Notas iniciais
Oiii pessoinhas, estou muito feliz pq no primeiro cap eu recebi um cometário da linda da Bullon, mto obg ^-^ foi difícil escrever esse cap, ele é fofo. A música é Hurricane - Parachute(recomendo a versão acústica, acho bem mais bonita). Não se esqueçam de comentar. Bjjos e até a próxima.

– Quando ela disse isso, que não sabia se você ia aguentar, eu fiquei com muito, muito medo de te perder. Agora, vendo o estado que esta, vejo que ela não exagerou uma palavra sequer, você deve ter perdido no mínimo uns sete quilos, seu rosto esta quase transparente, os seus olhos que eram tão brilhantes parecem apagados, te abraçando agora parece que você vai se desfazer a qualquer momento. Você é minha Nana, minha boneca, minha pequena, é a minha vida, você é meu mundo e não posso deixar que pague por tudo, não me importo com a minha carreira, com o quanto eu me esforcei, o quanto dei duro pra isso porquê sem você nada disso teria acontecido, só me importo com a sua saúde, com o seu bem estar e se pra você ficar bem eu tiver que desistir de tudo eu desistiria sem nem sequer pensar.

Segurei em seu queixo e levantei sua cabeça para poder olhar em seus olhos. Eles estavam vermelhos e inchados.

– Você sabe o por quê? Por que você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo e eu prefiro morrer a ficar sem você.

Envolvi minhas mãos em seu rosto carinhosamente e me aproximei lentamente, não desgrudando meus olhos dos seus e foi fazendo isso que eu vi que ela estava com medo.

– Eu vou te proteger de tudo, eu juro– disse isso e então encostei meus lábios nos seus.

Sentia falta disso, sentia falta do beijo dela, de beija-la. No começo ela resistiu, ficou imóvel. Eu não entendi o porquê ela estava assim, queria que ela se entregasse ao beijo como fazia antes, que me deixasse abraça-la, queria que ela ficasse bem. Insisti um pouco e nada mudou.

Me afastei um pouco dela, o bastante para poder olhar em seus olhos. Neles eu vi milhões de emoções e o medo era muito evidente entre elas. Não queria que ela tivesse medo, de nada e muito menos de mim, eu jurei que ia protegê-la e ia cumprir isso a qualquer custo, nem que tivesse que protegê-la de mim mesmo.

– Eu não entendo você, nem o jeito como você age, mas eu sei o que é o medo, sei o quanto ele machuca, e nesse momento é a coisa que mais vejo em você. Toda encolhida, parece um passarinho perdido, assustado, cuja única coisa que quer é encontrar alguém que lhe dê amor, carinho, atenção, alguém que queira cuidar desse pequeno ser. Não sei o porque desse seu medo, mas posso ver que ele a machuca muito e tudo o que eu queria fazer é perguntar o que é para poder ajuda-la a superar, mas eu também vejo que não é esse o momento para isso, então eu vou ficar aqui e te abraçar até que você esteja bem. Eu amo você e sei que o jeito como agi depois que terminamos te magoou e eu sinto muito, de verdade. Peço que por favor me perdoe, por tudo – terminei de falar e lhe dei um carinhoso beijo na testa.

Ao olhar para ela vi um pequeno sorriso em seus lábios. Era o sorriso apaixonado dela, ela sempre o dava quando eu fazia isso, mas esse foi diferente, foi mais especial. Puxei ela para o meu peito e a abracei apertado.

– Até que não demorou tanto – disse And entrando de volta na sala.

Seguindo ela estavam o De e a Alice, todos com um sorrisinho no rosto.

– Vocês fizeram de propósito não foi? – perguntei

– Assim, não foi desse jeito que a gente pensou que seria, mas foi – falou And.

– Obrigada – sussurrou minha pequena.

– Anna diz obrigado a vocês.

– Por que ela mesma não fala? – perguntou Alice

– Porque eu não quero sair daqui e porquê estou cansada – sussurrou novamente.

– Ela disse que esta cansada e que não quer sair daqui.

– Preguiçosa – falaram as meninas juntas.

– Bom, se vocês me dão licença, vou ir colocar minha pequena pra descansar – disse me levantando com minha pequena ainda em meu colo.

– Bom descanso – falaram em uníssono.

Caminhei um pouco e já na porta do quarto ouço alguém dizer:

– É pra descansar viu?

Ouvi-os rirem e dei um pequeno riso também. Entrei no quarto e em seguida coloquei Nana em sua cama, voltando novamente para fechar a porta e deitando com ela na cama. Ela se aproximou de mim e deitou sobre meu peito, me abraçando de lado.

– Você esta bem? – lhe perguntei

– Vou ficar – me respondeu.

– Tem algo que eu possa fazer pra ajudar?

– Isso – ela apertou os braços em minha cintura – já esta bom.

Em poucos minutos a respiração dela se tornou mais suave e percebi que ela havia adormecido. Um tempo depois adormeci também.

Horas depois eu acordei, minha pequena ainda dormia abraçada a mim. Seu rosto aparentava tranquilidade, ela parecia um anjo dormindo, um lindo anjo. Me aproximei e lhe dei um beijo na testa. Quando voltei a minha posição vi que ela havia aberto os olhos e eu sorri para ela, passando minha mão pelo seu rosto, fazendo um carinho.

– Como se sente?

– Um pouco melhor.

– Quer comer ou alguma outra coisa?

– Quero.

– O que?

Ela olhou nos meus olhos e imediatamente eu soube. Me sentei e ela se sentou também. A puxei para perto de mim e com a minha mão em seu rosto me aproximei, lenta e carinhosamente, até que sua boca estivesse colada a minha. Esperei um pouco para ver se ela dava algum sinal de que não queria, mas ela fechou os olhos, então fechei os meus também. Em segundos nos beijávamos apaixonadamente, tentando de algum modo matar a saudade de quase um mês.

Aos pouco o beijo ganhou um rumo diferente, o desejo entrou e nos tomou com tamanha força que eu me perguntei se seria possível algum sentir um desejo maior que aquele. Quase sem ar já, desci meus beijos para seu pescoço e a senti se arrepiar com eles.

– Lucas.

– Eu perdi o controle, me desculp...

– Eu quero – ela disse me surpreendendo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.