Prometida
15 Redamar
Notas iniciais
Algumas semanas depois.
– Essa é minha única proposta de correção, pai – Naruto cruzou os braços sobre o peito, esperando que o rei desse a palavra final, e assim acabasse logo com aquela confusão.
– Sua cerimônia de coroação ocorrerá logo, não entendo porque não prefere fazer isso sozinho – Minato passou as mãos nos fios loiros, não é como se estivesse se negando a fazer a vontade do primogênito, mas definitivamente, não sabia como proceder – esse programa está em evidencia por anos.
– A quarta classe precisa ter fim, querido – Kushina adentrou o gabinete, trazendo consigo um traje de casamento masculino – e você precisa se aprontar para o casamento de nosso filho.
– Como ela está? – perguntou o mais novo, recebendo um afago no alto da cabeça por sua mãe, que lhe sorriu tranqüilizadora – Um pouco enjoada, mas logo estará pronta.
– Enjoada? Hinata está doente? – levantou-se pronto para ir de encontro a sua noiva.
A rainha o impediu de ir, negando com a cabeça. Caminhou tranquilamente e estendeu a roupa cerimonial no sofá, para que Minato a vestisse mais tarde.
– Está tudo bem, é só o nervosismo, no dia do meu casamento eu quase desmaiei pela ansiedade – o rei riu contando os fatos, a rainha apenas concordou, sem entrar mais a fundo no assunto da nora.
– Você sabe que o pedido de Naruto é razoável, Minato, a própria família Hyuuga nos solicitou com urgência a mesma coisa, imagina como será a reação do povo, ao saber que a realeza estava diretamente relacionada ao caso das prometidas? Haverá uma rebelião – a voz feminina não trazia reprovação, mas era carregada de uma preocupação mansa, com o timbre doce.
– Não entendo, porque ele mesmo não pode fazer isso.
– Eu entendo – ela voltou a falar – você é um rei sábio, o líder que livrou as pessoas da fome, que nos guiou de encontro à paz, qualquer coisa que anunciar será bem aceita, Naruto, por sua vez, ainda é príncipe, as pessoas não confiam plenamente nele ainda.
Kushina era uma mulher encantadora, suas palavras fizeram ambos os homens do ambiente sorrir, ela estava certa, e ainda assim, não o disse de forma ignorante, ela tinha todas as boas qualidades de uma rainha, era autentica, inteligente, flexível, e o mais importante de tudo, completamente apaixonada pelo rei, seu marido.
– Mas o que faremos com as moças? Elas terão o nome manchado, ficarão sem teto, por Deus! Elas não valerão nada, serão membros da terceira classe – o mais velho disse jogando as mãos para cima, mas o Uzumaki tinha em mente uma solução; ontem, enquanto conversava com Hinata, ela contou-lhe que pediu para seu pai, que suas amigas fossem adotadas por sua família.
Todas agora tinham o sobrenome Hyuuga, mesmo que não carregassem os olhos característicos, Sakura, Ino e Tenten. Hiashi pagou pelo título de condessa de cada uma delas, uma fortuna, que não era nada para o clã mais rico de Konoha.
– Vamos transformá-las na realeza, a quarta classe não acolhe muitas meninas, só se compra boas moças, com traços bonitos, o senhor já viu alguma prometida feia?
– Não.
– Não viu, porque não existe. Para um bom casório muitas vezes a necessidade não passa de “nome”, e “aparência”, se adotarmos as meninas como minhas primas, e dermos algum título de nobreza, elas serão aceitas – Naruto soltou o ar, como se estivesse com aquilo guardado consigo por anos, e finalmente, conseguisse se aliviar da lamina afiada de algum mercenário.
– Você está se esquecendo de uma coisa, meu filho – Minato pousou as mãos na mesa, batucando os dedos aqui.
– Do que?
– Prometidas são educadas para amar o dono, há casos de meninas que dividem a atenção com esposas que as afastam do homem que idolatram, então, elas adoecem.
– Vamos criar uma casa, onde podem se recuperar da perda, infelizmente, querido, não aceitamos a poligamia, se uma prometida deixar de ser prometida, ela terá que deixar seu dono também – disse Kushina, sentando-se ao lado do filho – no entanto, existem casos de donos que se apaixonam – ela sorriu – que não vão deixá-las ir.
