Notas iniciais
Eu sei que tem todo aquele drama de "você não é meu irmão" e etc., mas como eles foram criados juntos como irmãos eu marquei incesto, só pra não dizer que eu não avisei.
Bom, é isso.

Ele estava com saudades do irmão, com toda certeza. Loki não era a pessoa mais gentil e amável do mundo. Aliás, passava longe disso. Era frio e sínico a maior parte do tempo, mas mesmo assim Thor sentia falta da presença do moreno. E mais que isso, sentia falta da intimidade compartilhada pelos dois nas noites de Asgard.

Porém Thor sabia que o irmão guardava todo o tipo de sentimento no coração. Estava louco de raiva, desvairado. Também estava louco de tristeza. Sentia-se sozinho, abandonado pela própria família. Mas até certo ponto ele guardara aquilo para si, quando descobriu que ele realmente não fazia parte daquela família.

Odin não era seu pai, assim como Thor não era seu irmão. Aquilo deixara-o triste e animado ao mesmo tempo. Triste porque ele admirava o loiro, e ele era sua base familiar. E animado pois pensou que finalmente os outros poderiam saber sobre o romance dos dois e levar como uma coisa normal, sendo que eles não eram realmente relativos.

Mas Thor nem levou essa opção em conta.

"Nós estamos bem assim, não quero que mude. Você continua sendo meu irmão, não importa se é de sangue ou não." Fora o que o loiro dissera.

"Você não é meu irmão, ouviu? Nós não somos uma família!" Fora o que Loki respondera, a fúria reprimida começando a jorrar para fora, atingindo a todos.

Foi quando ele decidira que todo o mundo deveria pagar. Pagar por sua tristeza, seus próprios erros e problemas. Colocara sua fúria em todo o plano, porém permanecera frio. E de repente viu-se amordaçado, trancado por aqueles que diziam ser sua família. Inclusive Thor. O loiro que trancara sua jaula. Que fechara sua mordaça.

– Ei, olhem quem vem vindo! E se não é o bom moço? Veio visitar o irmão adotivo malvado? — riu Loki, falsamente — Que gracinha!

Thor aproximou-se, sem dizer uma única palavra. Sem um único suspiro. Pôde ver a tensão formar-se nos olhos do moreno. Queria tanto chegar perto do irmão, abraça-lo. Queria mais que isso. Desejava beijar aqueles lábios novamente. Porém estavam separados por uma grande e maciça placa de vidro.

– Bom, não vai falar nada? Veio aqui só para rir da minha desgraça? Ou sente falta dos velhos tempos? — perguntou, com todo o cinismo que conseguiu colocar em sua voz já triste e amarga.

– Não faça isso. Por favor, não faça. — finalmente Thor falou, ainda firme. — Eu... não estou bem. Estou sofrendo, sabe?

– Sofrendo, Odinson? Sofrendo? — o moreno esbravejou enquanto uma lágrima escapava. Ele tentara limpar, porém o loiro já tinha visto. — Bem, não é você que está trancado numa jaula... como um animal. — disse, recompondo-se.

– Você não é um animal, Loki. Deixe disso. Quando você sair...

– Eu vou sair? Tem certeza que seu pai me deixará sair?

– Nosso pai irá deixar. Eu mesmo pedi.

– Então a alteza dos cabelos dourados e músculos de aço deu-se o incômodo de requerer minha liberdade com o grande e magnífico Pai de Todos? Que lindo da sua parte, Odinson. Lindo.

– Por que não me chama mais de Thor?

– Bom, os inferiores não devem chamar seus superiores pelo primeiro nome, certo? Isso é falta de respeito. — disse, com ironia estampada em todo o seu ser.

Thor apresentou um sorriso fraco e não respondeu. Aproximou-se da placa de vidro que separava os dois, olhou fixamente para uma parte do objeto por alguns segundos e de repente uma voz alta autorizou a entrada do loiro. Ele andou lentamente até uma cadeira próxima e sentou-se, apoiando as mãos nos joelhos.

Os dois irmãos encaravam-se, Loki com expressão séria e Thor com um meio sorriso aconchegante, que, de alguma maneira desconhecida, iluminava o ambiente. E o coração do moreno.

