Promise you
1 Quando eu crescer... Vou casar com você
Notas iniciais
Aquela era uma tarde escura, nuvens densas e negras cobriam todo o céu e somente eram iluminadas pelo brilho de raios assustadores, não demorou para que uma forte chuva começasse a cair sobre toda a cidade de Magnolia trazendo um sufocante sentimento de pavor ao pequeno coração de uma inocente garotinha que caminhava de mãos dadas com sua mãe por um ermo estacionamento.
Cabelos curtos e levemente ondulados, grandes olhos assustados, estatura bem pequena para sua idade, porém muito delicada em todos os sentidos, assim era a pequena Levy em seus sete anos de idade. Caminhava apressadamente ao lado de sua mãe que estava em uma luta contra o horário, pois uma reunião de última hora tinha sido marcada e esta, como diretora da mais prestigiada editora do país, não poderia deixar a desejar nos horários, já que era o braço direito do presidente da empresa.
Chegando ao andar da sala de reuniões, a mãe de Levy tirou o casaco e o pendurou, antes de ir ao encontro dos outros membros convocados, deixou a pequena garotinha em uma saleta ao lado. Sentou-a e com um doce beijo na testa deu um “até logo”, muitos outros funcionários estavam chegando ao mesmo tempo e o falatório ainda durou alguns instantes, mas depois que todos foram adentrando a reunião, somente a garotinha e mais um garoto sobraram na pequena sala.
De frente com o sofá se podia ver o céu negro por enormes vidraças, a imagem de tantos raios assombrava Levy que encolhia e apertava os olhos a cada vez que o céu era iluminado. Estava segurando o choro, pois não queria ser um incômodo para sua mãe, mas vendo que o frio também aumentava, começou a tremer e quando estava prestes a derramar lágrimas, pôde ouvir uma voz bem ao seu lado...
_Você está com frio? – Perguntou o garoto que tinha ficado com ela na sala.
_U-um pouquinho... – Respondeu ela com o olhar baixo.
_Vou dar um jeito nisso! – Disse o garoto de cabelos negros.
Ele então caminhou até o cabideiro onde o casaco da mãe de Levy estava pendurado junto a outros, porém ele pegou o correto, o que chamou a atenção de Levy, pois tinha vários casacos e ele tinha memorizado muito bem qual era o casaco de sua mãe. Depois disso voltou até a pequena e a enrolou cuidadosamente abraçando-a, o que permitiu que ele percebesse que ela estremecia diante dos raios e trovões.
_Você tem medo de trovão né? – Perguntou ele novamente.
_N-não. – Respondeu ela com os olhos quase que fechados diante das enormes vidraças.
_Que pena, pois eu sei como se livrar do medo, mas se você não tem... – Dizia ele soltando-a do abraço.
_Como?! – Perguntou ela entusiasmada.
_Venha comigo. – Respondeu ele lhe estendendo uma das mãos.
Ela então pegou na mão dele e ao ficar de pé ao seu lado, percebeu que ele era muito maior que ela e inexplicavelmente sentiu que poderia confiar nele. Ele a levou até a escrivaninha no canto da sala e os dois entraram debaixo da mesma, ali ficaram por alguns minutos e já que Levi não podia ver a chuva e os raios, se sentiu mais calma. Levi esboçou um belo sorriso com os olhos ainda molhados pelo medo que antes sentia, o garoto sentiu uma alegria que não podia explicar diante daquele sorriso, mas com certeza percebeu que aquele lindo sorriso aqueceu seu coração.
_Qual é o seu nome? – Perguntou ele.
_Levy McGarden. E o seu? – Retrucou ela.
_Só Gajeel está bom. E eu tenho dez anos. Quantos anos você tem? – Perguntou ele novamente.
_Eu tenho sete anos... – Respondeu ela cabisbaixo.
_Por que ficou chateada Levy? – Perguntou ele observando a reação dela.
_É que todo mundo diz que sou muito pequena para minha idade, então eu fico com vergonha... – Respondeu ela batendo as pontas dos indicadores.
