Prometida

11 Alarmados


Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários, e um agradecimento especial para Hina Omoto, Emiko, Daviid e Isa Hyuuga que recomendaram a fic! vocês são incríveis *-*

Hinata acordou em um lugar estranho, sentiu sua visão falhar, enquanto seus pulsos estavam presos acima da cabeça em uma corrente, uma forte dor a atingiu na testa, ela gemeu em lamento.

– A dor vai passar logo, é um efeito colateral da inalação do cheiro de álcool puro – a voz masculina saiu em um tom neutro, quase entediado, lançando ondas de medo na menor.

Tentou levantar a face na direção daquele som, mas o peso era demais, e a dor não facilitava o processo, desistiu de tentar se mexer suspirando.

– O...Onde estou? – a Hyuuga quase sussurrou, por um momento chegou a pensar que havia dito baixo demais, porque nenhuma resposta foi-lhe dada.

Deixou-se vagar até sua ultima memória, lembra-se de estar com Naruto, até ter ouvido algo no corredor, e descobrir que Ino estava chorando, Sakura dispensou-a da árdua tarefa de consolação da loira, e então... nada, isso era tudo que se recordava.

Um estalo forte ecoou pelo cômodo, e em seguida ouviu o arrastar barulhento de algum objeto, cada vez mais perto. Um tremor se instalou no corpo da morena, fazendo com que os pelos de sua nuca se eriçassem, e um choro baixo ameaçou vir pelos olhos marejados.

– Está longe de casa, senhorita, só posso lhe dizer isso – se assustou pela proximidade da voz, mesmo assim, não ousou se mexer nem um centímetro.

Casa, era irônico pensar que o castelo de seu dono havia se tornado isso em seu coração, sem comentar, que agora realmente tinha minha família, um pai, uma irmã e um primo-irmão, era mais do que jamais sonhara durante sua difícil vida. Esses são os critérios de uma casa, certo? Um teto e uma família, ou pelo menos, o simples sentimento de segurança.

Segurança...

Ela realmente havia se sentido segura, apesar dos apesares, lá era sim, a sua casa, seu lar.

– Se me permite, você é uma gracinha – a Hyuuga tremeu ao sentir dedos fortes e gélidos tocarem seu queixo, levantando o rosto pálido na direção daquela figura desconhecida – cresceu muito, Hinata, ainda me lembro de você pequenininha aos quatro anos.

O tom nostálgico era palpável, por mais que ela não reconhecesse aquele homem, ele a conhecia, deixou os orbes prateadas analisarem aquela figura, a haste do óculos redondo estava caída sobre o nariz reto, a pele acinzentada denunciava o quase extinto contado com o sol, enquanto os cabelos médios estavam presos em um rabo de cavalo.

A presença dele não lhe era completamente estranha, o cheiro, aquele perfume amargo que lhe doía as narinas, sim, ela se recordava vagamente deste.

– Orochimaru irá chegar logo, minha doce criança – o tom foi duro, e ele soltou a face bonita da moça, fazendo com que sua cabeça caísse para frente, incapaz de sustentar seu próprio peso – você deveria ter sido esperta, e não provocado Shion, ela tem problemas graves de ciúmes.

...

Naruto acordou sozinho na cama de casal, tateou os lençóis com os dedos firmes, e soltou um suspiro cansado ao finalmente constatar que ela não estava ali. Levantou o tronco se sentado na cama, estava se sentindo estranhamente feliz, leve, quase perdido em meio a essa sensação nova, finalmente se levantou, se dirigiu ao banheiro, tomando um banho rápido e se vestiu seguindo até o gabinete de seu pai.

Sasuke estava certo, ele sabia perfeitamente o que fazer.

Abriu a porta do cômodo tomando fôlego, e imediatamente teve sua figura observada por todos do ambiente, Hiashi estava lá, assim como os outros dois Hyuugas, Hanabi e Neji, os três o miravam de uma forma alarmada.

– Onde está à senhorita Hinata? – virou o rosto, e viu em choque que quem lhe dirigiu a palavra foi a senhorita Sakura, só então reparou que todos estavam lá, seus amigos, e suas respectivas prometidas.

– Pensamos que ela lhe acompanharia, meu filho – Minato disse calmo, como quem solta uma informação quase obvia – temos um comunicado importante, e necessitamos da presença dela aqui.

– Pode acordá-la, querido? – Kushina se levantou, a voz saiu tensa.

– Hinata não estava em seu quarto quando acordei – Naruto murmurou, a tonalidade pensativa – Imaginei que ela talvez estivesse com a família – a atenção de todos foi direcionada a Hiashi.

– Vá procurá-la, Hanabi, e por favor, traga Shion também, ela deve estar com o rei da Lua no andar de baixo – o líder do clã soltou em lamento.

