Notas iniciais
Bom dia. Acho que é a primeira vez na vida que posto algo pela manhã, mas sempre há uma primeira vez para tudo, não é mesmo? Sinto muito pelo atraso na atualização e também por ainda não ter conseguido responder as reviews do capítulo passado, o farei em breve. Mas aqui estamos com o capítulo novo, muito especial e cheio de surpresas... E falando nessas palavrinhas, quero fazer um convite. Hoje, dia 09, aniversário da nossa amada Kristen, postarei uma nova one e quero convidar todas para conhecê-la. Voltem depois, acessem o meu perfil e se deliciem com mais uma invenção bem fofinha saída da mente dessa que vos fala. Mas agora é hora de seguir com as emoções de Promises... Apreciem Sem Moderação. Capítulo Postado Em: 09/04/20 *Aniversário da musa da minha vida, Kristen Stewart.

POV Bella

Edward e eu chegamos à sala encontrando apenas Esme sentada no sofá.

— Esme, Carlisle e Rose ainda estão no escritório? – Questionei.

— Sim querida. Vocês estão com expressões sérias. Aconteceu alguma coisa?

— Sim mamãe, mas finalmente uma notícia boa. – Edward falou e seguimos para o escritório. – Venha conosco, vamos conversar com papai e Rose.

Após bater na porta e ouvir um entre o fizemos.

— Carlisle, podemos conversar com você?

— É claro Bella. O que houve?

— Bem, diante da situação, pensando que não tínhamos mais alternativa, decidi ligar para o meu pai, pedindo por algum tipo de conselho ou ajuda. Espero que não se importe de ter contado a ele sobre o que estamos passando.

— É claro que não Bella. Seus pais têm mesmo que estar cientes das coisas que estão acontecendo aqui. – Esme falou.

— Além do que, seu pai é policial. Imagino que mais do que procurando conselhos paternos, você o procurou em busca de uma análise crítica e sistemática da situação.

— Exatamente Rose. E papai não me deu apenas um conselho, como também uma solução, ainda que de certo modo momentânea e também um pouco drástica, mas acredito que muito eficaz para tirar o Emm da cadeia.

— E o que ele disse?

— Então Carlisle, primeiro comentou sobre a possibilidade...

— Papai. Em algum momento Aro comentou com o senhor sobre a possibilidade de retirar as queixas? Com isso ocasionando na liberdade do Emm?

Edward interrompeu minha fala e trocamos um olhar.

Ele não quer contar aos pais e Rose sobre a possibilidade de contratar detetives?

Será que mudou de ideia quanto a isso?

Não terei minha resposta agora, no entanto, já que tomou a frente do assunto resolvi deixá-lo falar e contar a sua família somente o que deseja.

— Não. Não tivemos esse tipo de conversa. – Carlisle respondeu.

— Espere um pouco. Essa é uma possibilidade real?

— Mais do que real Rose. É concreta e o que devemos fazer.

— Mas como funciona isso filho?

Com o questionamento de Esme, explicamos o que papai contou.

Que se retirarem as queixas, a justiça não terá por que manter Emm preso, mesmo que a primeira instância ele continue detido porque as acusações caracterizam-se em algo que poderia vir a prejudicar não só aos Cullen, como também a terceiros. No entanto, até o presente momento eles são os responsáveis pela ação.

Caso retirem as queixas, tanto a polícia, quanto o juiz, não terá base argumentaria para manter a prisão de Emmett e mesmo que uma promotoria decida assumir o caso e abrir um inquérito, terão que basear-se em vários outros fatores, com isso nos dando tempo de descobrir o verdadeiro culpado e provar de uma vez por todas a inocência do Emm. Porém com ele em liberdade e não encarcerado como o criminoso que não é.

— Como disse, é uma medida imediatista e também um pouco drástica. Mas meu pai disse que é certeza que ele sairá da cadeia, caso decidam retirar as queixas.

Conclui as informações que passamos.

— O senhor tem que fazer isso papai. – Rose se pronunciou. – Até o momento a polícia não descobriu nada mesmo. E se não podemos contar com sua investigação para provar a inocência do Emm, pois vamos contrariá-la.

— Calma minha filha. É claro que acreditamos na inocência do Emm e queremos vê-lo livre o mais cedo possível. Porém se perdermos o respaldo da polícia, ficaremos totalmente de mãos atadas. – Esme comentou.

— Mas mamãe. Eu mais do que ninguém quero descobrir quem é o desgraçado por trás de tudo. Porém agora nossa prioridade é tirar o Emm da cadeia, depois vemos como prosseguir com tudo.

— Esme, foi pensando como Rose que resolvi procurar meu pai, mais do que tudo querendo saber se tinha um jeito de libertar o Emm, infelizmente no momento é a única solução que temos. – Pontuei.

— Emmett é como um filho para nós. Provar sua inocência e tirá-lo da cadeia é sim nossa prioridade. – Carlisle e Esme entrelaçaram as mãos em sinal de cumplicidade. – Não que duvide das ações da polícia, mas se essa é a única solução que temos para que Emmett seja solto, retiraremos as queixas. Depois veremos que medidas tomar para descobrir quem é o sabotador.

Pensei que essa seria a deixa ideal para contar sobre a ideia de contratar detetives, porém Edward e eu trocamos olhares e entendi que ele não falará nada, ao menos não agora.

— Papai, ligue para Aro e questione-o sobre essa medida. Se realmente podemos libertar Emmett retirando as queixas e o que devemos fazer para providenciar sua soltura.

— Farei isso agora mesmo.

Carlisle pegou o celular iniciando a chamada para o advogado.

A conversa não durou muito, Carlisle foi direto e objetivo nos questionamentos ao senhor Volturi. Percebemos por sua expressão, nos instantes que ficou em silêncio ouvindo as resoluções do advogado, que o mesmo parece estar dizendo exatamente o que informamos.

Ao fim de tudo, quando ouvimos Carlisle dizer para retirar as queixas e providenciar a soltura de Emm o mais rápido possível. Foi como se um enorme peso fosse retirado de nossas costas.

— Aro fará conforme pedimos, retirará as queixas e disse que amanhã cedo é provável que Emmett seja solto.

Não aguentando a emoção, Rose me abraçou fortemente.

— Obrigada Bella. Isso não estaria acontecendo se não fosse por você.

— Não tem o que agradecer Rose. Prometi a Emm que daria um jeito de tirá-lo da cadeia e estou contente por ter conseguido cumprir a promessa de alguma forma. Só ainda estou triste por saber que ele terá que passar mais uma noite na cadeia. – Lamentei.

— Mas amanhã cedo ele sairá querida. É a isso que devemos nos apegar agora. – Esme comentou e assenti.

— Aro disse por que não nos orientou sobre essa possibilidade antes papai? – Edward perguntou.

— Ele disse que situações assim não costumam ser resolvidas dessa forma. Que imaginou que não abriríamos mão do respaldo da polícia diante da situação que nos encontramos.

— Mas como advogado, ele deveria ao menos ter nos orientado sobre essa possibilidade. Ainda mais vendo nosso sofrimento diário quando comunicava que o habeas corpus tinha sido mais uma vez negado. – Edward reiterou.

— É verdade Carlisle. Teremos que conversar com Aro sobre isso depois. Como nosso advogado, confiamos que nos orientará da melhor forma, explicando todas as possibilidades vigentes diante de uma situação.

— Sim Esme, faremos isso. Mas no momento, apesar de como Bella citou, Emmett ainda permanecer mais essa noite preso. Ao menos dormiremos cientes de que ele será solto amanhã, com isso podemos ficar mais tranquilos.

Carlisle pontuou e assentimos.

Após sua deixa, pedi licença para sair do escritório, sabendo que interrompemos, ainda que para dar uma boa notícia, a conversa que ele e Rose estavam tendo. Edward e Esme também pegaram a deixa, assim deixamos os dois terminarem suas questões.

