Promiscuos

Epílogo

Revisado por Blanxe

— Estou fazendo certo?

— Não precisa ficar toda hora perguntando.

— Mas está certo?

— Sim, Naruto. Está indo bem.

— Está doendo?

— Não... Ai...

— Está ou não?

— Não está.

— Por que você disse “ai”, então?

— Eu estou gemendo!

— Ok. Entendi. Não precisa ficar estressado.

— Como não? Mexa mais esse quadril e fale menos.

— Certo, eu entendi. Você está tentando me brochar para me fazer desistir. Mas eu não vou desistir.

Sasuke revirou os olhos, então, sentiu Naruto apartar suas pernas. Parecia que ele iria começar a agir com seriedade.

O loiro, por sua vez, sentia seu sexo muito apertado; ficou com receio de ser mais brusco e machucar o namorado. Olhou Sasuke e o notou com os olhos apertados, como se sentisse dor. Empurrou o sexo para dentro dele devagar, mas um novo gemido o fez parar.

— Fui muito duro?

— Ah! — o Uchiha exclamou e bateu as mãos no colchão. — Eu estou loucamente excitado, Naruto. Estou ficando doido de vontade de gozar. Faça! É só enfiar e tirar, enfiar e tirar, e ir aumentando a intensidade. Faz assim ou iremos trocar de posição.

— Certo, certo. Eu vou fazer. Só abre um pouco mais as pernas, está muito apertado. Se continuar assim eu vou gozar antes.

— Eu juro, que se você fizer isso, eu te mato.

— Sem ignorância.

— Vamos ficar nessa até que horas? O dia está amanhecendo!

— Mas é a minha primeira vez como ativo. Você precisa ser mais paciente.

— Mais, Naruto? Mais paciente que estou sendo? Estamos a três horas nesse chove e não molha.

— Agora eu vou fazer!

— Certo, vou facilitar sua vida — Sasuke disse, abrindo mais as pernas. — Assim que você quer? Está bom?

Naruto assentiu e conseguiu finalmente tirar o pênis e recolocá-lo, repetiu o gesto mais uma vez, outra e mais outra.

Sasuke começou a sentir que ele tinha pego o jeito. Passou a gemer baixinho para não assustar o loiro. Prendeu os lábios nos dentes. Estava começando a sentir o orgasmo se aproximando.

— Isso, Naruto. Assim mesmo — o Uchiha começou a ofegar. — Está muito bom. Continua desse jeito. Agora vai, mete tudo.

De repente, Sasuke percebeu que o namorado se deteve. Abriu os olhos e o percebeu com os orbes azuis arregalados, encarando-o, com o rosto completamente vermelho.

— O que foi agora?

— Como assim “mete tudo”? Eu estou meti tudo.

O Uchiha respirou profundamente, esforçando o máximo que pôde para não rir. Naruto parecia realmente preocupado.

— Sai de cima de mim — Sasuke pediu.

Naruto, muito envergonhado, fez o que o namorado solicitou, saiu de cima dele e deitou-se na cama, cobrindo o rosto com as mãos. Havia se arrependido profundamente de ter sugerido fazer aquilo.

Abriu as pernas, esperando que Sasuke se pusesse entre elas. Porém, diferente do que imaginou, teve suas pernas juntas novamente e, de repente, sentiu seu membro sendo confinado. Abriu os olhos depressa e viu o rosto belo do amante encarando-o.

— Sasu... ke... Ann...

— Viu como é fácil, idiota? É só fazer assim. Está percebendo como é bom? — o moreno gemia, enquanto descia sobre o órgão duro dele. Fazendo-o afundar-se completamente dentro dele. Sasuke aproximou-se da boca de Naruto e o beijou, aumentando o ritmo das subidas e descidas. Sentindo a ereção dele deslizar para dentro e para fora. Era aquilo que queria, sentiu sendo tomado completamente pelo tesão. — Não fique parado, me toque.

Naruto obedeceu. O seu rosto estava quente, a respiração pesada, aquela sensação era simplesmente fora no habitual. Seus sentidos se perderam por um instante, a vergonha desapareceu. Tocou o pênis de Sasuke e passou a massageá-lo, ouvindo-o aumentar os gemidos.

Ele estava mesmo sentindo prazer em fazer daquele jeito?

Era certo que sim, dava para perceber na contração facial dele. Sentiu-se mais aliviado em constatar aquilo. Passou a mover suas mãos agilmente, a boca dele alcançou a sua e os dois se beijaram, trocando mordiscadas nos lábios.

