Promessas
1 Capítulo único
Notas iniciais
Uchiha Itachi tinha 6 anos.
Fazia menos de um ano do ataque da Kyuubi, e o menino estava dolorosamente consciente do grande número de mortes que a invasão causara. Ele também sabia que havia vida — Sasuke não nascera a tento tempo, e Naruto veio a vila junto com a raposa.
As pessoas nascem e morrem.
Porquê?
Itachi não conseguia entender. Porque vivíamos? Se viver era bom, por quê morrer? O que é guerra? O que é uma Vila? O que é um shinobi?
O menino chega a seu destino enquanto divagava. Ele entra em casa, gritando “Tadaima!”. Seu irmãozinho, que a pouco completara um ano e aprendera a andar, vem correndo para seus braços. O coração de Itachi apertou assim que o viu. Sasuke morreria como os shinobi de Konoha? Seu irmãozinho seria jogado em uma guerra sem sentido, como tantos antes dele foram?
Itachi percebe que atrás de si a porta é aberta. Ele instantaneamente solta do Uchiha menor e se vira para seu pai que acabara de entrar no recinto.
— Nii-san – diz o pequeno— Incar’!
O menino de cabelos compridos se lembra que prometera brincar com seu irmãozinho depois da academia, porém ele não esperava que seu pai chegaria tão cedo. Não podia perder a chance de treinar —Afinal, Fugaku era ocupado. Não era sempre que tinha tempo de treinar seus filhos.
Itachi precisava treinar e estava extremamente ciente disso. Ele queria aprender mais jutsus na tentativa de entender o que é ser um shinobi, o que era uma vila ninja e por que tantos morriam por isso.
Então pela primeira vez, ele ergue seus dois dedos, e cutuca seu irmãozinho na testa, enquanto diz:
— Desculpe, Sasuke. Talvez na próxima.
O mais velho se levanta e corre até seu pai.
Essa foi a primeira vez que Itachi mentiu para seu amado irmão mais novo.
A segunda vez ocorreu quando Itachi tinha 10 anos. Ele já era genin há um certo tempo, e durante uma missão, viu seus companheiros morrendo. O menino sentiu uma dor lancinante e seus olhos se tornaram vermelhos.
O Sharingan fora despertado.
E uma semana depois, Itachi estava exausto.
Não conseguia sequer se lembrar quantas vezes fora parabenizado.
Parabenizado por despertar esses olhos malditos, por sentir uma dor sufocante —por não ser forte o suficiente para proteger seus companheiros, por deixá-los morrer.
Ele não queria parabéns.
Enquanto o menino saía de seu quarto, seu pai que estava na varando o parou.
—Itachi, parabéns por despertar seu Sharingan.
Não.
— Mas apesar de isso o tornar mais forte, você deve se lembrar...
Não.
— ... que ele não vai lhe garantir a vitória. Você ainda precisa treinar e se esforçar.
Raiva, pela primeira vez, é tudo que o garoto sente. Aquele menino extremamente gentil, que sentia tanto (demais), que amava tanto (demais), que tinha tanta empatia (demais) agora só conseguia sentir uma raiva que pura que queimava em si.
Por quê seu pai estava dizendo isso?
Eles morreram e NADA os traria de volta.
A culpa era dele.
— Hai, otou-sama. — Responde o garoto sem deixar o que realmente sente transparecer.
Ele precisava sair daquela casa. Não aguentaria mais congratulações. Aquela raiva que antes era desconhecida crescia a cada instante e ele precisava sufocá-la antes que ela o consumisse.
O mais novo deixa seu pai e segue para a porta da frente. Shisui o convidara para um treinamento e essa seria a melhor forma de fugir. Ele se abaixa para colocar seus sapatos e escuta os passos destrambelhados de uma criança.
— Nii-san! Nii-san! Vamos treinar! Você prometeu, se lembra?
