Promiscuous

7 "Terceira Opção"


Notas iniciais
Sem muito o que falar, apenas... VÃO LOGO LER ESSA COISA U.U Boa leitura :}
~ awn, que amável eu.

Seus olhos corriam em uma velocidade rápida pela carta, não sabia se a sua expressão era de surpresa, raiva ou diversão. Alguns longos segundos depois ele dobrou a carta ao meio, demonstrando que já tinha acabado de lê-la. Examinei cada traço do seu rosto, mas era impossível distinguir alguma reação. Seja lá o que estava pensando, ele soube disfarçar bem. Continuou com o olhar baixo e caminhou até a sua mesa, sem levantar a cabeça. Droga, por que ele não falava nada? Odeio suspense.

– Sr. Dean... — comecei, mas ele continuou do mesmo jeito, sem demonstrar reação nenhuma. — Sr... ah, foda-se. Dean eu não queria dizer isso... quer dizer, eu não queria que você lesse isso mas como já leu. CARAMBA DEAN, SERÁ QUE DÁ PARA OLHAR PRA MIM UM SEGUNDO? Eu estava nervosa, eu tinha que fazer a droga daquele trabalho para conseguir esse estágio e seja qual vadia fosse não parava de gemer. É tão difícil de entender que essa porcaria é importante para mim? – disparei.

– Lisa. – disse calmamente organizando os papeis em sua mesa. – Será que poderia comprar um expresso para mim? O que a Cece trouxe... bom, poderia fazer isso, por gentileza? – com os olhos piscando sem parar, o observei boquiaberta.

– Como?

– Um café Lisa, por favor. – parou para me olhar.

– Ah... tudo bem. – disse ainda confusa. Pedi licença e sai da sala, ainda tentando lembrar, qualquer traço de deboche em seu rosto.

– Vai sair de novo? – perguntou Brigith ao passar por ela.

– Ahan. – dei de ombros seguindo para o elevador.

Passei por Zoe, que sorriu simpática como sempre, sorri de volta e parei em frente ao seu balcão.

– Por acaso, você sabe aonde tem uma cafeteria o mais perto possível? – perguntei.

– Tem uma logo aqui em frente, aonde Cece foi e vai por mim, até eu sei que o Sr. Dean odeia o expresso de lá. Por tanto te recomendo ir a uma a dois quarteirões daqui. – disparou, piscando sem parar.

– Tudo bem, obrigada. – sorri e corri até a tal cafeteria.

Paguei pelo café e voltei para a empresa. Passei reto por Brigith e mais uma vez, bati na porta de Dean. Escutei um "pode entrar" e assim o fiz. Ele estava de costas, olhando pela parede de vidro, deixei o café — que estava fervendo — em cima de sua mesa fazendo sem querer, um pouco de barulho. Continuou do mesmo jeito, então, pigarrei o fazendo assim se virar e me encarar.

– Ah, obrigada Lisa. — agradeceu pegando o café e o erguendo. — Esta dispensada, não tem muita coisa pra se fazer por aqui hoje. A Cece esta cuidando de tudo.

– Não tem nada pra eu fazer? — falei

– Não. — respondeu seco. — Pode ir embora.

– De...- me olhou, como se perguntasse se eu tinha perdido o respeito — Sr.Dean, pela carta... eu realmente sinto muito.

– Lisa, eu já te disse que em relação a isso esta tudo bem.

– Em relação a isso? Tem mais alguma coisa que esta te chateando, De... Sr.Dean? — droga, quando eu vou me acostumar com isso?

– Não, pelo menos até agora não.

– Tudo bem então. — falei respirando fundo. — Até amanhã.

– Até. — deu de ombros.

– Ah... será que tem como eu usar o seu banheiro? Estou meio perdida na empresa ainda. — perguntei.

– Claro, claro. — respondeu sem levantar os olhos para mim.

