Prometida

8 Dúvidas


Neji andou até o hall em passos lentos, sentou-se desleixado em uma poltrona perto de uma grande janela e esperou seu mensageiro chegar, ele precisaria relatar ao senhor Hiashi que o mesmo estava convocado ao castelo, com urgência.

Porque ela estava viva.

O Rei ponderou no começo da reunião sobre a liberdade de Hinata, atual prometida do príncipe Naruto, ironicamente um de seus melhores amigos, lembra-se do sorriso tenso de deboche que a princesa da Lua lançou sobre a Condessa Hanabi, descrente do fato dela a ter reconhecido logo de cara.

“ – Ela esta aqui, minha irmã, esta sendo mantida aqui como uma ninguém – o Conde Hyuuda observava atento as palavras da menor, era engraçado como alguém tão nova e sem experiência, podia dizer com firmeza coisas que claramente eram duvidosas para os demais – muito me surpreende que nenhum de vocês a tenha reconhecido, céus! Ela tem os olhos Hyuuga! Um traço claro e exclusivo do clãn!

Ela estava certa, e todos ali sabiam disso, a rainha sorriu em concordância, olhou para o marido que mantinha a face rubra, com a testa franzida, ele fez uma careta na direção dela, e Kushina sorriu em deboche, quase como se dissesse “eu o alertei sobre isso” simplesmente com o olhar.

– ah, por favor... – Shion olhou descrente para Hanabi, que a encarou sem se deixar abater – todos sabem que até os Hyuugas possuem bastardos.

– Sim, mas eles vivem conosco no clã, não transformamos ninguém em terceira classe Shion, em quarta então, está fora de cogitação – a Hyuuga disse seca, não se preocupou em colocar um “princesa” ou “majestade” antes do nome da loira, ela a irritava, assim como irritava Neji.

– Claramente, está mentindo – rebateu ela, com a voz levemente alterada – Hinata não é a Condessa, ouve um engano, você se enganou.

– Eu a vi, Hanabi não está mentido, a senhorita Hinata esta aqui – disse distante, ele sempre foi próximo de sua prima, o desaparecimento dela teve muitas consequências ruins em seu lar, e agora, ele a reencontrou da maneira mais absurda possível.

... “

O moreno levou as mãos até o rosto atordoado, estava se sentido perdido, mas antes de tudo, estava com uma raiva que lhe queimava o peito, como puderam deixar que ela vivesse como um membro da quarta classe? Afundou mais no assento, e deixou que um gemido frustrado lhe escapasse pelos lábios.

Os Hyuuga sempre procuraram a herdeira, durante todos esses anos ela ainda fazia falta na vida de todos, foi um pesar quando o reino a declarou como morta, Hiashi explodiu nesse dia, jurando que nunca deixaria de procurá-la, e no final das contas, foi ela quem os achou, como se o destino quisesse que ela seguisse de volta para casa.

Tentou culpar o Uzumaki por isso, por não tê-la reconhecido, por ter se esquecido dela, era irônico como Hinata foi criada como prometida dele, Tenten havia contado sobre ela, sobre como o amor de Hinata pelo príncipe transbordava-se, lhe contou de como ficava corada somente por dizer o nome dele em voz alta, como se ela pudesse amá-lo mais do que todos, de como não se podia duvidar nunca do amor dela por ele.

As coisas são como devem ser, a Condessa era noiva de Naruto antes de desaparecer, e agora, ela o ama como teria amado se fossem casados, mesmo ela sendo uma subordinada, mesmo que o destino tenha sido cruel com ela.

Neji riu, riu enquanto chorava. Céus, ela estava viva.

...

Hinata acordou na cama de Naruto, olhou pela janela e viu a escuridão da noite, foi quase como se nada tivesse acontecido, como se ela não estivesse encrencada, se ela fechasse bem os olhos, podia imaginar que estava amanhecendo, e que o dia não foi um completo desastre, podia fantasiar que tudo ficaria bem.

Mas é claro, que não era bem assim.