Itachi sorri para Sasuke. A simples visão do menino era o suficiente para aliviar um pouco do turbilhão de sentimentos que o invadia. Ele o chama, acenando uma das mãos, e uma leve pontada de culpa o invade por saber o que faria agora. Claro que ele se lembrava — mesmo que nem sempre as cumprisse Itachi se lembrava das promessas que fazia a seu irmãozinho. Porém, naquele momento, ele simplesmente não aguentaria.
Não aguentaria ver o amor nos olhos de seu Sasuke. Não aguentaria a adoração, o carinho, a expressão impressionada; não direcionado a alguém como ele —alguém fraco, que não conseguia proteger os próprios companheiros.
— Desculpe, Sasuke. Talvez na próxima vez. — diz o mais velho cutucando a testa do menor. —Eu tenho uma missão.
Itachi sente que Shisui se aproxima da casa enquanto Sasuke faz uma careta irritada.
— Mas...!
—Desculpe Sasuke — quem fala dessa vez é Shisui, com aquela expressão brincalhona que ele sempre carrega no rosto — Eu vou precisar roubar seu irmão um poquinho.
Sasuke fecha a cara para o Uchiha mais velho e sai, resmungando baixinho. Já Itachi segue o chunin para fora da casa, com o coração mais dolorido por mentir para seu irmão, mas com a certeza que depois de um tempo com Shisui tudo daria certo: ele sempre podia contar com o mais velho para entendê-lo.
Itachi precisava respirar, e seu meu melhor amigo, seu irmão mais velho, iria permitir que ele fizesse isso.
A terceira vez foi num dos piores momentos de sua vida: no dia seguinte a morte de seu melhor amigo.
Itachi, já com 13, não conseguira ainda assimilar o que vira: Shisui, sem os olhos, sorrindo enquanto se atirava no rio Naka.
Shisui — seu melhor amigo, seu irmão mais velho, que o ensinara, com quem se divertia, o único que sempre pudera confiar — estava morto. Havia morrido, diante de seus olhos, e Itachi não pode fazer nada.
Itachi sabia que o culpavam (mas não tanto quanto ele culpava a si mesmo).
Itachi sabia que a revolta estava vindo (e ele prometera que iria pará-la, mas como?).
Itachi sabia que o tempo estava acabando (e ele precisava impedi-los a qualquer custo).
Itachi não podia treinar. Ele não podia fugir. Não podia chorar. Agora tantos anos depois, Itachi entendia claramente o que era um shinobi, o que era uma vila e porquê ele precisava (iria) defendê-la.
Ele tinha que trair seu clã (Por que ele estava culpado, mesmo sendo um clã tão vazio? Eles se viraram contra ele na primeira chance, por que ele não deveria fazer o mesmo?) (é claro que estava culpado. Eles eram sua família, seu amigos, aqueles que o deram tudo. Mas ele precisava... não precisava? Porque Konoha era sua Vila, seu orgulho.)
Precisava impedir que inocentes morressem (O que ele faria?)
Itachi se olhou no espelho e deixou seus olhos mudarem. O Mangekyou o encarava e não pela primeira vez, o Uchiha amaldiçoou seu sangue. Por que se não fosse por ele, Shisui não estaria morto, Itachi não seria um assassino, Fugaku não estaria pressionado e Sasuke estaria seguro. Se não fosse esse sangue, esses olhos, e os sentimentos que eles trazem, nada disso teria que acontecer.
Itachi amava sua família. Itachi amava sua Vila.
Ele tinha que salvá-los — ambos.
O menino (sim, isso é o que ele era, um menino— um menino que lutava, um menino que vira muita coisa, um menino que matara — mas um menino de qualquer forma) escuta passos e retorna seus olhos ao normal. Sasuke abre a porta com força.
— Nii-san, você prometeu que me ensinaria Shurikenjutsu!
Itachi sorri e chama seu irmão com as mãos, o cutucando na testa quando ele se aproxima, como já virara costume.