De volta à sala, Esme nos deixou a sós seguindo para seu quarto, porém antes de dar boa noite a Edward e subir também, fui segurada por suas palavras.

— Obrigado por entender a deixa e não falar nada sobre os detetives.

— Você mudou de ideia? Não acha que contratá-los seja uma boa ideia?

— Pelo contrário. Estou confiante que essa será a solução.

— Então por que o segredo?

— Primeiro quero esperar uma resposta do seu pai. Ter algo concreto a informar aos meus. – Assenti. – Além do que, não quis que papai soubesse ainda.

— Por quê?

— Porque não quero que Aro fique sabendo da ideia. Não temos nada concreto. Mas diante da sua desconfiança e depois de tudo que ouvimos do seu pai, quero entender melhor por que nosso advogado simplesmente não nos falou nada sobre essa medida para ajudar a livrar Emmett da cadeia.

— Desculpe colocar em cheque a confiança no advogado de vocês.

— Não tem por que se desculpar. Você apenas falou sua opinião. Além do que, temos muito que agradecê-la isso sim. – Balancei a cabeça tentando refutá-lo, porém ele não parou. – Temos sim. Você é a responsável por Emm ser solto. Se não fosse a ideia de falar com seu pai, só Deus sabe quando conseguiríamos encontrar uma forma de fazê-lo, isso se encontrássemos.

— Não fiz nada demais. Apenas dei sorte de ter um pai policial e usei isso ao nosso favor.

— Sua sagacidade e instinto natural para resolução de problemas farão falta quando partir.

— Edward...

— Tenha uma boa noite Bella. Até amanhã.

Sem me dar oportunidade de falar nada, se inclinou dando um beijo na minha bochecha, em seguida um na testa e saiu da sala deixando-me sozinha.

Sem forças para segui-lo e desorientada diante de tudo, sentei em um dos sofás tentando pensar ou não pensar, que hoje começa meu último mês de férias, o último que poderei permanecer sem preocupações ou receios na Silver Horse...

— Bom dia.

Cumprimentei as pessoas presentes na cozinha assim que entrei no intuito de tomar café da manhã.

Edward limitou-se a balançar a cabeça, mas ao menos fui cumprimentada por seus pais.

— Bom dia querida. Dormiu bem?

— Sim Esme, obrigada.

— Bom dia Bella.

— Bom dia Carlisle. Notícias do Emm?

— Aro telefonou agora de manhã, informando que já deu entrada nos papéis que retirarão nossas queixas perante a justiça. Ao autenticá-los, irá até a delegacia para pedir a liberação imediata de Emmett.

— Mas essa é uma excelente notícia. – Comentei realmente entusiasmada.

— É sim. Já avisamos seus pais e irmãos. Assim que Aro informar, iremos à delegacia buscá-lo.

Esme informou e assenti.

Pela quantidade de pessoas mais importantes, que realmente precisam passar por esse momento, não poderei ir até a delegacia recepcioná-lo, mas só de saber que ele será finalmente solto, depois de uma semana infernal, só consigo respirar mais aliviada.

No instante que Rose chegou os pais a informaram sobre a situação e apesar de ver seu contentamento, também pude notar certa apreensão em seu olhar, provavelmente questionando-se sobre como Emm agirá agora que estará livre da cadeia.

Só espero que possam se resolver, tudo que menos quero no momento é passar meus últimos dias vendo-os separados e magoados, quando todos sabem como se amam e só precisam sentar e conversar para esclarecer qualquer mal entendido que possa existir.

Queria eu ter a segurança de saber que sou amada, como ambos sabem que são...

Fui tirada dos meus devaneios pelo barulho de um carro aproximando-se.

— Quem pode ser essa hora?

Esme questionou para ninguém em especial, já que tão pouco sabemos também.

Porém sem falar nada saímos da cozinha rumo à sala e a varanda para ver quem é.

E qual não foi nossa surpresa em ver o carro do senhor Volturi e dentro do mesmo ninguém menos do que Emmett.

— Ah, meu Deus.

Ouvi a exclamação de Rose, desviei o olhar do meu amigo por um instante para olhá-la e vi seus olhos cheios de lágrimas, assim como sua expressão corporal totalmente tensionada.

— Rose...

— Emmett, porra. Nem acredito que está aqui.

Edward gritou indo ao encontro do amigo para abraçá-lo.

— Aro, pensei que nos avisaria quando soltasse Emmett para que fossemos buscá-lo.

— Era a intenção Carlisle, porém as coisas resolveram-se mais cedo do que o esperado e resolvi que reencontrarem o senhor McCarty em casa seria melhor do que na delegacia.

Não me importando muito com a conversa paralela, quando Edward soltou Emm, foi minha vez de abraçá-lo.

— Você está aqui. Está mesmo aqui.

Sussurrei com o rosto praticamente colado em seu peito.

— Estou. E já fiquei sabendo que devo minha liberdade a você.

— Não me deve nada Emm. Prometi que daríamos um jeito de tirá-lo daquele lugar, não prometi? – Assentiu. – Pois foi o que fiz, encontrei uma solução. Não a ideal, que seria de uma vez por todas provar sua inocência, mas ao menos você está aqui conosco e poderemos com calma provar que não tem nada a ver com a situação da fazenda e também descobrir quem é o verdadeiro culpado.

— Você é realmente uma mulher de fibra Bella Swan. Tenho sorte em tê-la como amiga.

— Amiga? Acha que faria algo assim apenas por um amigo? Pensei que fossemos irmãos. – Brinquei.

— É claro, me desculpe. Você é minha irmãzinha do coração. A melhor. — Sorrimos.

— É sério? A melhor? Pode até ser a mais bonita, mas já a delegou como a melhor entre seus irmãos?

Viramos ao ouvir a voz de Seth, vendo também seus pais e Alec se aproximando.

— Meu filho.

Dei espaço para Gianna abraçar Emm.

Ao me afastar acabei topando em alguém, virei para pedir desculpas, mas vi que era Edward e por algum motivo travei. Trocamos olhares, mas não falamos nada.

Voltei meu olhar para o reencontro de Emm e sua família, mas de repente senti um carinho sendo traçado na base da minha coluna, nesse momento mesmo que não soubesse que era Edward quem o fazia, meu corpo imediatamente reconheceu o toque de sua mão. Discretamente, passei uma mão para trás entrelaçando a sua.

Como disse a ele no dia seguinte a prisão de Emmett, juntos conseguiríamos encontrar uma solução para libertá-lo, ainda não conseguimos inocentá-lo de fato, porém sei que de um jeito ou de outro conseguiremos fazê-lo, pois de uma maneira estranha e ainda confusa, realmente funcionamos muito bem juntos.

— Achei que você voltaria cheio de tatuagens, talvez com um corte na sobrancelha, uma pose diferente, mas está ai parecendo o mesmo filhinho da mamãe de sempre.

— Seth, não fale assim com seu irmão. O que ele passou não foi brincadeira.

— Deixe-o mamãe. Até das provocações bobas do Seth senti falta.

— Ah meu filho, imagino que sim, mas agora você está aqui conosco, ao lado da sua família que é o seu lugar.

Gianna fez um carinho no rosto de Emm, que retribuiu com um beijo na bochecha da mãe.

— Ele está provocando, mas não foi uma ou duas vezes que o peguei no seu quarto, praticamente abraçado ao seu travesseiro.

Alec comentou sobre a atitude de Seth, recebendo do irmão um soco no braço.

— Não precisa fingir agora, sei que quase morreu de saudades.

Emm pegou Seth pelo pescoço, mas o irmão habilidoso conseguiu escapar, antes de mais provocações.

— Estava avaliando as coisas do seu quarto, isso sim. Vendo a possibilidade de reutilizá-las.

— Tudo bem filho, acreditamos nisso. – Santiago pontuou.

— Demos o tempo dos seus pais e irmãos aproveitaram um pouco, mas posso ter direito a um abraço também?

