Notas iniciais
Boa noite. Post um pouco mais tarde, porém hoje sem falta. Espero que gostem do capítulo, ele trás muitas coisas especiais, apesar de um ponto específico em seu desenvolver, que vocês descobrirão ao ler... Curtam a jornada e nos falamos mais lá embaixo. Apreciem Com Moderação. Capítulo Postado Em: 11/03/20

POV Bella

Até quando esse homem vai enrolar para dar uma resposta?

Positiva ou negativa, só quero uma resolução para minha vida.

— Então Edward? O que me diz?

Pedi não aguentando mais esperar.

Acha que ainda consigo resistir a você? Já ficou bem claro que é uma tarefa praticamente impossível, a qual não tenho a mínima vontade de superar. Eu topo. Vamos aproveitar os próximos dias sem limites.

O sorriso em meu rosto apareceu instantaneamente e em meio ao mesmo fui brindada pelos lábios de Edward nos meus.

Beijar já é algo muito gostoso, mas beijar em meio a tanta alegria como estou no momento é mil vezes melhor!

Saber que não precisaremos mensurar tempo, como e porquês. Que a qualquer momento poderemos nos entregar a esses sentimentos sem ressalvas, é só o que importa. Finalizamos o beijo de forma calma e leve.

Edward parecendo não querer encerrar totalmente ficou polvilhando meus lábios com selinhos.

— Você sentiu a diferença?

Questionei quando consegui falar.

— Sim. Se soubesse que a sensação seria tão boa dessa forma teria sugerido algo do tipo há mais tempo.

— Há mais tempo quando? Quando nos conhecemos e começamos imediatamente a brigar? Quando você achava que eu era uma bruxa?

— Quem disse que deixei de achar? O motivo de estarmos assim agora é só a prova da boa execução dos seus feitiços. – Brincou.

— Bobo.

Bati em seu peito, ele segurou minha mão e deu um beijo no pulso.

Ofeguei.

— Você estava dizendo...?

O incentivei continuar.

— Que acho que as coisas aconteceram como deveriam. Passamos pelas fases e momentos necessários para estar aqui hoje, desse jeito, prontos para aproveitar sem restrições.

— Você tem razão. Apesar dos pesares, tenho carinho por tudo que passamos até aqui, mas acho que gostarei ainda mais das coisas que faremos... – Pisquei.

— Disso não tenho a menor dúvida.

Nos encaramos firmemente sem dizer nada.

— Agora já vou.

Informei começando a me afastar.

— Opa. Onde a senhorita pensa que vai?

— Embora. Para o meu quarto.

Dei outro passo para trás, porém como um predador Edward me seguiu e quando percebi fiquei encurralada entre ele e a parede ao lado da porta.

— Acredito que não.

Informou passando a chave na porta trancando-a.

— É mesmo? Quer dizer que não tenho escolha?

— Escolha, você sempre terá. Só acho que não escolherá sair.

— E por quê?

— Bella, Bella. Você entrou literalmente na toca do leão, acha que sairá assim sem mais nem menos?

— E o que pretende fazer para me convencer a ficar?

Se possível Edward se aproximou ainda mais para sussurrar em meu ouvido.

Vou te mostrar como as coisas podem ser divertidas em um quarto também.

Uma mão apertou minha cintura, enquanto a outra correu para meu pescoço afastando o cabelo.

— O que acha?

— Que quero muito conhecer as maravilhas do seu quarto.

Trocamos um sorriso cúmplice antes de fechar os olhos e voltar a nos beijar.

Nesse momento me dei conta do quão forte e determinada realmente sou.

Pois consegui ter uma conversa séria e definitiva com Edward mesmo depois de tê-lo encontrado sem camisa ao chegar ao quarto.

O que graças aos bons ventos conseguirei desfrutar agora sem restrições.

Com o pensamento em mente passei as mãos sem vergonha alguma por suas costas, apertando-o, sentindo-o e se possível aproximando-nos mais, a fim de fundir nossos corpos o quanto antes e intensamente.

Quando separamos os lábios a briga por contato no corpo do outro foi grande, mas sai vencedora.

Acredito que nossa posição me ajudou, já que estamos de pé é muito mais fácil eu alcançar seu pescoço e peito sem desequilíbrio e desfrutei do privilégio sem restrições.

Bella...

Sussurrou quando passei os lábios por seu ombro descendo pelo peito.

Suas mãos apertaram firmemente minha cintura quando lambi um de seus mamilos.

— Você quer marcar suas mãos em mim? – Questionei.

Quero te marcar de diferentes formas. Externa e internamente.

Apesar de estar adorando as carícias, após sua frase não resisti a unir novamente nossos lábios.

Edward aproveitou o ensejo e passou às mãos por dentro da blusinha do meu baby doll, separamos os lábios só para erguer os braços e tirar a peça.

Voltamos aos beijos e as mãos começaram a passar desenfreadas pelos corpos. Edward começou a acariciar meus seios, enquanto domina meus gemidos em seus lábios.

Quando tirou a boca da minha desceu pelo meu pescoço, chupando a região e deixando meu nível de loucura quase alcançar o limite, que não demorou a tocar o mesmo quando passou a explorar meus seios com a mesma.

— Será que hoje é o dia que te darei um orgasmo apenas chupando seus peitos?

Ergueu o rosto para olhar em meus olhos e fiquei presa em seu olhar penetrante.

— Isso é você quem tem que me dizer, ou melhor, fazer. Estou a sua mercê Cowboy.

— Então se prepare Calgirl...

Ele voltou a sugar um mamilo, enquanto acaricia o outro e tive que me segurar na parede para não sucumbir totalmente.

Não só por seus toques alucinantes, mas pelo uso do apelido que desde a primeira vez que ouvi, me deixou totalmente sem rumo...

Ah, Edward, con... tinua...

Engasguei em meio à palavra quando ele enrolou um mamilo na língua, só para depois sugar o seio todo para dentro de sua boca.

— Não se preocupe, não pretendo parar.

E ele realmente continuou por um bom tempo, até uma de suas mãos descer com carinhos pela minha cintura a caminho do short.

Porém quando adentrou o mesmo teve uma surpresa que o fez parar o ato.

Você está sem calcinha!

Não respondi, apenas o olhei em desafio.

— Você veio para cá de caso pensado, pronta para me seduzir.

— Não. Eu vim para conversarmos. Mas se as coisas saíssem bem, por que não aproveitar?

— Bella...

Ergueu o corpo encostando-se totalmente em mim.

— Quer dizer que hoje não me dará o prazer de rasgar mais uma de suas calcinhas?

— Não. Definitivamente você não vai mais rasgar minhas calcinhas. Não só hoje, como nunca.

— Isso é o que veremos Calgirl. Hoje você veio preparada, mas na próxima vez o preparado posso ser eu.

Sua mão me tocou lá e contrai o corpo.

— Você vai apreciar o caminho livre ou terei que me resolver sozinha? – Provoquei.

— Não. Você já me negou um prazer, apesar de ter falado que se suas calcinhas acabarem compro outras só pelo prazer de destruí-las também, então esse prazer não deixarei passar.

— Mas você disse que podia deixar de usá-las também...

Respondi batendo o cílios, demonstrando falsa inocência.

— É verdade. Mas já me acostumei a tirá-las do seu corpo. Porém arrumarei outras formas de me deliciar.

— Conto com isso.

Voltamos a nos beijar, enquanto isso ele abaixou meu short e continuou a me tocar atestando o acesso livre, porém não esperava nem previ sua próxima ação.

Quando separamos os lábios ele simplesmente ajoelhou a minha frente, passou uma das minhas pernas sobre seu ombro e começou a me chupar!