Revirei os olhos e caminhei para o lado do "sofá-cama", aonde tinha a tal segunda porta. Estava prestes a abrir a porta, mas a voz de Dean me fez estacar no lugar.

– Essa porta não. — falou palavra por palavra, dando ênfase em cada uma delas, em um tom que me deu calafrios. — O banheiro é na porta de lá. — engoli em seco e me virei de novo, caminhando até o outro lado do cômodo até a outra porta.

O banheiro era como qualquer outro, não reparei muito nele. Fiquei me encarando no grande espelho que tinha ali. O que será que tinha naquele cômodo tão... secreto? Até no início do meu dia era apenas uma porta a mais naquela sala, mas agora... realmente estava me incomodando. Só de imaginar o que pudesse ter ali e por alguma bendita razão, eu só conseguia imaginas coisas pervertidas. Coisas bem pervertidas. Na verdade, melhor dizendo, coisas do estilo Dean. Ou para as íntimas — e vadias — "Oh Dean".

Esperei mais um pouco, até dar o tempo que eu gastaria se realmente estivesse usando o banheiro e sai. Falei um "tchau" para Dean que respondeu quase em um sussurro e em poucos minutos, me encontrava dando tchau para Zoe. Abri meu celular por acaso para olhar as horas enquanto pegava um táxi até em casa até que, me lembrei de Anne. Droga Anne. Será que ela tinha feito tudo? O carro parou, paguei o taxista e enquanto passava por Billy para ir ao elevador, liguei para Anne.

– Lisa, amiga. Como você está? Eu estou ótima. Como esta sendo o estágio? Espero que esteja realmente bem. Tenho que ir... — disparou Anne, normalmente ela falava rápido, mas agora estava demais, coisa que só acontecia quando ela estava ou nervosa ou ansiosa. Nesse caso, eu chutaria... nervosa!

– Não ouse desligar esse telefone Anne. Me diga que deu tudo certo no apartamento do Dean...

– Apartamento do Dean? Oh claro que sim. Só alguns probleminhas a mais, coisa que eu resolvi em segundos.

– O que você esta querendo dizer com "probleminhas a mais", Anne? — disse respirando fundo, já entrando no meu apartamento, esperando pela resposta.

– Probleminhas do tipo... — começou antes de disparar — Eu fiquei algum tempo tirando aquela mancha e eu me cansei, daí eu pensei "só uma água gelada" então eu abri a geladeira e eu vi uma Heineken. E lisa, foi mais forte do que eu. Então eu pensei de novo "água gelada, cerveja gelada" qual a diferença não é mesmo? E nossa, como aquele esforço todo me deixou cansada. Então, eu me deitei só um pouquinho sabe, no sofá dele. Que sofá confortável Lisa... eu vi alguns programas e eu já estava quase indo embora, eu juro, mas acidentalmente quando eu fui colocar os pés na mesinha de centro dele eu derrubei a Heineken que estava lá em cima no carpete, de novo.

– VOCÊ O QUE? SUA BISCATE! QUAL PARTE DO "NÃO ABRE A GELADEIRA, NÃO COLOCA OS PÉS NO SOFÁ E NÃO LIGA A TEVÊ" VOCÊ NÃO ENTENDEU?

– Ei, você não falou nada de tevê e, eu não coloquei os pés do sofá... coloquei na mesinha de centro. E enquanto a geladeira... bom, isso passa.

– ISSO PASSA? PELO AMOR DE DEUS MULHER. VOCÊ MERECE SER ESPANCADA. AGORA ME DIGA, O QUE VOCÊ FEZ PARA LIMPAR O CARPETE?

– Hmm, ora eu... passei um paninho. Sabe... cerveja é fácil tirar.

– Tomara que você esteja me dizendo a verdade. Mas não estou com raiva de você por ter infringido todas as regras que te falei, nem por ter colocado os pés na mesinha.

– Sério que não? — perguntou em um tom aliviada.