— É claro Esme. – Emm a abraçou. Depois Carlisle também o fez. – Devo muito a todos vocês. Bella pode ter tido a ideia, mas se não concordassem em abrir mão do respaldo da polícia, não estaria aqui agora.

— Não tem o que agradecer Emmett. Você é da família e sempre foi, acreditamos na sua inocência e não concordávamos que estivesse preso quando sabemos que é inocente. Seu lugar é aqui conosco, sua família, na Silver Horse.

— Obrigado Carlisle. Sempre soube que contava com o apoio e confiança de vocês e tentei de alguma forma ao longo dos anos retribuir tudo isso, mas saibam que a partir de agora meu objetivo número um é fazer com que a fazenda continue a prosperar e claro pegar o verdadeiro culpado por tudo.

— Nós que agradecemos seu empenho desde sempre, mas não se preocupe com isso agora. Você está de folga até segunda ordem, vá para casa, aproveite esse tempo com a sua família, depois conversaremos melhor sobre como as coisas seguirão daqui para frente.

Carlisle falou e Emm assentiu.

Assim ele e seus familiares se despediram de nós, vi Edward prometer que mais tarde conversarão e com despedidas rápidas os McCarty seguiram em direção a sua casa.

— Bom Carlisle, acredito que meus afazeres por hora estão encerrados.

— Espere um momento Aro. Antes gostaria de conversar algo com você.

— É claro Carlisle, do que precisa?

— Ontem durante a ligação você falou que não nos sugeriu a escolha de retirar a queixa, pois imaginou que não a aceitaríamos, porém conversando com minha família tenho que ser franco e dizer que não concordamos com seu posicionamento.

— Sinto muito por isso Carlisle. Realmente falhei com vocês nesse aspecto, porém realmente não imaginava que abririam mão da investigação em frente à justiça, diante das coisas que têm acontecido na fazenda.

— Não estamos felizes em saber que não estão mais investigando, nos resguardando perante novos acontecimentos, que agora praticamente estamos de mãos atadas diante da perspectiva de saber quem é o verdadeiro culpado de tudo. Mas era seu dever como nosso advogado informar-nos sobre todas as possibilidades para soltar Emmett, por que como viu, não hesitamos em aceitar a que se tornou de fato mais eficaz.

— Entendo Esme, novamente peço desculpas pela minha falha. Porém tinha esperança que tanto a polícia descobrisse algo que provasse de algum modo à inocência do senhor McCarty, como que o juiz concedesse o habeas corpus, nem que fosse mediante minha insistência para com o mesmo.

— Acreditamos e confiamos no seu trabalho Aro. Você é nosso advogado a um bom tempo e sempre nos atendeu bem. Porém quero deixar claro que para qualquer assunto futuro, é sua obrigação contar-nos toda e qualquer possibilidade diante de algo que estejamos envolvidos. Sua orientação é importante e a levaremos sempre em conta, mas em primeiro lugar precisamos saber todas as variáveis com as quais podemos lidar. De acordo?

— É claro Carlisle, você tem toda razão. Que bom que a senhorita Swan lhes deu a ideia, quando falhei em fazê-lo.

— Imagino que o senhor teve suas razões, mas o importante é que Emm está livre. – Respondi.

— Sim. Mas já sabem como lidarão agora com a questão das sabotagens? Já que não poderão mais recorrer à polícia?

— Ainda não conversamos sobre isso, porém lhe informaremos quando tivermos uma resolução.

— Muito bem Carlisle, como sempre, sabe que estou à disposição. Porém está na minha hora, até mais ver.

Carlisle e Esme lhe responderam, Edward e eu nos limitamos a assentir.

Quando ele saiu com seu carro, Carlisle, Esme e Edward engataram em um assunto, aproveitei a deixa para ir falar com Rose.

— Como você está?

— Bem.

— Rose...

— Bella, ele nem me olhou.

— Primeiro que não acredito em uma coisa dessas. É impossível estar no mesmo ambiente que você e não notá-la. Mas você também não fez menção alguma de tentar um contato.

— Para que Bella? Para ser rejeitada publicamente? Já não basta o fato de ter ido a delegacia todos os dias fazer papel de boba em frente aos policiais quando ele não aceitava me ver? Precisaria me humilhar também em frente as nossas famílias?

— Você está criando coisas na sua cabeça que não são reais. Emm não desceu do carro e correu até você, mas você poderia tê-lo feito. Ok, vocês não estão muito bem, pois procure conversar com ele a sós, resolver o que precisam de uma vez. Uma coisa era não querer recebê-la na delegacia, outra é tentar evitá-la aqui, quando sabemos que é praticamente impossível. Então de um jeito ou de outro vocês terão que se entender.

— Gostaria de pensar que as coisas são simples assim, porém sei que não são. Mas darei um tempo ao Emm, ele precisa ficar com a família, curtir sua casa e o descanso merecido, não o procurarei durante o fim de semana e dependendo do andar das coisas, semana que vem vemos o que acontece. – Assenti.

Eles têm tempo, a vida toda, conversar hoje, amanhã ou semana que vem, para eles não é nada, mas se fosse comigo, onde cada dia tem um peso único, teria que me preocupar mais...

— Tudo bem. Tome seu tempo e faça as coisas do jeito que achar melhor, mas saiba que conta com meu total apoio.

— Obrigada. Não sei o que faria se não o tivesse.

Abraçamo-nos.

— Ao menos pelo próximo mês continuará contando com ele de forma presencial.

— Ah não, não quero pensar na sua partida. Mesmo tendo certeza que manteremos contato após o verão, não será a mesma coisa sem você aqui na fazenda.

— Eu sei. Mas você tem razão, não vamos falar disso agora. É melhor focar no meu dia de trabalho.

— Pois é. Também tenho muitos assuntos a resolver. Não posso ficar apenas pensando em homens.

— Com certeza não.

Mesmo afirmando categoricamente, meus olhos ainda me traíram seguindo na direção de Edward.

Não, não posso basear meus pensamentos e ações ao seu redor.

Contenha-se Bella, essa não é você.

Com o mantra interno rumei para iniciar meu dia de trabalho...

— Vocês estão muito bem, estou orgulhosa.

Comentei com os cavalos e éguas a minha frente.

— Especialmente você Hope, sua recuperação é impressionante.

— Ela deve a vida a você, assim como eu. – Fui surpreendida pela voz de Emm. – Te assustei?

— Um pouco. Mas o que está fazendo aqui? Não devia estar em casa aproveitando a folga?

— Estava, porém cansei um pouco da mamãe atrás de mim o tempo todo, querendo saber como estou, se quero comer, dormir, só faltou oferecer para acompanhar ao banheiro. – Sorri. – Não ri, isso é sério.

— Não tenho dúvida. Pobrezinho do Emm paparicado pela mãe.

— É claro que estou feliz por estar em casa e poder desfrutar desses momentos. Mas se passasse mais um tempo lá acho que enlouqueceria, então resolvi vir pegar Thor para dar uma volta.

— Você ainda não montou desde que voltou?

— Não. Ontem vim aqui com Edward, mas não sai para cavalgar, apenas vim vê-lo.

— Ele sentiu sua falta. – Comentei quando Emm se aproximou do animal. – O levamos para dar voltas, já que é um animal ativo, não achei bom ficar esses dias parado, mas ninguém montou nele.

— Obrigado por cuidar dele na minha ausência.

— Não tem o que agradecer. E falando nisso, pare com essa história de que deve sua vida a mim.

— De certa forma é verdade. Você me devolveu a liberdade, é como se tivesse devolvido minha vida também.

— Emm...

— Desde que chegou fez muito por nós Bella. Você veio para cá no intuito de apenas estudar e aprimorar seus conhecimentos, mas realmente tem ensinado muitas coisas a todos, além de claro, cuidar muito bem não só dos animais da fazenda, mas também das pessoas.

— Não fiz nada demais...