_Eu acho que você é linda por ser tão pequena e fofa, as outras pessoas não sabem de nada. – Respondeu ele dando de ombros.
_Obrigada! – Respondeu ela com um sorriso ainda maior que o primeiro fazendo os olhos de Gajeel brilharem.
Nesse mesmo instante um grande estrondo de um trovão fez com que Levy saltasse de medo, pulando na direção de Gajeel que a abraçou como quem quer proteger alguém com a própria vida...
_Esse foi um dos grandes. – Observou ele.
_Ainda sinto medo Gajeel-kun. – Disse a pequena quase aos prantos.
_Então vou usar algo especial que vai fazer você nunca mais sentir medo... – Disse o garoto tirando do bolso uma pulseira e colocando-a no pulso de Levy, nela havia um pingente, uma pequena estrela.
_Que linda! – Disse ela maravilhada.
_Era da minha mãe, toda vez que fico com medo de algo, o medo passa quando eu seguro essa estrelinha bem forte. Mas eu cresci e não preciso mais dela, então agora ela é sua. – Explicou ele ainda com a garota nos braços.
_Muito obrigada Gajeel-kun, quando eu crescer e não tiver mais medo, eu vou devolver ela pra você. – Disse ela encostada ao peito do garoto o fitando de baixo.
_Não precisa devolver, eu te dei ela porque você precisa dela mais do que eu. E as garotas menores devem chamar os garotos mais velhos de “senpai”. – Disse ele fingindo nem se importar com ela, mas seu pequeno coração palpitava com cada expressão da garotinha.
_Tudo bem senpai... Mas ainda vou ser muito corajosa quando eu crescer e vou ser uma grande diretora como a minha mãe, então vou te mostrar que não tenho mais medo quando eu for grande. – Disse ela com uma leve risadinha que balançou de vez o coração de Gajeel.
_Então quando você crescer e realizar seu sonho de ser diretora, deve me prometer que vai casar comigo. – Disse ele a fitando ternamente.
_Sim... Quando eu crescer... Vou casar com você senpai. – Respondeu ela transbordando de felicidade.
_Você promete?! – Perguntou ele surpreso.
_Eu prometo. – Disse a garota que estava com os olhos pesados, prestes a cair no sono.
Ele então sorriu como um grande vitorioso e a aconchegou ainda mais em seus braços. A chuva ainda caía impiedosamente, raios e trovões também continuavam a clarear as nuvens carregadas, mas Levy descansava tranquilamente nos braços de seu herói, não tinha mais medo. Os dois adormeceram então, abraçados esboçando ternos sorrisos em seus rostos infantis e foram encontrados mais tarde, quando a reunião acabou, por seus pais que ficaram comovidos com a cena... O pequeno casal de crianças dormindo serenamente debaixo da escrivaninha.
Foram levados um do outro ainda dormindo sem sequer poder se despedir, mas uma promessa havia sido feita naquele dia, uma promessa infantil e sem nenhuma espécie de malícia. Com pais trabalhando na mesma empresa não seria tão difícil de eles voltarem a se encontrar e com certeza ainda tinham em mente que esperariam um pelo outro, pelo menos enquanto ainda se lembrassem das palavras ditas naquela tarde chuvosa...
Notas finais
Geudaeneun nae mame
Onjongil noga naerin somsatang gata
Geudaeneun nae mame
Nunbushige dagaon mujigae gata
Naegeman deullige
Dalkkomhan moksoriro yaegi haejullae
Cheoeumbuteo geudae maeumdo
Everyday loving me
Saranghae
Just be my love
Tradução~
Você é como
Algodão doce derretendo o dia inteiro no meu coração.
Você é como
O arco-íris que vem deslumbrantemente ao meu coração.
Você vai
Sussurrar para mim com sua doce voz.
Desde o início o seu coração também está
Todo dia me amando
Eu te amo
Apenas seja meu amor.
The Day We Fall In Love
Park Shin Hye
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