Prometida - EM REVISÃO
17 Punição
Itachi, Takahashi e Fugaku, entraram no escritório, acompanhados de Hikaru que não tinha as feições muito boas e ao olhar pra filha sentada no sofá que havia ali, sua expressão piorou “desapontamento”. Era isso que Sakura pensou sobre o olhar de seu pai.
– Parece que essas crianças estão cada vez mais modernas – suspirou Takahashi
– É. – resmungou Hikaru
– Bom, vamos conversar. Sentem-se – Fugaku sentou-se em sua cadeira e indicou alguns lugares vagos ali para seus amigos e seu filho. Sakura engoliu em seco e respirou fundo, não queria olhar para ninguém até que lhe falassem diretamente. – Sakura primeiramente agradeço pelo que fez a Ino e se não fosse por você só Deus sabe o que poderia ter acontecido – Sakura olhou para seu futuro sogro e assentiu, agradecendo. – O que está acontecendo aqui é uma espécie de conselho e vamos ver no que vamos resolver.
– Do que se trata então está reunião? – perguntou Hikaru
– Bom, o clã está muito impressionados com Sakura, mas isso não muda o pensamento e os costumes do clã e como eles vêem certas coisas. Hikaru, você sabe que estou passando muito do limite e depois do que aconteceu com Ino não posso ficar vendo as coisas com o coração e sim com a mente, não posso perder minha autoridade e passar por cima dos costumes que fomos criados.
– Entendo – Hikaru manteve a face dura, esperando que seu amigo tomasse uma decisão.
– Sakura onde você aprendeu aquelas técnicas? – perguntou finalmente. Sakura sentiu seu coração saltar, mas como Tsunade havia dito, aquilo não a prejudicaria, apenas a Sakura mesmo. Respirou fundo e respondeu, decidiu que não mentiria mais a partir daquele momento.
– Tsunade – Hikaru fez menção de se levantar, mas Fugaku o olhou repreendendo e ele se recompôs.
– Ela lhe obrigou ou algo parecido?
– Não senhor. Fiz por vontade própria. Pedi a Tsunade para que me ensinasse tudo que ela sabia. – Sasuke trincou os dentes e serrou os punhos. Itachi percebeu que o irmão estava tenso, mas apenas ficou de olho.
– E por que você pediu isso? Não quer ser uma Uchiha?
– Não senhor – apreçou-se a dizer rapidamente – apenas não quis me sentir invalida.
– Então uma Uchiha é invalida? – perguntou Takahashi nervoso
– Não senhor, não me entenda mal – Sakura sentia vontade de chorar e um nó se formar em sua garganta – Eu, eu apenas queria ser mais. – Fugaku olhava para Sakura e via sua esposa, confiante, sonhadora e rebelde. Sasuke teria trabalho, pensou. O líder do clã suspirou, já havia tomado sua decisão.
– Muito bem. Sakura sabe que terei que tomar medidas sobre isso não sabe? – Sakura assentiu triste. – Já que você mentiu para seu noivo, sua família e para todos, você não treinara mais – Sakura mordeu o lábio inferior e sentiu seus olhos marejarem – para não termos mais nenhum transtorno nesse clã você ira vir morar aqui e será ensinada como uma verdadeira Uchiha se comporta. Mikoto lhe ensinara tudo que precisa saber, costumes, etiqueta etc. Sobre seu casamento com Sasuke nada mudará, ainda será daqui a dois anos, mas eu ando percebendo certas coisas... – Fugaku olhou para Sasuke mais sério agora – pensar que podem me esconder as coisas, mas eu já vivi muito mais do que vocês. Sasuke, conversei com Takahashi a algum tempo e você ira treinar no mundo dos dragões – Sasuke arqueou as sobrancelhas surpreso, nem mesmo seu irmão havia ido pra lá, se perguntava porque seu pai estava fazendo aquilo, mas logo depois olhou para Itachi, ele devia ter aberto a boca – daqui a dois dias vocês partem.