— Por favor, assim você desmerece seus próprios méritos. Você está em frente à prova viva do seu empenho e generosidade. Se hoje Hope está viva e saudável é por sua causa. – Afastou-se de Thor vindo acariciar a crina dela. – Mas eu soube desde a primeira vez que te vi que era determinada. O jeito que tratou Edward quando o conheceu, aquele dia está gravado na minha mente até hoje.

Sorrimos.

— Muita coisa aconteceu desde que nos conhecemos.

— Pois é. Quem diria que vocês se tornariam um casal.

— Não somos um...

Refreei a fala programada.

Primeiro por saber que Emm retrucará, mas segundo por acreditar na sentença ou ao menos era o que esperava.

— O que foi? Não vai vir com a resposta padrão que não são um casal? Quando claramente são sim.

— Não sei Emm.

— O que houve? Edward fez alguma coisa?

— Não. É só que as coisas mudaram entre nós após o episódio com Jacob. Estávamos começando a estabelecer um tipo de ligação, mas com o que houve a mudamos e pensei que seria bom, porém você também foi preso e apesar de nos unirmos para tentar soltá-lo, sinto que algo mudou e não sei em que pé estamos.

— Não Bella, vocês não podem deixar as coisas desandarem. Você sabe que Edward nunca se relacionou com ninguém, com certeza não dessa forma. O conheço da vida inteira e sei que ele nunca agiu desse jeito. Você o inspira a ir além e ele precisa disso.

— De verdade não sei bem nem o que devo fazer. Como posso cobrar algo dele?

— Não é cobrar. Mas vocês têm que conversar, como falou. Estavam em um ponto da relação, então o acontecido com Jacob mudou as coisas, mas acho que conversando podem acertar tudo.

— Esse conselho vale só para nós ou você também o seguirá? – Questionei.

Emm suspirou antes de responder.

— Está falando sobre Rose e eu.

Não foi uma pergunta.

— Sim. Por que você não falou com ela ontem? Por que até agora não foi procurá-la?

— É complicado Bella.

— Você deixou de amá-la? É isso?

— O que? Não. Se não deixei de amá-la por anos a fio, mesmo quando não tinha a mínima esperança de ficarmos juntos, não será agora que o sentimento terá fim.

— Ótimo. Então por que está agindo desse jeito? Sua mágoa pelo momento de hesitação que ela teve é tão grande que não consegue perdoá-la? Porque sei que podemos muito bem amar uma pessoa, mas não querer mais que ela faça parte da nossa vida.

— Ouça. Na noite que fui preso, quando Rose não confirmou assim como todos que acreditava em mim, realmente fiquei muito magoado, porém após refletir entendi que foi a forma dela de reagir a tudo. O medo, a tensão, a situação em si foi muito confusa. E no dia seguinte quando foram me visitar, não estava mais tão chateado, porém ainda não me sentia pronto para vê-la, porém ao ouvir de você e Edward sobre a situação como todo, ouvir que ela passou a noite chorando, receber a bolsa que preparou. Tudo culminou em sentimentos diferentes dentro de mim.

— Então? Não consigo entender porque ainda não se acertaram. Porque não se deram ao menos a oportunidade de conversar e esclarecer tudo. Você disse que não posso deixar minha situação com Edward cair por terra, que devemos conversar e concordo. Mas o que representamos verdadeiramente na vida um do outro? Eu não sei te dizer e duvido que ele saiba, mas mesmo assim compartilhamos algo especial, ainda que seja só nossa amizade. Porém você e Rose são o verdadeiro amor da vida um do outro. Então se tem alguém que com certeza não pode deixar a relação desandar, são vocês dois. – Conclui.

Ele não respondeu de pronto, mas assim como refleti sobre seu conselho, espero que ele faça o mesmo com o meu.

— Rose tem sorte em tê-la como amiga.

Declarou após o instante de silêncio.

— Assim como Edward é sortudo em ser seu melhor amigo.

Os Cullen são sortudos por nos terem em suas vidas.

— Exato. Devíamos cobrar alguma coisa por isso.

— Está dizendo algo como favores sexuais?

— Emm! – Ele riu. – Mas pensando bem. Se você topar eu topo. – Rebati.

— O que?

— Se não estamos conseguindo conversar, vamos mudar o plano. Você e Rose. Edward e eu. Que tal darmos aos Cullen uma noite inesquecível que os fará entender de uma vez por todas quem é que manda?

— Bella!

— Há. Ficou tímido agora?

— Não achei que você levaria a brincadeira tão a sério.

— Para ver você e Rose bem de novo? Topo qualquer coisa.

— Sei. E qual o plano? Convidá-la para transar no feno?

— Pode ser uma boa. Eu testei e aprovei. – Pisquei.

— Você está impossível. Qual é? No dia que pegamos vocês, quase morreu de vergonha, agora está ai contando vantagem do acontecido.

— Para você ver. – Dei de ombros. – Mas sabe que estou só brincando. Não quanto a experimentarem o feno, isso é real. – Ri da careta que fez, porém fiquei séria para concluir. – Mas sobre resolver as coisas com sexo, antes da conversa.

— O sexo tem que vir depois.

— Exatamente. Sexo de reconciliação é um dos melhores.

— Fala sério. Não deve ser saudável ter esse tipo de conversa com alguém que considero uma irmã.

— Pelo contrário. O pior você já fez que foi me pegar literalmente em meio ao ato, quanto a isso não gostaria de repetir a ação. Mas somos adultos, amigos, então é normal conversar sobre essas coisas. Não devemos ficar apenas em uma panelinha de gênero, com Rose e eu conversando de um lado, enquanto você e Edward conversam do outro. Podemos perfeitamente conversar entre nós, afinal de contas, queremos a felicidade do outro em todos os aspectos e esse tipo de assunto faz parte também.

Emm me puxou para um meio abraço, que mesmo assim quase me esmagou.

— Você é muito inteligente irmãzinha.

— Obrigada. Agora vai seguir meu conselho e conversar com Rose?

— Você seguirá o meu de conversar com Edward? – Rebateu.

Ficamos em silêncio por um tempo.

— Talvez siga seu conselho...

— Então talvez siga o seu também. – Respondeu.

— Espero que essas conversas deem certo.

— É o que espero também. – Suspirou e nos afastamos. – Obrigado.

— Eu que agradeço. Agora o deixarei passear com Thor, pois sei que ele está morrendo de saudades também.

— Você vai para a casa dos Cullen?

— Sim. Finalmente encerrei meu dia, agora só segunda-feira. – Respondi sorridente.

— Ok, nos vemos por ai.

— Sem chances de ir jantar lá hoje? – Joguei verde.

— Vamos ver. Não sei quanto tempo ficarei cavalgando, mas tenho certeza que nos veremos amanhã e segunda já volto à rotina normal.

— Ok. Boa cavalgada e se não nos virmos mais. Boa noite.

— Obrigado. Boa noite Bella.

Dei-lhe um beijo no rosto e comecei a caminhar para sair do estábulo.

— Hey Bella. – Virei. – Amo você irmãzinha.

Também te amo irmãozão.

Sorrindo sai do estábulo esperando que as coisas realmente se acertem não só para nós, mas também para as outras duas pessoas envolvidas em nossas vidas...

Queria dizer que não criei esperanças mediante Emm jantar conosco, porém não posso fazê-lo, apesar de aproveitar o tempo com os Cullen como sempre, senti falta da sua presença contagiante, já que é muito estranho saber que ele está por ai, porém não veio confraternizar conosco.

Estamos agora na sala assistindo um pouco de TV, porém fui desviada da programação por meu celular tocando, pedi licença para atender, mas quando vi que é papai ligando, apressei ainda mais o passo em direção ao meu quarto.

— Oi pai.

— Oi Bella. Está podendo falar?

— Sim, estou disponível. A ligação é apenas para conversarmos ou tem algo mais?

— Sempre quero saber como está, mas não estou ligando apenas para isso.

— O senhor conversou com seus amigos detetives?