Porra Edward! Cacete!

Não sei o que me fez delirar mais...

Sua boca poderosa, que tem a combinação perfeita de língua e pressão.

Ou seu ato.

Caralho!

Edward está literalmente ajoelhado aos meus pés.

Pronto para me dar prazer.

Ver um homem como esse, rendido dessa forma, é realmente impactante.

— Isso Cowboy, chupa.

— Sua bocetinha sentiu falta da minha boca?

— Sim.

— E será que está com saudades também do meu pau?

— Oh, sim! Com certeza!

— Ele também está, mas terá que esperar, pois estou me deliciando de outra forma agora.

Acabou de falar e voltou a me lamber.

Já quase não consegui aguentar na primeira vez que ele me chupou. Agora então, está se possível sendo ainda melhor.

Edward começou a me penetrar com dois dedos, enquanto a língua trata de lamber meu clitóris na intensidade certa, para logo depois sugá-lo, estremecendo todo meu corpo.

Minhas pernas bambearam, apoiei uma mão na parede, enquanto a outra enfiei entre os fios sedosos do seu cabelo.

— Calminha, não se preocupe, não te deixarei cair. – Informou.

— Não teria tanta certeza.

— Confie em mim. Você só vai desmoronar quando estiver tendo um orgasmo e mesmo assim ainda segurarei você.

Edward!

Praticamente gritei tampando a boca rapidamente.

— Não, não me prive dos seus gemidos. Eles são como sinfonias aos meus ouvidos.

Piscou voltando a me tocar.

Atendendo seu pedido não parei de me expressar, mas tentei ao máximo conter meus gemidos e gritos apenas para ele.

Isso. Vai. Oh, Edward...

Meu corpo já não aguentando mais toda a pressão começou a sucumbir.

— Pode vir Bella, estou pronto para te receber.

Sem me expressar mais por palavras somente deixei meu corpo ser levado pela imensidão do prazer...

Pensei que arrancaria alguns fios cobres de Edward, de tão forte que os puxei.

Ele, no entanto, não pareceu se importar, pois continuou sugando meu prazer até se dar por satisfeito e meu corpo parar de tremer.

Senti seus beijos subindo pelo meu corpo entorpecido até voltar novamente a colar nossas bocas.

Doce, como me lembrava...

Sussurrou entre meus lábios.

— Sim.

— Está cansada?

— Não.

— Consegue falar mais que uma palavra?

— Não. – Ele riu. – Mas consigo fazer mais do que falar.

O virei nos trocando de lugar.

— Será que sim?

— Não tenha dúvidas Cowboy.

O beijei, mas não demorei muito, logo descendo os lábios por seu corpo.

Não me fiz de rogada em beijar cada cantinho de pele que encontrei e com as mãos comecei a abrir seu short e livrar seu pau da prisão o qual se encontra.

— Você bem que podia estar sem cueca também.

— Já falei. É só você pedir que farei. Temos um combinado? Nus de agora em diante?

— Não.

— Que pena...

Travou a frase quando peguei seu membro quente e pulsante começando a masturbá-lo.

— Você dizia?

— Que adoro quando você faz isso.

— Bom. E gosta quando coloco seu pau na boca?

Lambi a cabecinha.

— Amo!

— E quando o recebo dentro da minha boceta?

— Aí é a melhor parte. Sua bocetinha quente e apertada o recebe tão bem. — Voltei a chupá-lo. – Mas sua boca, porra...

— Boas respostas Cowboy, merece uma recompensa.

Seguindo seu preceito me ajoelhei também e comecei a tomá-lo em minha boca para valer.

Masturbando o comprimento, que não consigo sorver completamente, porém lambendo toda sua extensão, sem nunca deixar de dar atenção às bolas que compõe tão bem todo o membro de Edward.

— Vai Bella! Chupa! Chupa! Porra. Engole meu pau!

— Cuidado Cowboy, agora você que tem que medir o tom de voz.

— Que se foda.

— Não, nós vamos foder. Mas ninguém mais precisa saber disso, certo?

— Você quem manda Calgirl.

— Que bom que sabe Cowboy.

Trocamos olhares provocantes, então voltei a tocá-lo.

Dando e recebendo prazer, alucinando Edward ao mesmo tempo em que me entorpeço com seu corpo também.

Começando a testar minha eficiência, fui chupando o máximo possível de seu pau, recebendo até onde consegui e ao fazê-lo continuei envolvendo-o com a língua.

Caralho Bella! Você vai! Eu não! Porra!

Repetindo também minha ação, Edward segurou meu cabelo auxiliando nos movimentos.

Quando voltei a chupar somente a cabecinha ele relaxou um pouco e sorrimos.

— Você ainda vai me matar mulher.

— Não é a intenção.

— Ao menos morrerei feliz. Plenamente satisfeito.

— O seu prazer quero proporcionar, sua morte não.

— Se continuar desse jeito... Ah, isso.

— Vem Cowboy, quero sentir tudo de você.

Continuei o sexo oral e não demorou a Edward estremecer atingindo seu orgasmo.

Por sorte ele resistiu e não cedeu, pois diferentemente dele, não seria capaz de segurá-lo.

Mesmo ainda voltando a si, quando comecei a me erguer do chão ele me puxou e grudou nossas bocas em um rompante.

— Viu só Cowboy? Você não morreu.

Comentei quando paramos o beijo.

— Segundo os franceses todo orgasmo é como uma pequena morte...

— Ora, ora. Olha só quem está passando informações referente a outras culturas.

— Não sou tão retrógrado quanto pareço.

— Não é mesmo. – Afirmei olhando em seus olhos. – Você é um dos homens mais dotados de conhecimento e sabedoria que conheço.

— Nós já vamos transar mulher. Não precisa encher minha bola.

Comentou rindo.

Idiota. Devia retirar o elogio.

Tentei me afastar, mas ele não deixou.

— Não pode, já fez e agradeço. Você também é uma das mulheres mais inteligentes e sagazes que tenho o prazer de conhecer.

— Por me conhecer, você tem no máximo satisfação. O prazer vem de estar comigo.

— Quem está sendo pretensiosa agora?

— Pretensiosa não. Sincera.

Nem percebi como, mas Edward nos virou me deixando novamente encostada a parede.

— Você tem razão, estar com você só me gera prazer.

Para enfatizar o ponto esfregou sua ereção já proeminente em mim.

Como você consegue?

Me vi perguntando.

— O que?

— Se recuperar tão rápido? Você não toma uns remédios não, né?

— Ah, mulher. Você acha que sou homem de precisar de remédio para me animar? Não sei quem deve se sentir mais ofendido, você ou eu.

— Eu? Por quê?

— Por não apostar que apenas estar contigo é motivo suficiente para me recompor. Mas não se preocupe, vou te mostrar o quão pronto já estou.

Virou meu corpo novamente, dessa vez me deixando de frente para a parede e de costas para si.

Espalmei as mãos na parede, enquanto ele separou minhas pernas logo encostando seu membro em minha entrada necessitada de recebê-lo.

— Bella?

Seu tom de repente mudou, virei o rosto para olhá-lo.

— Sim?

— Finalmente estamos em um lugar que tenho camisinha...

Não completou a frase deixando a ideia no ar.

— Não consigo mais nem imaginar como seja usá-las com você. – Sussurrei.

— Eu tão pouco. Se estamos juntos nessa, confiamos um no outro, certo?

— Sim, totalmente.

— Ótimo.

Puxou meu cabelo para beijar entre meu ombro e pescoço.

