Promises
3 Letters For You!
Notas iniciais
\"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.\"
William Shakespeare.
.Tamaki POV’s.
___13 de Novembro — 22h00min___
Fiquei em estado de choque.
– Mas o que você... Aliás, o que vocês estão fazendo aqui? – Meu pai e o pai de Kyoya estavam lá, e eu não tinha entendido o porquê.
– É desse jeito que você fala com seu pai?
– Hun... Mas, ninguém respondeu minha pergunta e, só avisando, eu não vou falar com meu pai educadamente até que me respondam. – Disse rígido.
– Garoto, se eu fosse você me trataria com mais respeito, se não, não vou lhe convidar para o casamento de sua mãe.
– Ca-casamento?! Era essa a surpresa?!
– Sim. E adivinhe com quem?
– Como você quer que eu saiba? Com certeza é alguém que eu nunca ouvi falar! Deve ser uma daqueles ricos franceses que nem sabem a história de vida dela... Que nem sabe que ela tem um filho!
– Ora, ele nem é francês. E você o conhece. Só não sei se gosta muito dele.
– Então quem é? Hein, me falem logo. Querem me matar do coração?
– Sou eu. – Meu pai respondeu, na maior tranqüilidade possível no mundo. E começou a dar pequenas risadas, abafadas pelas próprias mãos, enquanto o pai de Kyoya fazia o mesmo.
– C-como? Vocês vão se casar de novo? Vão mesmo?
– Pois sim. – Um sorriso brotou em minha face e eu dei um grande abraço em meu pai, coisa que não fazia há muito, muito tempo.
– E, acho que você gostaria de saber que eu e seu pai, meio que, fizemos “as pazes”. – Yoshi (N/A: É o pai de Kyoya...) disse.
– Hee... Realmente, vocês têm mais alguma coisa para me falar? – Disse, pausando meu abraço com meu pai.
– Não, não mais.
– Ah, estou muito feliz! Este é um ótimo dia, se melhorar estraga! – Então, vir-me-ei para meu pai novamente, e lhe abracei.
___ 13/14 de Novembro — 00h00min___
Logo após a janta, subi ao meu novo quarto e acessei o computador. Enquanto vasculhava meu e-mail, vi cinco novas mensagens. O Host Club passou imediatamente pela minha mente, mas me surpreendi, pois não havia nem sequer um rastro de qualquer palavra de Haruhi.
___14 de Novembro — 13h15min___
– Tamaki! – Minha mãe gritou do primeiro andar.
– Sim?
– Chegou uma carta para você. – Quando terminei de descer, minha mãe estendeu um envelope com um cheiro ótimo de flores. Dei uma olhada, e percebi que no lado inverso estava o nome do remetente. Assustei-me. Era “a mensagem que eu não recebi” de Haruhi.
– De quem é? – Minha mãe perguntou, colocando luvas de plástico para lavar a louça.
– Haruhi... Fujioka. Ela era minha amiga, e dos Hosts também. Ela era a bolsista da escola.
– Oh, seu pai me falou desta garota. Disse que era muito aplicada, não?
– Sim, sim. – Sentei-me na cadeira que ficava ao lado do fogão na cozinha. – Ela é muito esperta, sabe? Todos podiam confiar tudo com ela. A mãe da Haruhi morreu de doença quando ela tinha uns cinco anos. Era advogada, muito bonita também. Então, ela vivia com o pai.
– Muito interessante.
– Haruhi também era muito boa pessoa.
– Imagino.
– Hey. Espera aí, eu estou aqui sem fazer nada e você lavando a louça? Eu preciso fazer alguma coisa, não é mesmo? – Eu peguei e comecei a ajudá-la, o que acabou terminando em guerra d’água.
– Vocês não crescem mesmo, né? – Meu pai apareceu e, acabou entrando na guerra d’água depois de receber um “banho acidental”.
___14 de Novembro – 22h47min___
Subi as escadas da casa e entrei no meu quarto. Há quase trinta minutos eu decidia se abria ou não a carta. Sim, eu fiquei o dia inteiro sem lê-la, e não me perguntem como eu consegui este recorde.
Joguei a carta na escrivaninha e me sentei na cama. Olhei para baixo em alguns instantes e depois fixei meus olhos para a carta. Por cinco minutos. Dez. Depois quinze.
– Ah! – Gritei. – Desse jeito vou ficar aqui a noite inteira! – Tomando coragem segurei a carta e a abri. Comecei a ler.
“Senpai,
Espero que tenha chegado bem de viagem e que esteja conseguindo se re-adaptar – já que deve ser difícil você ter convivido nesta loucura que é Ouran e agora estar na normalidade (eu acho).
Ah, não se esqueça de vir nos visitar, okay? As flores já desabrocharam aqui no jardim e está muito bonito de se ver.
Mas, bem, não vou gastar toda esse dinheiro que estou pagando só para te falar isso.
Porque hoje, quando Honey acordou, ele começou a chorar. É sério, mas chorar mesmo, tanto que Mori ficou desesperadamente desesperado, porque o loirinho não parava. Foram uns vinte minutos de pura choradeira. Sabe o que ele falou depois? Que ele estava com saudades e que ele estava decepcionado porque ninguém do Host Club falou nada sobre você ter ido [...]”
