Protagonitium, a pedra do poder
6 O NPC Shota é um homem! Um homem, um homem viril.
Notas iniciais
Tá... eu admito que o título fui eu que dei. Vocês logo entenderão o porquê dele, mas por agora, Protag e Abum estão na frente da guilda esperando Antag para entrarem juntos no local.
— Ei, Protag, a gente não chegou a conversar sobre isso mas, que arquétipo de classe você acha que a gente deve contratar para a nossa equipe?
— Eu nem sei os poderes que eu tenho, na minha ficha só tem as passivas e alguns status. Eu também achei estranho, não era para eu ter alguma habilidade ativável?
— É realmente estranho. Mas eu não sei dizer o motivo.
Ooops. Quer dizer... não. A coisa é que a pedra do poder enfiada na sua bunda é tão poderosa, mas tão poderosa que você não tem necessidade de habilidades ativas. As suas passivas já dão conta do que você precisar.
— Ah, sim. E quais são os arquétipos que a gente vai poder escolher Abum?
— Bem, eu sou um White Mage, mas é a última das classes de cura, eu tive que, como posso dizer... "renascer" duas vezes para chegar a esse nível.
É... é... o mesmo estilo de Ragnarok. Se é o que vocês estão pensando. Bem que eu avisei para Ele mudar o estilo, mas não, Ele falou que queria colocar uma referência do jogo e ai está.
— Ah... então você realmente é alguém poderoso. Obrigado mais uma vez por se juntar a mim.
Antes de agradecer, porém, Protag notou algo estranho, algumas palavras surgiram em cima de sua cabeça com os dizeres: "Passiva: To-Love-Rito ativada." Piscando em uma luz branca. Ah, para evitar sua pergunta futura, só você pode ver.
— O que? Minha passiva foi ativa? O que vai acontecer?
Ah, você verá.
Após minha resposta, ele começou a olhar para os lados, para cima e para baixo, procurando algo ao redor, mas sem entender, quando de repente ele sentiu a aproximação de alguém apesar de não poder ver, com medo recuou, tropeçou numa pedra, e caiu em cima de um garoto, sua mão agarrando a bunda e seu rosto preso na... pfffff.... Hahahahahahaha... na... na... Hahahahahaahahahaha... na virilha dele. Ai... ai... baita sorte. E azar do rapaz porque ele bateu de cabeça no chão e se machucou.
— Ahhh! Ahhh! Desculpe Protag Onii-tan! Eu, eu... queria te dar um susto! E fiquei invisível! É.... é...
Hmmm... enquanto Protag estava se aproveitando do Shota[1] pegando em suas partes íntimas, Antag havia saído da sua invisibilidade e agora estava olhando do irmão para o rapaz extremamente envergonhada.
— Waaaaah!
Protag gritou tirando as mãos de cima do shota de cabelo loiro, olhos azuis, miúdo e que não tinha mais do doze anos e vestia uma jeans apertada e uma regata. Sim deu vontade de narrar como ele tava vestido. Eu curto shotas tá? Táaaa?! Hunf! Hunf!
— Desculpe! Desculpe! Não foi por querer eu tropecei e acabou nessa situação.
Protag prontamente se desculpou, mas o shota loiro de olhos azuis, miúdo e com um corpinho até que legal para um garoto de doze anos, estava mais assustado do que envergonhado. Um shota uke... heheh... heeeeeehhhh... *babando.* Não, pera. Erhem. Eu sou comprometida! Caaalma! Caaalma! *Respirando fundo.* Enquanto isso, Abum colocou a mão na cabeça do garoto par usar sua magia de cura, suspirando, e por algum motivo que eu sei e vocês logo vão descobrir, envergonhado.
— Protag Onii-chan. Ele tá bem?
— Acho que sim, ele só bateu a cabeça. E que ideia é essa de me assustar? Esse mundo já é louco por si só, e você ainda faz umas brincadeiras como essa...
— Me desculpe! É que... é que... com tudo isso acontecendo eu achei que poderia, que eu, é... eu... (Ela fechou os olhos e tomou folego.) que nós poderíamos ser mais amigáveis.
Diga não ao incesto no mundo real. Incesto só é permitido em histórias de ficção, o que o torna bem mais legal no mundo real, porque fazer o que é proibido é mais divertido. E digam não a pedofilia também, uma vez que o nosso Protag ainda não tirou a mão da bunda do garoto.
— EU JÁ TIREI! VOCÊ QUE NÃO NARROU!