– Deixe-me adivinhar! Veio aqui jogar tudo o que eu fiz na minha cara? Me humilhar? — sussurrou Loki, com uma voz rouca que sempre deixava Thor excitado. Bom, isso não mudara.

– Eu já disse para parar com isso, irmão. Pare de se torturar! Não posso ver você assim...

– Ah, não pode? Então por que ainda me mantém preso aqui?

– Por mim você já teria saído, sabe disso.

– Não, Thor. Eu não sei.

– Loki, irmão, eu te amo. Disso você sabe, eh?

Dessa vez o moreno não respondeu. Outra lágrima escapou, mas ele não limpou-a. Deixou-a escorrer, e essa logo foi acompanhada por outras e mais outras e isso não parecia que ia parar tão cedo. Com o coração apertado de ver o irmão naquela posição frágil, Thor aproximou-se de Loki e abraçou-o, forte e carinhosamente. Este não reagiu, e com um movimento rápido o loiro tirou um objeto do bolso e amarrou os braços do irmão na cadeira.

– O que é isso, Odinson? Agora não poderei nem mais fazer minhas pequenas caminhadas nessa jaula? — disse Loki, surpreso com o ato do outro.

– Apresento-te uma corda, irmão. — falou Thor perto da nuca do moreno, rindo — E nem tente escapar. É uma corda especial, feita aqui mesmo em Asgard.

– Ah, sério? Quase não notei. Mas para que me prender assim? Vai me levar para a forca, o julgamento final?

– Não seja tolo, irmão! Anda lendo muitos livros, eh? — retrucou o outro, andando livremente pela pequena cela, observando a quantidade de livros que Loki mantinha ali. — Na verdade, só quero relembrar os velhos tempos.

Essa última fala trouxe a Loki muitas lembranças. Lembranças boas, de quando os dois se amavam em segredo nos vários cantos desertos de Asgard. De quando Thor amarrara-o em uma cadeira, alguns anos atrás, exatamente como fizera poucos momentos passados. Um risada maliciosa escapou dos lábios do moreno, e Thor pensou que aquilo era a aprovação. E realmente era. Se aproximou do irmão, massageando sua nuca e ombros, passando para o abdômen e logo descendo para sua região pélvica. Voltou as mãos para as costas do moreno, depois levou-as até suas coxas, massageando a parte interna. Passou levemente sua mão sobre o membro do irmão, que já ardia de desejo.

O loiro sentou-se novamente na cadeira em frente a Loki, abrindo o zíper de sua própria calça. Ele estava sem roupa de baixo, o que logo deixou seu ereto membro exposto. Agarrou-o e começou masturbar a si mesmo, enquanto o moreno olhava aquilo com desejo, sem poder fazer nada com as mãos presas daquele jeito.

Depois de alguns momentos de tortura, muito longos para Loki, o loiro levantou-se novamente e aproximou-se do irmão. Começou a despi-lo, até não sobrar uma única peça de roupa em seu corpo, todas rasgadas sobre o chão. Voltou a acariciá-lo como da última vez.

– Thor... — gemeu Loki, implorando. Era esse um dos objetivos do loiro: queria ouvir o gemido do irmão novamente.

Ticando esse item em sua lista mental, levou ambas as mãos para o membro do moreno, que suava e gemia. Começou a movimentá-las lentamente, vendo o desejo estampado no rosto do irmão.

– Vamos Thor... Mas r-rápido!

– Diga por favor, então.

– N-não vou dizer! — com essa resposta, Thor parou os movimentos e distanciou-se do moreno.

– Sério mesmo, Thor?

– Preciso ouvir um por favor. É fácil Loki, apenas peça.

– Eu posso me virar sozinho então!

– Amarrado assim? Tem certeza?

– Eu te odeio.

– Sei que me ama. Eu também te amo! Vai pedir ou posso me vestir e ir embora?

– Não vá. — sussurrou Loki, fazendo cara de coitado para o loiro. — Não vá... p-por favor.

