Promiscuous

5 Capítulo 4 - La Plata


Promiscuous

Capítulo 4 – La plata

Revisado por Blanxe

Quanto vale o Show?

Quanto vale o amor?

Quanto vale então fazer das tripas coração?

Quanto vale o som?

Quanto vale a dor?

Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?

La Plata, J-Quest

Em frente ao Hospital de Tóquio, Ino andava de um lado a outro. O cabelo desordenado, as mãos apertando uma na outra, o rosto com a maquiagem borrada, além das olheiras profundas embaixo dos olhos.

Colocou o pé direito novamente na entrada do local e sentiu um arrepio; o recolheu. Era impossível. E se dissessem que ela não resistiu? Balançou a cabeça negativamente. Não podia pensar aquilo, definitivamente. Se caso algo do tipo tivesse acontecido, daria cabo da sua própria vida também.

Como explicar o que sentia?

Nem ela mesma tinha ideia. Era algo confuso e perturbador. Seu coração quase parou ao presenciar diante dos olhos a possibilidade de perder Sakura para sempre. Nunca havia pensado na morte antes, afinal.

"Os ricos pensam na morte?”, lutava com seus próprios pensamentos negativos.

Amava Sakura.

Amava ela não como amiga, tão pouco como irmã. Entretanto, jamais teve coragem de se declarar. Quando trocavam selinhos e beijos mais profundos, precisava se segurar para não a agarrar e despejar todo seu desejo acumulado.

Quando tomavam banho juntas, era outro martírio. Era a primeira a sair do banho para evitar a tentação de tocá-la de forma ousada. E, por mais que transasse com caras, com intento de conter seus desejos impuros por ela, em nenhum momento foi capaz de amenizá-los.

Apenas fingia interesse por Sasuke para que tivessem um conflito em comum. Mas na verdade, sentia inveja dele por tocar e ter aquilo que sempre almejou. Realmente ficou perplexa ao presenciar o Uchiha tomando Naruto na frente delas. Havia bebido demais e no momento em que tudo aconteceu a única coisa que conseguia pensar era que, se Sasuke estava ficando com Naruto, ela também ficaria com Sakura. No entanto, passado a bebedeira e a ressaca, entendeu que o Uchiha tinha se excedido.

“Tudo saiu do controle por causa daquele maldito do Sasuke! Ah, que ódio!”

Retirou o vidro de calmante da bolsa e derrubou mais comprimidos do que necessitava na palma da mão, foi devolvê-los ao frasco e acabou derrubando estes e o recipiente no chão. Esbravejou, batendo os braços ao longo do corpo.

— Saco! — chutou o frasco para longe.

— E aí, gatinha. Quer ajuda? — um cara que passava na rua de bicicleta mexeu com ela. Nem fez questão de olhá-lo. Já era noite. Não podia ficar vagando na frente do hospital feito um fantasma. Decidiu largar mão dos remédios e, determinada, ultrapassou o portão do prédio com passos apressados.

Não iria pensar, nem respirar, só andar, e assim conseguiria entrar. Mas, ao chegar na porta de vidro, que se abriu automaticamente, deu meia volta e refez o caminho de onde viera. Estava ficando louca. Por mais que tentasse era inútil. Detestava hospitais. Pessoas de brancos lhe causavam pânico.

Foi quando uma voz conhecida, vinda de dentro do prédio, chamou por seu nome e a fez estancar.

— Ino-chan?

— Haruno-san? — exclamou, voltando-se para a mãe da amiga e indo de encontro a esta, abraçando-a.

— Até que enfim você veio, querida — a mulher disse, correspondendo ao abraço. — Estava começando a ficar preocupada.

Ino manteve o abraço apertado na mãe da amiga e, pelo comprimento simpático desta, deduziu que Sakura só poderia estar bem. Afinal, qual mãe conseguiria ser tão atenciosa se a filha estivesse à beira da morte? Ela era uma mãe exemplar, daquelas que usava com frequência a frase “eu só quero melhor pra você, meu amor”.

