Promise you

19 Por que você não volta logo pra mim?


Notas iniciais
Sempre leio fics e vejo que os autores nem sempre têm muito a escrever nas notas, já eu, falo demais nelas (rsrs) Bem... hoje vai ser um dia de trégua e como muitos têm perguntado o que poderia ter acontecido com Gajeel, a explicação em breve virá. Boa leitura!

Levy caminhava pelos corredores até o elevador pensando se ele seria capaz de chegar ao ponto de demiti-la por causa do que tinha acontecido. Já se preparava para o pior quando chegou à saleta que antecedia aos escritórios presidenciais e se deparou com Wendy arrumando sua mesa.

_O que está acontecendo aqui? – Perguntou ela embasbacada.

_O Presidente não permite que eu mencione nada, mas disse que ele mesmo irá explicar as coisas pra você, me desculpe Levy. – Respondeu a garota com o olhar triste e na mesma hora anunciou a chegada de Levy ao Presidente.

_Mande ela se sentar e esperar, pois estou ocupado no momento. – Respondeu ele pelo telefone.

Levy se sentou e esperou, esperou mais de vinte minutos e nada de Gajeel permitir sua entrada. Ele novamente pelo telefone pediu que Wendy fosse até a gráfica buscar um manuscrito que ele deveria mandar para que Juvia analisasse para ele. A garota saiu se despedindo de Levy, que ficou sentada por mais um bom tempo esperando.

Pela câmera de segurança Gajeel ria da forma preocupada em que Levy se encontrava do lado de fora, é claro que ele não estava ocupado, mas estava tentando provocar a pequena de todas as formas. Porém algo surpreendente aconteceu, Levy colocou o copo de café sobre a mesa de Wendy e com um triste olhar correu a mão pelos cabelos separando uma mecha e a enrolava no indicador. Gajeel ao ver aquilo sentiu algo estranho em seu peito, como que um aperto, tentou parar de olhar pelo monitor, mas não conseguia controlar o desejo de ir ao encontro dela e quando finalmente se dirigia a porta, Wendy voltou com o manuscrito.

_McGarden... Me desculpe pela espera. – Disse ele ainda se sentindo estranho.

_Sem problemas. – Respondeu ela cabisbaixo pegando o copo de café nas mãos.

_Venha comigo. – Disse ele se dirigindo à sala ao lado.

Ao entrar na sala ela notou que todas as suas coisas estavam ali, os livros dentro de caixas enormes e as pastas todas empilhadas sobre sua mesa...

_O que isso significa? – Perguntou ela já voltando a se irar.

_Eu não consigo entender muito bem as suas explicações já que você é péssima nisso, então decidi que você vai ficar aqui, mais perto de mim. – Respondeu ele ironicamente.

_E quanto a Wendy? – Perguntou ela ainda mais irritada.

_Eu descobri que não tenho uma secretária e gostei muito dela quando fui ontem a sua sala para ser desrespeitado, esse foi mais um dos motivos para eu te arrastar pra cá. – Respondeu ele em tom de provocação.

_Você não precisa de uma, pois já tem Juvia como diretora geral para te manter informado e resolver tudo pra você, se quiser a Wendy, tudo bem, mas eu vou voltar para minha sala e contratar outra secretária, já que não posso sobrecarregar a garota, ela já tem muitos problemas. – Retrucou a pequena tentando sair da sala, mas foi impedida por ele que a segurou pelo braço.

_Você não vai a lugar algum, essa é sua sala a partir de hoje e não ouse desacatar uma ordem minha. E quanto a secretária, se não quer sobrecarregá-la, é melhor ficar sempre comigo para que não sobre mais trabalho para ela. – Avisou ele fitando-a de perto.

_Parece que não estava brincando quando me ameaçou ontem. – Disse ela sentindo o desejo de socá-lo.

