Notas iniciais
QUE SUMIÇO FOI ESSE CECI? Eu seeei gente, nas notas finais explico tudo. Antes do capítulo um PS: Errei feio no capítulo anterior fazendo a Lisa virgem, então ao invés de mudar toda a história modifiquei apenas os detalhes do capítulo anterior. É o que esta em itálico nesse capítulo. Enfim, boa leitura :)

– Finalmente. – ele sussurrou e soltei uma espécie de gemido em resposta, o senti sorri.

– Isso é melhor que só escutar. – falei sem muito raciocínio quase me rendendo ao sono.

– Então de acordo com sua carta, você foi à vadia da vez. – soltou com tão pouco raciocínio quanto eu.

Ele finalmente comentou sobre o que leu na carta e escolheu o pior momento para isso. Abri o olho imediatamente e ele também.

– Falei besteira? – perguntou cauteloso.

– Com toda certeza. – respondi, semicerrando os olhos e me virando lentamente para ele.

Isso não vai sair barato, "Sr. Dean".

Seus olhos se arregalaram, não sabia o que esperar. Na realidade, nem eu. Eu podia até está um pouco bêbada mas isso não iria me fazer ficar ali deitada, conformada em ser chamada de vadia.

– Lisa... – começou, mas estava perdido com a rapidez que tudo aconteceu – Não foi minha intenção.

Mas era tarde, dobrei minha perna e dei uma joelhada no seu "amiguinho". Ele se dobrou de dor e eu me levantei a procura da minha pouca roupa jogada pelo quarto. Me vesti rapidamente enquanto ele continuava na mesma posição gemendo de dor. Fui em direção a porta do quarto e antes de sair me voltei para ele.

– Você foi melhor quando broxou e dormiu em cima de mim, pelo menos não falou merda.

Sai do quarto e do apartamento, sem esperar respostas. Desci o mais rápido que pude até em casa, onde a mesma turma que me meteu nessa estava esparramada na sala, se entupindo de heinekens. Assim que me viu, Anne se levantou em um pulo com a cerveja na mão e andou, ou pelo menos tentou, até mim.

– Porra Lisa, você andou em todos os elevadores da cidade? Era só uma voltinha. — falou rindo com a voz embargada de bêbada.

Não sorri de volta, vi seu rosto mudando para o modo alerta na hora. Ela me conhecia bem.

– O que houve? Não gostou de mostrar o que normalmente fica escondido?

– Nem um pouco. – respondi cruzando os braços. – Encontrei Dean no elavador. – falei mais baixo para que os meninos não escutassem.

– TA BRINCANDO! – gritou exasperada, típico de Anne. Fiz uma careta pra ela, que abaixou o tom de voz e prosseguiu – E rolou algo?

– Rolou até o que o não devia rolar. Agora passa essa Heineken pra cá, preciso mais dela do que você. – falei tomando a garrafa da mão dela.

– Qual é, vocês vão continuar ou não? – Collin perguntou da sala.

– Quero detalhes e você não vai escapar. – Anne falou em um tom sinistro, me deu as costas e voltou pra sala.

Subi para o meu quarto, vesti a roupa de antes e acompanhei eles na sala.

– Caramba Lisa, pelo visto você gostou mais do que eu imaginava da consequência. – Matt provocou com um sorriso malicioso – Poderia fazer isso mais vezes.

Com certeza eu poderia. Ainda mais se incluísse Dean.

– Não, muito obrigada Matt. A próxima vez vai você. – respondi com raiva dos meus pensamentos.

Tudo bem que eu chamo as garotas que frequentam o apartamento de cima de vadias a todo o momento, mas é por pura raiva. Não imaginei que me tornaria uma delas, quer dizer, pelo menos não que o próprio Dean me diria isso. Eu estava furiosa comigo mesma. Talvez não fosse muita coisa o que ele disse, mas...

FOI MUITA COISA SIM!

E eu não iria me ofender por tão pouco, mas iria fazer ele engolir o que disse.

– Quem gira a garrafa? – perguntou Anne, me entregando mais uma Heineken que aceitei de muito bom grado.

Minha cabeça já estava ficando anuviada, mas eu não ligava. Só pensava em Dean e em alguma maneira de fazê-lo arrepender. A tentativa de matar seus futuros filhos não foi suficiente.

– Tuuudo bem, lá vou eu. – Anne disse posicionando a garrafa já que não teve resposta.

E a garrafa girava e girava, minha cabeça acompanhou cada volta. Meu Deus, isso vai doer amanhã. Não estava nenhum um pouco interessada naquele jogo, meus pensamentos estavam longe até que, a garrafa parou com a lado da pergunta virado para mim e o outro lado para...

ISSO!

Anne. Ela sorriu maliciosamente, e eu não precisava nem perguntar o que ela queria, já estava em seus olhos.

