Notas iniciais
Sei que essas partes nem sempre são muito atrativas por conta do casal estar com problemas e até ia esperar mais um pouco antes de introduzir mais personagens, mas pensei bem e achei que seria um bom momento para começar com as novas amizades, evitando assim de explorar o sofrimento dos dois. Espero que gostem...

Gajeel estava com o coração partido, ainda podia ouvir o choro de Levy ecoando em sua mente em uma forma extremamente cruel de tortura, até mesmo pensou em não terminar de desdobrar a carta de sua amada na intensão de evitar a dor, mas pensou em como ela deveria estar sofrendo naquele momento e sabia que mesmo que sofresse ao ler aquelas palavras, ainda seria pouco se comparado ao que ela estava passando. Com toda a coragem que ainda lhe restava, começou a ler...

“Querido Senpai...

Eu estive pensando em escrever a carta de confissão como você disse que gostaria de receber, mas você sabe que não tenho mais que contar por cartas os meus sentimentos, já que eles nunca foram encobertos e meu coração sempre foi aberto para você.

Me sentei na varanda agora no fim da tarde procurando algo bonito para descrever pra você, mas as flores não estão mais abertas e poucos pássaros ainda cantam, mas posso ouvir claramente o vizinho em sua melodia diária no banho enquanto uma brisa fria traz o cheiro do que parece ser um chá de erva doce da cozinha da mãe dele.

Sim, a tarde está bem fria e enquanto tentava aquecer meu rosto com a gola da blusa pude sentir o seu cheiro, que ainda ficou do nosso último abraço. Nessa hora pensei em como será feliz o dia em que pudermos ser só nós dois, sem horário pra acabar, sem ter que ir embora e se você estivesse aqui, eu não estaria com as costas nessa fria parede, mas no seu peito e com seus braços e pernas me envolvendo, dessa forma até mesmo o frio seria alegre.

Pensei também em como seria quando nós finalmente realizarmos nossos sonhos, mas eu não preciso de sonhos, pois desde que você voltou pra mim, todos os dias são como um lindo conto de fadas, não com fadas e dragões, mas feitos de uma baixinha e um brigão. Saiba que a minha felicidade nesses dias tem sido contar os minutos até o momento em que vou te ver, não quero mais pensar em um futuro de sonhos, pois o meu presente é você.

Sempre sua... Levy”

Não eram muitas palavras, mas o último parágrafo exigiu muito mais dele já que teve de ler cerca de três vezes devido as lágrimas que não permitiam que ele enxergasse direito. “Sempre sua” repetia ele a si próprio diversas vezes, imaginava se algum dia ela o perdoaria por ter sido tão fraco e depois de se acalmar um pouco, falava consigo mesmo:

_Sabe como é difícil não poder te ver depois de ler isso?

Nessa hora ouviu um barulho vindo do armário, ele então dobrou novamente a carta, a colocou de volta no envelope e guardou no bolso. Levantou-se então calmamente e de forma tranquila caminhou até o armário, abrindo o mesmo teve uma surpresa que poderia ser hilária se não fosse a situação triste que estava enfrentando...

Dois rapazes de sua turma estavam completamente emaranhados um ao outro dentro do tal armário. Gajeel conhecia de nome quase todas as pessoas de sua turma, mas como não falava com ninguém dava apelidos a cada um em sua mente, não tinha amizades já que somente curtia uma boa briga, mas aquela cena com certeza não podia passar sem que ele dissesse algo...

_Até quando vocês dois pretendiam ficar agarrados aí dentro? – Perguntou Gajeel confuso.

_A gente pode explicar... – Disse o garoto de cabelos rosados.

_É claro que ele não vai entender seu retardado! – Falou o de cabelos escuros dando um tapa na nuca do outro.

_Você quer mais do que eu te dei antes? – Disse o esquentadinho agarrando ao pescoço do outro.

_Tudo bem... Eu já entendi o que tá rolando aqui, desculpe atrapalhar vocês dois. – Respondeu Gajeel ainda com o olhar vazio.

_Hey! Espera, eu não pretendia ouvir nada, mas sem querer eu percebi que você levou um fora, se precisar de alguém pra conversar... Eu sou o Gray e esse aqui é o Natsu, mas você já deve saber. – Disse o moreno oferecendo quatro ombros.

_Ah, essa eu passo... Eu não curto esse lance que vocês têm... Sem preconceito é claro, mas não é a minha praia. – Disse Gajeel tentando escapar dos dois.

_Ahn? Olha eu não sei o que você tá pensando, mas nós não somos um casal, pelo contrário, a gente quase se odeia, mas não podemos deixar um cara que levou um fora na mão, então hoje nós vamos te levar pra uma lanchonete quando a aula acabar. – Explicou Natsu animado.

_Isso! Uma lanchonete é legal pra quem levou um fora. – Concordou Gray com o amigo.

_Eu não quero ir à lanchonete alguma e parem de dizer que eu levei um fora... – Dizia ele quando foi interrompido.