Sasuke o soltou apenas para arquear o dorso para trás e sentir todas as contrações que o atingiam. Moveu-se mais rápido e parou, contraindo o órgão dentro dele. Ouviu Naruto soltar um urro de êxtase e logo o calor do sêmen dele o preencheu.

O moreno caiu sobre o corpo abaixo do seu e ali ficaram por um tempo, parados, apenas ouvindo o barulho dos corações que batiam desesperados, tentando regularizar o funcionamento do corpo.

Naruto acariciava os fios negros da cabeça repousada em seu peito.

— Obrigado.

— Pelo quê? — Sasuke resmungou, sonolento.

— Por ter me ajudado.

O moreno sorriu.

— Você precisa confiar mais no seu taco, Usuratonkachi. Por menor que seja.

— Ah!! — Naruto o empurrou, fazendo-o cair da cama. — É fácil ser o pai da confiança quando tem o taco grande, não é? — o loiro esbravejou, apanhando suas roupas que estavam jogadas no chão.

— Aonde você vai?

— Para casa!

— Naruto, espere...

Mas, era tarde, o loiro havia se vestido e tinha saído do quarto batendo a porta. Sasuke começou a rir, mas precisava ir atrás dele. Vestiu-se o mais rápido que conseguiu e o seguiu pelos corredores.

— Naruto, espera.

— Vai para o inferno!

— É sério, não importa o tamanho, e sim como faz.

— Temeee!

— Calem a boca, depravados! — ouviu alguém gritar de dentro de um dos quartos.

— Naruto, eu te amo — Sasuke sussurrou e recebeu um dedo do meio como resposta.

— E eu te odeio! — respondeu Naruto.

Apesar daquele pequeno desentendimento, os dois estavam felizes, e se entendiam, exatamente daquele jeito.

Fim

Notas finais
Considerações finais. Na época, quando eu finalizei essa fanfiction, comentei nas notas finais que a história em um todo não tinha me agradado, mas eu não sabia identificar exatamente o que era. Na verdade, eu sabia, essa foi a primeira história que escrevi com um plot mais raso, com pouco conteúdo e muito do que os leitores pediam: putaria. Durante muitos anos lutei contra a vontade de excluí-la e só não o fiz em respeito aos fãs da história, optando somente em ignorá-la do meu catálogo. Esse ano, 2021, doze anos após sua publicação, eu resolvi dar uma olhada nos meus antigos trabalhos, a fim de me inspirar, quando finalmente parei de ignorar Promiscuous e relê-la. Hoje, com outra visão de mundo, compreendi, finalmente, tudo que me desagradou na história. Pensando nisso, me propus a um trabalho árduo de revisão. Durante esse trabalho de revisão, tentei manter o plot original, por mais fraco que seja, excluindo somente os excessos. Ficou do jeito que eu queria? Não. Há dois pontos na história que a eu de hoje não consegue digerir e com certeza não abordaria da forma que está. Primeiro: O estupro. No primeiro capítulo da história Sasuke estuprou Naruto. O personagem agiu pelo impulso de bebidas e drogas. Esses são dois combustíveis usados pela maioria dos estupradores, porém, não existe desculpa para o crime de estupro/abuso, e nada exime o estuprador/abusador da culpa pelo ato cometido. Hoje eu considero esse tema bem pesado e não trabalharia em uma história se não fosse retratado como deve ser: como um crime. Segundo: O perdão do Naruto pelo estupro. A Andréia Kennen de hoje até poderia permitir que Naruto perdoasse Sasuke, mas jamais deixaria que ele ficasse com Sasuke. Todos têm direito de pagar pelo crime cometido, direito ao arrependimento e ao perdão, mas jamais ter de brinde viver uma romântica história de amor com a vítima. Algo ao estilo “Síndrome de Estocolmo” (quando o abusado se apaixona pelo abusador). Porém, alterá-los, mudaria completamente o rumo do casal principal e isso seria desrespeitoso com os fãs da história do jeito que ela foi criada. Acaba que esse se torna um registro da minha própria evolução, e de como mudamos e melhoramos nossos conceitos. E deixo aqui meu alerta: não romantizem jamais o estupro. O estupro pode destruir completamente a vida da vítima. E a culpa jamais será dela, não importa as circunstâncias que levaram o estuprador/abusador a cometer o crime. Quando saírem para se divertir, não excedam ao extremo com uso de bebidas, evitem drogas, não confiem em ninguém, não aceitem caronas. Saia sempre na companhia de um ou mais amigos verdadeiros. Protejam uns aos outros. E ao menor indício de que isso poderá acontecer com um amigo, peçam ajuda. E se o pior acontecer, denuncie. Até uma próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!