— Sim.

— Então? Não faça suspense papai.

— Certo. Conversei com vários, não contei tudo, por ser um assunto de certo modo sigiloso e acredito que apenas o Cullen devam proceder com ele, mas conversando e averiguando com alguns contatos, acredito que tenho as pessoas certas para indicar.

— Sério papai?

— Sim.

— O senhor é o melhor. Muito obrigada.

— Não tem de que querida. E seu amigo já está em casa?

— Sim, ele foi solto ontem mesmo, graças ao seu conselho. Ninguém da família Cullen hesitou em concordar com a ação, apesar de preocupados em como as coisas ficarão mediante a investigação.

— Pois agora você poderá dar um norte a eles. Realmente perder o respaldo da polícia nesses casos não é fácil, mas contar com detetives particulares assumindo-o pode ser exatamente do que precisam.

— Sim papai. Assim que encerrarmos a ligação contarei a eles as informações que o senhor passar.

— Certo. Vou deixar sua mãe assumir a ligação enquanto pego os contatos, nos falamos daqui a pouco, sim?

— É claro papai. Até já.

A ligação ficou muda por alguns segundos, mas logo ouvi a voz da minha mãe.

— Oi filha.

— Oi mamãe. Como à senhora está?

— Bem e você?

— Bem também.

— Tem certeza?

— Sim.

— Bella, quero falar uma coisa com você.

— Diga mamãe.

— Eu acho que você deveria vir embora.

— O que? Perdão? Acho que não ouvi bem.

— Ouviu sim. Bella você foi para essa fazenda apenas para aperfeiçoar seus conhecimentos, em função do projeto da faculdade. Mas desde que chegou parece que a última coisa que fez foi seu trabalho.

— Como pode dizer isso mamãe? Desde o primeiro dia tenho me dedicado a fundo em tudo. Todos na fazenda gostam do jeito que trabalho e tenho aprendido muito também.

— Bella. Você só está ai há dois meses e já se envolveu em confrontos com pessoas desconhecidas. Um homem te aprisionou em um banheiro e tentou contra a sua vida. Você enfrentou discussões e brigas para salvar éguas e vacas, sendo que uma dessas no fim das contas acabou tornando-se em vão.

— Mamãe.

— Bella, você foi à delegacia para denunciar o que houve, mas também para visitar alguém que foi preso.

— Emmett era inocente mamãe.

— Essa fazenda é um risco Isabella. Eles já foram sabotados de todas as formas possíveis. Você teve que envolver seu pai nisso de tão tensa que está à situação. Volte para casa Bella. Você está arriscando sua vida ai. Nenhum estágio compensa o risco.

— Mamãe, eu não vou voltar.

— Está dizendo que não voltará mais a Califórnia?

— Não. Estou dizendo que assumi um compromisso. Vim para a Silver Horse passar três meses estagiando e é o que farei. Além do que, não irei embora sendo que nesse momento eles precisam do meu apoio. Como a senhora disse, o suporte do papai está sendo crucial nesse momento.

— Bella, me escute. Se falo isso é pensando no seu bem, jamais pensaria em interromper seus planos se não achasse que o que está acontecendo é sério.

— Sim mamãe é sério, eu sei disso e todas as pessoas que estão aqui também. A senhora tem razão. Desde que cheguei participei de discussões, me envolvi com assuntos que não eram realmente da minha conta, briguei e lutei pelo que acredito, sofri um assédio e uma agressão. Vi um grande amigo ser acusado injustamente de algo, enquanto não tive tempo de lamentar a morte de dois animais que eram muito especiais para mim. Sim passei por tudo isso. Mas nada dessas coisas ruins chega aos pés de tudo de bom que já vivi desde que coloquei os pés nessa fazenda. Então sinto muito que esteja preocupada mamãe, saiba que faço o máximo para me proteger, porém não poderei acatar seu pedido. Só irei embora da Silver Horse quando o mês acabar, enquanto isso permanecerei aqui e arcarei com qualquer consequência dessa decisão.

— Muito bem Bella. Você é adulta, já não mora ou depende de nós a um bom tempo. Então acredito que saiba o que é melhor para si.

— Sim mamãe. Também acredito nisso.

— Ótimo, só espero que nada pior aconteça com você nos dias que lhe restam nesse lugar.

— Espero que nada aconteça comigo, nem com ninguém.

Virei o corpo em direção à porta e estaquei ao notar a presença de Edward dentro do quarto.

Seu pai está aqui, passarei o telefone a ele.

Mamãe falou e encerramos o assunto sem despedir-nos.

Edward não disse nada e como ainda estou ao telefone também não o fiz.

— Bella?

— Sim papai.

— Acabei de enviar por mensagem todas as informações sobre os detetives.

— Certo. Obrigada.

— Escute querida. Tente entender sua mãe, você sabe que ela só está preocupada.

— Eu sei papai.

— Pois bem. E querida, saiba que conta com meu apoio no que decidir. Se disser que quer vir embora te apoiarei, mas se continuar ai até o fim das suas férias, entenderei também.

— Obrigada papai. É muito importante contar com seu apoio. Mas como já deixei claro a mamãe, só irei embora ao fim do verão, conforme o combinado.

— Que assim seja. Só espero que esse último mês traga mais momentos bons do que preocupantes.

— É o que espero também papai. Agradeço muito a ajuda e olharei os contatos assim que desligarmos.

— Ok, qualquer coisa que precisar pode falar comigo.

— Eu sei. Obrigada. Tenho que desligar agora, conversamos mais depois.

— Tudo bem filha. Se cuide, tchau.

— Tchau papai, eu te amo.

— Eu também Bella. Eu também.

Encerrei a chamada continuando a olhar para Edward.

— Me desculpe. Não quis ser indelicado ou inconveniente. – Se justificou.

— Tudo bem. Você ouviu muito da conversa?

— Um pouco. Quando vim procurá-la sua porta estava entreaberta e acabei passando, mas quando me viu tinha acabado de entrar.

— Mesmo assim imagino que ouviu a discussão com minha mãe.

Assentiu.

— Acho que ela pode ter razão.

— O que?

— Talvez seja melhor que você vá embora. – O olhei abismada. – Se sua preocupação é com o contrato e a universidade podemos dar um jeito, explicar a situação, mas você pode ir se quiser.

— Deixe-me perguntar algo antes.

— Pode falar.

— Responda sinceramente. Você quer que eu vá embora agora?

Sua resposta não veio de pronto, mas ao menos não foi à que temia.

— É claro que não Bella.

— Então por que está sugerindo isso?

— Porque me preocupo com você. Porque acho que sua mãe tem razão. Você já passou por coisas demais aqui e agora está no meio do fogo cruzado conosco e não necessariamente precisa ficar.

Não necessariamente preciso ficar? O que quer dizer com isso?

— Bella caramba. Eu não quero que algo pior te aconteça. E se para mantê-la segura é preciso que vá embora, então talvez seja a única alternativa.

— Escute aqui. Minha mãe, você e quem mais precisar. Entendam que não vou embora. Não ao menos até o fim do verão. Não importa pelo que passe nos próximos dias.

— Você deve ser a pessoa mais teimosa que já conheci na vida. – Falou exasperado.

— Só agora está se dando conta disso? – Rebati.

— Não. Sei disso desde a primeira vez que a vi. Quando não arredou o pé após as ofensas que fiz. Ali soube que era teimosa como uma mula.

— Pelo que lembre questionei ao Emm se você era a mula

Tirei-lhe um sorriso com a lembrança.

— É verdade. Que bela dupla formamos.

— Edward, escute. Todos os dias quando acordo feliz por ainda estar aqui, ao mesmo tempo me entristeço ao lembrar que meu tempo está acabando. – Desviei meu olhar do seu por um instante para ver se assim evito ceder às lágrimas. – Mal consigo pensar no dia que efetivamente terei que ir embora, portanto, não me peça para fazê-lo antes do esperado, pois não aguentarei.