– Como Gaara, Sasuke e Neji – disse Naruto – e eu.
– Nesses casos, abençoaremos a união dos que se querem mutuamente – a ruiva direcionou os olhos para o marido – vamos adotar todas, mas as que não quiserem se casar, poderão viver nessa casa onde desfrutarão de uma liberdade nunca degustada antes.
– Não tem como fazer vocês mudarem de ideia? Tem?
– Não.
– Infelizmente, não há, querido – disse a rainha se inclinando sobre a mesa, e dando um beijo no bochecha no esposo – agora, se me permitem, preciso me arrumar. Não se atrase para o próprio casamento, Naruto.
Os homens observaram a mulher deixar o gabinete, relaxando em suas respectivas cadeiras.
– Vou fazer o anúncio real ainda hoje de tarde.
– Certo – respirou fundo – mas existe ainda, um outro pedido que gostaria de discutir, pai.
– Continue.
– Quero ajudar os membros da terceira classe.
Minato sorriu, buscando alguns papeis em sua gaveta, aquela conversa ainda renderia muitas boas mudanças.
...
...
Hinata segurava o vaso sanitário com as duas mãos, a cabeça inclinada para frente enquanto vomitava toda a sua segunda tentativa de comer alguma coisa, Ino segurava os cabelos negros para trás, fazendo um esforço para não esbarrar com a barriga saliente na Condessa, e assim atrapalhasse o processo de recuperação.
– Respire, Hinata – dizia enquanto puxava alguns fios teimosos para trás – você não precisa ficar tão ansiosa.
A morena concordou calada; o único problema, é que não estava ansiosa, nem nervosa, ou tinha qualquer sintoma de desconforto com relação ao seu casamento – que ocorreria dali algumas horas. Seja lá o que fosse aquele mal estar, não estava ligado a isso.
– Tome banho, que vou trazer o seu vestido de noiva.
Ino a deixou sozinha por alguns minutos, saindo do ambiente. A Hyuuga se olhou no espelho, a pele estava de uma cor saudável, com os poros bem fechados, dando a impressão que o branco leitoso brilhava. Passou as mãos no vestido, baixando as alças, o tecido de ceda caiu sobre seus pés, dando uma visão privilegiada do corpo todo, agora, somente com a calcinha.
Levantou os braços e deu uma volta, acompanhando a silhueta no espelho, tentando encontrar algo que denunciasse seus enjôos, manchas vermelhas, arroxeados, alguma picada de inseto, qualquer coisa, mas não viu ali nada que achasse suspeito.
Foi então que cruzou os braços sobre os seios – um ato frustrado – e notou uma dor aguda na região, apertou-os com as palmas da mão, e sentiu novamente a região dolorida. A boca pequena se abriu em um “o”, enquanto se lembrava dos relatos de Ino sobre o inicio da gravidez, de como suspeitou.
Os enjôos, os seios doloridos, a pele brilhante, de como ela se sentia sensível ao toque e emotiva psicologicamente. Tudo se encaixava.
Entrou na banheira lavando o corpo, para logo em seguida se enrolar em uma toalha. Correu para o quarto se jogando na cama de casal, afundando a cabeça nos travesseiros, estava aflita, se fosse realmente verdade, tinha medo de não ser aceita, ela e Naruto nunca antes haviam conversado sobre ter filhos.
O coração batia tão rápido, e os pensamentos iam tão longe que se exaltou ao sentir alguém acariciando seus fios negros.
– Está tudo bem, queria – disse Kushina – só vim ver como você está.
Hinata se sentou na cama, levantando os olhos amedrontados para a rainha, soluçou ao vê-la acompanhada das outras meninas, suas novas irmãs.
– Ainda está com o estomago ruim, Hina? – a intimidade na voz de Tenten foi de um consolo intangível, se antes estava perdida, agora se sentia repleta de aconchego.
– O problema... não é o estomago – desviou os olhos das meninas, enquanto pousava as duas mãos sobre o ventre.
Por um minuto ninguém ousou quebrar o silêncio.