_Não pense que eu não posso dificultar ainda mais a sua vida, então faça o que eu mandei você fazer ontem. – Disse ele a ameaçando novamente.

_Então foi nisso que você se tornou... Não se preocupe quanto ao Natsu, já combinamos de terminar no encontro do ano novo, se quer me prejudicar, tudo bem, mas deixe a Wendy fora disso. – Respondeu ela entregando a ele o copo de café antes de deixar a sala.

Gajeel olhou no copo e tinha um pequeno papel de lembrete colado nele com algumas palavras escritas: “Me desculpe por ontem, vamos começar de novo? Levy”. Aquilo foi o mesmo que uma estaca atravessando seu peito, ele não entendia como tudo o que ele planejava para se aproximar de Levy acabava a afastando ainda mais.

Ele então voltou para sua sala e ficou olhando pelo monitor na expectativa de vê-la voltar para sua sala, mas notou que tinha uma câmera fora de uso deixando uma tela preta quando se passava por ela, ligou então para a segurança e perguntou do que se tratava aquela câmera fechada e eles o informaram que ela tinha acesso à sala ao lado da dele e que por ficar muito tempo fora de uso acabou sendo desligada, ele mais que depressa mandou que a reativassem e eles o fizeram.

Depois que aquela câmera foi reativada ele pensou em dar uma olhadinha somente de vez em quando, afinal seria uma invasão de privacidade se ele ficasse muito tempo vigiando Levy. Pensava nessas coisas quando percebeu que ela entrou na sala ainda desarrumada. Sem ânimo ela jogou no chão uma almofada que tinha ido buscar de um dos sofás da recepção e a colocou frente a uma das caixas.

Levy não tinha tempo para ficar arrumando a sala e não queria que ninguém o fizesse por ela, então tratou de colocar seu notebook sobre a caixa, se sentou na almofada no chão e se pôs a trabalhar. Ao ver aquela cena Gajeel riu, com o coração cheio de dó, mas riu da simplicidade da pequena, tinha pensado em somente dar uma olhada, mas acabou passando o dia todo diante do monitor atento a cada movimento dela, desde o simples ato de teclar até a maneira como ela colocava a caneta entre os lábios, aquilo o fazia se sentir ainda mais atraído por ela.

O Natal seria dali a dois dias então aquele seria o último dia de trabalho do ano, e em mais alguns dias eles voltariam a se ver quando fossem visitar o templo no ano novo. Passados os dias, tudo já estava planejado na mente de Levy, que avisou de antemão a Juvia que voltaria tarde, pois Lucy queria muito assistir a queima de fogos, Juvia concordou e disse que ficaria em casa...

_Se resolver voltar mais cedo, me ligue avisando, pois nesses dias podem ter muitos arruaceiros com más intenções. – Disse Juvia organizando seus quadros na sala.

_Tudo bem, eu não estou muito animada então pode ocorrer de eu voltar mais cedo. – Disse Levy pensando em que forma Gajeel poderia voltar a provocá-la.

_Pare de ser boba e aproveite a noite, sair com o Natsu pode ser bem legal em um festival cheio de jogos e comidas gostosas. – Disse a amiga tentando animar Levy.

_Se eu não te conhecesse pensaria que me quer longe de casa essa noite. – Disse Levy enquanto Juvia arrumava o obi de sua yukata.

_O-o que quer dizer com isso? É claro que não... Pff... – Respondeu Juvia gaguejando e abanando uma das mãos, tornando o clima ainda mais suspeito.

_Ok, depois você me apresenta a ele e fica tudo certo. – Disse Levy sorrindo para a amiga.

_O-ok... Divirta-se! – Disse Juvia antes que Levy saísse de casa.

_Pelo jeito você vai se divertir muito mais. – Respondeu Levy ainda rindo, antes de encontrar com Natsu no portão.

Levy tinha passado horas se arrumando e estava realmente fofa com as roupas tradicionais, Natsu ficou de boca aberta ao vê-la...