Enquanto isso, continuou esfregando sua ereção, mas sem penetrar, só testando nossos limites.

— Estou a sua mercê? – Questionei.

— Exatamente. Meu quarto, minhas regras...

— Isso não é muito justo. Estamos na sua fazenda, então tudo que tem aqui pertence a você. O rio, o quarto...

— Você...

— Oh não, Cowboy. Eu não pertenço a você.

— Não de todo. Mas no instante que unirmos nossos corpos pertenceremos um ao outro.

Ao término da fala me penetrou.

Ah, meu...

— Sim. Consegue sentir, não é?

— Edward...

— Bella...

Gememos juntos quando sentimos os corpos fundindo-se completamente.

Esperamos um tempo, acostumando-nos a união.

Edward entendeu o sinal para prosseguir quando comecei a rebolar de encontro ao seu corpo.

Começamos a nos mover lentamente, ele a estocar e eu a mexer, pouco a pouco aumentando a pressão conforme o desejo latente aumenta.

Apoiei as mãos na parede e inclinei a bunda para trás, Edward rosnou com o ato e acertou um tapa na mesma intensificando os movimentos.

— Isso Bella, rebola mais, assim.

— Continua. Isso. Aperta forte, me fode.

— Vou. Não há nada como foder essa bocetinha gulosa... Delícia.

Pegando-me de surpresa, ergueu uma das minhas pernas apoiando no móvel ao lado e dando uma nova abertura a penetração.

Caralho, assim, esfola meu pau.

— Edward, porra. Isso. Oh, meu...

O suor começou a escorrer de forma incontrolável por nossos corpos, ele afastou novamente meu cabelo deixando o caminho livre para meu pescoço distribuindo chupões e lambidas pelo mesmo.

Uma de suas mãos começou a acariciar meus seios, enquanto a outra continua com o aperto firme entre minha cintura, descendo de vez em quando até minha bunda.

Continuei com uma mão apoiada na parede, enquanto a outra levei até a junção dos nossos corpos, tocando não só minha boceta, mas também seu pau que não para de meter forte e duro em mim.

— Edward... Eu preciso!

— O que? Diz...

— Sentir você...

— Mais?

— Sim! Quero que me foda olhando nos meus olhos, quero gozar olhando para você!

Como queira Calgirl.

Separamos os corpos rapidamente só dando o tempo de virarmos e Edward me pegar no colo enquanto escanchei as pernas em seu quadril.

Encaixamos novamente seu pau na minha boceta e gememos com o retorno do contato.

Tão bom... Fodidamente bom de qualquer jeito! — Exclamou.

Sim. Isso, isso, você...

Não encontrei mais palavras, apenas me inclinei tomando seus lábios nos meus.

Continuei a subir e descer no seu colo, sem nem perceber meu corpo raspando na parede, apenas a presença de Edward está a minha percepção e seu membro vigoroso estocando do jeito certo a me enlouquecer.

Suas mãos com certeza ficarão marcadas na minha bunda, porém não me importarei nem um pouco com isso.

Sentindo estarmos próximos a atingir o ápice, levei uma mão entre nós e com nossos fluidos comecei a acariciar meu clitóris.

— Sim Bella, sim. Toque-se. Vem comigo.

Só. Com. Você.

Pontuei cada palavra olhando em seus olhos e foi o que precisou para o estopim acontecer.

Edward começou a gozar e ao sentir seu membro derramando-se dentro do meu corpo, impulsionada por nossa ação e os movimentos do meu dedo, atingi o ápice também, terminando de bombeá-lo ao fim do orgasmo.

Dessa vez, me admiraria se não acontecesse, cedemos nos arrastando ao chão.

Com as pernas ainda entrelaçadas ao corpo de Edward, posicionada em seu colo, sua cabeça em meu pescoço, tentamos controlar as respirações e voltar à sintonia normal.

— Sabe o que percebi?

Sussurrou depois de um tempo.

— O que?

— Que mesmo em um quarto, ainda sim não conseguimos transar em uma cama.

— Será que nunca conseguiremos?

— Nunca é muito tempo, mas gosto dessa coisa nossa de não ceder aos lugares convencionais.

Afastamos o corpo para nos olhar.

— Eu também.

Trocamos um beijo terno.

Fiz menção de levantar e ele me seguiu, bati o olho pelo quarto procurando as peças de roupa para vestir e ir embora.

Edward, no entanto, não fez menção alguma de cobrir-se.

— Não vai se vestir? – Questionei.

— Não, costumo dormir só de cueca ou nu, depende da ocasião.

— Entendi. Boa noite então.

— E aonde você pensa que vai? – Questionou.

— Para o meu quarto.

Respondi em tom óbvio.

— Por que vai para o seu quarto se tem uma cama disponível bem aqui?

— Edward...

— Podemos não usá-la para transar, mas ao menos podemos dormir nela.

— Não sei. Talvez seja melhor voltar para o meu quarto, estabelecermos alguns limites.

— Que limites? Não combinamos de aproveitar tudo sem pensar no amanhã?

— Você não se importa? – Devolvi.

— Com o que?

— Dividir sua cama? Você mesmo falou que nunca trouxe nenhuma mulher aqui. Tem certeza que quer dividir seu espaço dessa maneira? Comigo?

Ele se aproximou tomando meu rosto entre as mãos.

— Se convidei, é porque tenho certeza. Agora deixa de enrolação e vamos deitar.

Sem mais argumentos e verdadeiramente sem vontade de refutá-lo, o segui para a cama.

Ele tirou o edredom, ajeitou o lençol e os travesseiros, assim deitamos frente a frente, exatamente como estamos, nus, mostrando uma intimidade muito mais intensa do que a que compartilhamos há pouco.

Ficamos um tempo em silêncio apenas olhando nos olhos do outro.

— Você está com sono? – Questionei.

— Não. E você?

Balancei a cabeça negando.

— Quer saber como foi minha conversa com a Rose? – Sugeri.

— Quero. Ainda preciso falar com ela, mas saber o que vocês conversaram ajuda a me preparar.

— Com medo? – Provoquei.

— Eu conheço Rosalie Lillian Cullen há 24 anos. Sei as estratégias que tenho que usar com ela, mas diga como foi à conversa?

Rindo de seu jeito comecei a relatar como foi tudo...

— Snow, vamos para o estábulo, por hoje encerramos.

Comentei com a égua que relinchou em concordância, prestes a montá-la observei um vulto loiro passando montada em sua égua.

Não pensei duas vezes em montar Snow e sair atrás de Rosalie, desde domingo não conversamos. Frente às pessoas da casa mantemos uma cordialidade educada, mas não gosto desse clima e nem quero que continuemos assim. Por isso fiquei feliz quando chamei seu nome e ela parou o passo com Diana.

— Rose, podemos conversar?

Perguntei ao me aproximar.

— Sobre?

— Você sabe sobre o quê.

Ela bufou, mas respondeu.

— Certo, podemos falar.

— Na verdade quero saber o houve. Por que agiu daquela maneira?

— Você não sabe? – Retrucou.

— Sei que se sentiu chateada por não ter contado sobre meu envolvimento com Edward...

— Não fiquei chateada apenas por isso. Me senti mal por pensar que não somos próximas o suficiente para que tivesse confiança em contar suas coisas. Assim com fiz com você. Se disser que não queria simplesmente compartilhar o que estava vivendo, entenderei, apenas saberei que as coisas são dessa forma.

— Não Rose, não é isso. Não sabe o quanto queria falar sobre isso com alguém, ainda mais com você, que desde que conheci tornou-se alguém tão especial na minha vida. Mas além de não ter muita ideia do que estou vivendo, tem o fator de estar passando por tudo isso com ninguém menos do que o seu irmão.