– Diga novamente, mais alto! — pediu o loiro, aproximando-se novamente do irmão, e recomeçando os movimentos, dessa vez mais rápidos.

– Por favor! — gemeu Loki, não aguentando-se de prazer. Há tempos não sentia aquelas mãos fortes do loiro tocando-o daquele jeito. O melhor jeito.

Continuaram daquele jeito, até Loki chegar em seu clímax. Thor levantou-se, e afastando suas pernas chegou mais perto do corpo do moreno, que entendeu a mensagem. Com as mãos inutilizáveis, estendeu um pouco o pescoço, abocanhando o membro o irmão. Sentia saudades daquilo, e não pôde se controlar. Fazia movimentos rápidos e aumentava progressivamente. Thor segurava a cabeça do irmão, e tinha as mãos enroladas em seus cabelos lisos e macios.

Em um dado momento, logo após de chegar em seu ponto máximo,o loiro sentiu que o irmão estava chorando novamente. Levou suas mãos até o queixo de Loki, fazendo-o parar os movimentos.

– Olhe para mim. Por que está chorando novamente, irmão?

– Eu n-não sou seu irmão, Thor! Aceite isso de uma vez por todas.

– Nunca. Mas responda-me, por favor! Por que está chorando?

– Porque acabei de perceber que você me faz falta. Muita falta. Satisfeito?

– Só isso? — perguntou Thor, sabendo que havia mais.

– E... também... você sabe, Thor! Não me faça dizer!

– Mas eu quero ouvir, Loki. Me deixaria tão feliz, não imagina o quanto. Você nunca me disse isso antes.

Silêncio. Mais lágrimas, mais silêncio. O loiro saiu daquela posição, agachando-se perto do irmão e abraçando-o novamente. Sabia que Loki não diria o que ele queria ouvir. Ele não diria um eu te amo naquele momento e provavelmente em nenhum outro. Mas Thor também sabia que esse era o sentimento que o irmão guardava em seu coração, na maioria dos momentos frio e escuro.

– Bom... preciso ir agora. Eles sentirão minha falta. Eu disse que almoçaria com um de nossos convidados especiais hoje. Promessa é dívida. — disse Thor, vestindo-se, e desamarrando o irmão.

– Você também me prometera nunca mais me deixar, lembra? Alguns meses atrás... você prometera. E agora você está indo embora, depois de conseguir o que queria. Sabe-se lá quando volta... se volta. — parecia que o corpo de Loki escolhera aquele dia para expulsar todo o choro reprimido por anos.

– Eu volto, irmão. Prometo que volto.

– Outra promessa, não é mesmo? Você promete tantas coisas, Odinson.

– Essa eu vou cumprir, prometo.

– Pare de prometer, pelo amor dos deuses! Pare!

– Certo. Eu vou cumprir o que prometi. Não irei abandoná-lo nunca mais. Me espere, eu volto ainda hoje. E, me desculpe, mas terei que fazer outra promessa, que também irei cumprir, acredite. Eu volto para te buscar, Loki. Vou te tirar daí. — disse Thor, emocionado, dando-lhe um beijo de despedida. Dirigiu-se para a saída, fez os mesmos movimentos de quando entrou, e agora caminhava para o portão principal do lugar.

– Eu te... Eu te a-amo Thor! — gritou o moreno, de repente. Ficou surpreso, pois não planejara aquilo. Em seguida voltou para um canto afasto de sua cela, desesperado por uma resposta de Thor. Qualquer resposta.

– Eu volto, Loki. Eu volto! — berrou o loiro, já quase saindo do prédio. Ele voltaria, com certeza. Salvaria seu irmão e amante.



Notas finais
Well, a inspiração veio da senhorita Stayever ♥, e a fic vai de presente para ela, como prometi *.* E eu vou começar a assistir Supernatural e escrever uma fic para você, S. Só me dê tempo u.u
É tão bom escrever sobre eles, são tantas emoções nessa relação dos dois waw ♥ É tão fluido etc.
Uma última coisa: foi confirmado ontem pela J.K, em sua página oficial, que teremos mais filmes do universo de Harry Potter dhjsbfhjdgfdgd *respira*
~xxo

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!