Promiscuous
1 Prólogo
Notas iniciais
Promiscuous
Prólogo
— Sasuke, pare... — pediu a namorada tirando a mão do rapaz de dentro da sua blusa. A cada gole de cerveja, mais desinibido o namorado ficava. — Estamos sendo observados — comentou ela em um sussurro, se referindo ao casal de amigos que estavam no sofá oposto ao deles.
— Besteira, a sala está escura — justificou ele, deslizando a mão que saiu debaixo da blusa para entrar debaixo da saia.
— A sala não está escura — ela rebateu, tentando frear a mão que estava quase alcançando sua roupa íntima. — E a claridade da TV?
— Eles estão prestando atenção no filme, relaxa — pediu, depositando um beijo em seu pescoço, fazendo a jovem de cabelos rosa perder o nexo ao sentir arrepios.
Os dedos do namorado alcançaram sua parte íntima ao se embrenhar pela lateral da calcinha e passou a estimulá-la.
Sakura Haruno precisou segurar o gemido e prender o lábio inferior entre os dentes. Sabia que aquela era intenção do pervertido do seu namorado. Sasuke amava o ousado, o diferente, o perigoso. Não foram poucas às vezes que ele propusera sexo em situações inusitadas. E por ser completamente apaixonada é que satisfazia seus mais insanos caprichos.
Tornar-se namorada de Sasuke Uchiha era o posto mais disputado entre as meninas da Universidade que frequentava, por isso, se esforçava para mantê-lo.
Como naquele instante, em que estava sendo masturbada na sala da casa da melhor amiga.
Pensar na melhor amiga a fez recordar que foi ela, Ino, quem havia feito o convite para uma sessão de filmes. Obviamente uma desculpa, para que ela investisse em seu amigo: Naruto Namikaze.
No passado, quando todos eles não passavam de pré-adolescentes travessos, Ino e Sakura disputaram Sasuke.
Sasuke sempre soube do interesse das duas colegas, mas por serem todos amigos de bairro e de escola, ele nunca deu muita atenção para nenhuma delas.
No entanto, eles cresceram e, naquele ano, algo mudou. Sasuke se aproximou de Sakura cheio de elogios diários. Logo começaram a trocar mensagens por telefone, que foram se tornando mais quentes à medida que iam se conhecendo mais.
Em um belo dia, estavam os quatro jogando “verdade ou desafio”, quando Sasuke preferiu aceitar o desafio de Ino, ao responder à pergunta feita por ela: “se havia alguém naquela sala por quem ele era apaixonado”.
Sem pensar muito, a loira pediu para que ele desse um beijo tipo "cinema" em Sakura.
Ele aceitou.
Foi o melhor beijo que Sakura teve em toda sua vida até ali.
Contudo, Sakura acreditou que havia sido somente sorte e que aquilo não se repetiria.
Porém, para sua surpresa, no dia seguinte, mesmo estudando em campus diferentes da universidade, Sasuke pediu que ela o encontrasse na área de convivência no fim da última aula e então aconteceu o pedido de namoro.
Obviamente sua resposta foi "sim".
Passaram-se três meses desde então.
Três meses que Ino não parava de reclamar que havia sido deixada de lado. Por isso armaram aquela “sessão de cinema” para que a loira investisse em Naruto e assim evoluíram de um grupo de amigos de infância, para um grupo de namorados.
Todavia, Sakura não levou em consideração a impaciência de Sasuke. Como sempre, ele queria se aproveitar do ambiente para satisfazer seus próprios desejos; como transar em lugares inusitados.
Sakura sentia que o estímulo em sua parte íntima surtia efeito. Havia que confessar: atender os fetiches do namorado estava tornando-a tão pervertida quanto ele. Por mais vergonha que sentisse no começo, sempre acabava cedendo, como estava prestes a acontecer naquele instante.
Fechou os olhos e pendeu a cabeça para o lado, na direção dele. Sasuke aproveitou e alcançou a boca dela e iniciaram um beijo.
Enquanto isso, do outro lado da sala, o rapaz e a moça, não conseguiam mais prestar atenção no filme, mesmo que seus olhos estivessem vidrados na tela, seus sentidos captavam todos os movimentos do casal de amigos.
Naruto percebeu que Ino deixou a prudência de lado e desviou os olhos da tela para prestar atenção diretamente neles.
— Pare — cochichou para ela.
— Parar o quê?
— De olhar. Eles vão notar.
— Ah! — a loira estourou, revirando os olhos. — Você acha mesmo que se eles não quisessem ser observados estariam aqui? Teriam me pedido um quarto.
— Shh! Fale baixo.
Ino, que mordia a borda da lata de cerveja, encarou o rapaz loiro, o qual havia se tornado seu alvo depois que a melhor amiga começou a namorar Sasuke Uchiha. Mesmo que Naruto estivesse longe de ser tão bonito quanto ele, não era feio e por isso acreditava que poderiam se divertir juntos.