Vai assustar o moleque assim. E eu narrei sim, é só pra ver se está prestando atenção. Abum o olhou com uma cara de nervoso, e pareceu que finalmente estava pronto para usar sua magia, enquanto o shota de madeixes douradas como o início do solstício, olhos azuis tão belos que a aurora sentiria inveja de sua beleza, se aninhava de costas ao chão, com a cabeça apoiada nas mãos do negão da bengala poderosa.
— CURE!
— Hnnnnnghhh... Hmmmmm... Huff... Hnnnnnn...
— Hmmmmghh... Puff... Hah... Haaah... Huuh...
Sim, o garotinho de doze anos estava gemendo. Isso é correto? Não. Mas é por isso que a história estava marcada para maiores de dezoito anos, mas como não teve nada do tipo até agora, foi colocada para livre e agora vai ter que ser mudada de novo para maiores de dezesseis. Ah sim, a bengalinha poderosa do garoto pareceu subir e ele estava corando demais e suando, ficou bem óbvio para Antag e para Protag o que estava acontecendo. Ele estava sentindo P-R-A-Z-E-R.
— Realmente não precisava dessa voz Lunevoir...
Do que tá falando até você tá com vergonha de olhar para o garoto, enquanto ele tá tendo um orgasmo bem na sua frente. Quem dirá a pervertida da sua irmã que está tampando os olhos com as mãos e deixando frestas nos dedos para poder ver bem como é. Ahmmmm... eu vou trocar a palavra orgasmo por "Yayhoo" a partir daqui, é bem mais legal de falar. E é só por causa disso o motivo. Sério. Só porque eu to afim.
— Hnnnnggg.... Hmmm....
— É...
Ao redor as pessoas pareciam envergonhadas também, mas não olhavam a cena. Era algo comum a eles ao se curar alguém, por outro lado, ver alguém ter um "Yayhoo" deve ser algo bem constrangedor mesmo, ainda mais assim no meio da rua. Não que Antag ache isso.
— Eu sei que eu vou me arrepender disso Abum, mas... por que sua magia de cura dá prazer a quem está sendo curado?
— É difícil explicar, mas... vamos lá.
Momento explicação do Npc gente. Não é muito importante, basicamente magia negra causa dor e magia branca causa prazer. Em pessoas mais sensíveis, eles sentem mais dor e mais prazer do que os outros. Pode pular a explicação dele se quiserem.
— Uma magia branca é composta pela energia Yin a oposta da magia negra que utiliza da energia Yang. Não significa que uma é má e outra boa, apenas que as energias utilizadas são essas, elas ocorrem como inversos uma da outra, se você for paralisado, ao usar uma magia que cura especificadamente paralisação, seu corpo irá sentir eletrizado, com muita energia, ao usar uma magia de proteção de elementos, como por exemplo o fogo, quem receber a magia irá sentir um pouco de frio, e para curar ferimentos cujo o princípio é a dor, a magia branca causa o efeito oposto da dor. O prazer. Imagino que você seja imune graças ao Protagonitium presente em seu corpo.
Graças a Deus, foi o Protag pensou. Ainda bem que eu sou imune, porque se não eu teria gemido de prazer na frente da minha irmã. Foi o que Protag pensou. E sim, você é imune por causa da pedra, assim como sua irmã. sem gemidos da Antag para você. Seu siscon.
— Você tem a cara de pau de me chamar de siscon quando você tá toda caidinha pelo garoto?
— Do que você tá falando Protag? (Abum perguntou sem entender, mas começando a acostumar com as frequentes gritarias para o nada.)
— Não é nada, Abum. Ei garoto, você está bem?
Apesar da bengalinha do garoto ainda estar de pé e ele estar bem corado e suado, sim. Ele parecia bem, um tanto envergonhado. Mas bem. Antag no entanto que havia perdido a fala antes, agora se virou de costas se negando até mesmo olhar para ele.
— Estou sim. Obrigado moço.
Então ele se levantou e saiu rapidinho, como se ficasse ali mais algum segundo, coisas piores iriam acontecer. Como eu começar a desenhar um belo desenho de Protag, Abum e ele se pegando... nas bundas...
Poderiam pelo menos ter perguntado o nome dele.
— Ele já foi embora Antag. E ai? Podemos finalmente entrar na guilda então?
