-Me desculpe que eu não posso ir, Mami. — Madoka suspirou, uma febre fazendo o rosto esquentar com calor indesejado.

-Está tudo bem, Madoka. — A loira replicou, ao lado da cama de Madoka, arrumando as mechas de cabelo cor de rosa da outra. — É só um familiar. Eu vou estar de volta em breve.

Madoka sorriu, suave.

-Mas eu prometi que a gente ia lutar juntas. Sempre.

-Uma promessa pode ser quebrada por um dia, Madoka. Você está gripada. Seja menos dura com você mesma. A sua saúde é importante, Madoka. — Mami sorriu, levantando-se de sua cadeira, tocando no rosto de Madoka com dedos delicados. — Fique na cama. Eu já volto.

Madoka assentiu fervorosamente, deixando-se cair num sono febril, cheio de sonhos de cores e miragens, manchas de cor sem forma num pano de fundo negro.

Madoka acordou sozinha, o que era estranho. Mami já não deveria estar de volta? A garota se levantou de sua cama, enrolando-se em sua coberta e andando lentamente para a cozinha. Ela até poderia estar na casa de Mami, mas a dona da casa não estava.

-Mami? — Ela falou, voz rouca enquanto ela se apoiava na parede. As pernas estavam um pouco fracas, talvez por ter acabado de acordar, talvez pela febre. Madoka decidiu tentar de novo. — Mami?

Alguém tossiu na cozinha, e Madoka foi até lá.

Ela não encontrou Mami, e sim a nova estudante na classe dela — Homura. Ela estava sentada numa cadeira, analisando a madeira pálida da mesa.

-Homura... Homura-chan? — Madoka perguntou, franzindo o cenho. — O que você está fazendo aqui?

A morena continuou a encarar a mesa, mão esquerda fechada ao redor de algo.

-Homura-chan? O que houve? Se você está procurando a Mami... — Madoka tentou, mas Homura olhou para ela, olhos duros como aço e frios como gelo.

-Eu... Estou com a Mami. — Ela interrompeu, colocando uma Grief Seed na mesa, uma flor aberta no topo e nos lados. — Aqui está ela. Mami... Virou uma bruxa, e eu tive de matar ela. Me desculpe.

Madoka piscou lentamente, tentando processar a informação oferecida.

-Me... Me desculpe? — Ela tentou, incerta se havia escutado direito.

-Mami virou uma bruxa no meio da luta. Eu tive de matar ela. Me desculpe. — Homura respondeu, a voz não mais alta que um sussurro.

Isso não podia estar acontecendo.

-Isso é uma brincadeira, Homura-chan?

Homura desviou o olhar.

-Eu queria que fosse.

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