Promessas de Despedida
7 Capítulo 7
Lilyane PDV
Ficaram todos de boca aberta tirando a Susan, ela compreendia-me. Porque é que mudei tudo? Porque era assim que eu me sentia... triste, na solidao, sem motivos para viver, para sorrir.... Eu neste momento tinha que me fechar... nao conseguia seguir em frente. Tinha que pensar nele, na sua ida e na forma como me culpo, neste momento nao quero e nao consigo seguir em frente.
Tentar viver sem existir, sobreviver sem respirar, nao pensar em mais nada, apenas nele...
— Lilyane! O que signiffica isto? É alguma brincadeira certo?! -A minha mae falou.
— Nao, agora eu sou assim...
— É que nem penses!! Nao fazes isso pelo menos enquanto viveres debaicho do meu tecto!
— Queres que eu fuja é?! — desafiei-a.
— Mae, deixa-a... é o melhor, depois eu explico-te... — Susan falou, ela compreendia-me.
Tirei-os do meu quarto, pus os fones nos ouvidos e pus a musica no maximo. Só queria pensar nele. O meu melhor amigo ja nao estava aqui... mas ele nao tinha morrido, ele ia voltar.
Susan PDV
— Mae, entende a Lilyane, ela tinha tudo aquilo com que sempre sonhou, mas sabes que o mundo dela sempre girou à volta do melhor amigo, o Derek era quem a apoiava sempre. Deixa-a fechar-se no seu mundo durante uns tempos... — Tentei explicar à minha mae. — Aquilo nao vai durar para sempre, nao a obrigues a superar, ela ainda nao está pronta...
Eu achava que aquilo nao duraria para sempre... mas nesta altura nao sabia o quanto eu estava enganada...
Lilyane PDV
eu era a culpada pela morte do meu principe, eu tinha um anexo no meu quarto e decidi fazer uma especie de altar em memoria dele. Peguei em todas as fotos que tinha dele, e tratei de as colar na parede. Liguei o meu computador e abri a pasta que tinha só dele, todas as coisas que ele me disse que me marcaram e comoveram estavam lá. Tirei um computador preto da gaveta e comecei a escrever aquilo tudo na parede, todas as coisas que ele me tinha dado estavam la es exposiçao... Quando acabei aquilo, ja era de manha, nem valia a pena dormir... fui tomar um banho.
Vesti uma mini sao rosa choque e preta em roda com umas meias pretas com caveiras ate aos joelhos, tinha uma camisola a dizer: Don't like me? So, FUCK OFF!
depois, desci as escadas.
— Até logo. — Disse e nao esperei pela resposta.
Quando cheguei à escola, ficou tudo a olhar para mim, mas pela primeira vez nao quis saber.
— Quem es tu e o que fizes-te à minha namorada? — o Dreik veio ter comigo e perguntou.
Nao lhe responde, dei-lhe um selinho.
— Hoje vamos sair? — Perguntou.
— Nao...
Fui para a aula de Biologia, era teste e até me tinha corrido mais ou menos... mal --'
Nos intervalos nao quis estar com ninguem, fui para o meu canto e fiquei a ouvir musica agarrada aos joelhos.
No final das aulas fui a casa do meu melhor amigo, precisava de sentir o seu cheiro... A minha ultima aula era educaçao fisica.
— Menina Miranda (Lilyane Miranda) por favor vá ao terraço da escola buscar as cordas que estao la por favor. — Disse a minha "querida" stora de Educaçao fisica. Lá fui eu ao terraço x.x
Quando lá chegeui, reparei que a corda estava presa a um muro ou que raio era aquilo. Que será que acontecia se eu prendesse a corda ao pescoço e me atirasse dali? Era giro, e como eu gostava de coisas giras, meti a corda ao pescoço e pronto atirei-me!
Fiquei estremamente erritada quando a porra da corda se soltou e eu cai em cima da porra dos arbustos! Que nervos!!! É assim tao dificil morrer?!
Erritada, dei a corda a stora e fui-me embora!
Na casa do Derek, foi a mae dele que me abriu a porta.
— Olá, entao querida estas boa? — Perguntou-me.
— Vaisse andado. Eu queria... Pedri-lhe um favor...
— Diz.
— Acha que posso ir ao quarto do Derek, por favor?
— Claro querida.
— Obrigada!
Fui a correr para o seu quarto, mal abri a porta senti o seu cheiro e senti-me logo mais segura. Deitei-me na sua cama e agarrei-me à roupa dele.
Comecei a imaginá-lo. Os seus olhos castanhos lindos, o seu nariz arrebitado, as suas bochechas tao fofinhas, os seus lábios carnudos, os seus abraços, o seu peito firme e musculado, o seu cabelo forte que eu agarrava e puxava, o seu riso. Quando ele sorria, eu esquecia tudo, as minhas tristezas, as minhas inseguranças, os meus medos. A sua voz tao melodiosa, a sua maneira de ser, quando se chateava e ficava a fazer beicinho, quando se preocupava comigo e os seus olhos brilhavam, quando estava triste e nao falava... Tudo nele era perfeito! Tudo nele me prendia!
-Posso entrar querida? — Ouvi a mãe dele perguntar.
— Sim claro, a casa é sua.
— Podemos falar um bocadinho?
— Claro diga.
— Vejo que mudas-te de visual... Queres falar?
— Sim...
— De?
— Dele... Eu sinto a sua falta, do seu sorriso, do seu cheiro, do seu toque, do seu olhar, dos seusbeijos, da sua maneira de falar, da sua maneira de ser. Tenho mesmo muitas...
— Compreendo. Vocês eram muito amigos, eu nunca, em toda a minha vida, vi uma amizade assim! O pior é que ele nao vai voltar...
— Nao!! Ele vai voltar! eu sei que sim!! Ele... ele tem que voltar... — Disse esta ultima parte num sussurro...
Agarrei-me a ela a chorar.
— Fazemos assim, que tal vires aqui todos os dias? — Propos-me.
— Sim obrigada! — Aceitei sem pensar.
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