Promise you
20 Irresistível
Notas iniciais
Depois de trocar palavras gentis um com o outro, sem perceber um clima mais terno foi criado entre eles e Levy rapidamente voltou a olhar para frente corada, mas de repente Gajeel se voltou para ela e a pressionou contra um muro, se aproximando cada vez mais...
– Tem algo que eu quero muito te perguntar, mas sempre que estamos juntos acabamos brigando e tudo sai do controle. – Disse ele com olhar provocante.
_E-eu estou com frio agora, por causa das roupas molhadas, então... Nós poderíamos conversar sobre isso quando chegarmos? – Perguntou ela corada, tentando escapar dele antes que se deixasse levar pelo momento e acabasse baixando a guarda. Ele estava tão próximo dela que ela podia sentir sua respiração e quando seus lábios estavam quase a se tocar, ele respondeu:
_Sim... Quando chegarmos.
Não importa o quanto tempo tinha passado, nem o quão diferente Gajeel estivesse, tinha um fato indiscutível, que naturalmente Levy não poderia negar: Não conseguia resistir a ele. Sua voz, seu olhar, o toque de suas mãos... Seu cheiro. Era um conjunto de fatores que lhe entorpecia a mente e os sentidos, fazendo com que ela perdesse totalmente o chão, o ar e a concentração. E naquele momento ele tinha conseguido com aquele simples ato de aproximação, fazer com que ela ficasse com sua mente em branco, totalmente desprovida de qualquer estratégia para quando estivessem a sós.
Levy parou diante de sua casa e entrou primeiro, ao fazer isso deu de cara com Juvia agarrada no pescoço de Gray em plena sala, aquilo chocou a garota que se voltou para Gajeel antes que passasse para o lado de dentro da porta, pedindo que ele olhasse em seu olho a fim de encontrar um cisco, tentando assim evitar que ele pegasse os dois no flagra. Juvia, mais que depressa correu junto de Gray para seu quarto e assim que Levy percebeu que não havia mais perigo, disse que estava tudo bem com o olho e o chamou para que entrasse logo em seu quarto.
Logo que colocou Gajeel para dentro de seu quarto, pôde ver Juvia da porta do quarto dela gesticulando para que ela o distraísse enquanto ela escapava com Gray. Levy então se apressou em fechar a porta do quarto e sorrateiramente virou um porta-retratos que estava sobre uma das prateleiras, contendo a foto dos dois naquele evento infantil, enquanto Gajeel estava distraído com a forma antiga e bela da mobília do quarto da pequena.
_Eu não fico muito tempo com a porta do quarto aberta por causa do cheiro das tintas da Juvia, pois me causam enjôos. – Disse ela como desculpa para encobertar a amiga, ainda sem saber como agir diante da situação: Gajeel de portas fechadas com ela.
_Então esse é o seu quarto... – Disse ele admirando a coleção de livros antigos dela.
_Essa casa é muito antiga, mas tem suas vantagens como... Grandes estantes e um belo closet. Eu vou me trocar e ver o que posso arranjar para você vestir. – Disse ela entrando no closet para assim poder se trocar tranquilamente, mas a tranqüilidade durou pouco já que seu celular começou a tocar e era Juvia.
– CELL ON -
_Você me salvou! Eu estou saindo e não vou voltar hoje... – Dizia ela já fora de casa.
_Mas como isso foi acontecer? O Gray? – Perguntou Levy em um tom baixo de voz.
_Sabe aquela reunião na sua sala? Pois é... – Disse a maior não querendo terminar a história.
_Não me diga que vocês... Na minha mesa... – Dizia Levy quase tendo um ataque de nervos enquanto elevava a mão sobre a testa.
_Já que você tá pedindo pra eu não dizer, eu não direi. Tchauzinho... – Disse Juvia e desligou em seguida, evitando assim de ouvir um sermão.
– CELL OFF -
_Aquela... Espere, então ela era o gato? – Murmurou Levy consigo mesma, lembrando-se dos arranhões nas costas do rapaz.
Ela então vestiu rapidamente um dos vestidos que seu pai tinha lhe dado e também meias, em razão do frio, porém antes de sair com a camisa de Gajeel, sentiu o celular vibrar novamente, mas dessa vez era uma mensagem de Natsu...
“Levy tome conta do Gajeel, eu esqueci de dizer, mas ele sofreu um acidente enquanto estava fora do país e teve amnésia. Quando passa por algo que trás alguma memória, ele acaba ficando violento no caso de se esforçar demais tentando lembrar, já tem um tempo que isso não acontece, mas se ele ficar estranho me ligue e eu vou para aí na mesma hora.”