Protag mostrando mais uma vez que é um protagonista chato demais, apressa Antag que é uma antagonista fofinha demais e Abum que é um sidekick negão demais. Mas ambos concordaram, Antag no entanto ainda parecia vermelha e vivenciar em sua cabeça a visão de um garoto tendo um "Yayhoo". Não adianta negar, Protag, sua irmã é pervertida. Ela tenta esconder, mas ela é. Viva com isso.
— Eu preferia que você não julgasse minha irmã assim.
— Quem eu? (Abum perguntou.)
— Sua narradora está me julgando? (Antag perguntou.)
— É. A tal da Lunevoir, não se preocupem. (Protag respondeu.)
E então finaaaaalmente. Após enrolarem um tempo fora da guilda por causa de Protag e sua taradisse, adentraram o local que era uma grande tarverna com garçonetes, várias mesas, um lustre, tudo feito de madeira e bem iluminado. É rapaz. Agora eu to narrando com detalhes. Nova era da Lune.
— E como fazemos para adentrar na guilda?
— Onii-tan! Olhe! Olhe! Garotas com orelhas de animais! E até garotos também! Olha! Olha! Outras raças! Elfos! Meio-Elfos! Anões! Eu consigo até ver uns Tieflings[2], Aasimares[3] e umas outras raças por ai.
Sim, muitos ali eram de outras raças. Enquanto Antag estava impressionada, Protag, não entendia como aquilo podia assistir, Abum estava com uma cara de I.D.G.A.F[4] porque né, era um ex aventureiro no mundo, por outro lado alguns membros da guilda, pareciam estar interessados no negão. E afinal, quem não está?
— Vocês dois sentem em uma mesa. Eu tenho uma certa fama, por meus feitos passados. Eu irei conseguir que vocês adentrem a guilda com facilidade, e então poderemos contratar ou se tivermos sorte, algum aventureiro irá querer vir conosco, afinal, por algum motivo o que era para ser o herói e o vilão estão no mesmo time. E isso parece ser algo bem proveitoso. Acho que até conseguiríamos dinheiro para ingressarem na verdade, mas não o faremos. É antiético.
Abum então saiu e foi até o segundo andar, subindo as escadas que ficava no fundo da loja, junto de dois humanos super mal encarados, que o deixaram passar tranquilamente.
— Ei Antag. Me desculpe. Eu não estou sendo um irmã muito eficiente, não é? É só que eu estou tão perdido. Nesse corpo de vinte anos atrás, uma narradora louca que narra tudo o que faço e até mesmo o que eu não faço. Isso está sendo bem estressante para mim, me desculpe por falar com você daquele jeito lá fora.
— Eeeeeh? Onii-tan? Não! Não se preocupe com isso! Na verdade eu... eu to bem feliz. A história era para a gente se enfrentar, e eu não queria isso. Olha, eu sei. Você queria ter saído de casa assim que fez vinte, mas mamãe e papai trabalhavam, e você teve que ficar cuidando de mim, e até os vinte sete você ficou apenas para cuidar de mim... Eu sei Onii-tan. Eu sei que você não foi obrigado, mas teve que escutar a sociedade dizer que você não era nada além de um inútil, então teve aquela discussão com os nossos pais e você foi embora, me pedindo perdão, atrás de perdão por não poder ficar comigo ou cuidar de mim. Na época eu não entendia, mas... você não tem que se preocupar com isso Onii-tan. Estamos juntos agora.
Sniff... olha que lindo essa reconciliação... sabe... a história é de humor mas... mas... se não tem um draminha de vez em quando fica ruim né? Taí a dose de drama que a gente precisa. Um pouco de backstory do protagonista e da antagonista. Bem bolado. Bem bolado.
Protag pensou "Você precisava mesmo estragar o clima?", Ah Oops. Mea culpa. Foi mal... foi mal... siscon... Antes de continuar, Protag fechou os olhos pra se acalmar.
— E como descobriu isso tudo? Eu não te contei porque não queria que ficasse com raiva dos nossos pais, apesar de eu sempre ir te visitar e vice-versa.
— Eu não sou burra Onii-tan! Depois que eu cresci eu comecei a perceber as coisas! Nossos pais não queriam responder algumas das minhas perguntas sobre você, mas evitavam falar mal, você também não respondia e também evitava falar mal. Não é legal me deixar no escuro! No final das contas você queria meu bem e meus pais também! Não tem motivo de eu ficar brava com ninguém.
— Hey!