— Pois é, imagina qual não foi o meu espanto em pegá-los naquela situação? Pensava que vocês estavam se dando bem, aproximando-se e até virando amigos, porém encontrá-los daquele jeito foi um choque e tanto.

— Eu imagino. Acredite, não estava em nossos planos ser pegos por vocês ou por ninguém.

— Mas vocês arriscaram muito, acredito que apesar de tudo, dos males o menor foi serem pegos por Emm e eu.

— Sim, totalmente. Com certeza teria pegado minhas coisas e ido embora se tivesse sido pega por alguém da fazenda ou pior pelos seus pais.

Falei meio rindo, com isso, consegui arrancar um sorriso seu também.

— Sim.

Trocamos olhares, mas ficamos em silêncio um tempo, prestes a tentar prosseguir o assunto, ela perguntou.

— Como isso começou? Verdadeiramente? Como passaram de pessoas que se implicavam a querer estar juntos dessa forma?

— Acho que foi uma coisa gradual. Como disse e sabe bem, quando nos conhecemos faíscas rolaram, de primeira consideramos as mesmas algo apenas ruim. Porém com o passar dos dias fomos nos conhecendo mais, conversando, descobrindo pontos em comum e um desses é a atração, que se for totalmente sincera, acredito que esteve desde o início comigo.

— Você também não conseguiu resistir aos encantos dele, mesmo tendo presenciado suas piores facetas.

Ri de forma escrachada.

— É verdade, mas acabei descobrindo muitos pontos positivos também.

— Eu sei, acredito que ninguém saiba mais das qualidades de Edward do que eu. Então fico feliz que as primeiras impressões tenham caído por terra. – Assenti. – E como atingiram o passo seguinte?

— Tudo entre nós sempre esteve envolto a muitas provocações e flertes, hoje não tenho dúvidas que flertamos muito antes de nos entregar a algo concreto. Ficamos a primeira vez no dia que fomos ao rio, após conversar sobre sua situação com Emm. Percebi o quão amigo e irmão maravilhoso Edward é, e envolvida a todo seu charme, ficou impossível resistir.

— Isso eu percebi, a forma como ele não parou de te olhar naquele dia e claro, também como sempre demonstrou certo interesse em seus atributos físicos, meu irmão sabe ser discreto, mas não tanto assim.

— Imagino, vivia me perguntando se ninguém mais captava nossos ensejos. O que espero que ainda seja válido.

— Acredito que no máximo as pessoas podem pensar como eu, que vocês são amigos e têm uma união próxima, por conta de tudo que já passaram juntos, mas afirmar que vocês têm algo a esse nível? Acredito que não. E aí começaram o rolo?

— Não, de forma alguma, por vários dias nem ao menos tocamos no assunto, até que depois que ele foi mais do que perfeito me ajudando com a Hope, acabamos cedendo e ficando novamente. – Ela ia comentar algo, porém conclui. – No estábulo...

— O que? Vocês têm fetiche por aquele lugar?

— Eu não, é tudo culpa do seu irmão. E se não tivéssemos sido interrompidos por Hope, acredito que algo mais teria rolado já àquela noite.

— Vocês são malucos. Realmente não têm noção ou medo algum de ser pegos.

— Nós temos, ao menos eu tinha, mas na hora era simplesmente impossível controlar.

— Eu sei, mal posso ver Emm que já quero agarrá-lo.

— É mais ou menos assim, não temos o que vocês têm, mas é algo diferente.

— Certo. E depois disso onde mais andaram se envolvendo?

— No fatídico dia que dormirmos no armazém abandonado. Acho que foi uma junção de tudo. Os flertes, a tensão constante, termos feito um parto juntos e o estopim foi o jogo das 20 perguntas.

— Não consigo acreditar, achei que as perguntas tinham sido o ápice da noite, mas vocês marcaram a mesma de forma ainda mais intensa. E como foi? Como você se sentiu? Já que nunca dormiu com ninguém que não fosse seu namorado.

Disso que senti falta, Rose já me conhece tão bem que entende exatamente pelo que passei e mesmo não podendo voltar atrás nas escolhas, estou feliz por agora poder conversar sobre isso com outra pessoa que está por dentro de tudo.

Foi diferente. Sinceramente nunca passei por algo assim e nem imaginava que seria dessa forma, mas entre nós simplesmente acontece e quando vejo, estou tão entregue...

— Não quero detalhes das performances do meu irmão. Mas ao menos é compensador, quer dizer, acredito que seja, caso contrário, você não teria continuado, visto o que conversamos sobre transas ocasionais que não valem a pena.

— Sim. Sem dar muitos detalhes, mas Edward é realmente um amante incrível. Não tive como resistir a continuar com ele, visto o quão bom ele é na coisa. – Sorri.

— Fico feliz por você, por vocês, pois acredito que também tenha algo muito singular capaz de segurá-lo para querer repetir a dose. Obviamente não sei sobre todo o histórico de mulheres de Edward, mas sei que ele não costuma manter um envolvimento da forma que está fazendo com você.

— Esse é o ponto. Ambos não vivemos algo assim e não sabemos bem o que está acontecendo. Só que gostamos e não conseguimos parar, foi assim com os flertes, os beijos e agora as transas.

— Você gosta do Edward certo? – Hesitei por um momento, mas assenti. – E ele gosta de você?

— Não posso afirmar isso.

— Também não posso afirmar, mas sinto que sim, depois de tudo que contou e conhecendo meu irmão como conheço, acredito que seja o que for que sintam, é mútuo, além do envolvimento.

— Tenho que conversar com Edward sobre isso. Já tentamos conversar outras vezes, mas não chegamos a lugar nenhum ou acabamos levando as coisas a outros lugares...

Sexo realmente é um pecado. – Rimos. – Mas ouça, vocês não precisam de rótulos, precisam apenas saber que estão fazendo o que querem e continuar sem receios. Estou feliz por termos conversado e estar por dentro das coisas, mas caso queiram continuar com tudo só para vocês, podem fazê-lo, desde que continuem seguindo suas vontades.

— Obrigada Rose. De coração, não quis esconder as coisas de propósito, apenas estava tão confusa, mal conseguindo me entender comigo mesma, que não tinha ideia de como compartilhar com outra pessoa. Mas estou muito contente em termos conversado, não só por esclarecer tudo, mas também por desabafar. Você é realmente minha melhor amiga e não tem pessoa melhor para me ouvir.

— Não tem problema Bella. Eu também te devo um pedido de desculpas. Não lidei bem com a situação no domingo, acho que foi um misto de coisas, minha felicidade pelo momento com o Emm, ter compartilhado tudo contigo e de repente o choque não só de descobrir sobre vocês, mas também perceber que talvez nossa amizade não fosse tão forte como pensava, por não se sentir segura a contar sobre o que estava vivendo.

— Ah, Rose, não. Meu sigilo não teve nada a ver com você ou nossa amizade. Foi mais um receio, um medo infundado não só do que estava passando, mas também de não saber como contar a você, com Edward sendo seu irmão.

— Edward é meu irmão e o amo. Torço para que sempre seja feliz e que se estão curtindo isso agora, que só traga alegrias. Mas também somos amigas e estarei ao seu lado não importa o que haja, vamos falar bem do Edward quando merecer e também falar mal como já fazíamos antes. – Rimos. – Mas não quero que se sinta inibida a me contar nada ou também se guardar, caso seja o seu desejo.

— Obrigada Rose, de coração. Você não é só minha melhor amiga, mas é também a irmã que nunca tive.