– Então, você finalmente notou – Sakura riu – nos achávamos que iria demorar um pouco ainda.
– Eu mesma, demorei muito para notar a minha gestação – Ino sorriu.
A pequena Hyuuga estreitou os olhos lacrimejados na direção de suas amigas, que tagarelavam sem parar sobre como aquilo já estava obvio, aparentemente, nenhuma delas preocupada com a aceitação do bebê.
Um bebê... o seu bebê.
A ideia tão nova soou doce na sua mente, ser mãe sempre foi um sonho, mas antes era uma coisa vista de outra forma, como prometida, ter filhos arrisca a segurança do lar de seu dono, mas ela não era mais uma prometida, pensar se vai ser aceita era um medo que não deveria ter, não mais.
Naruto não iria abandoná-la, ele não iria.
O sorriso estampado na boca rosada chamou a atenção de todas, Hinata estava feliz, feliz porque iria se tornar mãe, mãe de um filho, com o homem que ela amava.
– Isso, fique contente, minha querida – Kushina estendeu a mão, tocando o rosto da nora com a ponta dos dedos.
– Esse momento é muito fofo, mas precisa se arrumar, senhora Uzumaki – disse Tenten estendendo o vestido branco na cama – espero que sirva.
– Eu arrumo o seu cabelo! – gritou Ino.
– Vou pegar os sapatos! – disse Sakura saindo correndo do quarto.
A Morena se levantou para amarrar as primeiras tiras do vestido quando a porta foi aberta brutalmente, e uma figura baixa e animada entrou pisando duro.
– Eu que vou arrumar o cabelo! – era Hanabi, fazendo com que todas caíssem na risada.
...
...
Naruto batia o pé ansioso no jardim onde a cerimônia estava acontecendo, era possível escutar o clamor do povo nos portões reais; todos os seus amigos estavam presentes, além do casamento, também seria realizada a pré-coroação do Uzumaki, que sucederia como novo rei.
A marcha tocou alta, e o coração do loiro bateu mais forte ao ver Hinata entrando, o passo tranquilo, a face serena e com o corpo envolto em um vestido longo de tradição, branco, que representava a pureza da menina. Mesmo que já houvesse se deitado com ela, não existia forma de dizer que ela não tinha a alma pura, a Hyuuga era de longe o ser mais inocente e doce que já conhecerá.
Sua pequena garota.
Hiashi, que a trazia pelo braço, depositou a pequena mão feminina nos dedos fortes do loiro. Ela sorriu, enquanto olhava para a imensidão azul que tanto adorava.
– Eu te amo – sussurrou para que somente ela ouvisse.
– Estamos aqui reunidos hoje – o padre convidado bradou, para que todos ao seu redor pudessem ouvir – para celebrar a união do Príncipe de Konoha Naruto Uzumaki, e da Condessa Hinata Hyuuga, que hoje, juntos, irão criar um laço de compromisso não somente entre os dois, mas com todo o povo que ficará sobre suas mãos cuidadosas. Vamos seguir com os votos, por favor.
A pequena se posicionou de frente para o noivo, com as bochechas coradas, ele sabia que ela estava nervosa, e achou graça da timidez dela.
– E...Eu, Hinata Hyuuga, e...estou aqui hoje, para abrir mão da minha antiga vida, deixar o meu sobrenome, e me juntar a você, Naruto Uzumaki, para recebê-lo como meu esposo, meu companheiro, para te honrar na saúde, cuidar na doença, amparar na dificuldade... – o sorriso repleto de dentes polidos, crescia na boca da morena a cada palavra pronunciada.
– ... Para me tornar princesa ao seu lado, te guiar como rei, prometendo minha fidelidade, assim como o meu amor, até o ultimo dia da minha vida.
Uma pequena lágrima escorreu no rosto bonito dela, o loiro estendeu a mão, tocando o lugar molhado com a ponta dos dedos.
– Eu, Naruto Uzumaki, estou aqui hoje para receber você, Hinata Hyuuga, como minha esposa, minha confidente e amante – sorriu travesso – como a mãe de meus filhos, e rainha do meu povo. Para tornar sua felicidade, a minha felicidade e tuas dores, como minhas dores. Para cuidar na doença, amar no conflito, e permanecer fiel ao seu lado, até que a morte nos separe.
