Promete?
1 Capítulo Único
O tiro foi muito bem ouvido pelas duas pessoas que estavam no local, e muito bem sentido por uma delas.
Luis olhou para seu ombro direito, o sangue corria do ferimento manchando sua camisa branca. A camisa que a mesma pessoa que puxara o gatilho o dera.
-Como você me descobriu mesmo? – ele perguntou para a garota que apontava o revólver para ele.
-Sua assinatura – ela respondeu – a Flor de Cerejeira tingida de vermelho com sangue.
-Como você relacionou isso a mim? – ele se escorou na parede às suas costas e tentou estancar o ferimento com as mãos.
-Eu não havia relacionado. Até no jantar do aniversário da Allyson – a garota deu uma pequena pausa para tomar fôlego – você bebeu demais e tirou a camisa, ninguém além de mim viu a tatuagem que você tem nas costas, um pouco acima da cintura da calça. Você não deveria tatuar a sua assinatura. Não com detalhes tão realistas.
-Exatamente como eu esperava de você – ele sorriu e ela também. Haviam sido amigos a tanto tempo que até mesmo numa situação como esse havia o clima de cumplicidade que ambos sempre dividiram — lembre-se do que você me prometeu.
-Sim... – ela parou por um tempo. Ela se lembrava muito bem daquela noite.
Uma noite fria e deprimente, em que ela estava quase a beira de um colapso. O Serial Killer, conhecido por Assassino das cerejeiras rubras, fez mais uma vítima: Sua melhor amiga Stephanny. Agora além de ser a detetive encarregada pelo caso, ela tinha uma afronta pessoal com o Assassino.
A única solução foi ir à casa de seu melhor amigo, Luis e desabafar, como sempre fazia.
Entrou na confortável casa dele e contou tudo que sentia, sua frustração por não encontrar o assassino e a raiva que sentia dele. Foi então que ela fez a promessa mais importante de sua vida.
-Se eu o achar, não irei o prender, Luis, não, eu o irei matar, com minhas próprias mãos.
-Você promete? – ele estava sério, e nesse tom solene e esticou a mão deixando apenas seu dedo mindinho esticado.
Ela sorriu e entrelaçou seu mindinho com o do amigo – prometo.
-Você vai perder o mindinho se não for rápida – ele comentou.
-Adeus, Luis – ela apontou o revólver para o peito dele.
-Adeus, Jully – ele sorriu. Ouviu o disparo seguido pela dor de ter seu peito perfurado pela bala. Dessa vez o tiro fora certeiro e letal.
A camisa deixou de ser branca e ganhou um tom rubro. Jully observou ele deslizar pela parede deixando um rastro de sangue pela parede até cair no chão.
Não pediria perdão. Essa era a vontade dele, e ela sabia disso desde o momento em que ele a fez prometer. Nunca na vida deles eles quebraram uma promessa feita entre si. E esta não seria a primeira. Pelo menos isso não seria maculado em sua amizade.
Notas finais
espero que tenham gostado
e mandem reviews
Não custa nada e não cai o dedo
se cair...
bem, super bonder existe para quê?
hehe
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