– E quanto tempo isso vai durar? – perguntou de forma fria.
– Dois anos e...
– Não – Sakura se levantou, surpreendendo todos – não senhor, por favor..- olhou para Sasuke chorando. Sasuke sentiu seu coração em pedaços, mas ao se lembrar que Sakura mentiu pra ele se levantou decidido.
– Eu irei sem contestar – Sakura sentiu perder o chão e olhou confusa para Sasuke, será que ele não sabia que eles ficariam sem se ver durante dois anos? Itachi estava triste pelo seu irmão, mas entendia as decisões do pai. Caso ele e Sakura continuassem daquela maneira, logo tudo iria por água a baixo.
– Muito bem – elogiou Takahashi
– Sasuke, tudo isso é para seu bem e para que se torne mais forte, voltara um homem completo.
– Sim meu pai. – as lagrimas de Sakura não paravam de cair e nenhum dos homens ali presentes pronunciavam uma palavra sobre aquilo. Hikaru tinha o semblante triste, por ver a filha daquela maneira, desolada, mas não podia contestar nenhuma ordem de seu amigo.
– Sakura amanhã mesmo você vem morar aqui. Acho que é só isso, espero que você e Sasuke entendam e saibam que tudo é para o bem de ambos e para beneficio não só do clã, mas para a vila e a forma de vida que vivemos há séculos.
Aos poucos foram saindo um por um, Fugaku disse a Sasuke que ele poderia conversar com Sakura a sós e ele achou que seria bom aquilo, poderia saber tudo realmente que ela pensava e seus motivos. Assim o casal ficando sozinho, Sakura se sentou cansada novamente no sofá e chorou mais. Sasuke sentia vontade de fazer o mesmo, mas ele não podia, teria que ser forte e provar para seu pai e seu clã que ele era um homem completo e que não deixaria ser enganado novamente. O moreno suspirou e sentou-se ao lado da noiva.
– Não chore mais, isso não vai adiantar nada. – disse devagar.
– Ma-mas vo-você vai embora, eu não quero ficar lo-longe de vo-você. – confessou
– Eu também não quero, mas de certa forma procuramos por isso. Você mentiu pra mim.
– Eu não podia colocar em risco tudo. Eu havia prometido a você que não iria mais treinar, mas também não queria ser fraca. – sua voz já não gaguejava mais e estava mais controlada
– Mas isso não muda o fato de você ter mentido pra mim.
– isso prejudicara Tsunade também, não queria desapontar você.
– mas desapontou.
– Sasuke, me perdoa, não vai. Eu não sei se vou conseguir ficar tanto tempo longe de você.
– Não posso mais envergonhar meu pai. Preciso ir.
– Não – chorou
– Quando voltar às coisas terão mudado, mas o que eu sinto por você nunca vai mudar. Eu sempre vou proteger você e pra isso eu preciso sempre estar cada vez mais forte.
– Você é forte.
– Não muito. Quando tivermos nossos filhos, tenho que ser o mais forte para proteger você e eles de tudo que vier pela frente.
– Eu confio em você. – disse triste
– Mas nesse momento eu não confio mais em você e nem em mim mesmo. – confessou
– Ma-mas...
– Sakura me desculpe, mas precisamos passar esse tempo longe um do outro. Fará bem para nós dois e quando eu voltar as coisas vão ser diferentes, você estará diferente e eu também.
– Eu não vou mudar – Sasuke sorriu sem humor
– Espero – sussurrou tão baixinho que Sakura não ouviu
– Eu irei esperar por você – o abraçou de surpresa, mas correspondeu o abraço, apoiando o queixo no ombro da amada, respirando o perfume que exalava de sua pele e cabelo. – eu te amo. – Sasuke fechou os olhos com força.
– Eu também te amo – disse, com um nó na garganta, não queria se permitir chorar seria forte.
Sakura colocou suas mãos no rosto do moreno o puxando para um beijo, cheio de amor, magoa, tristeza e saudade.
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