O choro compulsivo de Ino ao termino dos votos fez com que todos rissem, enquanto Gaara ao seu lado, falou tomando cuidado para não emitir som, um “sinto muito, são os hormônios” para os noivos, que riram mais.
– Pelos poderes concedidos a mim, por Deus, eu vós declaro, marido e mulher – ouve uma salva de palmas – pode beijá-la.
O príncipe se inclinou, segurando o rosto úmido pelo choro de Hinata, prensando os lábios nos dela com cuidado, sentindo a textura macia em um selinho carregado de cumplicidade, a moça rodeou os braços no pescoço dele, que riu pela ansiedade da esposa, se separando com um sorriso.
– Não quer matar seu pai do coração, quer? – disse no ouvido dela, que soltou um “oh” surpreso ao notar que quase passou dos limites ali, na frente de todos.
A segunda marcha da noite ressoou pelo jardim, enquanto o rei Minato e a rainha Kushina ocuparam o lugar do padre, ficando de pé cada um em frente ao seu respectivo trono.
– Vamos dar sequência à cerimônia de coroação – disse o padre, agora entre os atuais governantes de Konoha – mas antes, um pronunciamento do Rei Minato.
Todos se levantaram.
– Venho por meio desta, compartilhar meus últimos decretos como rei – o silêncio predominou no local, até mesmo as pessoas do lado de fora dos portões permaneceram em total silêncio – o primeiro: a quarta classe estará a partir de hoje, isenta, as garotas que antes eram feitas por prometidas, agora terão abrigo no palácio, e serão acolhidas pela família real tornando-se duquesas e condessas.
O povo saldou a noticia com euforia, e até mesmo os convidados se exaltaram na comemoração fora do tempo, o rei levantou a mão direita, pedindo calma, para que assim continuasse.
– A segunda: os membros da terceira classe, que não forem ex-presidiários ou fugitivos de outros reinos, receberam auxilio do novo rei, que será coroado hoje. Mas o meu decreto, é que todos os comerciantes de Konoha, devem empregar membros da terceira classe que são livres, ajudem o reino, façam a sua parte.
Mais uma vez, as pessoas aplaudiram, Hinata segurou firme a mão de Naruto, que mirou os olhos perolados com orgulho, ela lhe inspirava mudanças boas, estar ao lado dela lhe daria força para ser um bom rei, ele sabia disso.
– Agora sim, seguiremos com a coroação.
...
...
– Como você está se sentindo? – perguntou Naruto, entrando no novo quarto do casal.
– Cansada – disse, realmente estava, e agora sabia o motivo, os primeiros meses de gestação sempre eram muito exaustivos para a gestante – mas feliz, muito feliz.
– hm – o loiro se aproximou beijando a bochecha da esposa, que corou pela aproximação – Quão cansada?
Hinata envolveu os braços ao redor do pescoço masculino, oferecendo a boca, que foi prontamente aceita pelo maior, segurando a cintura fina – ainda coberta pelo vestido de noiva – para que pudesse levá-la a um contato mais intimo. Os lábios se acariciavam de forma meiga, degustando do sabor mútuo, provando da companhia um do outro.
Aquele era um marco importante, a prova de que ficariam juntos para sempre.
Naruto desceu as mãos pelos ombros da menor, puxando as fitas e amarras do vestido, que aos poucos foi caindo aos pés da morena, que ficou somente com a lingerie nupcial, branca e rendada – um capricho caro, que havia ganhado de presente de Hanabi.
– Quando você sumiu – ele disse puxando a pequena para perto da cama, o loiro se sentou, deixando-a em pé na sua frente, encostou os lábios no colo feminino, a pele macia se arrepiando sobre seus beijos – era como se todo o meu mundo estivesse de ponta cabeça, eu senti tanto a sua falta...
Os dedos habilidosos dele arrancaram a peça de cima, jogando o sutiã para longe, expondo os seios da menina que logo foram abocanhados pelo Uzumaki. Hinata estava hiper sensível por conta da gestação, e foi obrigada a sentar no colo masculino para que não despencasse no chão, a cabeça jogada para trás a cada onda de calor.
