Promise you

11 Baixa resistência


Notas iniciais
Talvez vocês não tenham percebido, mas eu vou trocando os ângulos de se ver a história, do ponto de vista dele e dela para que fiquem expostos os pensamentos dos dois. Hoje eu pensei em dar uma animada nas coisas, não tenho mais capítulos escritos e tenho corrido muito nesses dias, mas vou tentar manter o mínimo de distância entre um capítulo e outro. Boa leitura pra vocês!

Levy ainda ficou alguns minutos de joelhos diante dele até que ele pôde se sentir um pouco melhor, na mente dele era como se ela fosse um anjo que trazia a paz em meio aos seus pensamentos perturbadores. Os dois se levantaram depois de estar tudo aparentemente resolvido, foram para o quarto e passaram horas organizando as coisas que ele usaria durante o tempo em que ficaria fora, bem como os documentos necessários para a viagem.

Aos poucos eles foram se animando e Levy, que agora tinha acesso ao guarda-roupas de Gajeel, aproveitou-se para vasculhar por coisas constrangedoras e não demorou para que a pequena achasse muitas coisas vergonhosas, dentre elas, pantufas de bichinhos, uma fantasia de uma antiga peça de teatro e a parte que foi o centro do assunto que arrancou muitas risadas dela: Mangás hentai...

_Não acredito! – Disse ela em voz alta, olhos estalados e gargalhadas incessantes – Eu sempre soube que era pervertido Gajeel, mas dessa vez você se superou!

_Isso não é meu! É de um amigo idiota, ele colocou no meio dos meus livros para me zoar e eu acabei me esquecendo de devolver... – Tentava ele em vão explicar.

_Seeeei... Eu vou dar uma olhada pra ver quais são as suas taras... – Dizia ela rindo aos montes, mas ele tomou os mangás de suas mãos e jogou na lixeira rapidamente.

_Uma garota inocente como você não deveria pôr os olhos nessas coisas e não ria... Isso não teve nenhuma graça. – Resmungava ele corado.

_Não se preocupe, eu acredito em você totalmente Gajeel. – Afirmou ela tentando ao máximo segurar o riso e parecer convincente.

_Não consegue disfarçar né? Eu sei que essa imagem de pervertido deve ter colado na sua mente agora, nem vou tentar explicar mais nada, só vamos esquecer isso. – Pediu ele voltando ao que fazia antes da confusão.

_Não fique chateado, era só uma brincadeira pra você parar de ficar com aquele rosto triste, eu não vou ficar assustada ou algo do tipo. – Disse ela bagunçando os cabelos dele.

_Quem disse que estou chateado? Só fiquei com vergonha mesmo e se você me achasse tão pervertido, não teria vindo até aqui. – Disse ele arrumando de volta os longos cabelos negros.

_Quem sabe... – Disse ela sorrindo sugestivamente.

_Senti tanta falta do seu riso... Eu procurei tanto por você nas férias, por onde andou? – Perguntou ele ainda sentado no chão com uma porção de coisas para guardar nas malas.

_Fui passar um tempo com meu pai, pois não o via desde a metade do segundo ano, quando minha avó faleceu... – Respondeu ela dobrando as roupas e passando para que ele as colocasse na mala.

_Espere... Em primeiro lugar... Meus sentimentos... E onde você está morando? Com o Laxus?! – Perguntou ele assombrado.

_Como eu poderia morar com um cara solteiro? – Retrucou ela com outra pergunta.

_Que alívio... Mas se não está morando com ele... Onde você mora e com quem? – Perguntou ele novamente.

_Que interrogatório... Eu moro com uma amiga, aliás, ela é uma grande amiga do Nii-chan, na verdade rolava uma amizade colorida entre os dois quando eu a conheci, mas eles decidiram continuar com a amizade sem os “favores” depois que terminaram a faculdade. Ela é muito legal e nós dividimos o apartamento e as despesas, seu nome é Juvia. – Respondeu ela rindo da forma desesperada dele de se preocupar com ela.

_Você continua chamando ele assim... – Observou ele em forma lamentável.

_De tudo o que eu expliquei você só ouviu “Nii-chan”? – Perguntou ela inconformada.

_É claro que não, teve a tal de “Juvia muito legal”... Mas continua tratando ele carinhosamente enquanto me chama pelo nome... – Respondeu ele todo jururu.

_É impressão minha ou você ficou mais sentimental nesses anos? – Perguntou ela passando a ele a última peça de roupa.

_Pra mim ainda parece um sonho você aqui, eu senti muito a sua falta e não entendo o porquê de você me zoar por isso... A gente sempre falou o que sentia um pelo outro sem fazer rodeios e isso era muito importante pra mim, me desculpe se eu não consigo acompanhar essas mudanças... – Desabafou ele fechando a mala e caminhando para a sala onde colocaria todas as coisas que levaria na viagem.