Então era isso, o rei do reino visinho havia chegado, melhor assim pensou o Uzumaki, facilita a quebra de contrato, se houver uma guerra, que seja pronunciada logo. Sentou-se em uma cadeira, nunca havia visto o gabinete tão cheio, mesmo que fosse uma sala que comportava mais de cinquenta pessoas, nunca estiveram ali mais de dez.

Mexeu-se atento, a atmosfera estava claramente pesada, passeou com os olhos pelas feições alarmadas, sua mãe – a rainha – olhava preocupada para Ino. Parou para analisar o rosto da moça, seus olhos azuis estavam inchados como se estivesse chorando a muito tempo, Gaara estava postado atrás da mesma, a face inexpressiva; se perguntou pela primeira vez desde que chegará, o motivo de todos estarem reunidos ali.

Demorou cerca de trinta minutos até que a princesa da Lua entrasse no gabinete, ela o olhou pensativa e sorriu de canto, logo atrás veio o rei, sua expressão estava para poucos amigos, lamentou qualquer coisa antes de tomar seu lugar na sala.

– Tsunade está procurando Hinata, não consegui encontrá-la – algo ruim se acendeu dentro de Naruto, e uma preocupação brilhou em seus olhos.

– Certo, acredito que podemos dar inicio a reunião sem sua presença – Minato se levantou – convoquei os aqui presentes para um jure.

Todos se chocaram, e então o príncipe percebeu que não era o único ali que não sabia o motivo de toda aquela aglomeração.

– Como sabem, a quarta classe é mantida de forma secreta em Konoha, logo as leis que se aplicam a ela são sigilosas – ele gesticulava enquanto falava, era claro que não estava confortável naquela situação – a cerca de doze horas uma ex-prometida de meu filho procurou por minha esposa, alegando estar grávida.

Todos permaneceram em silêncio, enquanto Minato respirava fundo para dar continuidade.

– Infelizmente, por mais que Naruto tenha presenteado seus amigos com as belas moças, o contrato ainda está assinado em seu nome. Ino será julgada aqui, porque negou o aborto da criança.

Um soluço escapou pelos lábios róseos da loira, e ela começou a chorar de forma compulsiva, Gaara a olhou incrédulo como se não tivesse consciência desta notícia.

Todos ali sabiam como funcionava, a prometida que estivesse em gestação tinham sempre três opções “legais”, o aborto, ou o abandono da classe eram os mais comuns, ela poderia criar o filho como um sem nome, era uma escolha. Existiam raros casos onde um dono criava o filho de sua subordinada, e a mantinha ainda com a criança, esses casos sempre tinham muita repercussão, o nobre perdia seus títulos, e adquiria uma má fama, não havia como sair ganhando de uma situação dessas.

Além dessas, ainda existia o inciso terceiro, nunca houve ninguém que o solicitasse, porque para ele ser aceito era necessário uma corte para jure. Naruto estremeceu.

– Ela solicitou o inciso terceiro, que o filho fosse criado, mesmo que para isso ela precisasse morrer.

– NÃO! – todos se exaltaram com o grito estrondoso que se instalou pelo ambiente, a voz cortante do ruivo pairou pelo cômodo – eu criarei a criança, e manterei Ino!

– Não pode, vai perder a posição honrosa – o corpo da menor tremia enquanto se dirigia ao dono – não permitirei.

– Claro que ele pode! – Hanabi bateu com a palma na mesa de reuniões – eu nunca votaria a favor da morte de uma inocente, na minha opinião a quarta classe nem deveria existir!

Gaara amparou a loira em seus braços, e deixou que ela escondesse a cabeça em seu ombro, o Uzumaki sorriu ao perceber que não era o único ali que se envolveu demais com aquela relação estranha entre dono/prometida.

– Quanta bobeira – Shion finalmente se pronunciou, pegando um doce na bandeja que era servida por uma das criadas – mate logo essa infeliz.

– Hm... – a Hyuuga menor marchou até onde estava a criada que servia os doces – se me permite – ela disse pegando o objeto das mãos da moça que se alarmou, para logo em seguida soltar um grito de choque ao ver a bandeja de prata ser lançada de encontro ao rosto da princesa da lua – perdoe-me eu não a vi ai!

Se antes todos estavam chocados pela atitude da menor, ficaram ainda mais ao escutar a gargalhada contida da rainha Kushina, ela tampava a mão com a boca enquanto tentava inutilmente se desculpar por ser tão insensível.

– Hanabi Hyuuga! Tenha modos! Você é uma condessa – Hiashi soltou em tom autoritário, mesmo que uma feição divertida estivesse o denunciando.

– Foi um acidente, papai – a menor soltou em uma falsa tonalidade triste, Minato observava a cena sem tomar nenhum partido enquanto observava a esposa com um sorriso discreto.

– Ora sua! – Shion tentou se levantar, mas foi impedido pelo seu pai.

