Promise you

29 Declaração


Notas iniciais
É... o fim se aproxima e eu já estou com uma história bem cômica na mente, sobre Gin e Matsumoto (Bleach), mas ainda é só um monte de palavras desencaixadas na minha cabeça maluca e pensante. Gajeel vai ter que tomar uma atitude hoje, é agora ou nunca! Será que nosso galã terá êxito em sua investida? Poderia Levy lhe dar um belo chute na bunda? Saiba o que acontecerá lendo o capítulo abaixo...

Gajeel ainda ficou encostado à porta até que não pôde mais ouvir as vozes das pessoas que estavam ali presentes, ainda pensativo em como se aproximar novamente de Levy, foi até seu computador para verificar sua caixa de e-mails, porém assim que a página inicial foi aberta, pôde ver as notícias diárias que, naquele dia, não estavam assim tão agradáveis ao seu ponto de vista.

Na coluna social estavam fotos de um evento beneficente em favor de uma instituição infantil e para sua surpresa lá estavam Laxus e Levy abraçados e em sua descrição: “...o Ministro da Educação (Laxus Dreyar) acompanhado daquela que poderia ser sua nova namorada (Levy McGarden)...”, aquilo foi como um balde de água fria, já que parecia que o mundo todo conspirava para que ele a levasse embora de vez.

Sua mente estava prestes a entrar em parafuso quando se lembrou de que ela estaria no shopping no dia seguinte, porém o fator de risco seria que o “cão de guarda” estaria lá também, mas seria muito difícil de ele ter outra oportunidade de ficar a sós com ela fora da empresa. Decidiu que iria até lá, mesmo que as coisas estivessem tomando o rumo para separá-los de vez.

No dia seguinte ele tomou o que lhe sobrava de coragem e foi ao tal shopping, pensou em “se convidar” para ir junto com Natsu, mas depois de analisar melhor a situação, pensou que pareceria muito apelativo. Resolveu ir sozinho e “esbarrar sem querer” na pequena, talvez assim ele pudesse ter a oportunidade de lhe falar como se sentia.

Ficou horas a observando de longe e Laxus não saía de perto nem por um segundo, mas em um determinado momento ele percebeu que o loiro a deixou na praça de alimentação e foi fazer algum pedido, só faltava agora que Juvia e Gray se levantassem, já que Natsu e Lucy tinham ficado em uma loja de games, quando estava muito perto de conseguir seu objetivo, sentiu um toque de mãos em suas costas...

_Yo Gajeel, que coincidência te encontrar aqui. – Disse o loiro alto sentando-se ao seu lado e ainda completou – Percebi que está bem distraído olhando para a minha pequena... Ela está especialmente linda hoje, não é?

_E-eu estava de passagem e... – Gaguejava o moreno ainda assustado.

_Eu sei como é, ela faz muita falta quando nos deixa por um tempo. Eu mesmo já adquiri o hábito de ligar durante o dia todo, já que o expediente demora tanto a passar para que eu a veja no final da tarde. – Disse o maior sorrindo esnobe.

_Você pretende se casar com ela? Os jornais já estão tendo-os como um casal. – Perguntou o menor irritado com a forma tão íntima como o outro falava de Levy.

_Sabe que essa não é uma má idéia? Já tem sido muito divertido passar o tempo com ela, talvez eu não a deixe mais ir... Mas não se preocupe, eu serei um ótimo pai para o seu filho... Já imaginou como será vê-lo me chamando de papai? – Perguntou Laxus em tom de provocação, recebendo em seguida aquilo que seria um soco, mas segurou os braços do rapaz levando-o a se sentar novamente.

_Se você encostar um dedo no meu filho, eu juro que te mato. – Disse Gajeel já com os olhos totalmente tomados pela ira.

_Essa é a reação que eu queria ver. Você não deve se lembrar, mas fui eu quem o obrigou a se separar dela quando ainda eram jovens, então eu poderia estar muito sério sobre tomar ela de você... Não sente medo? Ou não a ama o suficiente para ir até lá agora e agir com sinceridade? – Perguntava o loiro fazendo com que Gajeel tivesse seus olhos dobrados de tamanho.