— Hein, Naruto. Vamos?
Naruto a encarou com espanto.
— “Vamos” o quê?
— Fazer como eles, ué — ela respondeu naturalmente, levantando os ombros descobertos pela "tomara que caia" que vestia; pousando a mão desocupada sobre a coxa dele e a apertando. — Eu estou doida pra transar.
O rapaz loiro sobressaltou e afastou a mão dela, em um reflexo pouco convencional para um cara.
— Está maluca?
Ino franziu o cenho.
— Maluca? Estou com tesão! Vai dizer que uma garota como eu e uma cena como aquela não te deixou afim também?
O rapaz desviou totalmente a atenção de Ino e tomou um gole grande do refrigerante em lata que tinha em mãos. Era o único que não estava bebendo álcool e talvez por esse motivo era o único ainda sensato naquela sala.
Não era exatamente que não se sentisse atraído por Ino. Ela era uma garota atraente. O problema estava do outro lado: se pegando com seu melhor amigo.
Era apaixonado por Sakura.
Ela foi, e ainda era, seu primeiro amor. Amor nascido na infância. Na inocência. Sem maldades. Nunca se declarou. Exatamente por saber que indo ao contrário dos seus sentimentos, ela e Ino viviam suspirando por Sasuke.
Agora a loira vinha para cima dele, como uma predadora faminta, depois de ter perdido sua primeira opção.
Não estava disposto a ser a segunda opção de ninguém.
Além disso, era diferente de muitos garotos da sua idade. Ele, Naruto, não queria somente uma pegação com uma garota gostosa. Ele queria namorar de forma convencional: ir ao cinema, parques, andar em shoppings, comer fora, dar o primeiro beijo após assistir os fogos de artifícios em algum festival.
Tentou voltar sua atenção para o filme, enquanto sentia a aura raivosa de garota ao seu lado.
— Certo — ela exclamou, terminando de virar a bebida da lata em um único gole e se levantou. — Se você não quiser, eu vou me juntar a eles.
Os olhos de Naruto se arregalaram.
— V- você vai o quê? Ino, não faça...
Era tarde.
Naruto viu a loira se aproximar como uma felina do casal de amigos e tocar no ombro de Sasuke.
Depois de fazer com que parassem de se beijar e dessem atenção a ela, arrancou a pequena peça que cobria seu busto. Os seios pequenos pularam com os bicos despontados, mostrando que ela não havia mentido quando disse que estava com tesão.
E o que Naruto presenciou em seguida foi totalmente inesperado. Apesar do espanto de Sakura quanto a pergunta despudorada de Ino, ela aceitou depois de uma troca rápida de olhares com o namorado. Em seguida, Sakura também arrancou a blusa, apanhou a mão de Ino, que tinha se sentado diante dela e, como se toda aquela situação não fosse constrangedora suficiente, as duas se beijaram.
Mesmo com a sala iluminada somente com a claridade da televisão, Naruto conseguiu ver um sorriso pervertido desenhar-se na face de Sasuke e aquilo foi suficiente para entender que, realmente, estava fora de sintonia com aquele grupo.
Levantou-se o mais discreto que pôde, deixou a lata de refrigerante na mesinha ao lado do sofá e saiu da casa.
Do lado de fora, apoiou as mãos na balaústre de madeira que ladeava a varanda da casa e inspirou fundo o ar gelado da madrugada, tentando acalmar seu coração que havia disparado.
A casa de Ino era enorme e de arquitetura ocidental, bem diferente do estilo japonês. Talvez, pelo pai de Ino ser estrangeiro. Algo que os três, Ino, Sakura e ele, tinham em comum. Eram mestiços. Por isso, tinham herdados características dos pais: Ino e ele eram loiros de olhos azuis, enquanto Sakura herdara os olhos verdes da mãe romena. Mesmo eles três tendo raízes fora do país, todos eles nasceram ali e seguiam a cultura japonesa.
Sasuke é o único japonês legítimo do grupo, mas få da cultura americana.
Pensar em Sasuke o fez recordar da cena que viu a poucos minutos atrás e a qual queria apagar de sua mente, da mesma forma que ainda tentava apagar a cena dele quase devorando a boca da garota por quem era apaixonado no dia do jogo de verdade e desafio.
Sabia que aquilo aconteceria mais cedo ou mais tarde, e não culpava o amigo, afinal era o desejo de Sakura. A única coisa que o alertou na ocasião é que não a usasse como objetivo, como ele fazia com as outras, descartando-a depois de usar.
Foi quando se surpreendeu com a resposta dada por ele.
“Engraçado, eu não posso usar ninguém como objeto, mas posso ser o troféu a ser exposto?”