—Desculpe, Sasuke. Talvez na próxima.
Itachi precisava salvar Sasuke. O que seria de seu irmãozinho?
Ele não sabia, mas não tinha tempo a perder. Precisava consertar tudo, e rápido. Seu tempo estava acabando.
A quarta vez o quebrou para sempre.
Fora na noite em que Itachi Uchiha morrera por dentro.
Ele estava matando seus conhecidos, amigos e familiares por toda a noite. Itachi estava esgotado. Se recusava a se sentir culpado, a deixar que sua emoções o atingisssem — ainda não. Ele tinha que cumprir seu dever, salvar sua Vila, proteger seu irmão e o nome dos Uchiha. Aquele inferno estava acabando (ele sabia que não estava. Como não saberia? Nunca mais acabaria. O que fizera, o que estava fazendo hoje, iria com ele pra sempre. Mas não podia hesitar, não agora)
Só faltava uma casa – a sua.
Itachi sabia que seria difícil. Seu pai seria seu pior inimigo, afinal ele também tinha o Mangekyo. Porém ele não esperava aquilo — estava em pé atrás de seus pais, que sentavam na posição seiza. O orgulho Uchiha, que ele vira por todo a sua vida, estava lá. Nenhum dos dois olhou para trás com sua proximidade. Não havia tremores ou medo. Apenas seus pais, firmes e orgulhosos como sempre.
— Eu não quero ter um duelo até a morte com meu filho. — Disse Fugaku, com simplicidade. Sua voz não tremia, não havia medo, apenas resignação.
Itachi respirou fundo, tentando controlar suas emoções. Ele matara crianças, idosos, amigos. Matara pessoas que vira por toda sua vida, que jantavam em sua casa e lhe davam presentes de aniversário.
Ele os matara conscientemente e não tinha o direito de parar agora. Tinha que terminar.
(Por quê?)
E mesmo assim ele só queria se encolher no colo de Mikoto, deixá-la passar a mão em seus cabelos e confortá-lo. Ele queria que ela dissesse que tudo estava bem e aquele inferno de sangue não passara de um pesadelo. Ele queria ser uma criança pela primeira vez, queria o simples conforto de seu mãe.
Ele estava se afogando em sangue (Desculpe, Shisui, não cumpri minha promessa).
Ele queria que aquele pesadelo acabasse (mas não acabaria tão cedo).
Ele queria que seu irmão crescesse feliz, com sua família. Queria que seu irmão tivesse amor, queria brincar com ele e ensiná-lo jutsus, queria treiná-lo, leválo para comer. (Desculpe, Sasuke).
Ele queria vê-lo crescer, ensiná-lo e estar lá para cada momento importante de sua vida: sua graduação, sua primeira namorada, seu casamento (mas não estaria).
Mas ele iria protegê-lo, sempre (nem que fosse como um obstáculo a ser superado)
Ali diante de seus pais — sua bela e gentil mãe, seu orgulho e austero pai — Itachi queria conforto, mesmo sabendo que não merecia. Não depois do que acabara de fazer, do que ainda ia fazer. Mas ele não se importava, queria ser egoísta, queria pedir perdão, queria ser amado por eles mesmo depois de tudo que acabara de fazer.
(Por quê?)
Mais do que tudo Itachi não queria fazer isso. Não queria matar, não queria derramar sangue nenhum, muito menos de quem amava. Amava mesmo pensando diferente, amava mesmo que fosse matá-los. Itachi só queria paz.
— Okaa-san... Otou-san... Eu...
—Nós sabemos, Itachi. — Interrompe Mikoto, com a voz tranquila e suave,com o mesmo tom que lhe dava boa noite todos os dias. O tom que usava para lhe trazer comida. O tom que o dizia que ela o amava.
— Itachi nos faça uma última promessa. — diz Fugaku com um tom mais sério — Cuide de Sasuke.