— E agora somos também quase cunhadas...

— Acho que não chega a tanto.

— Acho que pode chegar sim, mas não vou te pressionar. Só quero comentar que estou muito feliz por vocês e torcendo para que curtam tudo ao máximo.

— Obrigada.

Aproximamos as éguas para conseguirmos nos abraçar mesmo montadas.

— Agora me conta, como estão sendo as peripécias de vocês? É realmente bom transar no feno ou é só história para boi dormir?

— Rose!

— O que? Só vocês podem praticar esse tipo de coisa? Nem eu que nasci e fui criada aqui, nunca me aventurei a esse ponto. Mas agora com Emm, talvez esteja disposta a fazê-lo...

— Não darei detalhes, só digo que como bons fazendeiros de nascença, estão perdendo tempo.

Pisquei e rimos, então voltamos juntas para o estábulo já conversando normalmente...

— E foi isso...

Terminei o relato.

Claro que não contei todos os detalhes, mas contextualizei bem como foi nossa conversa e que mais importante de tudo, estamos bem novamente.

— Como imaginei, ela tomou todo seu partido. – Comentou.

Sororidade meu bem. Apoio feminino é tudo. – Pontuei.

— Tudo bem, fico feliz de estarem bem, só espero que consigamos nos resolver também.

— Vão sim.

Ele assentiu, lhe dei um selinho, então voltamos ao silêncio.

Não percebi quem caiu no sono primeiro, mas adormecemos envoltos a nossos olhares...

Quando despertei percebi estar envolvida nos braços de Edward, com a cabeça apoiada mais em seu peito do que no travesseiro e as pernas praticamente entrelaçadas também.

Ergui o rosto delicadamente para olhar o seu e que bonzinho parece dormindo.

Não o homem que me tirou do sério quando conheci.

Não o forte fazendeiro responsável pela Silver Horse.

Não o Edward que abala todas as minhas estruturas apenas com sua presença.

Agora só consigo enxergar a serenidade em suas expressões e se possível ele está ainda mais bonito...

Procurando não acordá-lo, tentei me desvencilhar de seus braços para sair da cama, porém não obtive êxito, pois antes de conseguir levantar ele me segurou.

— Aonde pensa que vai?

— Tenho que ir para o meu quarto.

— Por quê?

Questionou como um garotinho manhoso.

Droga, ele fica irresistível mesmo assim.

— Porque não sei você, mas eu preciso trabalhar. Para isso tenho que voltar ao meu quarto, tomar banho, trocar de roupa e descer para iniciar o dia. Não posso ser sua prisioneira para sempre Cowboy.

— Você não era prisioneira e sim convidada.

— Então como convidada, posso sair quando quiser? Certo?

Ele deu um resmungo que não entendi, mas assentiu.

Com isso, consegui levantar e procurar minhas roupas para vestir.

— Não lembro a última vez que perdi a hora para trabalhar. – Comentou.

— Não perdemos a hora ainda, meus instintos me acordaram antes.

— Bom.

— Pode ficar mais um tempo na cama se quiser.

— Não, vou te acompanhar até a porta. Ver se a barra está limpa.

Levantou fazendo menção de caminhar pelo quarto, então o parei.

— Veste pelo menos a bermuda. Ou pretende ficar andando só desse jeito?

— O que foi? Medo de não resistir?

— Não está mais dormindo, já pode parar de sonhar Cowboy.

Ele riu, mas vestiu a cueca e a bermuda.

Caminhamos até a porta, ao abrir qual não foi nossa surpresa ao encontrar a porta do quarto de Rose abrindo também, com Emm e ela apostos.

— Falei para se vestir.

Sussurrei ao lado de Edward.

— Hun, bom dia?

Emm saudou.

Vocês dormiram juntos?

Edward questionou.

Vocês dormiram juntos?

Rose devolveu.

— Olha pelo lado bom ursinha, ao menos eles encontraram um quarto agora.

— Emm!

Protestei e ele apenas deu de ombros.

Queria ver se fossem nossos pais pegando vocês. – Edward falou.

Queria ver o que falariam pegando vocês. – Rose retrucou.

— Ah, qual é? Vocês querem mesmo lavar a roupa suja no corredor? Entrem aqui.

Indiquei o quarto de Edward que me olhou contrariado, mas não retrucou.

Rose e Emm seguiram minha indicação e entraram no quarto.

Ficamos um instante só nos olhando sem falar mais nada.

— Vocês se resolveram?

Emm perguntou.

— Sim. – Edward respondeu.

— E estão juntos agora?

Foi a vez da Rose questionar.

— Temos algo nosso. – Contei. – Não vamos mais nos esconder, mas também não achamos que devemos mudar algo na nossa convivência social. Vocês são nossos melhores amigos e estão sabendo, mas é isso.

— Certo. – Rose caminhou pelo quarto, parando em frente a Edward. – Tenho algumas coisas para falar com você.

— Diga.

Vi que Edward está se fazendo de forte, porém no fundo está apreensivo pela fala da irmã.

— Desculpe pelo jeito com que lidei com as coisas no domingo. Foi um pouco chocante pegar minha melhor amiga e irmão naquela situação, ainda mais de surpresa. – Emm deu um risinho, que foi cortado pelo olhar dos irmãos Cullen. – Segundo, vocês são adultos e sabem o que fazem da vida. Como pessoa próxima aos dois só quero que sejam felizes. E por último, mas não menos importante, se fizer algo que magoe a Bella, terá que se ver comigo. E você sabe bem como é a fúria de um Cullen.

Finalizou a frase com um olhar sério que com certeza teria me assustado se fosse dirigido a mim.

Porém Edward não se abalou, tão pouco teve a atitude que esperava, já que apenas puxou a irmã para um meio abraço.

— Tudo bem loira, estou avisado. Desculpe pela situação presenciada, não foi legal para ninguém. Obrigado pelo apoio, sabe que implico, mas desde sempre também só quero te ver feliz. – Ela sorriu. – E já sabia que sua proteção estaria toda para a Bella. Devia ter apostado, teria ganhado.

— Somos todos team Bella, esqueceu? – Emm soltou.

— Pois é. – Retrucou.

— Mas nem vem, que agora dada a atual situação, você é bem team Bella também. – Rose provocou.

— Talvez.

Falou diretamente a mim e fiquei presa em seu olhar por um instante.

— Ótimo, todos já se acertaram, agora temos que nos cuidar para seguir o dia. – Informei.

— Sim. Edward, já que nos encontramos, você pode emprestar uma camisa ao Emm? Assim ele não precisa ir até em casa, só para voltar depois.

Rose fez biquinho de total chantagem para o irmão que apenas bufou indo até o guarda-roupa pegando qualquer camisa e jogando para Emm.

— Valeu cara.

— Começa a deixar umas roupas aqui, vai facilitar.

Falou, claramente em tom irônico.

— Pode deixar, vamos fazer isso sim.

Rose provocou e abriu a porta do quarto passando com Emm.

— Todo mundo feliz e de bem de novo. – Comentei.

— Sim, gosto mais desse clima.

— Eu também. Agora realmente vou para o meu quarto ou vamos nos atrasar.

Ele não respondeu, apenas se aproximou e me beijou, um beijo intenso demais que me deixou desnorteada, quando nos soltamos, de forma pleníssima falou.

— Tudo bem, pode ir, nos vemos daqui a pouco.

Apenas assenti e sai de seu quarto em direção ao meu, acredito que só voltei a mim quando entrei embaixo do chuveiro, com a água quente ajudando a clarear as ideias.