Poucos minutos depois, após ser arrastada pela senhora Haruno para dentro do quarto de Sakura, Ino se viu diante do que menos queria ver na vida: o leito da garota que amava, onde ela repousava cheia de aparelhos, tubos e fios.

— Oh, Deus! Ela está horrível, Haruno-san! — foi a primeira coisa que notou, debruçando-se sobre a colega.

— Filha, cuidado com os aparelhos — advertiu a mulher, assustada com o gesto de Ino.

— Por que ela está cheia de fios? O que são essas coisas? Ela não é um robô! Sakura-chan, está me ouvindo? Acorda! — ela pediu, apalpando de leve o rosto dela. — Sou eu, a Ino! Eu quero falar com você... Eu preciso na verdade. Tenho algo muito importante para dizer — declarou, enquanto as lágrimas rolavam em seu rosto.

— Minha filha, não se debruce desse jeito.

— Não, Haruno-san! Ela não acorda! O que deram pra ela tomar? E por que ela está tão magra! — a garota comentava, totalmente confusa. — E o rosto... por que está tão roxo e inchado?

— Ino-chan, não grite — a senhora Haruno advertiu, novamente. — Os enfermeiros virão chamar nossa atenção. Eu sei como deve ser difícil, mas precisa se controlar, por favor.

— Não, não, não! — Ino puxou o ombro de volta para si, conforme a mãe da amiga segurava-o, tentando retirá-la de cima da filha. — Sakura? Está me ouvindo? — ela insistia na pergunta, enquanto acariciava o rosto de Sakura. — Quer parar de me zoar e abrir esses lindos olhos verdes, droga?! Pare de brincadeira. Você precisa de uma maquiagem urgente. Eu estou falando sério. Oh, Deus! Haruno-san, por que ela não acorda?!

— Ino...

A mãe sentiu o coração apertar. Entendia o desespero de Ino. Acabou por sentir receio de contar o real estado da filha.

— Ela está dopada? — perguntou Ino para a senhora Mebuki. — Eu vou chamar um médico para tentar acordá-la — anunciou ela, avançando em direção da porta do quarto.

Mas a senhora Haruno a impediu, apanhando a mão dela.

— Querida? — enfim, conseguiu fazê-la parar e olhá-la. — Ino-chan... — a mulher continuou, a chamando carinhosamente, apertando a mão dela firmemente entre as suas. — Sakura está em coma, querida — anunciou. — Os médicos não têm previsão de quando ela irá voltar.

— Não... — A loira puxou sua mão de volta, sentindo ser tomada pelo medo. — Não pode... Coma? Os médicos precisam fazer alguma coisa para ela acordar — disse e voltou-se para o leito da colega e a sacolejou o corpo inerte pelos ombros. — Acorde agora, Sakura Haruno! Acorda! Seus incompetentes! Faça alguma coisa! Façam minha amiga acordar — passou a gritar descontroladamente.

Foram necessários plantonistas, enfermeiros e seguranças do local para conter a crise da jovem Yamanaka, com muito custo, conseguiram.

…

Sasuke tomou um banho quente, vestiu a roupa de baixo e deitou-se, depois que o irmão explicou os detalhes mais importantes da conversa que teve com Naruto. Precisava também interpretar um ar adoentado e depressivo, pois de acordo com Itachi, Naruto só viria visitá-lo por ter acreditado que não estava bem.

Pigarreou para arranhar as cordas vocais e assim provocar uma sonoridade rouca na voz, como se tivesse tido uma recente crise de tosse.

Naruto havia chegado fazia algum tempo e Itachi estava fazendo sala para ele.

Ouviu o alerta de mensagem chegando em seu celular, consultou rapidamente o texto de Itachi avisando que Naruto estava subindo. Não demorou muito e as batidas na porta fizeram seu coração acelerar.

Respirou fundo, procurando regularizar o nível de ansiedade e assim pronunciou-se com uma voz vacilante.

— E- entre.