As lágrimas começam a escorrer pelo rosto do menino—sim, menino, era isso que ele era. Um menino de 13 anos forçado a ir contra sua natureza e se tornar uma arma conhecida como shinobi e forçado a uma escolha impossível que o destruiria para sempre— seus ombros tremem e a espada chacoalha, fazendo o som de metal se espalhar pelo lugar silencioso.
— Eu prometo. —responde o menino num sussurro.
Suas mão tremem mais ainda ele abaixa o rosto (Eu não quero fazer isso).
(Não me faça fazer isso).
(Por quê?)
—Não tenha medo — continua Fugaku, agora com a voz mais baixa e suave — Este é o caminho que você escolheu. Comparada a sua, nossa dor acabará em um instante.
O casal nunca se vira. Não só porque essa não é a última imagem que querem do seu filho, mas também por que sabem que essa não é a última imagem que ele quer deles.
Ambos entendem. Afinal, Itachi sempre fora um pacifista, gentil por natureza, empático com todos. Ele nunca apoiaria uma revolta — ainda mais uma que traria tantas consequências para inocentes. Ele sempre priorizaria Sasuke e a Vila. O menino que eles criaram, aquele pequeno, belo e gentil gênio, que vira coisas demais para sua idade, que compreendia demais para sua idade, não seria partidário da revolta eles sabiam. E por mais que odiassem o conselho e o Hokage naquele momento por terem feito seu menininho matar sua família, sabiam que Itachi fazia aquilo por que acreditava em Konoha e amava seu irmão.
Itachi tenta respirar mas se sente sufocar. Ele não conseguiria (mas tinha que conseguir). Não podia parar agora, não depois de tudo que já fizera.
POR QUÊ?
— Mesmo nossas visões sendo diferentes eu tenho orgulho de você — prossegue Fugaku
Itachi deixa um soluço escapar. Seus pais iriam morrer pelas suas mãos, mas eles sentiam orgulho. Eles o amavam — mesmo sabendo que ele os traíra, que matara todo o clã, que ele iria os matar depois de tudo que fizeram por ele. Eles o perdoavam — mesmo que as palavras não tivessem sido ditas ele sabia, claro que sabia. Ele amava seus pais, seus pais o amavam, e ele teria que matá-los.
Itachi se sentia quebrado e sabia que não havia mais conserto.
Ao escutar os soluços de seu filho, Fugaku conclui:
— Você é mesmo uma criança gentil.
Gentil.
Itachi com as mãos tremendo ergue a espada e ceifa a vida das duas pessoas que o amaram incondicionalmente.
Que o maram na hora da morte, mesmo sabendo que a culpa era dele.
Que enquanto ele se preparava para matá-los, depois de ter matado todo seu clã, o chamavam de gentil.
Ele não sabe quanto tempo se passou quando Sasuke abre a porta.
Ele sabia que não estava pronto, mas quando seu irmão, seu amado irmão pergunta quem poderia ter feito algo tão horrível, quando as palavras de ódio e nojo deixam sua boca, quando ele, mais uma vez, mete para seu irmão, Itachi percebeu que estava engando.
Não havia como estar pronto.
E quando ele finalmente coloca Sasuke num genjutsu, quando seu irmãozinho começa a gritar por sua culpa, quando ele o faz rever algo que o tortura várias e várias vezes, ele de fato quebra.
Criança gentil.
Os pais realmente conhecem os filhos mais do que ninguém.
Danzou acreditou que Itachi tinha escuridão, os Uchihas desconfiaram dele quando Shisui morreu e assim que ele saísse daquela casa toda Konoha o trataria como o mais perverso ser. Um patricida, alguém de mais baixo nível. Ele seria um Nukenin, de rank S e seu nome seria amaldiçoado por toda a vila que ele amava e protegera. Mas o que mais doía era que seu irmão — sua luz— o odiaria mais do que tudo. Seu irmão que ele acabara de privar uma vida completa e feliz. Seu irmão Sasuke que ele queria apenas proteger.