Eu não quero que vá. Não quero que vá embora agora e talvez não queira que vá quando efetivamente tiver que ir. – Sorri. – Só estava querendo protegê-la.

— Me sinto segura ao seu lado. Desde muito antes do acontecido com Jacob.

— Não precisamos lembrar àquele maldito dia.

— Não precisamos, mas quero falar algo com você.

— O que foi?

— Quando tudo aquilo aconteceu, estávamos em um ponto nessa relação maluca e única que temos.

— Bota maluca nisso.

— Pois é. E você foi mais do que incrível me apoiando, respeitando meu espaço e tempo.

— Não fiz nada demais Bella. Qualquer coisa contrária a isso seria desrespeitá-la e jamais quero fazer algo assim.

— Eu sei. Porém quando as coisas estavam prestes a voltar ao normal aconteceu toda a situação do Emm, que de algum modo nos afastou ainda mais.

— Está se referindo ao fato de termos deixado de dormir juntos? – Assenti. – Eu fui um idiota no dia que ele foi preso, é óbvio que você não passaria a noite comigo depois daquilo e a partir disso não quis invadir seu espaço e impor algo que talvez não quisesse.

— No dia que dormi com a Rose realmente não estava em bons termos com você para continuarmos naquela situação, mas depois disso passei a sentir falta de dormir contigo. Você não?

— É claro que sinto Bella. Mesmo que poucas, as noites que passamos juntos foram maravilhosas.

— E sabe no que somos ainda melhores?

Aproximei-me parando a milímetros de seu corpo, fiquei na ponta dos pés para que não precise se abaixar e sussurrei em seus lábios.

Em unirmos como um só.

Imediatamente sua boca cobriu a minha.

Não trocamos um beijo delicado de reencontro, mas sim um voraz e intenso de necessidade.

Quando depois de um bom tempo separamos os lábios, Edward foi o primeiro a falar.

— Senti sua falta.

— Eu também. E é por isso que quero fazer algo com você.

Sexo? — Provocou.

— Algo um pouco mais intenso do que sexo.

— O que pode ser mais intenso do que sexo?

Afastei-me caminhando até a porta e trancando-a, seguros de interrupções, caminhei até o guarda-roupa e peguei entre meus pertences um lenço, só então me reaproximei.

— Você se lembra da noite da nossa primeira vez?

— É claro que sim. Não me esqueço dela um instante sequer. Assim como das outras vezes que nos divertimos também.

— Bom. E se lembra do jogo de 20 perguntas?

— Nitidamente.

— Então se dissesse que quero realizar minha fantasia. Você saberia dizer a que me refiro?

O vi engolir em seco.

— Bella...

— Nunca fiz isso com ninguém. Nem ao menos contei a outra pessoa, além de você, sobre essa vontade, porém por algum motivo desconhecido me senti segura o suficiente para revelar o desejo. Assim como me sinto segura agora para querer realizá-lo.

— Bella...

— Esse é o meu nome. – Brinquei.

— Você tem certeza?

Tenho. Você não disse, mas eu percebi que se retraiu após o episódio com o infeliz, talvez por respeito ou receio de como me sentiria depois do que houve. Mas deixei algo bem claro desde o início e reitero agora. O que ele fez ou tentou fazer, não regerá minha vida de forma alguma. Vocês são homens completamente diferentes em todos os sentidos. Com isso quero dizer uma coisa. Eu te desejo Edward. Continuo desejando da mesma forma que antes, talvez até um pouco mais, visto tudo que passamos. Todas as vezes que nos entregamos, realmente me entrego para e com você. E espero que possamos continuar assim. Você quer?

— É claro que quero Bella. Realmente não soube como lidar com a situação depois do que passou. Tive receio que se ressentisse de estar com alguém novamente, mesmo que graças a Deus, ele não tenha feito algo pior. Mesmo assim respeitei seu tempo, espaço e vontade. Mas se agora está dizendo que quer estar comigo, saiba que quero estar contigo muito mais. Quando dizia que nossos encontros eram causados porque simplesmente não consigo resistir a você é a mais pura verdade. Você me enlouquece, fascina, desperta o melhor e o pior do homem primitivo dentro de mim. Tudo que mais quero é estar novamente contigo, por completo, sem qualquer barreira entre nós. E se está dizendo que é o que quer também, que cara de sorte eu sou.

— Você é mesmo um cara de muita sorte.

Sorri lembrando a conversa de mais cedo com Emm, então o beijei.

Esse beijo já foi mais calmo, porém ainda sim tão intenso e importante quanto o anterior.

Aproveitei para guiá-lo até a cama e sem quebrar o beijo o sentei passando as pernas por seu colo.

— Olha só. – Começou a falar quando paramos o beijo. – Serão duas primeiras vezes hoje. – O olhei questionando. – Realizaremos sua fantasia, mas também transaremos em uma cama. – Sorri.

— É verdade. Somos realmente engraçados. Como pode até hoje não termos transado em uma cama?

— Só não aconteceu. Mas é bom que essa transa seja boa, caso contrário, voltaremos aos lugares atípicos em um piscar de olhos.

— Falando em um piscar de olhos.

Indiquei o lenço em minha mão.

— Você tem certeza absoluta?

— Tenho. Quero fazer isso e quero que seja com você.

— Será uma honra tê-la a minha mercê para fazer contigo o que desejar...

— Só espero que nos seus desejos estejam inclusos alguns bons orgasmos.

— Quanto a isso não tenha dúvida.

Virou-nos na cama e dei um gritinho pela surpresa.

— Agora se prepare para sentir e desfrutar Calgirl.

— Estou em suas mãos Cowboy.

Voltamos a nos beijar e pouco a pouco nos ajeitamos na cama até alcançar os travesseiros.

Edward pegou o lenço, com jeito e delicadeza passou sobre meus olhos, quando senti o tecido sobre eles fechei as pálpebras para absorver a experiência como um todo.

— Está tudo bem? Não está apertado demais?

— Não. Você passou no primeiro teste Cowboy. Seu laço está firme, mas não machucando.

— Ótimo, vamos em frente que a noite está apenas começando.

Voltamos a nos beijar por um tempo infinitamente delicioso.

Explorar o sexo como um todo com Edward é muito bom, mas beijá-lo é de maneiras inexplicáveis tão bom quanto.

Quando nossos lábios se separaram, os seus seguiram pelo meu queixo, chegando ao pescoço, subiu ao lóbulo da orelha e encerrou o ciclo voltando novamente a minha boca. Ele continuou fazendo essa repetição por um bom tempo, tendo como incentivo meus gemidos.

Como só estou com os olhos vendados, mas as mãos livres, procuro senti-lo e apreciá-lo o máximo possível. Sendo assim não demorei a puxar sua camiseta para fora do corpo, ele levantou um pouco o tronco para executar a ação, porém logo voltou a ficar próximo, mas não demorou a começar a despir minha primeira peça de roupa também.

Para nossa sorte ou quase que como destino, estou usando uma blusa de botões, com isso comecei a senti-lo abrir um a um até terminar com todos, porém Edward não tirou a peça de uma vez, ainda sinto o tecido próximo ao meu corpo, mas a próxima coisa que senti também foram seus lábios salpicando beijos em minha recente pele desnuda.

Seus beijos estão subindo por minha barriga em direção aos seios, mas sem de fato tocá-los, por que ao aproximar-se, volta fazendo o caminho inverso até chegar ao cós do meu short e assim prosseguir com a tortura.

— Edward...

— Oi?

— Você...

— Sim?

— Não vai me tocar?

— Não é o que estou fazendo?

— Meus seios. Não vai tocar nos meus seios?

— É o que quer?

— Sim.

Praticamente gemi quando senti sua respiração sobre eles.

— É o que precisa?

— Sim.

— É o que deseja?

— Edward, se você não...

Interrompi a frase no meio quando o senti começar a lamber meu mamilo ainda por cima do sutiã.