Naruto, ao ouvir a voz fraca do amigo permitindo sua entrada, deteve-se com a mão na maçaneta; ainda na dúvida do que iria fazer.

Itachi e ele haviam conversado bastante, e o resultado foi uma nova tomada de decisão.

Passou dias lutando para acreditar em tudo o que aconteceu naquela noite. Tentou principalmente acalmar a vontade insana que sentia de acabar com a vida do amigo. A princípio, imaginou que ele havia feito aquilo apenas com a intenção de humilhá-lo. Mas o desespero de Sasuke ao alcançá-lo naquela noite, seu olhar de pavor diante da sua raiva e a declaração que ele fizera de forma ousada não parava de martelar em sua cabeça.

Ele havia mesmo dito aquilo?

Sasuke Uchiha, o cara mais popular e disputado entre as garotas da faculdade, havia dito que o amava? Amava um cara?

Passou a acreditar que aquilo havia sido uma ilusão da sua mente para amenizar sua raiva. Raiva que dobrou após o acidente de Sakura.

Apertou a maçaneta com força, ouvindo Sasuke repetir o “entra” agora em um tom mais elevado. Era certo que ele estava fingindo debilidade. Sasuke não é o tipo de cara que ficava deprimido, muito menos, por uma garota que não amava.

Naruto, de repente, teve seus pensamentos interrompidos ao sentir a maçaneta fugir dos seus dedos e a porta se descerrar, expondo um Sasuke seminu e de olhar aflito.

— Eu pensei que tinha desistido de entrar e tinha ido embora — ele explicou.

Naruto desviou os olhos do semblante exaltado do amigo e engoliu em seco. Não fazia ideia como começar aquela conversa. Foi Sasuke quem tomou a iniciativa, mas parecia não encontrar as palavras certas para isso.

Por mais que o Uchiha mais jovem tivesse ensaiado o que diria, estar diante de Naruto era um agravante que não tinha levado em consideração. Não conseguiu ordenar uma sequência dos pedidos de desculpas na sua cabeça e acabou que a confusão o fez sentir uma dor latente na testa. Levou a mão até o local e, franzindo quase toda a face, massageou a região que doía.

— Posso entrar? — Naruto perguntou, fazendo-o erguer os olhos negros para si.

— Claro — Sasuke permitiu, saindo da porta e sentando-se na cama.

Naruto adentrou o cômodo e encostou a porta atrás dele. Correu os olhos rapidamente pelo quarto do colega. Fazia tempo que não entrava ali, mas tudo parecia no mesmo lugar que se lembrava. O jogo de home-theater acoplado nas prateleiras na parede, o chão todo acarpetado, a televisão de tela plana em um tripé de frente a cama de casal, uma cômoda com alguns porta-retratos da família e os vários pôsteres de carros.

Suspirou fundo e, evitando olhá-lo, iniciou o assunto.

— Itachi-sensei disse que você não estava bem e que está se sentindo culpado pelo que aconteceu com a Sakura.

— Naruto, eu sei o quanto a amava.

— Ainda amo — fez questão de corrigi-lo.

A reprimenda e o tom ríspido fizeram Sasuke entender que Naruto ainda estava muito magoado.

— Certo, o quanto a ama — corrigiu. — Você também não tem ideia do quanto eu o...

— Sasuke, não — Naruto o interrompeu, deduzindo o que ele repetiria; não tendo nenhuma intenção de ouvi-lo. — Eu não me importo — adicionou.

— Não se importa com o quê?

Os olhos claros de Naruto se mantiveram nas paredes. Era como se tentasse ver nas figuras das potentes máquinas um ponto de equilíbrio e assim, alimentar sua coragem.

Sasuke percebeu as esferas azuis vagarem pelo ambiente e, enfim, repousarem sobre si com um ar inexpressivo. Foi só então que pôde sentir o quanto Naruto estava magoado. Aquele olhar doeu em sua alma. Mas o que ouviu a seguir o deixou totalmente aturdido.

— Se tivesse meu consentimento, agora, nesse exato momento, você me foderia de novo? — perguntou Naruto.

