Notas iniciais
Minha primeira fic de Hetalia... sabe como é, né, eu não betei nem nada, to morrendo de sono ._. E eu acho que to perdendo o jeito de escrever.
Anyway, I hope you enjoy it. :3

Ele olhava de longe. Mais uma vez Natalya machucava Toris. E o idiota sorria! Sorria como se aquilo fosse a coisa mais incrível do mundo. Feliks não conseguia entender, se aproximando quando a loira-platinada fora embora, resmungando algo sobre ir atrás de seu querido Vanya, deixando-os ali, naquela sala de reuniões.

-Você deveria parar com isso. Ela machucou você novamente. — murmurou, com sua habitual cara de desprezo, segurando os dedos de Toris delicadamente, enfaixando-os com todo cuidado do mundo, para não machucá-lo.

-Vocês não entendem. Belarus demonstra carinho dessa forma. Eu sei que ela não faz por mal. — Lithuania era tão imbecil... tão masoquista, que Feliks sentia vontade de chorar.

Não por pena. Não, ele não sentia pena de Toris. Queria chorar por não ser capaz de demonstrar seu afeto pelo moreno à base da força. Jamais seria capaz de ferí-lo como Natalya, para dizer que o amava.

Olhou para sua própria mão, que segurava os dedos enfaixados de Toris. Feliks queria chorar, mas ele nunca chorava. Ele sorria como se o mundo fosse algo enfadonho demais para alguém como ele e dizia alguma bobagem. Consolava o Báltico e voltava a desejá-lo em silêncio.

Sem que percebesse, estava derramando uma lágrima silenciosa, apertando com toda sua força os dedos longos e finos de Lithuania.

-Fe-Feliks... está me machucando. — o báltico sussurrou e Lukasiewcs apenas sorriu, como sempre fazia, apertando ainda mais os dígitos quebrados.

-Cale a boca, Liet... cale a sua maldita boca! — sorria, maníaco. Quase tão maníaco quanto Ivan. — Se for preciso matar o meu medo de machucá-lo, só para que você entenda que eu te amo, eu o farei... pare de olhar para Belarus... olhe para mim! — gritou, fechando os olhos e soltando Toris, deixando-o sentado, atônito no chão. Levantou-se, dando alguns passos para trás. O que havia feito... havia se tornado igual àquela mulherzinha odiosa... havia machucado Liet.

-Si-sinto muito... sinto muito, Liet. — murmurou, desacorçoado, saindo da grande sala, aos tropeços, batendo entre as outras nações. Ele só queria sair dali, queria ir embora... queria esquecer aquela parte tão suja, aquela que o fizera machucar Lorinaitis.

Aquilo estava errado... tão errado. Não era para ser assim. Não era para declarar-se para seu mais querido amigo, não era para deixá-lo saber de seus sentimentos... nem magoá-lo.

Mordeu os lábios. Olhou para trás. Ele não havia ido atrás de si. Ah, não. Sorriu tristemente, entrando no primeiro táxi que vira e indo para o hotel. Fingiria que nada havia acontecido, voltaria a sorrir como se nada importasse, falaria besteiras e voltaria a observar de longe, cuidando dos machucados de seu amigo... só isso e nada mais.

Olhando pela janela, apreciando a paisagem de New York, Polska suspirou. Estava fadado a um amor unilateral por ser incapaz de demonstrar amor como Liet gostava. Estava fadado a se culpar por tê-lo machucado e lamentar por isso.

Encostou a cabeça no vidro, suspirando baixinho e fechando os olhos. Jamais voltaria a machucar Toris novamente... somente o observaria de longe, ofereceria suas palavras de consolo e curaria suas feridas. Afinal, era para isso que Polônia existia. Para cuidar de Lithuania e amá-lo em silêncio.

Era assim que as coisas deveriam ser.

Sorriu sem vontade, um sorriso triste e solitário.

É, as coisas ficariam bem. Ele esperava.

Notas finais
É ._. Reviews? Balões? Pães-de-mel? Xingamentos? Alguém?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!