– Não precisa nem perguntar, você está de frente para a consequência em pessoa, querida – respondeu ela, antes mesmo de eu falar algo.

– Então eu te desafio a... – fiz uma pausa pensando no melhor jeito de ajudar minha amiga.

Uma idéia maldosa passou pela minha cabeça. Ela não iria gostar nem um pouco, mas o Collin estava ali a disposição o resto da noite, ainda teria muito tempo para conseguir ficar com ele. E eu precisava dela agora.

– A ir até o apartamento do meu amado vizinho de cima. – terminei a frase.

– O QUE? – Anne disse indignada por eu não ter seguido o raciocínio dela. Respondi com uma cara de paciência e com uma piscadela – E vou fazer o que lá na casa do Sr. Delícia?

– Isso eu te explico no caminho. – respondi, levantando e estendendo a mão.

POV DEAN

– Você foi melhor quando broxou e dormiu em cima de mim, pelo menos não falou merda. – Lisa falou antes de sair do quarto batendo a porta.

Não tive forças pra ir atrás dela. Ninguém nunca a avisou que se quer fazer charminho não se pode dar um chute no saco do cara antes? Tudo bem, eu errei a chamando de vadia, mas não filtrei o que disse. Ninguém pensa no que fala depois de um orgasmo daquele. Isso é lei.

Mesmo depois de recuperado não fui atrás dela. Tomei um banho e me joguei nos sofá com uma Heineken na mão. Ela quer justamente isso, que eu implore perdão, mas está com o cara errado. Não cedo aos dramas de mulheres tão fácil assim e nem foi algo tão grave para isso.

20 minutos e 2 Heinekens depois alguém começou bater na porta. Eu digo “começou” porque a pessoa fez minha porta de bateria e não parou mais.

– JÁ VAI, PORRA. – gritei já perto da porta pra abri-la.

– Olá Sr. Delicia. Lembra de mim? Fui eu quem ajudou Lisa a te tirar de cima dela depois que broxou e dormiu. – falou a garota assim que abri a porta.

– Eu não bro...- fiz uma cara de nojo ao imaginar a hipótese — O que você quer... qual é mesmo seu nome?

– É Anne e você com certeza não vai se esquecer mais de mim. Porque eu vou mudar a sua vida. – falou determinada, só me confundindo mais ainda.

– Então manda, não tenho o tempo todo – respondi já me irritando com a situação.

– Calma ai Sr. Delicia, não é assim que se trata visitas. Primeiro você me convida pra entrar – disse enquanto já entrava – Depois me oferece uma Heineken e ai sim eu mudo a sua vida. – foi em direção ao sofá, onde estavam as garrafas que eu tinha acabado de beber e se sentou.

Revirei os olhos com sua indecência e fechei a porta.

– Olha... Anne, não estou para brincadeiras. Já esta tarde então trate de falar logo o que você quer e cair fora. – disse a encarando e cruzando os braços.

– O combinado inclui Heineken e só estou vendo garrafas vaziaaas. – cantarolou ela, estava na cara que estava bêbada.

– Quem você acha que é, garota?

– Sou Anne, a garota esparramada no seu sofá a espera de uma cerveja, bem gelada de preferência, que vai dar a notícia da sua vida. – me respondeu, colocando os braços atrás do pescoço em sinal de total conforto

– Você não vai sem a cerveja, não é? – perguntei já desistindo.

– Não mesmo. – respondeu com certeza.

Respirei fundo e fui até a geladeira, peguei a cerveja e voltei, entregando para ela.

– Agora você fala rápido e vaza. – falei irritado

– É só um aviso, a partir de hoje acho bom você guardar boa parte do seu salário para a pensão, se não quiser se entender com a polícia, papai. – disparou.

– Papai? – gelei – Do que está falando, garota?

– Talvez você soubesse se tivesse mais contato com suas “amigas” que frequentam aqui. – fez aspas com o dedo e se levantou, andando para a porta – Bom, dei meu recado. Eu vou indo, obrigada pela cerveja.

– Espera aí garota, não vai falar quem é a mãe?

– Eu não sei se rolou algo pra trás, caso esteja se perguntando, não é a Lisa. O resto você descubra sozinho, papi.

E saiu cantarolando pelo corredor me deixando sozinho, confuso, pasmo e papai?

Notas finais
N/A: Genteeeeee, que saudades. O bloqueio dessa vez passou dos limites, foi anos. Muita coisa mudou na minha vida e tornou prioridade e a ideia de escrever não se passava mais na minha cabeça. Mas eu sempre estava por aqui, lendo os reviews e as MP (se tornou uma escritora fantasma, sério Ceci?) Masssss agora voltei e já estou com o outro capítulo pronto, só pretendo postar quando fizer o próximo, uma maneira de me controlar sabe? Espero que algumas de vocês ainda estejam ai. Obrigada por toda a paciência e carinho. Vocês são ótimos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.