— O quê?

— Você ouviu.

— Que pergunta é essa?

— Foderia ou não?

Naruto insistiu, aumentando o tom de voz, deixando Sasuke ainda mais confuso.

— Eu não sei onde quer chegar, Naruto.

— Eu te fiz uma pergunta. Só me responda: sim ou não.

— Sim — rebateu por fim. — É claro que quero ter você. Mais do que qualquer outra coisa nesse mundo — continuou, energizado. — Tudo. Tudo que eu mais desejo nessa vida é tê-lo. Naruto, eu o... eu o...

— Você me ama? — completou o loiro com indiferença.

— É — Sasuke confirmou não muito animado, percebendo a indiferença de Naruto sobre sua confissão.

— Ama um homem?

— Que eu saiba o amor é um sentimento. Um sentimento não possui cor, idade ou sexo.

Sasuke sentiu um tremor, havia algo de muito errado no olhar de Naruto, não eram os olhos gentis e cheios de brilho que conhecia, era um olhar firme, determinado, talvez até... frio.

— Você quer me beijar?

A pergunta fez um alerta maior ascender dentro de Sasuke. Experimentar os lábios dele era seu desejo mais doentio. Porém, havia ausência de sentimento naquelas perguntas. “Quer me foder de novo?”, “Quer me beijar?” perguntas secas, vazias. Seu peito se comprimiu e a dor condensou ao concluir: Naruto o estava castigando.

Sasuke inspirou e respirou calmamente; proferindo a resposta em forma de novas perguntas:

— Se eu disser que quero? Que quero te beijar, que quero transar com você. O que vai fazer?

— Vou deixar que faça o que deseja — deu novamente uma resposta seca, desprovida de sentimento; e emendou: — Mas desta vez, com um detalhe importante: a minha permissão.

— Por quê?

— É o que você quer.

— Mas não parece ser o que você quer — rebateu, se cansando daquela conversa.

— Sasuke, eu não vou deixar você ferir mais ninguém por esse sentimento sujo que sente por mim. — Naruto explicou. — Principalmente, a pessoa que eu mais quero bem nesse mundo. Então, se quer me ter, vá em frente se ainda estiver em condições, claro. — O rapaz loiro espichou os olhos para analisar as marcas roxas que o colega tinha no pescoço e em parte dos braços e do tórax. — Essas marcas de chupões por toda sua pele são bem recentes. Talvez não esteja tão debilitado quanto o sensei disse. Acho que anda afogando as mágoas bem ao estilo "Sasuke Uchiha" pelo que percebo. Com quem? A dona daquele bar horroroso?

Naruto finalmente abriu um sorriso ao ver a feição de perplexidade que o amigo desenhou em sua face; mais encorajado, prosseguiu.

— Parece assustado? Tipo: sem saber o que fazer ou como reagir. Sensação chata, eu sei, eu senti na pele a mesma coisa — o loiro afirmou com um tom carregado de ironia; deu de ombros. — Você quer mesmo que eu acredite nesse seu amor fajuto? — Naruto perguntou, forçando uma risada e ao acalmá-la, acrescentou: — Sinceramente, a única coisa que consigo enxergar em você agora, meu amigo, é sujeira.

Doía. Tudo que Sasuke conseguiu sentir foi dor. Uma dor profunda, angustiante, quase lacerante. Era a dor de ser humilhado, rebaixado. E tudo por ter deixado se entregar por aquele maldito sentimento.

Sentiu as margens dos seus olhos queimarem e prendeu o lábio inferior entre os dentes. Não podia chorar, precisava ser forte. Estava sendo afrontado pela pessoa que considerava mais amável da face da Terra. Mas entender finalmente o que estava acontecendo fez os sentimentos se reordenarem dentro dele. Ninguém insultava daquela forma um Uchiha.

Avançou em Naruto, o segurou pelos ombros e o empurrou contra a parede, não se preocupando se o baque iria feri-lo ou não.

