Com o passar do tempo o feiticeiro já tinha se recuperado de seus ferimentos e ficou mais amigo do anjo renegado, mas nunca descobriu de onde ele veio pois era muito misterioso quando perguntava essas coisas.

Era manhã e Hae ainda estava dormindo, Hyuk sabia que já estava chegando a hora de ir embora e temia por isso, ele tinha que seguir seu rumo e fazer sua missão na terra, podendo recuperar a deusa dos anjos assim podendo ser salvo. Hae acordou assustado e suado pois tinha pesadelos a dias com aquela cena que ela tinha visto no castelo.

– Teve outro pesadelo ? – o anjo renegado perguntou e o feiticeiro apenas concordou com a cabeça — O que lhe atormenta tanto ?

– Deixa isso pra la Hyuk – o feiticeiro deu de ombros.

– Hae o estoque de agua esta acabando e temos que encher os potes, vem comigo?

Os dois andaram ate uma colina, Hyuk preparava as cordas pra eles poderem subir mas Hae olhou pra aquela altura e se negou a subir.

– Ta louco que vou subir uma coisa dessas.

– Não precisa ter medo, eu vou estar com você – o anjo renegado sorriu.

– Mas e se cairmos a corda não aguentar.

– E como você acha que subi aqui com você quando estava desmaiado? – ele mentiu tinha usado suas asas mas so tentando dar forças a ele.

– Esta bem eu vou.

Hyuk amarrou a corda entre eles, abraçado com Hae, então ele correu e pulou se segurando nas pedras e continuou subindo fazendo apoio pelas pedras com a mão, Hae tentava a todo custo não olhar para baixo mas era em vão, pois ele tinha muito medo de altura e escondeu seu rosto no ombro de Hyuk que o mesmo sorriu.

Ao chegar no topo Hae ajudou Hyuk a pegar os potes, e caminharam ate o rio para encher os potes, como estava muito calor por causa da chegada da primavera eles aproveitaram para dar um mergulho no rio. Hae saiu do rio e ficou observando encher os potes, ele estava sem blusa, o feiticeiro o olhou de cima a baixo observando seus músculos e como era bonito.

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Ao chegar da noite os dois ainda estavam no topo da colina, eles tinham passado o dia la conversando. Estava frio e o anjo renegado acendeu uma fogueira e pegou um lençol e se sentou perto da fogueira onde o feiticeiro se aninhou em seus braços e os dois ficaram enrolados em silencio.

– Hyuk porque você não me diz quem é você e de onde veio ? – o feiticeiro deu de ombros quebrando aquele silencio. O renegado ficou um tempo calado fitando o ceu.

– Sou um anjo renegado que foi expulso do ceu por ter se alinhado com Lucifer, depois ele me traiu e seguimos rumos diferentes, tenho a missão de encontrar a deusa dos anjos e conseguir minha salvação.

– E você acha que com isso poderá voltar ao ceu?

– Não, pois fui condenado de vagar a terra para sempre, mas encontrando-a posso encontrar uma maneira mas rápida para a morte, pois não tenho nada o que fazer na terra.

Os dois ficaram em silencio, e um vento frio bateu fazendo os dois se abraçar.

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Era manhã e os dois desceram da colina Hyuk ainda estava em silencio e muito quieto, o feiticeiro estranhou mas resolveu deixa-lo quieto no seu canto.

– Hae ta na hora de eu partir e você também.

– Mas para onde você vai ?

– Vou atrás da deusa dos anjos.

– Posso ir com você?

– Acho que você não vai querer ir comigo.

– Porque?

– Porque vou para o castelo onde você foi preso.

Hyuk deu agua e comida suficiente para Hae aguentar a viagem e os dois desceram do templo, andando pelo deserto ate chegar no riacho onde o feiticeiro ia pegar um barco para ir pra sua cidade natal.

– Hyuk tem certeza que não quer ir comigo?

– Hae o que te atormenta tanto ? – o feiticeiro abriu o choro e abraçou Hyuk.

– Ela esta la no castelo e a rainha esta a matando aos poucos.

– Porque não me contou isso antes?

– Fiquei com medo – o renegado mal o escutou e saiu correndo para o castelo que logo sumiu do campo de vista de Hae.

O feiticeiro tinha que fazer alguma coisa, pois Hyuk podia ser morto pelo os guardas do rei então ele correu o máximo que podia.

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No castelo um dos guardas avistou um forasteiro chegando, os guardas se alertaram mantendo a guarda no portão do castelo, Hyuk se aproximava mais.

– Para ai forasteiro – o guarda gritou mas Hyuk continuou a se aproximar.

Os guardas começaram a atirar nele mas ele se esquivava de uma velocidade não humana, assim tirando sua adaga do embrulho e avançando nos guardas, matando todos que estavam na sua frente. Ele abriu suas asas e subiu para o topo onde o rei estava.

– Onde esta ela ? – o renegado gritava se aproximando do rei.

– Tera que me enfrentar primeiro, para saber onde ela esta – os ois começaram uma briga, Hyuk pegou o rei pelo pescoço colocando-o de joelhos fazendo olhar para as ruinas que deixara em baixo.

– Olhe para seu reino enquanto morre – o renegado falou erguendo sua adaga mirando na cabeça do rei assim se preparando para arrancar sua cabeça.

– Hyuk espere – o feiticeiro gritou, ele segurava a deusa morta nos braços — Ela esta morta, você matando esse homem não ira mudar nada.

O anjo olhou para a deusa nos braços do feiticeiro e olhou para o rei, ele refletiu por um tempo e abaixou sua adaga atacando o rei o feiticeiro fechou os olhos.

– Você esta condenado a viver para sempre e ver seu reino desmoronando – o renegado falou cortando o ombro do rei.

Hyuk tirou sua adaga e guardou, ele abriu suas asas e voo ate em baixo do castelo puxando uma única coisa que o segurava assim o fazendo desmoronar, ele subiu pegou o feiticeiro e a deusa morta voando para longe dali, aterrissando no lugar seguro.

–Agora você pode ir para sua cidade – o anjo falou.

– Isso é um adeus?

– Vamos dizer que é um ate logo, podemos nos reencontrar novamente – Hyuk sorriu.

– Sim, vou para outra cidade onde tem um mago e poderá me ajudar mais com esses feitiços para nunca envelhecer, assim quando nos reencontrar não vou ta tão velho assim – os dois sorriram.

– Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida Hae – Hyuk acariciou seu rosto e o feiticeiro corou – Bom ate logo Donghae.

– Ate logo Hyuk – assim os dois tomaram caminho diferentes, Hyuk enterrou a deusa no templo sagrado e seguiu seu caminho e Donghae foi para a cidade atrás do mago assim aprendendo muitas feitiçarias.

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