Não se lembrava muito bem de como foi parar ali, lembra-se de ter caído no sono, e que algum soldado a trouxe para o quarto do príncipe, as lembranças eram como flashes e ela só podia vislumbrar um pouco delas, sob uma camada extensa de neblina. Mas a grande verdade, é que não queria se lembrar, tinha fé de que se ignorasse o que aconteceu, todo o seu dia seria apagado de sua mente, como um milagre.

Virou-se na cama, se espalhando por ela, abraçou o travesseiro do Uzumaki, afundando a cabeça ali emanando o cheiro como uma criança manhosa, e sentiu saudade, como se nunca mais fosse vê-lo, sabia que não sairia impune pela imprudência da irmã.

Lembrar-se disso a fez chorar, e se ela realmente nunca mais o visse? Se Shion a afastasse dele, de sua irmã, de suas amigas? Se ela passasse a ser da terceira classe, uma isolada sem nome, vagando sem rumo e lamentando pela sua falta de sorte, durante toda a sua vida? Sendo sozinha. Sendo uma ninguém.

Ela desejou dormir, porque era isso que sempre fazia quando tinha um problema maior do que ela, assim ela poderia tirar uma folga de tudo aquilo, assim ela poderia ignorar os acontecidos. Dormir sempre foi uma boa desculpa para não pensar em nada, ela gemeu em frustração, estava sendo uma covarde.

Ouviu a porta sendo aberta, e encarou a silhueta masculina parada lá em alivio, o príncipe estava ofegante, o peito descia e subia descompassado, era como se ele tivesse vindo correndo, os olhos estavam um pouco perdidos, e ele a encarava em descrença, como se tentando achar nela alguma coisa, como se tentasse notar algo que nunca percebeu antes.

– Você esteve chorando – ele disse com um tom acusatório, ainda parado na porta. Hinata franziu a testa e umedeceu os lábios, como se procurasse palavras para dizer e para o seu desespero, não pensou em nada.

Naruto suspirou cansado, deslizou a mão devagar pelos fios loiros de sua cabeça, fechando a porta e se aproximando da cama, sentou-se ao lado do corpo deitado de Hinata, e ficou encarando algum ponto na parede a sua frente, como se buscasse ali algum refugio.

– S..Senhor meu dono – ela o cumprimentou depois de alguns minutos, pareceu meio imprudente, mas foi tudo o que a morena pensou em dizer, ele sorriu em deboche, e lhe lançou um olhar triste.

– Aparentemente senhorita Hinata, você não me deve mais tal cerimônia, não sou seu dono.

Aquilo a atingiu em cheio no peito, e ela escondeu o rosto novamente no travesseiro dele enquanto chorava baixo, o Uzumaki suspirou mais uma vez, envolvendo o corpo fragilizado dela com os braços, puxando-a para o peito, ela aceitou o carinho que ele lhe fez nos cabelos, e escondeu o rosto em seu peito soluçando.

– Desculpe minha falta de tato senhorita – disse com a voz magoada, lhe dando um beijo no alto da cabeça.

Ela levantou o rosto choroso, os olhos prateados brilhando demais por conta das lágrimas, e as maças do rosto saltadas adquirindo um tom róseo levemente avermelhado, que casava harmonicamente com os fios negros de sua cabeleira. A boca abriu e fechou diversas vezes, antes que ela finalmente se pronunciasse.

– Irá me mandar embora? – a voz saiu em um sussurro, como um segredo no meio da noite, e para a sua surpresa ele a beijou.

Encostou a boca na dela de forma lenta, degustando a doçura, sentindo a textura e tentando inutilmente decorar o sabor, passou a língua no vão entre os lábios pedindo passagem, que foi concedido com delicadeza, estreitou o espaço entre eles segurando a cintura fina de maneira firme, para que ela não fugisse, para que ela não fosse embora... nunca.

Já havia um tempo que estava viciado nela, que decorou suas expressões, como sabia quase todos os seus movimentos de cor, a forma gentil como se mexia, de como sua cabeça caia para o lado sempre que não entendia algo que Tsunade lhe dizia, de como os olhos envoltos por cílios sempre falavam por ela – em uma linguagem silenciosa que ele ainda custava a aprender – que a observava dançar sempre que podia, as estreitas nas aulas de Kurenai, da forma que ela desenhava a paisagem as escondidas na sacada de seu quarto. Ele a adorava, amava cada mania, cada sorriso.