— Você dizia?

— Continue.

— Eu posso, mas quero saber se não prefere que toque-os diretamente, sem o sutiã para atrapalhar.

— Sim. Sim. Sim.

— Bom. Mas será que devo fazê-lo?

Durante nosso diálogo suas mãos estão trabalhando em ambos, massageando e começando a despertar sensações de ligação direta com minha intimidade.

— Por favor.

Comecei a praticamente me contorcer embaixo do seu corpo.

— Ok. Além do que, tenho um objetivo em mente para essa noite e preciso de total acesso a essas delícias.

Não me importa qual seja seu objetivo, fiquei feliz quando ergueu meu corpo, puxou a blusa para fora e tirou também o sutiã.

Quando deitei na cama, nua da cintura para cima, senti Edward voltar a estimular meus seios com as mãos, enquanto sua boca concentra-se em tentar-me por outras áreas.

As minhas dividem-se entre tocar seu cabelo e costas, mas quando ele finalmente começou a lamber um mamilo e chupar o seio completamente, regozijei de prazer.

— Oh, Edward. Isso chupa.

— Seus seios são uma das coisas mais gostosas que já provei na vida.

— São?

— São, mas dividem o páreo duro com sua boca e claro, sua bocetinha suculenta.

— Isso...

— Sua bocetinha está molhada Bella? Desejando que vá cuidar dela também?

— Sim. Sim está.

— Eu irei, mas só quando já estiver encharcada escorrendo seu delicioso mel, proveniente do orgasmo que te darei só chupando seus peitos.

— Porra.

— É Calgirl. Hoje será a noite que o farei.

— Edward, eu...

— Aproveite Bella. Sinta. Deixe-se envolver. Essa noite é sua.

— É nossa.

— Tem razão, pois estou aproveitando tanto quanto você.

Terminou de falar voltando a usar sua boca para outros fins.

Já li sobre o orgasmo conquistado através dos seios, que são reais e tão bons quanto os outros proeminentes do estimulo nas partes baixas.

E que sorte a minha, mulheres com seios naturais são as sortudas que podem ter a chance de consegui-los, por conta é claro, da naturalidade da ação.

Viva ao seios pequenos, mas capazes de proporcionar novos prazeres.

E viva mais ainda ao homem maravilhoso e dedicado que tenho nesse momento ajudando a proporcioná-los.

Comecei a me contorcer e ao mesmo tempo em que aceito os carinhos de Edward, tento escapar por conta da intensidade de tudo, reação natural do corpo quando atinge um novo patamar de excitação.

— Edward. Edward. Oh, porra.

— Vamos lá Calgirl. Estou me divertindo muito aqui. E você?

— Oh sim, estou. Cacete tão bom. Você chupa tão bem.

— Você que é uma delícia. Boa em literalmente todas as partes. Mas deixe-me continuar, pois estou vendo que está quase lá. Sabia que estou sentindo seu cheiro daqui? – Balancei a cabeça negando. – Pois saiba que estou. O que só me deixa com mais vontade ainda de sentir sua bocetinha em minha boca...

Não sei qual foi o agente catalisador final, mas a sensação proveniente do meu corpo indicou que Edward conseguiu seu objetivo e eu, meu primeiro orgasmo da noite.

— Isso Calgirl. Você é maravilhosa.

Sua boca deixou meus seios e encontrou a minha, compartilhamos um beijo profundo e cheio de significados, porém ele não demorou a descer novamente com carinhos pelo meu corpo, mas agora não se fez de rogado, logo tirando meu short e também a calcinha.

Sem saber o que está fazendo, apenas na expectativa do que virá me surpreendi quando senti um novo beijo, um beijo eroticamente diferente, já que aparentemente Edward colocou minha calcinha entre os lábios e me beijou fazendo sentir meu gosto em sua boca.

— Viu como é completamente deliciosa?

— Eu sou?

— Você é Calgirl, deliciosamente excitante.

— E o que você fará quanto a isso Cowboy?

— Vou devorá-la, comê-la por inteiro. Agora com minha boca e depois com meu pau.

— Sim...

— Sabia que gostaria da ideia.

Não estou vendo, mas tenho certeza que ele está com um sorriso no rosto.

Porém o pensamento fugiu quando começou a me chupar, molhada e sensível do jeito que estou não tenho dúvida que logo atingirei um novo orgasmo, por isso aproveitarei o máximo seus toques antes de sucumbir a um novo ápice.

Sua boca como um todo está judiando de mim, sua língua lambe meu centro de cima a baixo e quando seus lábios resolvem cuidar dos meus, sinto como se pudesse voar.

Não tenho dúvidas que os lençóis já estão totalmente bagunçados, visto o quanto estou me contorcendo de prazer.

Edward não satisfeito apenas com o jeito que estou, abriu ainda mais minhas pernas, colocando-as sobre seus ombros e caiu ainda mais de boca em minha boceta quente e desejosa dele.

Com isso comecei a soltar um monte de frases sem qualquer controle.

Porra Edward. Caralho você é muito bom.

— Sim Edward. Vai. Chupa.

— Você é... Eu não consigo.

— Nunca foi... Eu estou.

— Isso. Isso. Isso. Ai. Ah, meu Deus.

— Não vamos usar o nome do Senhor em vão. Diga o meu Bella. Geme o nome de quem está te dando prazer.

Edward. Edward. Cowboy. Me chupa, lambe, mete. Faça o que quiser.

— Estou fazendo e amando cada segundo.

Quando o segundo orgasmo me atingiu pensei que não aguentaria. Que meu corpo descolaria partindo-se em mil pedaços, que tiraria o lenço e encontraria Edward careca, ainda perfeito não tenho dúvidas, mas realmente não quero vê-lo sem seu cabelo maravilhoso de passar a mão em diferentes situações.

— Está viva?

— Não tenho certeza. – Sussurrei.

— Quer descansar?

— De forma alguma. Tem um jeito de reanimar-me rapidinho.

— Sim? E qual é?

— Que tal me dar sua delícia de pau para chupar? Não tenho dúvida que um leite vigoroso me deixará novinha em folha em um instante.

Calgirl...

— Ai.

Senti um tapa na bunda, porém só consegui me excitar ainda mais.

Percebi que Edward se afastou, provavelmente para tirar as peças de roupa, pois quando o senti novamente, já foi nu e posicionado com o corpo próximo ao meu rosto. Toquei suas pernas, passei por sua bunda e agarrei seu pau.

Duro. Pulsante. Quente. Pronto para ação.

Abri a boca e lambi a cabecinha.

— Ah, isso.

— Senti muita falta dele.

— E ele de você. Sua boquinha de veludo é sem comparação Calgirl.

— Agradeço a preferência Cowboy. Mas agora demonstrarei minha satisfação com gestos e não mais com palavras.

— Ao seu dispo... Porra Bella. Isso engole. Ai caralho.

Por estar deitada e bem relaxada, parece que minha garganta está conseguindo se abrir mais para recebê-lo, com isso minhas chupadas estão sendo ainda mais intensas do que as outras.

— Vai Bella. Chupa meu pau. Isso delícia. Engole.

Tirei seu pau da boca, dando atenção às bolas, mas continuando a cuidá-lo com uma boa masturbação.

— Você já veio tão duro...

— Ah, sim. Ele estava pronto para você.

— E ficou dessa forma só por me chupar?

— Só de estar na sua presença já consigo ficar excitado. Mas o que estamos fazendo me deixou realmente a ponto de bala.

— Quer dizer que também está gostando?

— Não tenha dúvida.

— E vai gostar de me foder?

— Com certeza vou. Só não sei o que é... Bella. Bella. Bella...

Voltei a chupá-lo procurando como informado, receber todo seu prazer em minha boca e conhecendo os sinais do seu corpo não tenho dúvida de que está perto.

— Quero que termine a frase. – Pedi.

— Realmente não sei o que é melhor. A sensação de gozar na sua boca ou na sua boceta.