_Levy... Você está... Linda. – Disse ele antes de começarem a caminhar pelas calçadas até o templo que ficava na vizinhança.

_Obrigada, você também está ótimo. – Disse ela encabulada.

_Hey vocês dois! – Gritou Lucy ao longe quando os viu.

_São a Lucy e o Gajeel, hora de dar as mãos. – Disse Natsu e logo em seguida entrou no papel de namorado.

_Yo. – Disse Gajeel desanimado quando viu Natsu se aproximar, mas logo em seguida Levy saiu de trás dele, enchendo os olhos do moreno com as cores da yukata que parecia brilhar conforme ela se movimentava.

_Levy você está muito fofa! – Exclamou Lucy em seguida a abraçando.

_Você também está linda. – Disse Levy à loira evitando o contato direto com Gajeel.

_Vamos comer! Eu estou faminto. – Disse Natsu todo empolgado puxando Levy pela mão.

Todos foram pegando aquilo que tiveram vontade, enquanto que a multidão os apertava de todos os lados. Levy não estava com vontade de comer e somente pegou um amazake, tomava goles pequenos enquanto que Lucy e Natsu comeram tudo de uma vez para que pudessem começar a se divertir nos jogos.

Depois de praticamente engolirem toda a comida, eles foram jogar deixando Gajeel e Levy de lado, a pequena então parou para prestar atenção aos dois que riam como duas crianças e em seguida olhou para Gajeel que estava parado em pé ao seu lado, sua vontade era de dizer “Por que você não volta logo pra mim?”, mas permanecia muda somente pensando se seria um castigo ele estar mais lindo ainda naquela noite.

Enquanto observavam os dois brincando, uma criança trombou em Levy fazendo com que ela se chocasse contra o peito de Gajeel, o que fez com que seu amazake caísse sobre as roupas dos dois. Com os corpos cobertos pela bebida, eles não tinham nada a fazer a não ser ir pra casa, mas Natsu e Lucy fizeram carinhas tão tristes por querer ficar e brincar mais, que Levy acabou sugerindo que eles se trocassem em sua casa e voltassem depois.

Natsu e Lucy ficaram tão felizes que voltaram a correr em direção as barracas de diversão, nem sequer se despediram dos dois. Eles caminhavam na direção da casa de Levy em silêncio, ela já pensava em devolver a camisa dele já que não tinha nada que servisse nele e também, depois de todas as discussões que tiveram nos últimos dias, já nem se importaria em ficar sem ela, já que Gajeel parecia ser outra pessoa, mas de qualquer forma, ele só estava indo até lá graças ao descuido de Levy.

_Me desculpe por te molhar e estragar sua diversão. – Disse ela cabisbaixo.

_Foi um acidente, não se preocupe. – Disse ele caminhando como quem chuta pedrinhas.

_Parece que tem algo que sempre quer nos afastar ou nos fazer brigar... – Disse ela sem jeito.

_Eu andei pensando a mesma coisa... E é uma pena, pois eu queria mesmo me dar bem com você. – Disse ele sorrindo ao admirá-la e, trocando olhares e sorrisos, ela respondeu:

_E eu com você...

Notas finais
Sabe quando você ama muito o cara e tem crises de ódio repentino? Tipo quando você tá brava e daí a vontade dele fica maior ainda? Coisas de mulher, bipolaridades... Chamem como quiserem (rsrs) De qualquer forma vamos de música... I hate you I really hate you I hate you but I love you Niga eoneu sunganbuteo nan neomu sirheojyeosseo Geuraedo sarangira malhaneun neoman mideosseo I hate you but I love you Tradução~ Eu te odeio, eu realmente te odeio Eu te odeio, mas eu te amo De algum ponto, eu realmente comecei a odiá-lo Mas ainda assim, eu acreditei em você, que me disse que isso era amor Eu te odeio, mas eu te amo Hate You Ladies Code