Depois que Edward e eu fomos pegos por Rose e Emm temi que tudo estivesse arruinado, não só nossas interações de amizade, mas também minha relação, sem nome definido, com Edward, visto que ele também resolveu tirar um tempo para si sem minha presença.

Conseguir resolver as coisas com Rose foi o primeiro passo para saber que tudo ainda tinha remédio. Depois da nossa conversa refleti bastante sobre minhas questões e o que quero, só precisei de coragem e oportunidade para falar com Edward e resolver tudo com ele também.

Como já tinha deixado claro e era verdade, não vim para cá desejando viver um relacionamento de verão, meu foco era e continua sendo em grande instância, aprender e desenvolver minhas técnicas como veterinária.

Porém desde que cheguei encontrei tantas coisas mais em meu caminho, que refletindo bem, por que me privar justamente de algo que está me fazendo tão bem?

É louco.

Confuso.

Inesperado.

Forte.

Intenso.

Tudo isso e um pouco mais, porém é nosso.

Edward e eu estabelecemos algo nosso, baseado em nossa convivência e jornada até aqui. Então por que não vivê-lo?

Não precisamos necessariamente protagonizar a história mais importante na vida do outro. Apenas vivê-la do jeito que as coisas são e ao fim sempre teremos as lembranças dos bons momentos vividos.

Com isso e em meio à situação chata que ocorreu ontem, consegui o gancho necessário para falar com Edward e acertamos os pontos.

O sorriso não sai do meu rosto ao lembrar nossa noite e ao pensar em tudo que ainda viveremos daqui para frente...

Terminei o banho, me troquei, não precisei arrumar o quarto, já que não dormi aqui e desci para tomar café.

Ao chegar à cozinha encontrei Esme e Carlisle, assim como Emm e Edward.

— Bom dia.

Saudei a todos.

— Bom dia querida. Dormiu bem?

Esme questionou ao me cumprimentar.

— Sim, muito bem, foi uma boa noite de sono, considerando tudo. – Os meninos seguraram o riso. – As coisas que aconteceram na fazenda. — Emendei.

— Que bom. Mas sente-se, Rose ainda não desceu, mas já podemos iniciar o café. – Carlisle falou.

— Não seja por isso papai, já estou aqui.

Rose entrou na cozinha, cumprimentou a todos e sentou no lugar vago entre a mãe e o namorado, enquanto fiquei no meu lugar costumeiro ao lado de Edward.

Iniciamos o café, comendo e conversando sobre amenidades, até Carlisle comunicar.

— Falei com alguns fazendeiros da região entre ontem a noite e hoje de manhã, para saber se houve focos de incêndio em mais alguma fazenda. Para termos ideia se o que houve aqui foi apenas uma ação do tempo ou uma nova sabotagem.

Imediatamente paramos nossas ações aguardando o prosseguimento da fala.

— Papai não faça suspense, diga logo. O que houve aqui aconteceu com mais alguém ou só conosco? – Edward questionou.

— Pelo que soube mais três fazendas apresentaram indícios de incêndio. Todos conseguiram ser controlados sem grandes danos.

— Graças a Deus.

Esme agradeceu e assenti.

— E quais foram às outras fazendas Carlisle?

— Então Emmett, foi à fazenda dos... – Carlisle falou dois nomes que não me soaram familiares, mas voltei a prestar atenção quando pronunciou o terceiro. – E a Black Horse.

— O que?!

Rose praticamente gritou.

— Isso que ouviram. Os Black também foram atingidos. Pelo que soube foram bastante prejudicados, não quis questionar mais a fundo, porém essa é a notícia que temos.

— Poderiam ter perdido tudo. Que a fazenda toda explodisse.

— Edward, não diga uma coisa dessas. Não devemos desejar aos outros o que não queremos para nós.

— Isso é injusto Esme. Eles fazem de tudo para nos prejudicar e não podemos nem desejar que se deem mal uma vez?

— Emmett, não devemos nos igualar a pessoas ruins. Apesar de tudo, ainda tem pessoas que trabalham lá, que não são iguais aos Black e dependem desse emprego para viver. Também animais que não merecem pagar pelos erros de seres humanos ruins.

— Esme tem razão, veja o exemplo da Hope, ela não merecia estar ali e nem os maus tratos que recebia. – Pontuei. – Ela teve sorte em ser resgatada por pessoas boas e imagino que não haja só coisas ruins lá.

— Exatamente. Informei mais para que saibam que as queimadas provavelmente foram causadas pelo tempo e tirarem da mente que os Black possam ser responsáveis por algo dessa vez. Entenderam?

Carlisle perguntou e assentimos.

Prosseguimos o café e para descontrair o clima Esme mudou de assunto.

— Emm, já sabe o que vai querer fazer no sábado?

— Ainda não pensei em nada Esme, provavelmente mamãe vá querer fazer algo lá em casa. Mas não sei.

— Caso ela não tenha se planejado, podemos fazer algo aqui, mais tarde vou conversar com ela e ver.

— Mas me diz Edward, como está sendo a vida com 29 anos? Você já tem tanta experiência na mesma que pode me informar como é.

— Você vai saber como é. Claro, caso esteja vivo até sábado para saber como é desfrutar da nova idade.

— Hum, acho que chegar aos 29 anos deixa as pessoas ranzinzas ou isso é só uma característica do Edward mesmo.

Emm provocou e rimos.

— Com 29 anos e ainda agindo como se tivessem nove anos. – Carlisle falou.

— Ou cinco. – Emendei.

— Alto lá, até sábado sou um jovem de 28 anos, não me coloquem na mesma idade que Edward, pois fico ofendido.

Emm falou e recebeu um pedaço de pão voador pela parte de Edward.

Esme tentou pará-los, enquanto o resto de nós só riu.

Quando o café terminou e levantamos para seguir nossas obrigações do dia, Rose me puxou de lado.

— O que foi? – Questionei.

— É que estou pensando em fazer algo especial no aniversário do Emm.

— Conte comigo, mas avise sua mãe e a Gianna. Elas vão topar qualquer ideia que tiver.

— Esse é o ponto. Não quero fazer algo com a família, estou pensando em uma comemoração a dois, se é que me entende.

— Oh sim, com certeza entendo. – Rimos.

— Será a primeira comemoração que passaremos juntos como casal e quero que seja especial. Mas se fizermos um jantar aqui será apenas mais uma comemoração em família.

— Eu entendo. Pode contar comigo, vamos pensar em algo legal. No aniversário do Emm vocês vão aproveitar.

— Obrigada. Você é a melhor amiga do mundo. – Me abraçou. – Nunca mais passaremos um dia sem nos falar, ainda mais por conta de homens. – Sorri.

— Pode deixar, também não quero nunca mais ter qualquer tipo de desentendimento com você, seja pelo motivo que for. Você também é minha melhor amiga.

— Ótimo, estamos acertadas. Agora vai lá que seu cowboy deve estar esperando para acompanhar o dia.

— Ele não é meu cowboy.

— Uhum e o Emm não é o meu. Bom dia Bella.

Deu um beijo no meu rosto e seguiu a caminho do escritório sem me dar chance de refutar...

***

Na quinta a noite mesmo, Rose e eu ficamos pensando em lugares que eles pudessem ir para comemorar o aniversário do Emm. As escolhas até variavam, mas todas tinham algum ponto não favorável.

Sem chances de irem apenas jantar em Collierville, assim que colocassem os pés na cidade todos se sentiriam no direito de participar da comemoração a dois, palavras dela, não minhas.

