem tirar os olhos da estrada.

“Sim, hn” concordou alegre.

Nesses últimos anos, Deidara percebeu que estava sentindo coisas com o ruivo ao seu lado, antigamente era apenas ciúmes e uma necessidade enorme de ficar abraçado com ele, mas agora, ele queria mais. Não sabia se eram os hormônios, mas andava tendo pensamentos íntimos com o ruivo, não só pensamentos como sonhos.

Já acordou sentindo um incomodo entre seu baixo ventre, quando se deu conta, viu que seu membro estava rígido e seu corpo suado. Nunca teve coragem de conversar com Sasori sobre tal coisa, aliás, ele não iria dizer que estava tendo sonhos eróticos com o ruivo.

Sasori por outro lado, continuava a namorar outras pessoas, mesmo que ainda sentisse uma leve atração por aquele garoto ao seu lado. Ele se sentia um idiota, um pedófilo, Deidara era uma criança, e ele estava pensando o quanto o corpo dele havia evoluído. Isso era ridículo.

E enquanto os dois ficavam pensando um no outro, nem percebiam o que estava óbvio. Deidara, desde seus 15 anos estava apaixonado pelo mais velho, mas nunca teve coragem de admitir, nem para si próprio.

Devia considerar o menor como um irmão mais velho, mas por que não conseguia? Por que sempre que via o ruivo de toalha, com o corpo molhado após um banho quente, ele tinha pensamentos impróprios?

Há algum tempo atrás, havia feito amizade com um garoto de seu prédio. O mesmo era o único, a saber, o que estava acontecendo com o loiro, e ele dizia que Deidara tinha que de declarar; mesmo que o loiro sempre negasse.

Seus olhos azuis passearam pelo carro, aponto de parar no ruivo disfarçadamente. Observando a feição seria e madura do outro atrás do volante. Sua vontade era de abraçá-lo e fazer qualquer coisa que o deixasse mais próximo do ruivo, mas qual seria a reação dele?

Sasori o considerava um irmão, não é?

.

.

.

“Você é muito idiota, Deidara-chan! Devia pular no pescoço dele e fazer o que deve!” disse o albino sentado ao lado do loiro, segurando uma garrafa de Coca-Cola.

“É fácil dizer, hn” suspirou deitando no colchão. “O danna nunca iria me perdoar se eu fizesse isso...”

“Como pode ter certeza? Você não sabe o que ele sente por você” disse dando um gole no refresco.

“Hidan, ele me adotou, não é óbvio o que ele sente por mim? Hn!” resmungou levantando-se e indo até a porta do quarto.

“Que seja, só acho que você devia tirar a prova”

Isso chamou a atenção do loiro.

“Como assim?”

“Mas você é muito ingênuo, porra!” revirou os olhos.

“Não diga palavrões!” cruzou os braços cerrando os olhos. Chiyo sempre dizia para ele que, palavrões era uma coisa ruim, mesmo que ele sempre escutava os vizinhos falando.

“Puta que pariu Deidara-chan! Foco no assunto, caralho” ignorou a última fala do loiro. “Eu vou ensinar uma coisa para você, e terá que fazer com o seu “danna”, entendeu?”.

O loiro pensou um pouco, as ideias de Hidan sempre o faziam ficar de castigo. Mas mesmo assim, aceitou.

Seu amigo sempre dizia que entendia muito desse tipo de assunto, então talvez esse plano não dê errado, pelo menos ele espera que não.

[...]

Sasori suspirou estralando os dedos e esticando os braços, colocou uma toalha em volta do pescoço e vestiu uma calça de moletom preta. Ficando apenas com isso, junto com seus fios rubros molhados, deixando gotas de água cair em seu tórax.

Saiu do banheiro coçando a nuca e bocejando, já era quase de madrugada e passou o dia trabalhando, estava cansado e a única coisa que pensava era em uma boa noite de sono.

Nem percebeu que Deidara não estava em seu quarto, dormindo ou assistindo televisão na sala, como de costume a essa hora. O loiro nunca gostou de dormir cedo, às vezes o ruivo achava que ele tinha insônia.

Enfim.

Entrou em seu quarto escuro e ligou as luzes, espreitando os olhos pela claridade e percebendo uma silhueta em sua cama.

Estava imaginando coisas?

Esfregou os olhos e arregalou os olhos após o foco da visão voltar ao normal.

Era Deidara, deitado em sua cama vestido apenas um short curto com os cabelos soltos, mostrando o quão grandes estavam.

Ficou em silêncio apenas observando a face corada do loiro e arqueou uma sobrancelha.

“O que faz aqui?” questionou visivelmente confuso.

“Hm...” corou ainda mais, se é que isso fosse possível. O loiro estava mais vermelho que os cabelos de Sasori.

“Deidara?” chamou o mais novo, fazendo com que o mesmo levantasse de sua cama em um pulo e respirasse fundo.

O loiro caminhou em passos curtos até o menor, balançando seus cabelos levemente e mordendo o lábio inferior. Chegou a frente ao ruivo, subindo sua mão até o tronco deste e alisando, lentamente e suavemente.