_É claro que a amo! Eu não durmo, não como, não trabalho direito... Não consigo viver sem ela... Eu preciso tê-la de volta. – Disse o moreno com o desespero estampado em cada palavra. Laxus então soltou as suas mãos e passou um dos braços pelo ombro do menor e dando-lhe uns tapinhas no peito.

_Agora sim está falando como um homem. Sabe, minha intenção nunca foi acabar com o relacionamento de vocês, na primeira vez que tive que intervir foi porque Levy estava prestes a reprovar no colégio por matar aulas para te ver, eu não tive escolha. E desta vez eu acho que nem preciso dizer... Ela tem problemas com anemia, resistência baixa e é muito frágil, eu não poderia deixá-la sozinha, pois não somente sua saúde, mas também o bebê estariam em risco. – Explicou o loiro pacientemente.

_Então eu deveria agradecer por ter cuidado dela e reconhecer que eu não seria capaz de fazer por ela o que você tem feito. Talvez eu não seja o melhor para ela... É nessas horas que devemos amar ao ponto de deixar a pessoa que nos é preciosa ir? – Perguntou Gajeel com o olhar vazio.

_É aí que você se engana meu amigo cabeça oca, pois não importa o quanto eu faça meu melhor por ela... Ela sempre tem os olhos voltados pra você. – Afirmou Laxus com o sorriso totalmente aberto.

_Mas você não a ama? – Perguntou o moreno confuso.

_É claro que a amo, afinal ela é minha irmãzinha, mas se eu fosse você, iria lá agora mesmo e colocaria um sorriso bem alegre naquele rostinho lindo. – Sugeriu o maior apontando para Levy que estava a sua espera sentada a uma mesa.

_E se ela me rejeitar? – Perguntou novamente Gajeel ainda com certa tristeza no olhar.

_Cara como você é negativo. Está no sexto ano por acaso? Se você puder fazê-la entender o quanto está arrependido e como a ama, tenho certeza que aquele coraçãozinho amável te aceitará de volta. – Declarou Laxus em um sorriso de canto, já empurrando Gajeel na direção de Levy.

_Obrigado por nos ajudar esse tempo todo e me perdoe por não entender a situação e te julgar mal. – Disse o menor sem jeito.

_Não precisa agradecer, te perturbar foi muito divertido. – Retrucou o loiro rindo debochado, mas Gajeel preferiu nem responder àquele comentário.

O moreno caminhou calmamente na direção em que Levy estava, olhava fixamente para ela, que enrolava os cabelos no indicador com muita delicadeza debruçada sobre a mesa, era algo que ele amava nela, aliás, qualquer mania que a pequena tivesse lhe pareceria doce, já que ela o enfeitiçava sem nem mesmo perceber ou se esforçar para isso.

_Olá Levy... Posso me sentar? – Perguntou ele em um tom baixo de voz com a mão sobre o encosto da cadeira ao lado da dela.

_Olá, é claro que pode... Que surpresa vê-lo aqui, veio almoçar? – Perguntou ela sorrindo com um ar de estranhamento.

_Na verdade eu vim por você. – Respondeu ele diretamente, deixando escapar um riso soprado.

_Por mim?! – Perguntou ela piscando várias vezes os olhos em sinal de surpresa.

_Eu preciso conversar com você... Na verdade eu preciso te pedir perdão... De novo. – Declarou ele a olhando diretamente nos olhos.

_Ah... Isso... Não precisa se preocupar, eu não tenho nenhum tipo de sentimento ruim por você, faria mal para o bebê, afinal, mesmo que não estejamos juntos, você e o bebê poderão ser amigos um dia... – Dizia ela quando ele a interrompeu:

_Eu não quero isso. Eu não quero ser seu amigo ou amigo do seu filho... – Dizia ele quando percebeu que ela baixou a cabeça murmurando...

_Não vamos começar com isso de novo. – Dizia ela e já ia se levantando de seu lugar quando ele a segurou pela mão;

_Eu quero estar ao seu lado, quero que seja minha mulher e quero que me deixe ser o pai desse bebê, afinal, ele é meu e... Eu te amo, amo tanto que estar te vendo todos os dias não basta, eu quero que seja minha de novo. Posso estar parecendo confuso ou egoísta, mas eu preciso olhar para você e ver o seu sorriso, sabendo que seu amor é meu. – Dizia ele em desespero sem soltar nem por um segundo a mão pequena e delicada de sua amada.