Do nada. Uma garota gato, ou catfolk para os mais entendidos do assunto. Pulou em cima da mesa do nada. Isso mesmo. Do nada. E então sentou olhando para Antag e Protag. Tinha que ser... eu realmente não esperava menos... Tsch... povo sem criatividade.
— Ah! Um Catfolk! (Antag gritou apontando para a garota.)
— Não, não. Uma paredeapontarparaminhasorelhasfolk. (Respondeu a Nekomimi sarcasticamente.) Se burra você não é, inteligente também não garotinha. Tá abaixo de burra?
Waaaaaaah. Tão clichê... uma gata sarcástica que mostra seu lado tsun[5] de começo e depois vai virando dere[6]. Não, dessa vez não. A garota gato sumiu.
— Desde quando você tem esse poder? (Protag perguntou ao ver a gata sumindo na frente dele como se nunca tivesse existido.)
Desde sempre. Eu vou modificar um pouquinho o que estava planejado para a história. *Cof Cof.*
— Waaaaaaaaaaaaaaaah! (*Facepalm.* Antag gritou.)
Droga KAT! Você não consegue segurar essa mania de lamber a mão dos outros não? Pegue a dica poxa!
— Hey! (E então a Catfolk apareceu de novo.) Vai desenhar dois machos se pegando vai! Essa garota... é... é... UMA VIRGEM! Você tem noção o quão difícil é achar uma garota com esse gosto? Wow! Você era para ser a vilã? Sério?
Ah, sim ela gritou isso, e todo mundo virou, para olhar de onde havia vindo o grito, agora boa parte da taverna estava olhando para Antag.
— Peraí... você consegue ouvir a narradora?
— Nossa! Descobriu o segredo do universo agora. Consigo ouvir tanto ela quanto o Garry da Antag ai.
— Como?
—Ah nya... nyaaaah...
— Que?
— Nyaaão é da sua conta.
Kat, continuava lambendo as mãos de Antag. Essa ai tem fetiche por lambidas.
— Tenho mesmo idai?
Antag parecia estar envergonhada. Mas por algum motivo não parecia verdadeiramente incomodada. Era como se... considerasse Kat como um mero animal. Agora explique o que você quer dizer com virgem, porque o significado de onde vieram difere do daqui.
— Bem... é a sua deixa para narrar que eu estou lambendo as patas. (Você já narrou para mim.) Pelo que entendi, no seu mundo virgem significa que é alguém que nunca fez Yohoo no hoohoo. E agora eu estou balançando a minha faca na mão Lune. Quer narrar direito? (...) Podemos dizer que é algo parecido, aqui, mas, significa que você não possui pecado, através do contato da nossa língua com o corpo de outra pessoa, alguns catfolk conseguem pegar as lembranças. E agora eu estou trocando a posição das pernas. (Tanto faz, ninguém quer saber o que você tá fazendo com as pernas, a não ser que você tenha as aberto e deixado todo mundo ver o quão peluda você é ai em baixo. Ai eu faço questão de narrar.)
— Tá! Tá! E como ela consegue te ouvir? (Protag perguntou surpreso.)
— Pera...
— Esperar o que?
— Na verdade eu era uma narradora antes, mas então veio o meu Nyaão te interessa.
— É... você pode parar me lamber nas pausas da sua fala? (Antag pediu puxando a mão, acho que ela ficou satisfeita com as lambidas...)
— Ai mais uma coisa que você deixou de narrar Lune. (Eu sabia que ela ia pedir para você parar, não vi o porquê de narrar algo que já ia acontecer.)
— Então... vocês não vão me dizer o motivo?
— Nyaão.
Não.
— Tá... Antag... depois continuamos conversando sobre isso. (Protag sorriu para a garota.)
— O sorriso do Protag você narra né?
Ele é personagem principal oras! Você é só uma personagem extra com algum poder misterioso que vai ser descoberto com o desenrolar da história. E Abum está voltando.
— Ah.
Abum olhou para a mesa onde os três estavam, entregando um colar para cada um, menos para Kat que já possuía um.
— Explica que o colar é a forma que a guilda tem de identificar os membros. E que depois de colocados eles integram a pessoa.
É isso ai que ela falou. Uff. Meu trabalho vai ser bem mais fácil com você por ai.
— E quem é você? (Abum perguntou olhando de maneira estranha a Catfolk.)
— Eu me chamo Kat. A nova participante da sua Party.
— Que? (Obviamente Abum perguntou olhando para Antag e Protag que balançaram a cabeça, por não entender também.)