Parei de ler.
É... Pelo jeito, ninguém sentiu muito minha falta. Continuei.
“Ninguém sabia o que falar. Eu tive de ficar uns dez minutos para pensar em alguma coisa para dizer, mas a verdade é que, no final, eu acabei dizendo o que toda santa pessoa falaria.
– Todos nós sentimos falta dele. Talvez a gente só não saiba como demonstrar isso, por que... Por que... Porque nós somos idiotas demais. Nós achamos que fazer isso vai ser menos doloroso do que guardar as boas lembranças que Tamaki, querendo ou não, se esforçou para deixar pra gente, Hani. Você é a pessoa mais certa aqui. Você sabe reconhecer essa perda. Acho que nós é que estamos ficando ignorantes demasiadamente exagerados.
Bem... Todos estão sofrendo aqui. Então é bom que você se divirta, porque, se não, eu vou até aí para lhe dar uns puxões de orelha. Porque, convenhamos, nós estamos sofrendo para você sofrer também? Ora, se você fizer isso... Okay! Acho que você já entendeu.”
Ah, minha amada... Eu não posso evitar sofrer estando tão longe de você.
Sinceramente, eu só espero que Haruhi esteja sentindo minha falta tanto quanto sinto dela...
.Haruhi POV’s.
___14 de Novembro – 08h18min___
‘Porque o Honey está chorando afinal? Será que já acordamos com más noticias?’
Foi isso que pensei ao escutar o choro infantil que saía do quarto ao lado.
– Haruhi! – Os gêmeos batiam na porta.
– O que aconteceu? – Disse, abrindo a mesma.
– Não temos idéia. Mori disse que Hani acordou praticamente chorando e até agora não falou nada. – Hikaru pronunciou.
– Será que ele não teve um pesadelo? – Sugeri.
– Acho pouco provável. Hani pode parecer infantil, mas, do mesmo jeito, ele não se assusta mais com esse tipo de coisa.
– Será que você consegue acalmá-lo, Haruhi? – Perguntou Kaoru.
– Bem, não sei... Talvez... – Sem terminar a frase, os dois me arrastaram até o quarto vizinho. Todos já estavam lá.
– O que aconteceu, Hani? – Kyoya perguntava um pouco, digamos, preocupado com a atitude inexplicável do mesmo.
Hani respirou fundo.
– Vocês... Vocês são muito maus!
– O... O que?
– É! Vocês são muito maus. Tamaki foi embora ontem e até agora nenhum de vocês aparenta sentir falta dele! Vocês estão sendo rudes com as lembranças que Tama-chan deixou. É, falei.
Eu não tinha o que falar. Mas eu precisava falar. Prometi a mim mesma que iria proteger os Hosts e que iria ajudá-los no que pudesse.
– Ah... Todos nós sentimos falta dele. Talvez a gente só não saiba como demonstrar isso, por que... Por que... Porque nós somos idiotas demais. Nós achamos que fazer isso vai ser menos doloroso do que guardar as boas lembranças que Tamaki, querendo ou não, se esforçou para deixar pra gente, Hani. Você é a pessoa mais certa aqui. Você sabe reconhecer essa perda. Acho que nós é que estamos ficando ignorantes demasiadamente exagerados. Entende? – A surpresa dos garotos era extremamente notável.
– Eu... Eu entendo Haru-Chan!
– Então... Não chore mais, ta? – Abracei Mitsukuni – Vamos ficar bem, okay? Eu prometo. Nós vamos ficar bem.
– Ta bom. – Sorriu – Não choro mais.
___15 de Novembro – 15h45min___
Logo depois do almoço, fui à praia, sozinha. Com o simplório objetivo de pensar. Coisa que eu não ia conseguir fazer no meio do Host Club.
Ao voltar para casa, dei uma olhada na correspondência e lá, achei uma carta de Tamaki. Endereçada a mim. Adentrei na casa e subi diretamente para “meu” quarto, ignorando por completo os chamados para o “lanchinho da tarde” dos Hiitachin.
Já no quarto, sentei-me no parapeito da janela e abri a carta. Começando a ler, sentindo-me ansiosa.
“Haruhi,
Eu cheguei muito bem de viagem, mas, realmente, minha re-adaptação vai ser meio... Difícil. É meio esquisito não ter os Hitachiin’s me provocando, um adolescente que parece uma criança, um cara que parece que não existe, outro indiferente e bem, a única Host menina!”
Será que ele não tinha uma comparação melhor, a meu respeito, não?
“Vou visitá-los sim, claro. Eu sinto muitas saudades do Japão, de Ouran, do Host Club... Sinto mesmo.
E, vai ser meio complicado de não ficar triste, pelo menos algumas vezes. Vocês sempre fizeram a diferença na minha vida! Mas, de qualquer forma, tenho boas novidades! Minha mãe e meu pai vão se casar, acredita nisso, Haruhi?! Eu... Eu estou extremamente feliz. De verdade, e espero que vocês consigam se sentir felizes.”
Sem você, isso é meio complicado... Senpai.
Continua...
Notas finais
Kissus
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