Levy relia a mensagem e não podia crer no que tinha acabado de descobrir, mas agora tudo estava se encaixando, o fato de ele estar estranho, de ficar por diversas vezes a encarando e até mesmo a forma estúpida como ele falava e agia com ela. Naquele momento um arrependimento bateu forte em seu peito, já que até então ela vinha o tratando mal e com desdém em forma de revidar.
Saiu então do Closet e a primeira coisa que viu foi ele com os olhos arregalados para a foto que ela tinha virado na estante, era a mesma que ele carregava na carteira na última vez em que se viram e lá estava a carteira dele jogada no chão enquanto ele olhava para as duas fotos idênticas, totalmente desorientado.
_Até quando pretendia me enganar fingindo que não me conhecia? – Disse ele colocando a foto de volta na estante.
_Me perdoe, eu não sabia sobre o seu acidente. Olhe, o Natsu acabou de me contar... – Dizia ela tentando mostrar a ele a mensagem.
_Nós parecíamos próximos aqui... – Disse ele virando a foto onde estava colada a carta que ela tinha escrito a ele, amassada e colada com fita adesiva – Eu pensei que tivéssemos brigado, então preferi tentar não pensar nisso, mas não consigo parar de pensar em você, mesmo não sabendo direito quem é, e agora chego aqui e vejo a foto na sua estante... Nós nunca terminamos não é? Você só estava pensando em me substituir pelo Natsu? – Perguntava ele já com a voz alterada batendo na mão dela e lançando seu celular longe.
_Então você não se lembra mesmo de mim... – Dizia ela desconsolada.
_Me ajude a lembrar, porque isso tá acabando comigo. – Disse ele desesperado segurando-a pelos ombros com os olhos ainda mais avermelhados, totalmente alterado.
_Desculpe, mas acho que não é pra ser... Nós nunca conseguimos ir adiante. Talvez seja mais fácil você esquecer de vez, isso vai te poupar de sofrer com tudo aquilo de novo. – Aconselhou ela com o olhar vazio.
_Quem é você pra me dizer o que é melhor pra mim? Até agora nem se importou em perguntar o porquê de eu não te reconhecer, é como se eu não fizesse falta em sua vida... Mas fique sabendo que sou eu quem decide o que quero ou não lembrar e agora eu quero me lembrar de você. Quero me lembrar do que tivemos e se não vai me ajudar, eu vou arrancar de você. – Disse ele a apertando contra a estante de livros.
_Nós tínhamos combinado que seria assim... – Dizia ela com dificuldade devido à pressão que ele impunha sobre ela – Nós começaríamos do zero...
Quando fez aquele movimento de colocá-la contra os livros, um rápido flash de memória surgiu em sua mente dando-lhe uma fisgada que o fez fechar os olhos e de olhos fechados a via em uniforme de colegial estilo marinheiro, tão pequena, rosto corado e com um lindo sorriso. Ele então abriu os olhos e ela estava aterrorizada com a reação dele, suavemente ele a levantou, se colocando entre as pernas dela e ao abrir a boca bem próxima a sua, passou lentamente a língua nos lábios da garota.
Ela tentou o afastar com uma das mãos, mas como um predador que se delicia ao sentir que apanhou sua presa, ele tomou o pulso dela e segurava firme contra a estante podendo ver a pulseira que ela usava, mas o sabor dos lábios dela aguçaram os sentidos dele e então com a outra mão a puxou pela coxa fazendo ainda mais pressão no corpo da pequena que gemeu baixo...
_N-não Senpai... – Sussurrou ela ofegante, enquanto sentia as mãos ansiosas dele puxando-a como se, mesmo tendo os corpos colados, ainda quisessem mais.
Aquela palavra o despertou ainda mais, pois carregava uma infinidade de memórias, fazendo com que ele abocanhasse os lábios da moça dando lugar ao desejo, capturou então o lábio inferior dela e o sugava lenta e prazerosamente fazendo-se ouvir alguns estalos, que tornavam o ato ainda mais sedutor. Enquanto a beijava podia ouvir frases de pequenos fragmentos de memória, mas a que chamou mais a sua atenção foi: “Isso é pra você não me esquecer”. Uma noite inteira de amor foi sendo trazida de volta a sua memória, na mesma medida em que suas mãos avançavam pelo delicado corpo de Levy e ele, mesmo ainda confuso, teve uma certeza...
_Você é minha. E agora que me lembrei não vou te soltar mais.
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