Tá... tá... sim. Ela é a personagem programada para adentrar a aventura de vocês. Era para Abum escrever um pergaminho e colocar na parede da guilda, e vocês voltarem mais tarde e ela acabar se candidatando, mas parece que os instintos dela são mais fortes do que o script.
— Ei! Não me culpe! É como se tivesse para você uma montanha de Yaois sobre seus OTP's e o script te dissesse que você só poderia ir até eles depois de duas horas.
Cadê? Sério? Cadê essa montanha? Eu quero me mudar para lá agora!
— Viu?
— Com quem ela está falando? (Abum perguntou.)
— Com a narradora do Protag. (Antag respondeu.)
— Então as vozes que ele ouve e grita sozinho?
— É isso mesmo. Eu e Antag temos dois narradores que falam tudo o que a gente faz. Eu já te expliquei isso e você não acreditou, por algum motivo Kat, consegue ouvir ambos, Lunevoir e Garry.
— É, mas o Garry só narra o que tem que narrar e dá dicas ocasionais a Antag. Apesar que foi culpa dele da história ter saído dos eixos.
— Garry está pedindo desculpas. (Antag comentou.)
— Se vocês dizem que ouvem... então tudo bem, realmente Protag, não parece ser alguém que grita do nada atoa. (Abum comentou, se virando de costas para Kat, completamente a ignorando.)
— Ei humano negão... Abum né? Por que está me ignorando?
— Eu não falo com gente da sua laia.
— Da minha laia?
— É! Sua raça de ladrões! Mal pode ver um centavo na mesa e já quer roubar. Só pensam em vocês mesmos e não possuem um pingo de empatia! Por que eu iria querer falar com algum de vocês?
Ah sim. Abum tem um passado ruim com Catfolks então tem um preconceito grande com eles. Mas realmente Catfolks em sua maioria são ladinos, a Kat é uma por sinal, e gostam da adrenalina de roubar coisas, está no sangue. Agora entendi da onde a tag "Humor Negro" vem... basicamente é um negão bondoso que tem preconceito com outra raça porque está generalizando e julgando pela raça e não pela pessoa. Ahhh... lá se vai a imagem do White Mage perfeito.
— Mas eu sou tão fofinha! Purrr Purrr! (Sério? Que você tem a cara de pau de ronronar? Isso não é meio que a forma de vocês de pedir atenção e carinho?)
— É! E por que você está tão calado Protag?
— É que é estranho. Eu não entendo. As coisas estão acontecendo rápido demais. Eu chego num dia, e no mesmo dia minha irmã luta comigo porque os efeitos do Antagonitium e do Protagonitium foram ativados, ai então um negão me salva, me é dito que agora tenho que enfrentar um rei do mal ao invés da minha irmã, e agora estou na tarvena para encontrar um novo membro para se aventurar em um mundo de rpg que adentra sem ter motivo nenhum.
Eu devia usar isso que você falou como o resumo da história até então. Ficou até que bom. Mas, tem muito personagem de rpg antigo que faz isso, entra sem motivo, ou por um motivo besta. Se contente, estamos nos mantendo aos clássicos.
— Eu não concordo com ela sendo a nova integrante. Ela vai causar mais problemas do que ajudar. (Abum disse olhando para Protag e Antag, esperando o apoio deles, Protag então suspirou, e pareceu com o olhar vidrado por um tempo, foi até Abum e colocou a mão em seu ombro.)
— Um time é formado pela garra e vontade de nossos participantes. Eu vejo honra e prestigio em seu passado. Vejo um homem bom que passou por dificuldades e cultiva um preconceito que não o fará bem. Em Kat, eu vejo uma garota que gosta de aventuras e quer nos acompanhar por motivos próprios, não vejo a maldade que você vê nela, caro Abum. Deixe-a adentrar em nosso grupo, tenho certeza que com o tempo você irá aprender a apreciar a companhia dela. Eu confio em vocês até que se prove o contrário, é o meu dever apoiar aqueles que querem seguir comigo esse caminho tortuoso.
Protag disse, mas logo depois pareceu confuso.
— É a pedra falando.
— Definitivamente, meu Onii-chan não é de falar esse tipo de coisa.
Sim. Com certeza é a pedra falando.
— Ei! Eu ia dizer algo parecido ok? Eu não acho certo esse preconceito! Eu não ia falar bonito assim, mas sério Abum. Não dá pra generalizar uma raça assim.