Itachi era tão gentil.
Gentil demais para ver uma guerra.
Gentil demais para matar quem ama.
Gentil demais para matar seu melhor amigo.
Gentil demais para ver seu irmãozinho sofre.
Gentil demais para ser considerado o pior dos traidores, quando era o ninja mais leal daquela vila.
Gentil demais para entrar na Akatsuki e ser um Nukenin, quando mesmo após tudo que fora forçado a ver e fazer, mesmo depois de ver a pior escuridão de sua vila (ver como ela era podre a ponte de mandar uma criança matar toda a sua família e lidar com as consequências sozinho, abandonado), mesmo depois de ter que não só se sacrificar mas perder todos os anos de felicidade, todos os seus amigos, todos que amara e respeitara, perder qualquer chance de uma vida feliz e destruir seu legado, destruir até mesmo parte da vida de seu irmão, a coisa mais importante de seu mundo, ele se via como Itachi de Konoha.
Itachi que salvara a vila mas seria para sempre um vilão.
Itachi que só sentia amor e teria que distribuir ódio.
Itachi que amava a vida e teria que ceifá-la.
Itachi que amava a paz e teria que viver em guerra.
Itachi que amava seu irmão e seria morto por ele.
Enquanto tortura a frágil mente de Sasuke, indo contra sua própria natureza, contra tudo que ele é, sofrendo dez vezes mais que o menino (por que para ele causar dor era a pior das punições e causar dor a Sasuke era pior que morrer) ele percebeu que além de tudo teria que quebrar a promessa final que fizera a seus pais.
Itachi garantia a sobrevivência de Sasuke, o nome e a restauração do clã Uchiha. Garantia que seu irmão seria um herói para a Vila e traria glória. Mas Itachi nunca cuidaria dele — ele seria um obstáculo, ele seria um inimigo, nunca um irmão.
A quinta vez não ocorreu.
Itachi se sentia queimar. Sangue escorria pelos seus olhos e lábios. Sua visão há muito já estava quase que completamente perdida, mal vendo borrões. Seu chakra estava quase esgotado, mas ele mesmo assim, manteve seu Susano’o de pé: esse era seu último show.
Sua última mentira.
O clã seria vingado.
(Mas ele tinha que fingir mais um pouco).
Tudo seguia conforme o plano — Sasuke teria um Mangekyou eterno, a gratidão da vila e seria forte o suficiente para se proteger.
“Nós só temos um ao outro como irmãos. Mesmo que você me odeie, eu sempre vou estar do seu lado, nem que seja como um obstáculo a ser superado”.
Essas palavras ecoavam na mente e no coração de Itachi por que elas eram reais. Ele quase riu da ironia: não cumpriria a promessa no final (ao menos em parte— não ficaria lá para sempre). Sasuke estava seguro — ele garantira. Fora o maior dos obstáculos e agora todas as peças estavam em posição.
Seu irmão seria um herói e poderia enfrentar tudo que estava por vir, tudo que a Akatsuki jogaria neles. Danzou não poderia encostar nele agora, ele seria mais forte. Sasuke não precisava mais de sua proteção, Konoha não precisava mais de sua proteção e esse inferno que foram os últimos anos de sua vida iria finalmente acabar.
Todo seu corpo protestava enquanto ele dava mais um passo. Ele esticou bem as mãos, que já estavam cobertas de sangue e cutucou (pela última vez) a testa do seu irmãozinho.
— Desculpe, Sasuke. Essa foi a última vez.
Última vez que mentira.
Última vez que o faria sofrer.
Última vez que o veria.
(Essa promessa ele cumpriu — de fato não haveria uma próxima).
Enquanto sua consciência era levada e seu corpo quase caía sem forças, mesmo sabendo de todos os erros que cometera, Itachi Uchiha sorri de todo o coração.
Por quê Sasuke estava vivo, Konoha estava e pé, e portanto então tudo estava bem.
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