“Que merda está falando, Sasuke?”
“Que nem todas as garotas são puras e inocentes quanto você pensa, Naruto. Garotas também são tão pervertidas quanto nós garotos e também nos usam para satisfazer seus próprios egos”.
“Está falando que a Sakura...”
“Vai dizer que não?”
“Retire o que disse! A Sakura não é esse tipo de garota”
“O que eu ganho se eu te provar que ela é sim?”
“Uma porrada na cara!”
Naruto recordou-se da expressão, do sorriso de Sasuke e da promessa que ele fez: “Eu não vou fazê-la sofrer, idiota. Muito menos forçá-la a fazer algo que ela não queira. Apenas quero te mostrar quem é Sakura Haruno. E se eu fizer isso, você vai me dar algo que eu quero há muito tempo”.
“Como assim? O que é isso que você quer de mim? Você já não tem tudo que deseja?”
“Nem tudo”.
“O que é então?”
“Eu vou falar quando chegar a hora”.
“Fale agora o que você quer de mim e não precisa envolver a Sakura nisso”.
“Ela já está envolvida, estamos namorando”
O choque daquela revelação fez com que perdesse o foco do que estavam discutindo anteriormente e crispando os punhos Naruto ameaçou o amigo: “Se fizer a Sakura sofrer, Sasuke, eu juro quê....”
“Jura o quê? Que vai me quebrar todo?”, ele o desafiou naquele momento, aproximando-se estranhamente o seu rosto do dele. “Acredite. É mais fácil ela me fazer sofrer do que o contrário. Aquela garota é mais forte que nós dois juntos”.
“Não me interessa. Se fizer ela chorar eu vou sim te quebrar a cara!”.
“Ok. Certo então. Eu deixo você me quebrar a cara se isso acontecer. Mas se não acontecer, você vai me dar o que eu quero. Fechado?” Sasuke propôs, apontando o punho fechado na direção dele, esperando selar o acordo com uma batida de punhos.
Naquele instante, não pensou exatamente no que Sasuke havia proposto, apenas imaginou que ele estava firmando um compromisso de não machucar Sakura e simplesmente aceitou: “Fechado”, respondeu e bateu o punho com o dele.
Agora estava ali, naquela situação bizarra. Querendo cavar um buraco para se esconder, enquanto seus três amigos de infância se pegavam entre eles. Sakura beijou a boca de Ino e o sorriso de Sasuke diante da cena não era por ele ter as duas garotas se pegando na sua frente e sim de: “Está aí, idiota, não falei que garotas podem ser pervertidas também”.
Apertou a cabeça com ambas as mãos, tentando amenizar a dor que aquela confusão toda estava causando, quando ouviu a porta se abrir e fechar. Viu Sakura surgir somente com a parte baixa da lingerie e com as mãos cobrindo os seios ainda nus.
— Aí está você. Ui! Que frio é esse? — reclamou, dando saltinhos para se manter aquecida. — O que está fazendo aqui fora? Vem, Naruto. Vem brincar com a gente — ela chamou, piscando um dos olhos.
Não soube o que responder diante do que via. Apesar do frio da madrugada, o rapaz loiro sentiu o rosto quase entrar em combustão, não somente com aquele convite repentino, claramente carregado de insinuações, mas por ver Sakura seminua diante dos seus olhos.
Engoliu em seco, ao mesmo tempo que entrava em um dilema interno.
— S- Sakura, você sabe que eu sou...
— Naruto? — ela o interrompeu, tirando as mãos dos seios para mostrar para ele a pequena pílula que segurava entre o dedão e o indicador da mão direita.
— O que é isso? — ele quis saber, franzindo o cenho com desconfiança.
— Algo que vai te dar coragem.
O coração acelerou. Naruto estava se esforçando para manter os olhos fixos no rosto de Sakura, ao mesmo tempo que lutava contra os sentimentos divergentes em sua cabeça, que hora o mandava aceitar a proposta e hora fugir.
Mas era a garota que amava, nua, convidando-o para se “divertir”. No fundo sabia que o “sim” seria o estopim para a destruição de tudo que mantiveram entre eles até aquele momento e a porta para algo insano e sem volta. Iria trocar uma vida inteira que poderia viver ao lado dela por uma diversão momentânea.
Sakura percebeu o vacilo no olhar de Naruto e, determinada a fazer aquilo que Sasuke a desafiou, apanhou uma das mãos do loiro e a repousou sobre seu seio descoberto.
— Prometo que vai gostar — propôs ela, colocando o comprimido na língua, e oferecendo-o novamente. — Vem?
“Maldito Sasuke”, foi a última coisa que Naruto pensou e em seguida cedeu e a beijou para tomar direto da boca dela o comprimido oferecido.
Continua...
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