– Claro que não... ESTOU COM RAIVA DE VOCÊ POR TER DERRAMO HEINEKEN NO CARPETE DELE. NÃO QUE EU ESTEJA ME IMPORTANDO COM A PORRA DAQUELE TAPETE IDIOTA, MAIS A CERVEJA ANNE? FRANCAMENTE. — gritei desligando o telefone.

O joguei em algum canto qualquer da casa. A única coisa que eu precisava era de um banho... bem quente. Fiquei um bom tempo embaixo do chuveiro, vesti uma roupa confortável e fui até a cozinha preparar algo para comer. Era pouco mais de meio dia, quando eu terminei de almoçar e fui deitar, tentando organizar meus pensamentos. É claro que isso não aconteceu. Foi o prazo de me encostar à cama e eu já estava em um sono bem profundo.

Como se já virasse rotina, acordei com o maldito som da campainha. Conferi as horas em um relógio que tinha na parede da sala, 18:00. Dormi demais para variar, no máximo seria Anne me pedindo desculpas já que eu não atendi ao celular. A campainha tocou mais uma vez impaciente, resmunguei e a abri, me preparando para brigar com Anne.

– Olha aqui Anne... Dean? — assustei ao abri completamente a porta e dar de cara com ele.

– Escrever uma carta ao meu respeito, tentar passar por cima de mim para espionar a uma porta da minha sala até que passa. Agora cortar o meu carpete? — levantou um pedaço, enorme, de tapete na mão. — Francamente Lisa, comeu cocô?

– Anne...eu...te...mato. — sibilei.

– Como? Será que poderia uma vez na vida me dar uma explicação lógica pra isso tudo? — me olhou irritado.

Eu tinha duas opções: Ou contar toda a verdade e entregar Anne ou inventar uma desculpa boa e bem rápido. Antes que ele se estresse ainda mais e eu perca meu estágio. Digamos que, entre as duas eu escolhi uma terceira opção. Que foi pular em seu pescoço e o puxar para um beijo forçado. Que aos poucos foi se relaxando e quando eu vi, já estava prensada na parede com as mãos de Dean subindo pela minha coxa.

Com certeza foi a opção mais sem juízo que eu podia ter escolhido, mas, por outro lado. Era a mais prazerosa.


Notas finais
N/A: LALALA, NÃO ME MATEM POR QUE DEMOREI, NÃO ME MATEM POR QUE TALVEZ NÃO SEJA ESSA A REAÇÃO QUE VOCÊS ESPERAVAM DO DEAN E NÃO ME MANTEM POR TER TERMINADO O CAP AQUI. ME MATEM POR TER FEITO A BENDITA ANNE TER DERRAMADO HEINEKN U.U Gostaram? Sério, tô meia em dúvida com esse capítulo... sei lá. Enfim, sem muito o que dizer. Ah, claro. Vou responder todos os comentários que recebi, tudo bem? *--* Enfim, desculpem pela demora e até o próximo u.u 2bj da Ceci. SERÁ QUE VEM "TCHACA TCHACA NA MUTCHATCHA" POR AÍ? Em palavras de gente normal: "Cenas pervas" UAHSUAHSUAHSH BJSSSS :* RECEBO COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES DE BRAÇOS ABERTOS O/
~ * ~
N/B: É difícil imaginar esse começo de capítulo, sem o Dean dando uma crise de riso, não sei, na minha cabeça essa era a única reação dele, risos eternos, literalmente U.U
Não reclamem, algumas palavras aqui, não existem no vocabulário e eu não sei como mudar e deixar no mesmo sentido, então vou deixar U.U
Cômodo secreto é sinal de vai dar merda, fujam pras colinas, unicornios u.u
Ah, claro que a cerveja é mais importante que o tapete, nem discuto U.U
KKKKKKKKKKKKKK COMEU COCÔ KKKKKKKKKKKKKKKK QUEM FALA ISSO CARA? Ceci do meu coração, vou te zuar para o resto da sua vida U.U