— Que bom que você é um cara sortudo e poderá fazer nos dois.

Dei meu cheque mate quando voltei a relaxar a garganta e praticamente suguei seu gozo para fora.

— Caralho. Porra. Puta que pariu Bella. Isso. Sua fodida gostosa do caralho. Vai...

Engoli toda sua porra, terminando a ação completamente satisfeita.

Senti Edward sentar ao meu lado, porém toquei em seu pau e como sempre o encontrei ainda em riste, precisando apenas de um pouco de estimulo para atingir nível máximo de novo e foi o que fiz.

— Senta encostado na cabeceira.

Falei e o senti se ajeitar.

Passei para seu colo e voltei a beijá-lo, prosseguindo com uma boa masturbação, mas além de usar as mãos, estou passando seu pau em minha entrada, mas sem penetrar, fazendo-o sentir o paraíso que o espera, mas sem liberar o acesso.

Quando se deu por satisfeito Edward acabou com minha brincadeira conduzindo seu pau para minha boceta.

— Oh, sim.

— Isso.

Gememos juntos...

Comecei a subir e descer em seu colo, devagar, sem presa, sentindo seu corpo e querendo que ele sinta o meu.

Continuamos a nos beijar, nossas mãos transitam soltas pelo corpo do outro, dando e recebendo, desfrutando da sensação sublime de estarmos unidos novamente após tanto tempo.

Ok. Foram só alguns dias. Duas semanas para ser mais exata.

Mas diante da intensidade dos nossos encontros, não é de se admirar que demonstremos tanta saudade.

Apesar de estar apreciando a posição não me admirei quando Edward me deitou na cama ficando por cima, a partir disso aumentou a intensidade das estocadas, passou a beijar meu pescoço e guiar nossa transa de forma ritmada.

Porém quando ergueu minhas pernas deixando próximas ao seu peito percebi sua verdadeira intenção.

— No fim a noite se transformará em 3 por 1? – Brinquei.

— Por que não aproveitar que estamos finalmente em uma cama?

— É verdade. Isso mais mete fundo.

— Como queira Calgirl.

Ele fez conforme pedi continuando a me foder maravilhosamente bem.

— Bella?

— Sim?

— Posso pedir uma coisa?

— Sim.

— Amei a experiência. Tê-la a minha mercê... Mas posso tirar o lenço? Quero olhar em seus olhos quando gozarmos.

Não respondi, ao invés disso tirei eu mesma o lenço.

Pisquei os olhos e balancei a cabeça para me acostumar com a claridade, porém quando foquei no rosto glorioso, o cabelo suado e os olhos brilhantes de Edward, foi inevitável conter um sorriso.

— Ai está você.

Fiz um carinho em seu rosto, quando minha mão passou por seus lábios, Edward entreabriu a boca chupando meus dedos.

— E aqui está você.

— Obrigada.

— O prazer foi literalmente meu também. Mas ainda não acabou.

— Oh não, Cowboy. Com certeza ainda não acabou.

O puxei para um beijo e continuamos com os movimentos.

Porém não querendo perder mais nada que é a beleza de compartilhar esse momento com Edward, passamos o resto da transa com os olhares fixos no outro.

Meu corpo indo de encontro ao seu.

Suas mãos na minha bunda.

Minhas pernas em seu peito, conforme ele colocou, praticando minha posição favorita.

Ocasionando que o sinta por completo.

— Está perto Calgirl?

— Estou junto com você Cowboy.

— Então vamos.

Colocando as palavras em prática deixamos nossos corpos sucumbirem ao extremo prazer, pensei que por conta dos orgasmos anteriores, esse seria de algum modo menos intenso, mas isso é algo impossível quando estou com Edward.

— Bella...

— Edward...

Gememos o nome do outro ao fim do ápice, confirmando, não que seja necessário, que o que temos é algo nosso completo e especial.

Ele deitou a cabeça em meu colo e fiquei fazendo carinho em seu cabelo enquanto nos recuperamos.

Não sei quanto tempo passou até conseguirmos nos mexer tendo total controle do corpo, ao fazê-lo, sugeri tomarmos um banho, apesar de amar a sensação relaxante pós-sexo, realmente estamos precisando de uma chuveirada, Edward concordou e assim fizemos.

Foi um banho rápido, somente para nos refrescar e garantir uma noite relaxante de sono.

De volta ao quarto tive que trocar os lençóis, Edward me ajudou na missão e deitamos quando deixamos a cama habitável de novo.

— Quero renovar a conversa que tivemos no dia que decidimos dar uma chance a nós dois. – Edward comentou.

— Que seria?

— De aproveitar ao máximo sem pensar no amanhã. Em meio a tudo que aconteceu, acabamos nos perdendo nisso.

— Tem razão. Espero que nada mais nos tire do eixo, mas se acontecer, que possamos voltar às boas. – Ele sorriu e lhe dei um beijo.

— Escute, acabamos levando as coisas para outro lado, mas percebi agora que você não olhou as informações que seu pai passou dos detetives.

— É verdade. Você acabou me distraindo do assunto importante.

— Não ouvi reclamações.

Beijou minhas costas, quando me estiquei para pegar o celular em cima do criado-mudo.

— Não ouviria mesmo, pois foi ótimo ser distraída por você. – Sorrimos. – Mas agora vamos ver as informações que papai mandou.

Falei e ele concordou.

Abri a conversa com meu pai e deixei o celular de modo que dê para lermos ao mesmo tempo, passei o olho rápido por tudo, quando percebi que Edward também já leu, falei.

— O que achou?

— Parecem ser realmente muito bons e não tenho dúvida que para seu pai recomendá-los em meio a tantos contatos, devem ser realmente competentes.

— Vamos entrar em contato com eles?

— Quer dizer agora?

— É. Mandar uma mensagem, tentar uma ligação. Sondar terreno.

— Tudo bem. Vamos ligar e ver o que dizem. Já que quanto antes soubermos se poderão nos ajudar, melhor será para todos.

— Exatamente.

Com isso, disquei o número indicado por papai como o principal contato dos dois.

Coloquei a chamada no viva-voz, assim Edward e eu poderemos conversar com os detetives, que segundo o relatório do papai, são...

Alice Brandon e Jasper Whitlock...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Então, atrasei a postagem, mas o capítulo também veio abarrotado de emoções... Família Cullen não hesitou um segundo em mandar soltar o Emm e até que enfim o pobrezinho está de volta ao lugar que pertence, junto da família e amigos. Adoro esses momentos. Infelizmente nossa Rose ainda foi deixada de lado, mas eu prometo que a resolução dos dois está próxima. E a conversa da Bella com o Emm? Esses dois que são irmãozinhos perfeitos enchem meu coração de alegria, a cumplicidade deles é tudo. Tio Charlie cumpriu a promessa e ligou para passar o contato dos detetives, mas em meio a isso dona Renée deixou suas opiniões e preocupações claras. O que acham da opinião dela? E a Bella mantendo-se firme que só irá embora quando for estritamente necessário. Com isso nosso casal teve mais uma das suas conversas poderosas, cheias de sentimentos sim, porém eles apenas ainda não se deram conta de quais... E eles conseguiram! Beward transou em uma cama! Realizaram a fantasia e até praticaram a posição favorita da Bella! Fala sério, quem não queria ser a Bella? Haha. E para quem estava se perguntando sobre a presença de dois personagens mais do que especiais, ai está, nossos detetives são ninguém mais que Alice e Jasper, ansiosas para vê-los chegar? É isso meninas, comentem, novamente agradeço muito a quem já o faz. Estou muito curiosa para saber o que acharam de tudo. Recomendem, não deixem de me seguir no twitter: @KNRobsten. E também mais tarde voltem ao meu perfil para conhecer minha mais nova one. Tenham um maravilhoso dia de aniversário da K. Até os comentários e torçamos para o post chegar quarta que vem. ~Kiss K Nanda.