Lembras-se de quando lhe disse que ele pertencia a somente ela em seu quarto, de como sentiu as dores dela quando lhe feriram, e de seu sono sendo tirado sempre que a imaginava sendo machucada novamente. De todas as brigas com Shion, de tudo o que teve que discutir com seu pai, para manter Hinata lá, perto, e em segurança, e agora, ela poderia ir embora se quisesse, e porque ela ficaria? Sendo que foi tão maltratada aqui.

A verdade é que era irônico que sua Hinata, era a mesma pessoa que ele esposara quando era apenas um menino, a Condessa Hyuuga, e era verdade que ele nunca estranhou os olhos prateados da garota, talvez porque sempre os viu de forma singular, como a lua, não como um traço genético. Ela só era linda, por dentro e por fora, e pensar que a perderia o desconsertava.

– Eu nunca a mandaria embora senhorita – disse entre o beijo.

Ela sorriu em alivio, e o puxou para mais perto, rodeando o pescoço do príncipe, e entrelaçando os dedos nos fios dourados, beijando-o com necessidade, como se estivesse todo esse tempo sem respirar, e só agora, com a confirmação dele, que seu pulmão lembrou-se de como oxigenar seu corpo.

Ele correspondeu à força dela, apertando-lhe a cintura e subindo com as mãos pela extensão das costas, sentindo-a por entre seus dedos, ela usava um vestido rosa com detalhes em seda, que deixavam a pele gostosa de ser tocada, Naruto mordeu de leve o lábio inferior de Hinata, o chupando logo em seguida, fazendo com que ela soltasse um gemido de prazer e surpresa, desceu a boca para seu pescoço, lhe distribuindo beijos doces pela pele leitosa dela.

A morena passeava tímida com as pontas dos dedos pelos músculos do Uzumaki, sentido enquanto eles contraiam e relaxam por conta dos movimentos com os braços por cima do tecido da camisa branca, suspirava com os beijos que recebia na clavícula, e por vezes sentia a língua de Naruto marcando-lhe a pele com chupões naquela região.

Pousou as mãos no peito dele, descendo devagar, fazendo com que ele arfasse vez ou outra pelo contato, ele segurou ambas as mãos da menina contra seu peito, lhe dando um beijo calmo na boca, enquanto guiava as mãos femininas até os botões da camisa, incentivando-a, a tirá-la por ele. E foi o que ela fez, desabotoando os botões um por um, e deslizando as mangas pelos braços desnudos se livrando da peça.

Ele se separou um pouco da Hyuuga, encostando-se na cabeceira da cama, arrumando as pernas da menina, posicionando-a com uma perna de cada lado sentada no colo dele, e assim ela pode o observar, os músculos bem definidos do tronco, a pele bronzeada e a respiração ofegante, ela desviou o olhar corada, e sentiu que ele ria levemente em baixo dela. Segurou o rosto da garota, a forçando mirar em seus olhos, ele estava lindo, com os cabelos bagunçados e alguns fios loiros caindo sobre os olhos.

– Talvez seja melhor parar por aqui, você ainda esta machucada – a voz saiu rouca, com traços de tristeza.

É verdade que eles haviam tentado recentemente, e tiveram que parar por conta do ferimento em recuperação dela na costela, mas ela já estava quase bem, só existia um arroxeado na região, que há deixava um pouco dolorida, mas ela não queria parar por conta disso, depois de tudo, ela precisava dele.

Esticou os braços tocando a pele de Naruto, agora sem a camisa de barreira, contornou os músculos do abdome definido, ele tinha tudo na proporção certa, sem exageros, e por um momento, se deixou pensar que ela podia tocar onde quisesse nele, porque tudo ali, era dela. Inclinou-se sobre o loiro beijando-lhe o peito, e subindo devagar até o pescoço, deixando um caminho de carinho, colocando fogo por onde tocava. Ele suspirou pelos toques dela, e gemeu em discórdia quando ela parou.