Levy ficou sentada no chão pensativa e percebeu que essa forma de tentar resistir a ele estava se tornando cruel, mas não sabia o que poderia acontecer se desse uma brecha, pois vez por outra se pegava com o olhar perdido em cada movimento dele. De qualquer forma foi até ele e depois de conversar um pouco decidiram comer algo, já que tinham passado da hora do almoço sem perceber, ela foi para a cozinha e não achou muita coisa, mas pôde fazer alguns sanduíches e um suco, o que já serviria para os dois matarem a fome.

_Comida feita pelas mãos da Levy... – Disse ele empolgado como uma criança.

_Nem se pode chamar isso de comida, aliás, quando estiver fora tente comer melhor. – Aconselhou ela já que ele não tinha nada saudável na geladeira.

Foram para o sofá e ficaram vendo um programa de variedades enquanto comiam, o que arrancou muitos risos dos dois. Sem perceber já estavam conversando como antes e a tarde chegava ao seu fim. Em um minuto de bobeira as mãos dos dois se esbarraram enquanto Levy recolhia os pratos, fazendo com que os dois se olhassem parados por um momento, ela tentava desde que chegou não se aproximar muito dele e já tinha se segurado para não beijá-lo quando o tocou seu rosto mais cedo, porém sua resistência parecia estar prestes a falhar.

_Você ficou ainda mais linda nesses anos. – Afirmou ele olhando-a nos olhos.

_E você continua com esse visual de delinquente. – Retrucou ela colocando os pratos de lado.

_Você disse antes que gostava de mim assim, continua pensando assim? – Perguntou ele se aproximando mais.

_Talvez... Você continua sendo um lolicon pervertido? – Perguntou ela depois de responder a pergunta dele deixando no ar um certo grau de mistério.

_Não. Eu descobri que não sou lolicon e nem pervertido, já que não importa o quanto as outras garotas sejam fofas, eu não me interesso por nenhuma delas... Nenhuma que não seja você. – Respondeu ele tirando uma mecha de cabelo que tapava um dos olhos dela diminuindo a distancia entre eles de forma que já podia sentir sua respiração com um aroma de morango devido ao suco que tinham partilhado.

Levy se manteve imóvel enquanto Gajeel se aproximava para beijá-la, ele pensava em parar se ela se afastasse ou recusasse, mas ela estava totalmente desarmada diante dele, o que o levou a envolver a pequena em um calmo beijo, leve e com pequenas pausas que faziam com que ela revirasse os olhos, dando a ele cada vez mais permissão para avançar. Quando ela menos esperava, ele a puxou para seu colo, como nos velhos tempos.

Sem perceber Levy subiu calmamente as mãos pelo peito dele até seus ombros e pescoço emaranhando os dedos nos cabelos negros do rapaz, ele em troca contornou as pernas dela correndo as mãos por baixo de sua saia e em um movimento muito prazeroso a trouxe mais para perto, colando os corpos dos dois. Gajeel então passou a subir uma das mãos pelo corpo dela, passando pelos seios onde se distraiu por um momento antes de tocar o seu rosto claro e macio, sua mão tomou todo o lado esquerdo do rosto da garota e depois seus dedos corriam pelo pescoço e nuca dela, não deixando que ela se afastasse quando o beijo se intensificou.

Levy percebeu que perderia a cabeça em breve, já que sua mente estava entorpecida por cada carícia do moreno, então segurou o pulso dele para que pudesse pronunciar algumas poucas palavras...

_Hoje eu vou abrir uma exceção por conta da sua viagem, mas assim que você voltar, começaremos do zero como planejado. – Disse ela olhando no fundo dos olhos escuros e avermelhados de Gajeel.

_Então é melhor eu aproveitar bem, pois essa noite vai ter que valer por todo o tempo em que ficaremos separados. – Respondeu ele com um sorriso relaxado que deixava suas presas, levemente maiores, a mostra... Aquela era uma das expressões dele que acertavam em cheio a fraqueza de Levy.

Gajeel não perdeu tempo, passou as pernas dela em torno de sua cintura e se levantou do sofá cambaleando, pois ao sentir que ela corria a boca por seu pescoço sentiu arrepios por todo o corpo, mas mesmo assim levou-a para o quarto nos braços.

_Até a poucas horas você estava preocupado em manter minha pureza, então vou logo avisando que não tenho experiência alguma nisso... Senpai. – Disse ela corada tentando relatar sobre sua virgindade enquanto que ele sorriu e respondeu:

_Não se preocupe, eu também esperei todo esse tempo por você...

Notas finais
Vamos de EXO hoje... Natseon goseul hemaenda haedo gireul irheobeorindaedo nuguboda soljikhan naui mameul ttareulgeoya Joyonghi nune ttuineun momjit ganghago budeureoun nunbit Geobuhal su eomneun nanikka yeah Tradução~ Mesmo se eu andar por lugares estranhos, mesmo se eu ficar perdido Eu vou seguir o meu coração, que é mais honesto do que qualquer outra pessoa Os movimentos do seu corpo discretamente chamam minha atenção, seus olhos são fortes mas suaves, não posso negar, yeah Don't Go EXO-K