– Deixe, logo você será rainha – Naruto escutou aquilo atento, e achou uma boa oportunidade de se pronunciar a respeito daquele casamento, abriu a boca para falar, mas um baque surdo da porta se abrindo com força o calou.

– A senhorita Hinata desapareceu! – Tsuname disse ofegante, e então, o desespero tomou conta do Uzumaki.

– Quero que Shikamaru Nara seja convocado imediatamente – o príncipe soltou em uma voz autoritária surpreendendo a todos, Nara era o melhor estrategista do exercito real, o melhor investigador também.

O clima divertido do momento ficou pesado novamente.

...

Orochimaru havia chegado a pouco tempo, ainda assim, não trocou nem se quer um olhar com Hinata, ela ainda era mantida presa em uma das paredes, com a cabeça tensionada para frente sentindo-se tonta, durante um vago dialogo com o homem desconhecido de antes, ele lhe disse que se chamava Kabuto, pensar nisso lhe causava um mal-estar ainda mais agudo. Ele a olhava de uma forma diferente, ela não gostava.

Perdeu a consciência varias vezes durante aquele dia, vez ou outra sentia uma picada incomoda na nuca, e flashes parecidos com sonhos invadiam seus pensamentos conturbados. Imagens com sua suposta mãe, seu pai, até mesmo brincando com Neji, quase como lembranças que não se recordava antes, mas que fluíam com leveza em seus pensamentos.

“ – mama – a menor chamou a mãe que tinha um pequeno embrulho nos braços, a feição da mais velha era cansada, ainda assim mantinha o sorriso estampado nos lábios pequenos, ao observá-la Hinata só pensava no quanto ela era bonita.

– Oi minha linda – ela ouviu sua mãe dizer com a voz pesada – quer conhecer sua irmã mais nova?”

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“ – vamos, senhorita Hinata, temos um super presente para você! – a pequena olhava com as orbes prateadas imensas aquele homem, sua mama sempre disse para não conversar com estranhos, mas ele era tão legal – o tio Kabuto tem uma linda boneca para te dar.”

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“Hinata estava encolhida em um canto na sala gelada, ela acabara de conhecer Orochimaru, ele lhe disse que ela viveria ali a partir de agora, mas ela não queria ficar, ela queria seu papa, sua mama.

– Eu vou escolhe-las agora ... – ouviu uma voz grave ali perto, um tremor passou pelo seu pequeno corpo ao ver um homem bonito e loiro entrar pela porta, ele pousou os olhos azuis na pequena Hyuuga e ela corou – eu a quero na encomenda”

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As lembranças iam e vinham de acordo com que perdia a consciência, quando finalmente acabaram, a morena levantou o rosto exausta, e encontrou os dois homens bem na sua frente.

– Do que se lembra? – Orochimaru disse com a voz tensa.

– Eu.. – a cabeça ainda doía, e não sabia se queria falar alguma coisa com eles.

– Nós lhe damos um soro retroativo da amnésia retrógrada senhorita, qualquer coisa que se lembre pode ser valioso para nós – ele dizia com o maxilar tenso.

Kabuto analisou a fase confusa da menina, e suspirou cansado quando ela perdeu a consciência mais uma vez.

– Acha que exageramos na dosagem?

– Acho que pode não ter funcionado – arrumou a haste do óculos, o empurrando para trás – sabe que se Shion descobrir que você não pretende matá-la..

– Ah mas eu pretendo meu caro – Orochimauro se levantou indo até um bloco de anotações em cima de uma mesa, pegou um cilindro de vidro, balançando o conteúdo esverdeado que o preenche – nós precisamos saber se o soro retroativo funciona, já sabemos que primeiro teste deu certo, ela não se lembra de nada antes do “trauma” por assim dizer – ele riu.

– Mas o primeiro foi injetado nela quando tinha quatro anos, a ideia era apagar sua memória, para que se tornasse uma prometida, e acreditasse que era uma – Kabuto anotou algo no caderno, com relação ao experimento que o mais velho realizava.

– E funcionou, agora quero saber se posso criar um antídoto – o sorriso de alargou pela face macabra – tudo pela minha pesquisa.

Notas finais
Oi negada rs como estão? Temos que conversar hein, vamos lá: 1. estou editando alguns caps anteriores, mas só estou arrumando a gramática ok? rs 2. Preciso da ajuda de vocês, querem que eu incorpore a fic, ou acabe ela logo? alguns leitores estão me pedindo para estender ela um pouquinho, e eu tenho umas ideia legais haha but, vocês que mandam, querem ou não? 3. hey, sinto muito a demora, meu pc esta em manutenção, eu pedi que meu tecnico me mandasse o arquivo da fic por email, mas ele não conseguiu recuperar ele todo, logo, pode ser que eu demore um pouquinho para atualizar, mas relaxem, não vai demorar muito juro, 8 ou 9 dias no máximo. 4. O que estão achando? haha *-*