Na verdade dá sim. Ele não disse nada de errado, está nos sangue dos Catfolk o ganho de adrenalina por fazer algo proibido. Ainda que alguns lutem contra isso, a maioria simplesmente dá vazão a essa vontade.
— É. Eu sou assim também, mas é só ter alguém delicioso para eu lamber que fica tudo tranquilo e a vontade passa. Pulei então para a cadeira e sentei agachada lá. (Ei! para de narrar suas ações, você não é uma MISAKA Imouto[7]).
— E ela é realmente fofinha né Onii-tan? Olha os pelos delas são prateados. Ela é tão bonita, aposto que é um tipo especial.
— Deve ser. (Protag parecia não se importar muito, estava interessado mais em Abum. HMMMMMMMMMMMMM...)
— Não é que eu seja racista, mas vocês realmente não acham que esses pelos e olhos felinos estão tramando algo? Sempre que eu os vejo, acho que irão me roubar ou algo do tipo... É questão de segurança. (Abum comentou.)
Bem, a fala "Não é que eu seja racista..." seguida de um "mas", é meio que um clichê de quem é racista e não admite. Felizmente negões não podem ser racistas. Então, ele está falando a verdade.
— Lune disse a frase final com sarcasmo. E a gente vai sair ainda hoje? Tá cedo, pelo que descobri lambendo a Antag, Abum já arrumou as coisas né? Seria bom alguns sacos de dormir e duas ou mais barracas não acham? Além de alguns apetrechos.
— Ahh... eu realmente não gosto da ideia de me juntar a você.
— E por que eu ligaria para o que você acha? Eu só quero me divertir. E até mesmo você concorda que alguém com as minhas habilidades era o que faltava no grupo.
—Ei Abum! Deixa de ser bobo! (Antag disse para ele com a mão na cintura e inflando as bochechas.) — Quem vive de passado é museu.
— Eu só tenho a agradecer você Abum. Eu realmente sou grato. Mas eu concordo com minha irmã. (Ele então ergueu a mão para Abum.) — Venha, para você se tornar uma pessoa ainda melhor do que já é.
EIIIIIIIIIIIIITCHA! E A PEDRA NEM ATIVOU! Que isso... olha a frase de um exímio protagonista. Tô de cara. To muito de cara. Eu to batendo palmas aqui.
— Ela realmente está batendo palmas.
— É eu consigo ouvir. (Protag diz um pouco envergonhado.)
— Tudo bem. (Abum disse soltando um suspiro.) Infelizmente... (E então virou a cara.) ela está certa, temos que ir pegar algumas coisas, eu ia fazer isso de qualquer jeito, para que hoje a noite ou amanhã a gente já tivesse candidatos, mas como já temos uma bem aqui. (Ele então amassou pergaminho que estava segurando e relutantemente ergueu o braço para cumprimentar.) Espero que a gente se dê bem.
— Porcaria nenhuma. Por que motivos eu me daria bem com alguém que não gosta de mim por causa da minha raça? Nem rola neguinho. Então, eu vou ir comprar as coisas que eu preciso, vocês decidem o que vão levar por vocês. Tchau.
Soltou umas piruletas, umas acrobacias, e sumiu dali mais rápido do que um gato... ou tão rápido quanto um... né... Abum parece ter feito uma careta, irritado, como se estivesse abusando da boa vontade dele, mas se virou para os outros dois.
— Se não se importam, podemos nós três ir juntos? Vocês não parecem conhecer a cidade.
— Você não precisava nem pedir. Você já é um de nós. (CARAMBA... hoje as frases de protagonismo tão voando eim... Protag disse a Abum com um sorriso, aposto que agora não é só eu que shippo vocês mais...)
— Tudo bem Abum. Eu e o Protag Onii-chan somos muito gratos a você. Obrigada por ter deixado a gente na sua casa e ter cuidado da gente até o momento.
Owwwwnt... eu acho que eu to na minha TPM fase emotiva... primeiro me emocionei com a conversa da backstory e agora achei essa conversa melosa, fofinha. Tem algo errado comigo...
— Obrigado. E desculpem qualquer comportamento meu, contra a Catfolk. Eu sei que não é certo, mas eu não consigo tirar essa desconfiança e raiva de mim.
Então, eles foram direto para a área comercial. Eu narraria a conversa que eles tiveram até lá, mas, agora não, estou preocupada com minha saúde emocional.
Aliás o título, bem... é porque você vira um homem depois do primeiro "Yayhoo" que você tem que não é causado por você mesmo. Só isso mesmo.
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