_É melhor você se acalmar e pensar direito sobre isso Gajeel, pois eu não estou mais sozinha e não tenho mais tempo para incertezas, se antes eu ignorava as suas crises e problemas, agora eu não vou poder mais estar em situações oscilantes, além do mais, namorar escondido é coisa para crianças, eu já tenho vinte e um anos e um filho chegando. – Esclareceu ela vendo que ele dava a volta na mesa para poder se aproximar mais.

_Eu posso sair da empresa se meu pai se recusar a revogar a norma sobre relacionamentos. – Disse ele tomando também a outra mão da pequena, enquanto que Gray e Juvia iam voltando para junto de Levy, mas ao perceberem o clima, se esconderam atrás de uma planta e assistiam à conversa de camarote.

_Então está sugerindo que meu filho tenha um pai desempregado? – Perguntou ela rindo da “solução” que ele encontrou.

_Eu procurarei por outro emprego e também por uma casa com mais espaço. – Dizia ele como se estivesse negociando o regresso dela.

_E quanto ao seu carro esporte? Não tem banco traseiro para carregar o bebê... – Dizia ela tocando em um ponto fraco do moreno.

_M-meu carro? Eu posso comprar outro? Porque vender o meu carro seria tão... – Perguntava ele se sentindo mal por querer manter algo que ele gostava tanto.

_Não se preocupe seu bobinho, toda família tem mais de um carro e eu não seria tão cruel assim. – Respondeu ela rindo de sua expressão triste, quase a ponto de fazer beiçinho.

_Sério?! Eu te amo tanto... – Declarou ele a abraçando por impulso, mas de repente se deu conta de que ela ainda não tinha dito se o aceitaria de volta, então a soltou e baixou o olhar ainda sentindo o calor do pequeno corpo de Levy – Me desculpe por isso, eu fiz sem pensar...

_Eu também te amo. – Ela respondeu já o envolvendo pela cintura, já que seus braços não o alcançavam nos ombros.

_Tão pequena... – Dizia ele acariciando os cabelos azulados da moça.

_Eu sou grata por ser assim tão pequena, pois ao te abraçar posso ouvir as batidas do seu coração. – Afirmou ela com o rosto e ouvido aconchegados ao peito do moreno, que já estava com os olhos marejados em virtude de seu sucesso em obtê-la de volta.

Assim que perceberam que estava tudo resolvido, os amigos deles saíram dos lugares que estavam escondidos, Gray e Juvia já estavam ali há mais tempo e nem perceberam que Natsu e Lucy tinham os acompanhado em seu esconderijo. Depois de contemplar a vitória de Gajeel foram todos comemorar, inclusive Laxus, que provocava o moreno a toda hora, abraçando Levy e a tratando como se fosse dele.

Aquela tarde estava sendo perfeita, Gajeel e Levy poderiam enfim desfrutar de um pouco de paz...

Notas finais
E então? Nosso garoto passou no teste? Isso só o tempo poderá dizer, mas vou deixar aqui uma música tão fofa que faz meu coração derreter de moe... Itsu no ma ni ka hanareteita te o tsunaide aruiteku umaku aiseteiru ka naa ano sora ni kiitemiru no Itsuka hanarebanare ni naru hi ga kite mo anata o omotta hibi ga areba sore de ii itsuka hanareta imi o shiru hi ga kuru yo yakusoku suru kara ashita e Ai shiteiru ai shiteiru sekai ga owaru made bakageteru to warai nagara kuchi ni dashitemite aishiteiru Tradução~ Nós caminhamos de mãos dadas E, antes que percebêssemos, tivemos de nos separar "Você acha que nós formamos um bom par?" foi o que eu perguntei ao céu. Mesmo que chegue o dia em que devemos partir Se houver dias em que eu posso pensar em você , eu acho que está tudo bem Algum dia o significado por trás de nossa separação vai chegar Porque nós fizemos uma promessa, vamos seguir em frente para o amanhã. Eu te amo, eu te amo Até o fim do mundo Enquanto sorrindo tolamente Tento dizer Eu te amo Aishiteru Kourin