_Cara não precisa se fazer de forte, você sempre anda sozinho e esse é nosso último ano na escola, você tem só um mês pra criar boas recordações. – Alertou Gray dando tapinhas nas costas de Gajeel enquanto o restante dos alunos voltava do intervalo.

_Plano de recuperação de camaradagem ativado! – Exclamou Natsu empolgado.

_Vocês não vão me ouvir né? – Perguntou Gajeel sem resposta, já que os dois prosseguiam para seus lugares cheios de animação.

No final da aula Gajeel pretendia sair de fininho evitando assim o tal plano para ajuda-lo, mas foi pego pelos dois comparsas antes que pudesse fugir. Naquela tarde eles arrastaram o “amigo” por vários lugares inclusive para uma casa de games, mas Gajeel não conseguia se divertir pensando em Levy, não achava justo que ele pudesse sorrir enquanto ela provavelmente chorava.

Do outro lado Levy enfrentava um shopping center com Laxus e uma amiga dele, uma tal de Juvia, e também se sentia muito depressiva, até sorria, pois era de sua natureza parecer gentil mesmo que as coisas não estivessem bem, mas tudo o que ela queria era voltar para casa e ficar sozinha, onde pudesse pensar em um porque de Gajeel estar agindo assim.

Dias se passaram assim, os dois tinham sempre alguém ao lado que os faziam conhecer outras coisas, como se fossem agentes separadores e sem que eles percebessem a distância ia aumentando. Mas um dia Levy se cansou de fingir que estava tudo bem, tudo o que ela queria era que ele aparecesse e dissesse que foi tudo um engano, mas isso nunca acontecia, então decidiu procura-lo. Antes que começasse a aula ela foi até o portão de entrada do segundo grau, a época era de frio, mas o sol estava estranhamente quente, porém isso não tirou dela a coragem de ir até o encontro de seu amado.

Esperou por um tempo já que para que não se desencontrassem, ela decidiu ir um pouco mais cedo. Sentia algumas tonturas, pois não tinha nenhuma sombra por perto para que ela pudesse se abrigar, mas continuou ali em pé ao lado do portão. Garotos passavam e a cantavam fazendo muitas gracinhas, mas ela permanecia séria e em busca de seu objetivo ignorando qualquer um que resolvesse se aproximar.

Depois de alguns minutos Gajeel desceu de um carro e ia entrando na escola quando ela o chamou...

_Senpai!

_O que faz aqui? – Perguntou ele vendo que alguns alunos se ajuntavam esperando algum tipo de confissão.

_Preciso falar com você... Dizia ela quando ele a pegou pelo braço e tentava tira-la do meio de toda aquela gente que começava a se aproximar.

_Eu já disse pra não me procurar, vá embora. – Disse ele apontando o caminho até o outro portão.

_Mas você vai se formar esse ano e eu não consigo falar com você por celular... – Dizia ela quando se irritou com a forma que ele a estava tratando – E pare de apontar esse dedo pra lá, eu não vou embora até que você me ouça.

_Você não sente vergonha? Logo todo mundo vai ficar zombando dessa sua atitude. – Perguntou ele sério.

_Então é isso? Vai continuar me ignorando e fingindo que nada aconteceu? – Perguntava ela já se apoiando no muro da escola.

_Eu já disse pra você me esquecer e seguir com a sua vida... – Dizia ele quando percebeu que os olhos dela se fechavam e então ela tombou.

Preocupado ele a segurou e chamava seu nome, mas ela não dava sinal de que iria voltar a si. Nessa hora o monitor apareceu para ver o que estava causando tumulto na entrada dos alunos e ao ver Levy desmaiada se desesperou, quando ele finalmente pode pegá-la dos braços de Gajeel percebeu que sangue corria de seu nariz, rapidamente a tomou nos braços e a levou para a enfermaria.

Gajeel não conseguia mais esconder sua preocupação e assim que pôde escapar no intervalo foi procurar Laxus, já que ele não poderia entrar na ala do primeiro grau para vê-la, mas ele somente disse que ela estava bem e que tinha mandado algo para ele, a pulseira da promessa. Naquele momento ele sabia que ela tinha mesmo desistido, esse era o plano desde o início, mas ele não imaginava que doeria tanto, quase ao ponto de ele não suportar mais o simples fato de ficar de pé. Então Laxus lhe deixou apenas uma única frase:

_Ela disse que você sabe o que isso significa.

Notas finais
Não sou muito fan do Yesung, mas essa música é simplesmente linda (do tipo que você chora ao ouvir). Se puderem ouvir... Na dasi sarado Myeot beoneul taeeonado Harudo niga eobsi sal su eomneun na Naega jikyeojul saram Naega saranghal saram nan Geurae nan neo hanamyeon chungbunhanikka Neo hanaman saranghanikka Tradução~ Se eu viver minha vida novamente Se eu nascer de novo e de novo Eu não posso viver sem você por um dia Você é a única que eu manterei Você é a única que eu irei amar Eu estaria... Sim, porque eu estaria bastante feliz Se eu pudesse estar com você. It Has To Be You (YeSung) Super Junior