Sasori não estava entendo nada, aliás, aquilo realmente estava acontecendo ou era apenas um sonho?

“D-danna...” chamou tirando a franja de seu rosto lentamente e olhando nos olhos avermelhados do ruivo. “Eu... Eu quero você.” Aquela cena poderia ser muito cômica, se não fosse Deidara, o garoto que havia salvado e adotado. Ele estava visivelmente constrangido, então aquilo era apenas uma brincadeira, não era?

Sasori riu de leve.

“O que Dei, chega de brincar, vá dormir” afastou a mão do outro de si e caminhou em direção a sua cama, sentindo ser abraçado por trás.

Mesmo que sentisse algo que não devia pelo maior, ele tinha total consciência de que ele era apenas uma criança, e que os dois eram praticamente irmãos. Mesmo que no fundo não quisesse.

“Deidara! O que está fazendo?” sua voz estava mais grave do que o normal, o que fez o loiro estremecer um pouco.

“Eu já disse, hm” sentiu a respiração do outro em seu ombro e fechou os olhos, gostando daquela sensação.

Sim, estava gostando da sensação de sentir o calor do maior em si, mesmo que sua mente gritasse que era errado e que devia afastar-se do outro. Mas aquela sensação estava lhe trazendo uma paz estranha, a qual nunca sentiu com ninguém.

“Eu quero você, Sasori-danna” mordeu o lóbulo da orelha do ruivo e aproximou seus lábios de seu ouvido. “Hmmmm” sussurrou sensualmente, ou quase.

De acordo com Hidan, ele devia seduzir o outro, e se ele caísse no jogo do loiro, iria provar que não sentia nenhum tipo de amor familiar sobre o mais novo.

O coração de Deidara começou a bater mais forte no momento que o ruivo se virou, encarando seus olhos azuis de forma intensa. No fundo estava com medo de que Sasori o batesse ou algo do tipo, aliás, nunca viu tamanha indiferença no olhar do menor.

E quando estava prestes a desistir da ideia maluca e dizer que estava brincando com o ruivo, ele sentiu suas costas baterem na parede com força o fazendo soltar um gemido baixo.

Sasori ainda encarava o maior com a mesma expressão e mesmo que sua mente continuasse a gritar para parar aquilo, ele deixou seus instintos o guiarem; aproximou seu rosto junto ao do maior, e deu uma mordia em seu queixo.

Deidara tem apenas 17 anos...

Passou sua língua para a bochecha do outro apertando mais seu corpo contra o dele.

Chiyo-baasama o adotou...

Passou seu lábio inferior pela face do mais novo até chegar aos lábios, o qual selou com um pouco de desespero e agressividade.

Você já tem 24 anos...

O loiro entreabriu os lábios timidamente, sentindo que poderia explodir qualquer coisa naquele momento, era seu primeiro beijo, e com a pessoa a qual mais admirava e amava... Sim, ele o amava, com toda a certeza. Hidan estava certo!

O ruivo começou a explorar a boca do maior lentamente, brincando com a língua do mais novo que demonstrava inexperiência no assunto.

Nunca imaginou que poderia viver um momento tão perfeito, passou seus braços para o pescoço do mais velho e acariciou a nuca deste.

Sasori começou a dar mordidas nos lábios de Deidara, quebrando o beijo e descendo os lábios molhados até o pescoço, o vendo se arrepiar.

Ele é o garoto que você achou na rua... Que você considerava um irmão...

Parou de dar beijos no pescoço alvo do outro, refletindo tudo o que sua mente avisava. Aquilo era errado, muito errado mesmo.

“Deidara...” chamou próximo ao ouvido do outro.

“Hm?” sorriu ao ouvir a voz rouca do outro.

“Lembra quando te trouxe aqui pela primeira vez? Quando perguntei se sete anos de diferença era muito?”

O loiro concordou.

“Lembra o que me respondeu?” afastou-se um pouco, olhando para o maior que corou e deu um sorriso de lado.

“Sim...” acariciou o rosto do menor. “Disse que era muito sim, hn”

Deidara era muito lento e ingênuo.

“Pois bem...” afastou-se deixando o outro confuso. “Vá para o seu quarto, criança, me deixe dormir!”

O loiro ficou parado encarando o ruivo com os olhos arregalados.

Criança, era assim que o ruivo o via? É claro, como pode ser tão idiota a ponto de pensar que Sasori sentia algo a mais por ele.

Abaixando a cabeça e disfarçando as lágrimas saiu do quarto sem dizer nenhuma palavra, correndo em direção ao seu quarto.

Sasori se jogou na cama, fechando os olhos e lembrando-se das caricias do loiro, dos lábios e do calor; ele havia gostado?

Sim...

...mas era errado, seus pensamentos naquele momento também...

“Droga...” resmungou sentindo um leve volume em seu baixo ventre após lembrar-se do momento passado. “Eu sou um pedófilo...”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.