— Desgraçado — esbravejou. — Então era isso que pretendia desde o começo? Me humilhar? Acha que pode desdenhar dos meus sentimentos assim?

— E você? — Naruto questionou, tentando manter-se impassível. — Acha que pode brincar e desdenhar dos sentimentos das garotas que usou? Dos sentimentos da Sakura? Olha o que aconteceu com ela por sua culpa — respondeu Naruto, mostrando enfim alguma exaltação.

— Está se vingando por ela? — quis saber Sasuke, usando o mesmo tom.

Naruto franziu ainda mais o cenho, as mãos de Sasuke apertava seus ombros com tanta força que sentiu vontade de socá-lo. Mas ainda não era o momento. Ainda não era o suficiente. Não estava satisfeito. Precisava provocá-lo mais, cutucar sua ferida, tirar toda sua sanidade. Então, começou a rir.

— Do que está rindo?

A ação de Naruto causou resultados.

— Essa sensação é engraçada — explicou. — Agora eu sei por que você gosta tanto de humilhar quem te ama, ou quem te deseja. É engraçado, Sasuke. Ver o quanto a pessoa pode se tornar patética por outra. Será que é isso que sentia quando via a Sakura jogada aos seus pés? — Naruto concluiu, voltando a rir.

Sasuke segurou o colarinho da camisa polo mais uma vez, puxou Naruto e o bateu novamente contra a parede.

Naruto fechou os olhos, sentindo as dores do baque se misturando com uma vertigem, mas moveu a cabeça de um lado a outro tentando repor a estabilidade. Havia planejado humilhar Sasuke, mas a verdade era que estava se excitando com cada nova e impulsiva reação dele. Quando sentiu a respiração quente dele tão próxima, roçando seus lábios, a situação piorou, e tornou-se quase incontrolável. Quando o corpo dele encostou-se ao seu teve uma ereção, mesmo não querendo. Manteve os olhos fechados, mas não reteve aquele desejo que o invadia.

O rapaz moreno não esperava aquela estranha reação de Naruto. Não podia estar enganado desta vez: ele estava excitado. Acreditando nisso, Sasuke encostou seu ventre ao dele e descobriu que estava certo, sentiu que havia ali uma ereção. Somente aquele toque foi suficiente para que seu sexo se enrijecesse também. Decidiu ser um pouco mais ousado e beijou o pescoço dele, então, pôde ouvi-lo soltar um gemido. Aproximou-se do ouvido dele e surrou: — Está jogando comigo, não é, Naruto? Você quer o mesmo que eu. Está de pau duro.

Naruto não respondeu, mas sorriu, e Sasuke interpretou aquela reação como um sim.

Esfregou seu busto nu contra o peito do loiro, escorreu as mãos pela lateral do corpo dele, enfiando-as por dentro da polo listrada de branco e laranja que Naruto vestia. Subiu riscando com suas unhas a pele dele, enquanto elevou o tecido para descobrir o tórax todo. Naruto permitiu que ele tirasse sua camisa.

Descoberto da cintura para cima, Sasuke observou, com ainda mais tesão, os mamilos rosados e despontados. E, com a boca entreaberta, se aproximou e deslizou a língua úmida maliciosamente em cima de um deles.

— Ah... — Naruto resmungou, ainda de olhos fechados.

Sasuke sentiu êxtase com aquela resposta e resolveu intensificar os movimentos: passou a lamber o mamilo com mais vontade, dedicou-se a um e depois ao outro, para em seguida, descer a língua pela barriga e chegar no cós da calça.

Naruto parecia entregue e o ajudou; desabotoou a bermuda, descerrou o zíper, abaixou a roupa na altura dos joelhos e segurou o membro excitado na direção da boca dele, consentindo.

— Vai em frente.

Sasuke ergueu os olhos para encarar Naruto e aquele par de belos orbes azuis, mas hesitou.

— Não — negou, decidido a fazer diferente. — Vamos fazer isso na cama — sugeriu, aproximando-se dos lábios do loiro para tentar beijá-lo.