Naruto tirou a camisa, permanecendo somente com a calça meio aberta, com cuidado, deitou a morena na cama, apertando-lhe a pele onde era possível.
– Eu sentia raiva de mim por deixá-la ir – adentrou com uma mão na calcinha, enquanto a outra apertava-lhe um dos peitos – sentia raiva, pensando que alguém poderia te machucar ...
Rápido, penetrou-a com um dedo, estocando-a com velocidade e estimulando o clitóris com a palma.
– hmmmmmm – a nova raiva de Konoha rebolava impaciente sobre o toque intimo dele, pedindo manhosa um pouco mais de atenção.
– Você amaria alguém... que não fosse eu? – ele perguntou no pé do ouvido de Hinata, enfiando mais dois dedos na cavidade feminina, ela arquejou as costas sem conseguir se concentrar na pergunta – Vamos querida... – beijou-lhe a boca, carinhoso – me responda.
– Nu..Nunca – estava ofegante – eu sou sua.
Naruto sorriu com a resposta, sentindo que ela gozaria logo. Tirou os dedos de dentro dela, abrindo as pernas da menina se posicionando ali, ainda com a calça, ele pressionava com força o quadril sobre o dela, em movimentos fortes de vai e vem, ambos ainda vestidos, não havia penetração, ainda assim, era uma estimulação mútua.
A Hyuuga enlaçou a cintura do maior com as pernas, gemia sempre que sentia o membro rígido e coberto do marido se chocar com sua intimidade sensível, ela o queria dentro.
– Naruto.. Naru..to.. por favor – ela não precisaria pedir duas vezes, ele mesmo já não aguentava mais.
A penetração veio acompanhada de beijos, os fios negros antes presos pelo penteado, agora estavam espalhados nos lençóis, enquanto os seios de bicos rosados dançavam conforme as investidas, os sentidos aflorados degustando até os toques mais primórdios, o ambiente cheirava ao amor consumado.
A mão que não usava para estimular a pequena Hyuuga, passeava pelas belas curvas da jovem, as estocadas fortes e firmes tinham um efeito positivo na menor, que estava com os braços jogados acima da cabeça, com o olhar escurecido pelo prazer, fixo nos azuis.
Azuis que transbordavam amor.
– hmm
Ela estava úmida e convidativa, e o membro do maior latejava pela intensidade do prazer que estava sendo penetrá-la, ela ofegou, e ele pode ver os lábios rosados da menina abrirem em um “o” perfeito enquanto jogava a cabeça para trás, sendo finalmente preenchida por ele.
Naruto diminuiu a velocidade, estava torturando-a, deu risada da cara de reprovação dela, impaciente.
– M.. Mais...
O Uzumaki apoiou os cotovelos no colchão, tirando o membro completamente da vagina, só para entrar com força, repetiu o ato algumas vezes, escutando os gemidos de Hinata se tornarem gritos de êxtase. Quando sentiu a intimidade da esposa se contrair, ele respirou fundo iniciando as penetrações rápidas.
Urrava pela velocidade, sentido a cama do casal se chocar contra a parede sempre que os quadris de ambos se tocavam, a Hyuuga abraçou o corpo masculino, a face ficando mais vermelha anunciando o orgasmo.
Os seios pulavam pela violência do ato, que era tão prazeroso, a Condessa gritou alto quando sentiu o gozo de Naruto a preencher, ao mesmo tempo que o orgasmo feminino veio com intensidade.
O mais forte que já teve até o momento.
O novo rei de Konoha trouxe o corpo mole de sua esposa para mais perto, tocando o rosto suado e corado da mulher que amava.
– Eu te amo – ela disse sorrindo, beijando os lábios inchados dele.
– Você está sensível – ele disse – seu corpo está, em especial, seus seios – tocou o bico saltado, e ela se contraiu, provando exatamente o que ele havia dito.
– A culpa não é minha...
– E de quem é? – disse achando graça.
– Dele... – pegou a mão do marido, a depositando no ventre ainda liso – papai.