Hinata respirou fundo, e tentou se levar pelo momento, segurou a barra do vestido o puxando para cima, se livrando do mesmo, e revelando o corpo feminino agora exposto somente com a lingerie. Naruto suspirou derrotado, deitando-a na cama, enquanto ele a observava de cima, passeou as mãos pelo tronco, e tocou de leve a costela dolorida, dando-lhe um beijo delicado ali.

– Se caso eu a machucar, por favor, me pare – disse roçando seus lábios nos dela – prometa.

– S..Sim senhor meu do...

– Não – disse beijando-a calmo – me chame de Naruto.

Ela sorriu, e ele a beijou mais uma vez, pousou a mão em seu sutiã, baixando as alças devagar e lambendo os ombros desnudos, para depois abrir a peça e a jogar pelo quarto. Baixou a cabeça até o local mordendo-lhe os bicos de seus seios, e apertando-lhe a região, sugava-os com veracidade, fazendo a menina arquejar as costas enquanto gemia, com a atenção que estava recebendo neles. O loiro tentava ao máximo não tocar-lhe a região machucada, segurando firme com uma das mãos, a cintura da morena para que ela não se mexesse tanto.

Se posicionou no meio das pernas da menina, puxando-as para cima para que aumentasse o contato entre os sexos por cima do tecido,e ambos gemeram, apertou-lhe as coxas torneadas, enquanto pressionava com o quadril a região sensível da menina, voltando a sungar os seios da morena.

– N..Naruto – ela soltava entre gemidos – O..O que é isso.. ah

Hinata levantava o quadril tentando fazer mais pressão entre suas pernas, ela nunca sentiu nada parecido, e aquilo já a estava deixando louca, rebolava, e apertava-lhe as mãos nas costas do amado, e o ouvia arfar enquanto sentia a respiração acelerada em sua pele. Nunca pensou que tivesse tantas terminações nervosas espalhadas pelo corpo, podia senti-lo em todos os lugares de forma avassaladora, reagindo a todos os toques.

– Por favor...

Ela não sabia bem o que estava pedindo, mas ele sabia, desceu uma das mãos até o vão entre as pernas dela, colocando a mão por dentro da calcinha rendada, tendo um contato direto com o clitóris da Hyuuga, apertou-lhe ali, fazendo movimentos circulares com os dedos, e ela gemeu de forma doce, ele a beijou sem cessar o movimento, abafando os gemidos dela, e se embriagando com o seu prazer. A penetrou com um dedo, enquanto a estimulava com a palma da mão, ela estava pronta para recebê-lo, tão molhada e convidativa.

Saiu de cima dela com um olhar de reprovação da mesma, tirou a calça e a cueca, e a viu corar com o amado nu bem na sua frente, segurou-lhe a calcinha entre os dedos, e a escorregou entre as pernas da menina, provocando-a com a lentidão.

E depois finalmente a invadiu devagar, deixando ela se acostumar, Hinata gemeu, estava tão molhada que a dor não veio, e ele arfou quando ela enlaçou as pernas em seu quadril, aumentando o contato.

– Isso.. ah – ele disse, começando o vai e vem de forma preguiçosa, a sentido – céus, como você é gostosa! — ele rosnou finalmente aumentando o ritmo, ele segurou ambas as mãos de Hinata, em cima da cabeça da mesma, entrelaçando os dedos nos dela.

Ela gemia entre as estocadas, e ele a beijava se alimentando dos gemidos dela, aquilo estava melhor do que podiam imaginar, depois de um tempo, sentiu a cavidade dela apertar-lhe o membro, e o Uzumaki sabia que ela estava quase lá, sendo assim, segurou-lhe o quadril aumentando a força das investidas, elas jogou a cabeça para trás gritando o nome dele. E o príncipe se derramou dentro dela, deixando que o corpo caísse cansado na cama de casal, aconchegando-a em seus braços, que o recebeu com carinho.

– Eu te amo – ela disse antes de cair no sono.

– Eu te amo também – disse em um sussurro, lhe beijando o topo da cabeça.