Sugeri então uma ida a Memphis, é consideravelmente perto, mas não tanto e por ser uma metrópole, além de variadas opções de lugares, não corriam risco de cruzar com conhecidos, porém Rose refutou, informando que gostaria de algo mais especial, não os passeios corriqueiros que costumam fazer.

Pensamos então em voltar a Nashville, foi onde se declararam, já estão prestes a fazer um mês de namoro também, seria um bom lugar para comemorar o aniversário do Emm, ela até se animou com a ideia, mas senti no fundo que ainda não era o que gostaria de fazer.

Então continuamos pensando e conversando sobre possibilidades, sugeri até que saíssem do estado, não tenho dúvidas que poderiam pegar alguns dias de folga a mais para curtir em outro lugar.

Em meio a essas ideias Rose comentou sobre uma cidade, no Tennessee mesmo, que sempre teve vontade de conhecer, chamada Mount Juliet. A cidade tem um ar meio medieval antigo, com chalés e como o nome diz, cercada de belas paisagens montanhescas.

Quando vimos às fotos do lugar ficamos encantadas, até eu fiquei com vontade de conhecer. Quem sabe no futuro, mas no momento já fiquei feliz por saber que meus amigos desfrutarão de um maravilhoso fim de semana na mesma.

Rose fez as reservas e sexta-feira de manhã comunicou tanto ao Emm, quanto a família sobre os planos dos dois para o fim de semana. Imagino que Esme e Gianna ficaram um pouco tristes por não terem motivos para preparar mais uma reunião familiar, mas Rose prometeu que domingo à noite elas podem oferecer um jantar em comemoração ao aniversário do Emm, no entanto, o fim de semana será dedicado apenas aos dois.

Eles saíram hoje bem cedo pela manhã, antes ainda de levantarmos para cumprir os afazeres do dia ambos já tinham seguido viagem.

Mount Juliet fica a 32 km de distância de Nashville, 30 minutos a mais de carro. Então eles terão tempo de sobra para aproveitar a cidade e tudo que ela tem a proporcionar.

— Hey você.

Edward me chamou quando saímos de sua casa após o almoço.

— Oi?

— Tem planos para mais tarde?

— Descansar. Foi uma semana puxada, acho que merecemos.

— Mas você está realmente cansada? – Enfatizou.

— Não sei, depende. Por quê?

— Que tal irmos jantar fora? Papai e mamãe vão jantar na casa dos McCarty, fomos convidados também, mas pensei em fazermos algo só nós dois.

— Está me convidando para um encontro Cowboy?

— Não. Só quis ver se queria fazer algo diferente e talvez a sós, mas se você não quiser...

— Opa, espera um instantinho, a ideia é boa.

— Então aceita?

— Aceito, você tem que melhorar um pouco seu método de convite, mas aceito sim.

— Não foi um convite para um encontro. Seremos só dois amigos jantando juntos na cidade, nada demais.

— Certo, certo. Tudo bem, de toda forma aceito jantar com você no nosso não encontro.

— Fechado, após encerrarmos o expediente nos arrumamos e saímos, pode ser? – Assenti.

Ele olhou para os lados e fez menção de se aproximar, porém suspeitando de suas intenções desviei.

— O que foi?

— Beijos são regalias direcionadas a encontros, como não temos um encontro, nada de beijos. Amigos. Você que disse e eu não saio beijando todos os meus amigos por aí.

— Bella...

— Tchau Cowboy. Vamos trabalhar, nos vemos mais tarde.

Tive que praticamente correr para não ser pega por Edward, arrisquei um pouco olhando para trás e vendo sua cara de choque, mas sorri.

É bom estarmos nesse clima leve e descontraído...

Apesar da sua recusa em dizer que é um encontro, passei o restante da tarde pensando em como será o jantar, aonde iremos, o que vestirei, como nos portaremos e tudo que acontecerá.

Não sei o que Edward disse aos pais, porém nenhum deles questionou sobre nossa noite quando saíram para a casa dos McCarty, tenho que ver com ele depois.

Conforme combinado, após encerrar o expediente segui para a casa dos Cullen no intuito de me arrumar, encontrei Carlisle e Esme saindo, mas não Edward, segui então para o meu quarto.

Tomei um relaxante banho, após o mesmo optei por deixar o cabelo secar naturalmente, com o calor que faz aqui, não me admirarei se até a hora de sair já estiver totalmente seco. Fiz uma maquiagem leve e optei por uma roupa não tão pesada também.

A escolha foi um vestido de corte médio na cor azul e uma sandália, quase não uso salto por aqui, então é bom variar um pouco de vez em quando, após passar perfume e pegar uma bolsa, sai do quarto.

Vi pelo canto de olho a porta do quarto de Edward aberta, então resolvi descer. Ainda no meio das escadas o enxerguei andando pela sala, o barulho dos meus saltos deve ter lhe chamado à atenção, pois ele virou e pude contemplar melhor toda sua beleza.

Ele está usando calça jeans, uma camisa de flanela em tons de preto e azul, os primeiros botões abertos, mostrando o maravilhoso caminho do seu peito, nos pés um modelo mais despojado de botas e completando o pacote o belo rosto.

O cabelo bagunçado como sempre, os fios indicando um banho recente, a barba começando a despontar no rosto, dando um ar ainda mais sexy e os olhos verdes que às vezes parecem enxergar até minha alma.

— Você está linda.

Falou ao se aproximar.

— Você também não está nada mal.

Comentei passando a mão no tecido da camisa.

— É, se estivéssemos indo a um encontro, meus trajes seriam outros, mas como é só uma saída entre amigos, resolvi me arrumar pouco. – Provocou.

— Uhum, aconteceu o mesmo comigo. – Devolvi. – Se isso fosse um encontro teria colocado uma roupa especial, mas apenas um jantar com você não precisa de tanto.

Ficamos calados por um instante apenas nos provocando com olhares.

Até ele ceder.

— Podemos ir?

— Claro.

Caminhamos juntos até sair na varanda, ele fechou a porta e vi o carro do Carlisle parado.

— Você vai dirigir?

— Vou, não se preocupe, não sou bom apenas em cima de um cavalo. Apesar de não dirigir muito, ainda sim, sou bom no volante.

— Tudo bem Cowboy, vamos testar suas habilidades de piloto.

Próximos do carro ele abriu a porta do passageiro, agradeci e entrei. Ele deu a volta, entrou e sentou no banco do motorista, deu partida e saímos.

— Rose falou que eles passaram um ótimo dia e desejou um bom jantar a nós.

Comentei em meio ao trajeto.

— Você contou a ela sobre o jantar?

— Sim. Por quê? Não era para falar?

— Não, indiferente. Ela e Emm estão aproveitando?

— Sim, também não teria como ser diferente, a cidade parece linda pelas fotos que vimos. E os dois juntos. Não tenho dúvidas que o aniversário do Emm ficará marcado da forma que Rose queria.

— Também acho. Emm já gostou da comemoração do meu aniversário em Nashville, o dele agora será muito mais alegre. – Assenti.

Continuamos a conversar sobre amenidades até entrar em Collierville.

— Onde vamos jantar?

— Não é o restaurante mais sofisticado do mundo, talvez nem mesmo o mais chique de Collierville, mas é o que mais gosto.

— Tudo bem Edward, você já me conhece bem a essa altura, sabe que não sou ligada a muita formalidade. Um lugar aconchegante, ambiente acolhedor, comida gostosa e boa companhia são mais do que suficientes.

— Os três primeiros requisitos eu garanto, o último você terá que avaliar por si.

— Tudo bem, ao fim da noite digo o que achei de tudo.

Com isso, saímos do carro, entrando no restaurante.