– Papai? – o rosto sério preocupou um pouco Hinata, que respirando fundo, disse de uma vez.
– Eu estou grávida, Naruto – sorriu – grávida de um filho seu.
Durante toda a cerimônia de casamento, havia pensado em como daria as boas novas. Seu plano inicial era contar durante o café, de preferência enquanto o Uzumaki comia – ele sempre ficava de bom humor enquanto devorava algumas frutas – em sua cabeça, ela diria com calma, tentando transparecer o máximo de confiança possível, para que o momento pudesse ser classificado como “perfeito”.
Com toda certeza, não esperava que dissesse em meio a sua primeira noite nupcial.
E também não esperava que seu marido saísse do quarto gritando feito um maníaco, que a partir de hoje ele não era só rei, mas também, papai. Hinata caiu na risada, pensando em como os empregados reagiriam ao ver o rei de Konoha envolto em um lençol, gritando pelos corredores sobre sua possível paternidade.
...
...
Alguns anos depois
– Mamãe, mamãe! – gritava uma menininha entrando no quarto, apressada.
– O que houve, Himawari? – Hinata estava dormindo. Sonolenta, levantou o troco abrindo os braços para a filha, a barriga saliente denunciava a chegada de mais um príncipe de Konoha.
– Boruto! Pegou minha boneca – os olhos azuis da menininha lacrimejavam.
– E onde está o seu irmão, meu amor? – a Hyuuga abraçou a pequenina, amparando o choro da criança.
– Com o papai, mas ele não quer abrir a porta para mim.
– Vamos atrás deles então – levantou com cuidado, já estava quase nos últimos meses de gestação do terceiro filho.
Andaram juntas pelos corredores enquanto Hinata tentava distrair Himawari, que já havia parado de chorar. Chegaram ao gabinete do rei, escritório de Naruto, a Hyuuga bateu na porta, que prontamente foi aberta.
– Parabéns! – um coro de pessoas disse alto. A morena passou os olhos surpresos pela sala, enquanto tinha uma das mãos sobre o peito, tentando controlar as batidas do próprio coração.
– Parabéns, mamãe! – disse Boruto agarrando as pernas da mãe, e devolvendo a boneca de Himawari, que saiu saltitando até o avô.
– O que está havendo? – perguntou atordoada, enquanto via Naruto andar ao seu encontro, ele a envolveu carinhoso, beijando-lhe a boca, as bochechas e a testa.
– Se esqueceu do próprio aniversário, meu amor? – disse o loiro fazendo piada, ajoelhou-se aos pés da Hyuuga, beijando a barriga saltada – e como está a nossa princesa... ou príncipe, hoje?
– Surpreso – respondeu a mulher rindo, em especial, porque sentia que próximo filho era um menino, mas Naruto discordava.
– Hinataaaa! – disse Hanabi, correndo em sua direção e abraçando a irmã – está ficando super velha! Vinte e cinco, quem diria? Ainda aparenta ter dezoito.
– Hina! – a morena virou o rosto ainda rindo, e encontrou suas amigas/irmãs, Sakura, com a barriga tão grande como a sua, estava esperando o segundo filho dos Uchihas. Ino, que carregava no colo o terceiro filho com Gaara, e ao seu lado, Tenten, que já havia dado dois herdeiros para Neji.
As crianças brincavam todas juntas, e os adultos conversavam sobre alguma banalidade do cotidiano. Hinata procurou se sentar, estava cansada, não havia dormido nada noite passada, Naruto continuava insaciável, pensou rindo, mas isso era uma das coisas que amava nele.
– Eu te amo, sabia? – escutou a voz grave tão conhecida, e olhou para cima encontrando o loiro, com a imensidão azul transbordando de uma felicidade limpa – e eu amo tudo o que me deu, até hoje.
Ele pousou a mão no ventre da esposa, a morena sorriu, se sentindo completa.
– Eu te amo – ela disse – e não existe nada no mundo, que não daria para te agradar.
Ele se inclinou roçando os lábios nos dela.
– Nada mesmo? – disse divertido, enquanto sentia a risada de Hinata nos seus próprios lábios.
– Nada mesmo.
– Para sempre?
– Até além da vida – ela o beijou.
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