Mas, novamente, a reação de Naruto o surpreendeu, desta vez de forma negativa, o rapaz loiro desviou da boca dele, virando o rosto para o lado. Sasuke não entendeu.

— O que houve?

— Eu mudei de ideia, não quero beijar outro cara.

— Mas quer sexo?

— Ah, Sasuke. Logo você está surpreso com isso? O cara do sexo libertino? Você me fez perceber que sexo é fácil de fazer. Basta um esfrega-esfrega e pronto. Amor para quê, não é? Estamos de pau duro, é só fazer. Beijar é algo fútil, perda de tempo. Beijo a gente troca com que queremos ter um romance, algo que você não conhece.

Sasuke abriu a boca para dar uma resposta, mas, novamente, não encontrou as palavras, assim, voltou a fechá-la. Vencido, voltou a ficar de joelhos; segurou o membro de Naruto entre seus dedos e, depois de umedecer os lábios, o abocanhou, passando a sugá-lo com avidez. Daria seu melhor naquela oral. Se era isso que ele queria como vingança, era o que daria.

“Farei você desejar subir por essas paredes, Naruto”, prometeu, engolindo e alisando com a língua o sexo de Naruto. Sentiu que ele tentava buscar apoio na parede, as pernas tremiam ao mesmo tempo em que empurrava seu quadril contra sua boca. “Está louco para gozar”. Sasuke usou a saliva que escapou pelos cantos da sua boca, para umedecer dois dos seus dedos e introduzi-los na abertura anal que se mostrava acesa ao abrir e fechar de acordo com o ritmo das suas sugadas.

Naruto não se preocupou em manter o pudor e passou a gemer alto, como se fizesse questão de que quem estivesse por perto ouvisse o que estava acontecendo.

Sasuke, por sua vez, não estava conseguindo segurar sua própria excitação, ainda mais por ouvi-lo tão despudorado e entregue. Logo, o sêmen de Naruto passou a jorrar com força dentro da sua boca; se esforçou em engolir tudo. Ao terminar, passou as costas da mão esquerda na boca, e afastou-se, sentando-se no chão.

— Vou te dar alguns minutos para se recompor — comentou, levantando os olhos para observá-lo. — Depois vamos para segunda rodada, está louco de vontade, eu o senti engolindo meus dedos e eu estou quase explodindo de tesão.

Naruto sorriu. Deslizou as mãos nos cabelos, alinhando-os novamente para trás, e após respirar profundamente, confessou.

— Sim. Você tem razão. Mas... — tentava responder com a respiração entrecortada; ainda se recompondo do orgasmo. — Sensei? Você vai ficar escutando atrás da porta até quando? — Naruto de repente perguntou.

Sasuke ficou sério e franziu o cenho para aquela pergunta. Voltou imediatamente para o patamar fechado e se assustou ao ouvir o barulho da maçaneta que girava, a porta foi empurrada e o irmão se revelou, cruzando os braços no peito e encostando-se de lado, no batente.

— Está me fazendo um convite, Naruto-kun?

— Sim — Naruto respondeu, terminando de tirar a bermuda e a boxer pelos pés. Passou por Sasuke no chão e puxou a mão do professor, fazendo-o adentrar o recinto. — É exatamente isso que quero — ele confirmou, jogando os braços em volta do pescoço de Itachi e passando a língua de forma maliciosa no queixo dele. — Eu quero que você me foda, Itachi-sensei.

O Uchiha mais velho abriu um sorriso largo, achando graça da expressão de choque que o caçula desenhava na tez e, sentindo-se ainda mais aceso, apertou a cintura de Naruto, concordando prontamente em fazer parte da orgia.

— Só se for agora — respondeu ele, empurrando Naruto para cama do irmão. — Agora entendo porque o Sasuke é doente por você. Você é lindo.

O rapaz sorriu e para desespero total de Sasuke, os dois se admiraram com olhares famintos. Itachi arrancou sua camisa e debruçou-se sobre o corpo nu de Naruto na cama, selando seus lábios aos dele em um beijo envolvente e intenso.

Continua...