Ao fazê-lo, fomos recepcionados por uma senhora que praticamente se jogou nos braços de Edward.

Menino Edward, há quanto tempo não o vejo. Tem fugido de mim ou o que?

— Imagina Sue. A vida na fazenda que tem andado corrida demais, pergunte ao Harry.

— Sei bem como vocês homens são isso sim.

Bateu no ombro dele após soltar do abraço, então olhou em minha direção.

— E quem é essa moça bonita com você?

— Deixe-me apresentá-las. Sue, essa é Bella, a veterinária que veio passar o verão conosco. E Bella, essa é Sue, dona do melhor restaurante de Collierville e infelizmente esposa do Harry.

— Menino! – Protestou dando um tapa em Edward que só riu. – É um prazer conhecê-la, Harry tem falado muito de você.

— O prazer é todo meu. Seu marido é um homem maravilhoso, tenho aprendido muito com ele.

— Harry diz que você veio para tomar o emprego dele. – Me espantei, pronta para me justificar, mas ela completou. – Faça isso, por favor, quem sabe assim ele fique um pouco mais em casa. – Sorri.

— Harry é insubstituível. Mas ao menos no tempo que permanecer aqui, tentarei deixar o mínimo possível de trabalho a ele, para que assim, ao menos as segundas-feiras possa passar mais tempo com você.

— Obrigada querida. Pela sua gentileza disponibilizarei a melhor mesa do restaurante a vocês.

— Pela gentileza dela? E por minha conta? – Edward questionou.

— É claro que por você também querido.

Comentou afagando o braço dele, mas por trás balançou a cabeça em sinal de negação. Somente ri do jeito de ambos.

— Aqui queridos, sentem-se, fiquem a vontade. Gostariam de receber o cardápio ou aceitam minha sugestão da noite?

— Aceito o que quiser nos sugerir. Tudo bem por você Edward?

— É claro que sim. Qualquer coisa que Sue faça, sei que será maravilhoso.

— Aí menina, sei por que não conseguiu resistir. Ele é mesmo um galanteador. – Tentei refutar, mas novamente fui impedida. – Enfim, vou pedir para trazerem uns pãezinhos para degustarem enquanto as entradas não vêm. O que vão querer para beber?

— Estou dirigindo, então vou ficar na água com gás. – Edward falou.

— O acompanho.

— Ótimo, já peço para trazerem. Aproveitem a noite e qualquer coisa que precisarem é só chamar.

Assentimos e Sue saiu.

— Por que não falou que vínhamos no restaurante da esposa do Harry?

Questionei ao ficarmos a sós.

— Não achei que fosse necessário falar. Por quê? Não gostou?

— De maneira alguma Edward, já gostei do lugar, especialmente de conhecer Sue.

— Metade dos pontos já foram, só falta atestar a comida e a companhia.

— Obviamente, quanto à comida não tenho dúvidas que será boa, a companhia tenho que analisar um pouco mais. – Provoquei. Edward apenas balançou a cabeça. – Antes que as entradas cheguem, vou ao banheiro, com licença.

— Tem toda.

Levantei seguindo a indicação do restaurante de onde estão localizados os banheiros.

Ao passar os olhos pelo estabelecimento notei um homem parecido com o que encontrei com Rose na cafeteria, mas o olhar foi breve, então permaneci na dúvida.

Cheguei ao banheiro e ao entrar dispersei do pensamento. Notei que os reservados estão vazios, porém não preciso ir agora, apenas quero lavar as mãos e ver como está meu visual.

Quando ouvi o barulho da porta não me movi, crente de ser apenas outra cliente entrando, porém quando ouvi a odiosa voz e vi o reflexo no espelho, senti meu sangue ferver.

— Era só o que me faltava. O que você está fazendo aqui?

— Com saudades delícia?

— Além de todos os defeitos também não aprendeu a ler? A porta informa claramente que esse é o banheiro feminino. Ah, meu Deus, a não ser que você seja de fato uma mulher e só esconde a questão de todos, nesse caso perdão.

O infeliz avançou na minha direção segurando meu braço.

— Escuta aqui. Você fica melhor calada. Então faça um favor a nós dois e cale a boca, sim?

— Escute aqui você imbecil. Primeiro de tudo me solta! Já não avisei o que acontecerá caso me destrate novamente? Solta!

— Tão nervosinha. Apesar de falar demais. Imagino como essa agressividade toda funciona no que realmente importa.

Sem querer mais continuar nessa situação tentei desvencilhar meu braço, mas o filho da puta apertou mais.

Tentei lhe dar um tapa, mas ele foi mais rápido e segurou meu outro pulso, prendendo os dois com uma mão, atrás de mim entre meu corpo e a pia.

— Bem melhor assim, não acha?

— Seu filho da puta me solta agora!

Tentei continuar me soltando, mas foi em vão, o infeliz é nitidamente mais forte do que eu e parece ter habilidade em imobilizar as pessoas.

Solta Jacob! Você nunca conseguirá nada comigo!

— Acha mesmo? Quem está com o controle aqui?

— Você é mesmo muito baixo. Se sobrepor a uma mulher usando força bruta. Você é um homem muito pequeno, se é que pode ser considerado um homem.

— Cala a boca vagabunda! Não estou aqui para ouvir sermão, você só me serve para um propósito.

Cansada de apenas tentar lutar por mim mesma resolvi gritar por ajuda.

— Soco...

Ele tapou minha boca com a mão livre.

— Quietinha, já não falei?

Continuei tentando me mexer, soltar de alguma forma, minhas pernas não param um minuto sequer, mas meus chutes não parecem ter efeito nenhum sobre ele. E tenho receio de poder o equilíbrio e cair.

Se esse desgraçado conseguir me imobilizar no chão, minhas chances de sair ilesa diminuirão drasticamente.

— Ótimo, já entendeu quem é que manda, né? Pode lutar o quanto quiser Swan, mas você está literalmente em minhas mãos.

Sua mão em meu rosto está cobrindo até meu nariz começando a tirar meu ar.

Culminando minhas energias me mexi novamente. Com isso, a mão dele deu uma afastada e aproveitei para mordê-la com toda a minha força.

— Desgraçada!

Senti o impacto de um tapa no rosto e então um barulho estrondoso...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Por favor, não me matem! Tem alguém que merece morrer nessa história toda, mas essa pessoa não sou eu! Vamos por partes, primeiro as felizes. Beward se acertou e comemoraram as coisas de forma intensa, hein? Haha, ufa! E mesmo em um quarto ainda não foram capazes de chegar a uma cama, será que algum dia conseguirão? E já podemos perdoar a Rose? Beward perdoou e nossos amigos estão todos de bem agora. A conversa entre as meninas deixou as coisas mais claras e o encontro dos casais furtivos pela manhã foi a cereja do bolo haha. Pelo visto a ação da queimada não foi uma sabotagem, já que outras fazendas também sofreram algo parecido... Rosemm foi aproveitar o aniversário do Emm em outra cidade, enquanto Beward resolveu sair para um não encontro, gostaram de conhecer a Sue? E sim, estou enrolando para comentar sobre o final, na verdade não direi nada, deixarei que vocês falem. Minha missão é apenas voltar semana que vem com a continuação... É isso, por favor, comentem. Promises tem tantos leitores, mas as reviews não estão mais sendo compatíveis à margem de visualizações, mesmo que seja para dizer que não estão gostando de algo, comentem informando como e onde desejam mudanças. A quem o faz sempre, agradeço de coração. Recomendem também, não deixem de me seguir no twitter: @KNRobsten. Aguardo as reviews e nos vemos quarta que vem com o próximo. ~Kiss K Nanda.